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Samurai Shodown 1 – Review: Quando Samurais encontram os Arcades!

Olá meus amigos e minhas amigas, como vocês estão? Hoje é dia de mais uma review aqui no afontegeek. Desta vez a review é de um clássico game de luta: Samurai Showdown, o primeirão lançado pela SNK para seus clássicos arcade Neo Geo MVS. Vamos ver como foi esse primeiro encontro no mundo do Japão Feudal.

Samurai Shodown 1 – Review: Quando Samurais encontram os Arcades!

Sempre quis trazer algum tipo de conteúdo do game que me trouxe para os fighting games, o grande Samurai Showdown 1, também conhecido como Samurai Spirits, e chegou a hora. Ironicamente a versão que joguei primeiro foi o Samurai Shodown de Snes, mas vamos chegar lá com calma e destrinchar um pouco a história mas principalmente a gameplay — prometo não me estender muito já que as fontes que utilizo são muito boas, a SNK.Fandom.

Enfim, o jogo foi lançado em 1993 contando com 12 opções de “bonecos” para o jogador, excluído o vilãozão Amakusa — que muitos até hoje chamam ele de ela, mas acho que hoje em dia pouco importa. Aliás uma curiosidade interessante que o game se passa nos fins do séc. XVIII, e a história do game conta que Amakusa foi revivido por sua promessa com um demônio chamado Ambrosia…

E no séc. XVI realmente existiu um Amakusa, o Amakusa Shirō, que era um ronin (um samurai que havia perdido seu título de samurai diante a seu mestre, ou Senhor), sendo que ele também era recém convertido ao catolicismo. Mais tarde volto ao Amakusa.

Além do jogo ter chegado as placas MVS e mais tarde aos consoles AES, ganhou versões em trocentos video games, como 3DO (era uma das mais completa em casa nos anos 90), Snes, Mega Drive (ambos portes bem diferentes e interessantes cada um no seu estilo e que agrada mais cada tipo de jogador; eu prefiro mais a versão de Snes por ser mais “bonita” e ter uma gameplay próxima a do arcade; a do Mega Drive é bem mais parecida em visual ao game original por ter o “sangue”, apesar de não ter o Earthquake e ter uma gameplay diferente no geral), Psone, e até no Switch.

Mas vamos falar do jogo.

Gameplay – O Diferencial dos Samurais

A grande inovação de Samurai Showdown comparado aos outros games de luta da época e até das gerações posteriores é a sua barra de POW. O game ainda não tem golpes especiais ou “secretões” como no Samurai Showdown II e principalmente no IV, mas essa barra de POW garantiu todo o diferencial da mecânica de jogo. Consiste num conceito bastante simples: A cada vez que você apanhar, aumenta o nível da sua “raiva” (RAGE) e com isso cada golpe que você executar vai causar mais dano que o normal.

Isso quer dizer que você pode estar apanhando a partida inteira aumentando a sua barra de POW até o máximo, e num golpe de sorte, “com muita farofa” ou até estratégia de jogo, com dois ou três golpes que não tirariam tanto dano, mas com o POW no máximo, você garante a vitória. Apesar de parecer uma mecânica “ladrona”, o POW adiciona ainda mais estratégia: por exemplo, se ambos os adversários estiverem apanhando bastante, ambos com o POW no máximo, o primeiro que conseguir executar um golpe certeiro ganha a partida.

Ahh… o sangue!

O mesmo caso se você estiver batendo muito no seu oponente e de novo, ele ficar com o POW no máximo. Você pode simplesmente “fugir” dele enquanto espera a barra dele descer e voltar ao normal. Esse mecânica que acompanha o jogo até hoje na sua versão mais moderna (3D lindona) é marca registrada do game e é contada em detalhes pelo Issui do Poeira Jogos. Recomendo ver o vídeo dele que conta sobre isso e mais curiosidades.

Visual e Frames “instantâneos”

O visual do game com toda a sua pixel arte é lindíssimo, seus cenários que tentam trazer o espírito de uma época dos fins no feudalismo do Japão, e o seu icônico “IPON!” que aparece no final dos combates.

Mas aqui vai um “pulo do gato” para quem quiser conhecer um pouco melhor o jogo: como esse foi o “primeirão” ele possui no geral menos frames de animação se comparado aos Samurai II e principalmente ao Samurai IV (esse tem tanta animação que deixa o jogo lento e truncado em minha opinião), e isso quer dizer que alguns golpes vão sair de forma “instantânea” assim que executados.

O pulo do gato mesmo é você saber (não adivinhar) o quanto vai demorar para desferir certo ataque ou quanto demora para defender um ataque de seu oponente (ou seja, saber quantos frames demoram para o Haohmaru por exemplo, executar a sua “lapada” mais forte, com dois botões). Com o tempo e experiência de jogo você vai começar a apreender essas coisas e quando defender/ executar certo ataque.

Digo isso porque essa é uma diferença (senão A diferença) mais importante se comparado ao Samurai II, e compreender que alguns frames no Samurai I são mais rápidos que no segundo pode ser a diferença de uma vitória ou tomar um Perfect.

Low tear, Top tear – Qual escolher?

Eu sei que essa review está “diferente”, mas se eu ficar falando de curiosidades e historinhas não teria a menor graça. Então, existem doze “bonecos” para escolher no Samurai Showdown 1, e temos uma diferença grande se comparado a um Street Fighter II que é a “base” dos games de luta. Por exemplo, a maioria dos games de luta tem um boneco que é mediano: não é excelente, nem muito ruim em nada e serve para o jogador iniciante se acostumar com a gameplay. No caso do SF2 se trata do Ryu. Em MK Eddi Boon e John Tobias queriam que o Liu Kang fosse esse boneco. A Lista é grande.

Todos pensam que o boneco mediano em Samurai é o Haohmaru. Mas aqui há a primeira quebra nisso. Haohmaru meio que começou a ideia de ter comandos facilmente executáveis por qualquer jogador, como meia lua (hadougen), frente-meia lua (shoryuken), mas ele não tem nem o range (alcance) e nem o dano mediano do jogo. Pelo contrário. Haohmaru é pesado, tem um alcance altíssimo e dá muito dano (é um dos bonecos que mais dão dano no Samurai). Na verdade com o POW no máximo dois ataques fortes são o bastante para ele terminar a luta. Então, tirando a lista de comandos básicos, ele não é nem de longe o boneco mediano do Samurai I.

Mas quais são os “mais fortes”? A minha lista pessoal é que no PVP (no X1, player vs player) primeiro vem o Hanzo (o ninja fodão) que está muito forte nesse Samurai I (apesar de ser o mais amado no online do Samurai II ele ficou muito fraco lá) com a Nakoruru brigando firme com o Haohmaru no pódio. Alguns citariam ainda a Charlotte e o Ukyo; Ukyo (o ceguinho) que para mim apesar de ter os comandos mais “difíceis” para um player iniciante é neste Samurai I o “mediano”. Ele é o Ryu.

Uma citação interessante é que eu vejo a Nakoruru extremamente OP na versão de Snes junto com o Hanzo.

Conclusão – Samurai Showdown um game de luta Marcante

Samurai Shodown é o meu game de luta preferido de longe. Gosto muito da sua mecânica de jogo de você precisar acertar poucos golpes certeiros para deitar seu oponente, ou até de tomar um IPON e ter o corpo do seu boneco cortado em mil pedaços. Apesar disso ter mudado um pouco desde o IV (que é o preferido de muita gente, mas eu não gosto tanto) ele ainda mantém essa mecânica que torna Samurai único entre os games de luta.

E eu acho muito gostoso esse clima de Japão feudal que ele traz. Tem o Galford que é o “ninja americano”; a Charlotte que é a “cavaleira francesa” que nessa época fazia referência a Joana D’ark; o Haohmaru e Ukyo que são quase que como Ronins; O Gen-an que parece um Oni e muitos pensam ser um ancestral da Mai Shiranui por terem o mesmo sobrenome… aliás se falava bastante na época da capacidade do Neo Geo de “zoom de sprites”, mas ironia das ironias hoje as pessoas jogam mais por causa da sua gameplay e de seu clima únicos.

Tem também a questão do Amakusa ser lembrado como uma “bruxa demoníaca”, que na verdade fala sobre o medo do japonês em ter sua cultura ameaçada por interferência estrangeira, medo este tão infundado em minha opinião que acabou fazendo toda uma elite de samurais ceifar as vidas de uma cidade inteira, mulheres e crianças, que estavam ao lado do Amakusa Shiro, o ronin católico que eu contei acima. Medo compreensível porém, faz parte da humanidade temer o desconhecido.

São essas referências e histórias com sua gameplay única que tornam Samurai Shodown, ou melhor Samurai Spirits tão gostoso de ser jogado hoje.

Nakoruru minha Waifu

E para quem não sabe, a Nakoruru é minha waifu de todos os games de luta. Eu sei que muita gente tem a Chun-li ou a Mai Shiranui como suas waifus, mas a Nakoruru é a minha waifu porque (além dela ser linda) eu praticamente aprendi e voltei a jogar fighting games graças a ela, então eu tenho todo um carinho pela personagem mesmo quando ela é abaixo do low tier (ou seja, muuuuito ruim Mesmo) como no Samurai Showdown II.

Uma curiosidade sobre a Nakoruru, que além dela fazer um pouquinho de referência à Sailor Moon com seu “This is nature’s punishment”, ela é realmente baseada no povo Ainu, que é considerado um povo indígena no Japão (e na Russia), daí veio o fato dela ser protetora da Natureza.

E para mim é legal saber que ela só foi parar no KOF XIV por causa sua da popularidade. Ou seja, não sou o único que tem ela como waifu. Perai… mas ai não dá, ela tem de ser a minha waifu!

Abração e bom game pessoal!

Fontes: Wikipedia (ING) Ainu People [Link]/
Wikipédia (Pt-br) Amakusa Shiro [Link] e Ronin [Link]
Snk.Fandom.com: Samurai Shodown [Link]/ Nakoruru [Link]

Halo: Combat Evolved – Review: Quando um Noob joga um dos melhores FPS da História

Olá, como vocês estão? Espero que estejam bem. Sejam bem-vindos a review de Halo: Combat Evolved, o primeiro Halo que saiu tanto para PC, MAC OS e claro, Xbox Clássico. Mas esta é uma review diferente. Vamos ver como um noob se sai jogando um clássico dos FPS! Sem Spoilers! Vamo lá!

Halo: Combat Evolved – Review: Quando um Noob joga um dos melhores FPS da História

Olá meus amigos e amigas, quem diria que o Afontegeek traria uma review de um dos games mais clássicos da História, não é verdade? Mas por algum motivo eu percebo que a maioria do público brasileiro não tem o menor contato com Halo, e raramente (eu nunca vi) numa roda de gamers, alguém cita que gosta ou jogou Halo.

E como pelo título da review vocês já notaram que eu não sou um true gamer, minha ideia aqui é apresentar o game para vocês br br hue hue, que jogam Call of Duty, Counter Strike e até Tribes, mas nunca viram Halo.

Eu já joguei um pouco de cada um dos que citei (menos Call of Duty), e até mesmo um pouquinho do Doom (clássico), Wolfestein: Enemy Territory (versão online), Hidded and Dangerous Deluxe, e tenho também uma jornada inicial no também pouco conhecido Metroid Prime. Então eu não sou bem um noob no mundo do FPS, mas não quer dizer que eu seja um mestre, longe disso.

Considero que sou um dos br br hue hue que nunca jogou Halo e sempre quis jogar. Assim que pude, fui jogar a versão para PC que a Bungie, a primeira desenvolvedora de Halo (antes da franchise ser comprada pela Microsoft) distribui. De vez em quando você encontra Halo: Combat Evolved em sites abandonaware, ou a precinhos bem camaradas na steam e na GOG.

Pois é, eu nunca joguei Halo mas tava morrendo de vontade. E você?

Você já jogou Halo? Não? Então JOGUE!

Digamos que você esteja ai como eu, morrendo de vontade de jogar Halo ou tem uma curiosidadezinha de conhecer o game, mesmo que por alto. Por acaso li bastante a “Halopedia” que conta detalhes da história de todos os jogos e a Lore absurdamente fantástica e complexa do game, e vou explicar um pouquinho dela para vocês durante a Review (só que sem spoilers).

Mas mais uma vez, eu sou um “noob” jogando um clássico, vou dar mais as minhas impressões e acho que isso vai servir de porta de entrada para você também.

Pois bem, o jogo começo na tensão. Você, que alguns chamam de Chief ou Masterchief (por algum motivo) acabou de colocar seu traje de batalha mais moderno, e acontece que aliens estão atacando uma nave humana em algum canto da Via Lactea.

Sim, o jogo começa já na loucura. Um dos Marines ensina os botões básicos e você começa. Primeiro você anda ao redor da nave meio que como stealth enquanto vê os outros marines atirando nos Ets — que FALAM! Sim, você consegue compreender as falas dos ets em Halo e isso é MUITO MANEIRO!

Depois que você finalmente acha o Capitão Jacob Keyes, você começa de verdade. Halo é um FPS bem classicão, ainda com sistema de vida “Apanhou demais e não achou life por ai, morreu” — eu curto. A diferença é que você tem um escudinho, que te permite levar alguns tiros antes de começar a perder life de verdade.

Apesar da Bungie dizer que Halo deve ser jogado no modo Heroic, eu joguei no modo Normal (que não é nem um pouco fácil) e acredite, você vai ficar correndo por ai nas fases seguintes procurando life, mesmo que seu escudo recarregue um pouquinho e você fique no soro.

Cortana, a nossa Navegadora

Depois que o jogo inicia com os humanos PERDENDO — já na tensão, aliens vs humanos, e com a gente PERDENDO — a nossa nave cai e a gente desce num campo aberto com um pouco de mar, que dá pra falar que é quando o jogo começa Mesmo. Esqueci de dizer… nós não estamos Solo na missão. Nós carregamos a nossa IA companheira, a Cortana. Para quem já jogou Zelda como eu, a primeira referência da Cortana era Navi de Ocarina of Time, que é nossa companheira/ chata de galocha que nos acompanha no jogo.

A Navi (ou navigator) foi criada pelo time de Myamoto para servir de “Z target”, e marcar mais facilmente os inimigos na tela, além de explicar alguns elementos da história para o jogador. Navi é um elemento de gameplay.

E a Cortana, a IA que acompanha o Masterchief, apesar de não servir como Z target, ela meio que nos prepara para o que virá, e o que devemos fazer. Falo isso porque depois que a história de Halo se desenrola (ou melhor, já no meio da 2º fase) nós ficamos literalmente sozinhos no mundo repleto de aliens (os chamados Covenants) que querem nos matar.

A sensação não é de solidão absoluta e de filme de terror como temos em Metroid Prime (a Samus é a mulher mais corajosa e bad ass dos games, Lara Croft o cara**o) justamente porque nós temos a Cortana. Ela é a nossa ligação com a base humana e sempre está nos contando o que acontece, o que devemos fazer e para onde ir. A gente cria uma ligação de afinidade com ela, porque ela é quem de fato Manda no que devemos fazer.

Veja bem, ela não nos dá dicas e nem ensina a usar os botões. Ela só fala o que está na nossa frente. Que nós devemos derrubar certa nave. Qual a provisão de inimigos e em quem Devemos Confiar.

Cortana é a nossa chefa e isso é muito maneiro na perspectiva de gameplay porque Halo é um FPS de ação (sem MAPA!!!!) e Cortana é muito útil o tempo inteiro para manter o sangue nos nossos olhos (avisando que virá uma horda de Covenant por exemplo), além de tirar a sensação de solidão, porque Halo não é um Metroid.

Os aliens “assustadores” e o Halo

Field Master (elites)

Durante o jogo inteiro a gente não tem a sensação como em Doom ou mesmo em Wolfstein: Enemy Territory que os Aliens são desalmados ou Seres Demoníacos do inferno. Eles falam o tempo inteiro, nos chamam de covarde, avisam aos outros que estamos por perto e Nos chamam de Demônio (porque o Masterchief não é o Homem de Ferro mas mete medo!) e a gente não sente hora nenhuma que eles são estranhos.

Mgalekgolohunter

Os aliens na verdade são pessoas como eu e você, nos fazem rir e até quando enfrentamos os aliens mais poderosos (que são os gigantes que tem armas de plasma nos pulsos e os outros guerreiros que vão sim te dar uns sustos com suas espadas de “luz dura”) não passam a sensação de medo.

 

 

Lembrem-se Halo é um game FPS de ação espacial. Na verdade a sensação para quem joga Halo é que os Covenant (os aliens) nem “do mal” são de verdade. Para ser sincero, antes de ler a lore do game na Halopedia, eu sempre pensei que nós humanos tentamos dominar o Halo por ele ser uma arma alien de destruição em massa (mas não é bem assim…).

A sensação para quem joga a primeira vez é que estamos em guerra por uma Arma de destruição em massa que pertence aos Aliens. Começamos perdendo (como eu contei acima) e enquanto o jogo progride acontecem coisas que pode-se dizer, têm um pouco de culpa nossa.

Mas eu não vou dizer nada mais além disso. Apenas que no decorrer do jogo vai aparecer uma ameaça PIOR que os Covenant, e esta ameaça sim vai dar agonia (até porque vai ter uma falta bruta de arma nas fases à frente). Confiem na .12 (arma humana) para enfrentá-la.

Gameplay, Gráficos e Fases

Aqui eu vou ser bem diretão. A Gameplay é fantástica. Rápida, direta como todo bom FPS, e a trilha sonora (além dos efeitos sonoros) ajuda muito a dar a sensação de que nós somos o Rambo Espacial, que Cortana vai nos passar as coordenadas, e nós vamos derrotar os Covenant! Sobre os gráficos… Por mais que Halo tenha muitas fases amplas e abertas (que são fodas) eu achei ele um jogo não tão bonito graficamente quanto o próprio Metroid Prime. O que é uma ironia se você pensar que o Xbox clássico era uma máquina mais potente.

Mas a beleza de Halo é justamente quando estamos nos mapas abertos e o jogo mostra toda a capacidade gráfica. Posso falar sem sombra de duvida que ele envelheceu bem demais. Mas… as fases fechadas… hummm… Primeiro que elas são absurdamente lotadas por HORDAS de inimigos principalmente no final. Mesmo jogando no normal.

Acredite, vem muito mais

A diferença que eu notei comparada com o modo Heroic é que o Normal você encontra mais life escondido nos mapas, mas as hordas aparentemente são as mesmas.

Esses mapas fechados são sim um pouco repetitivos (muita gente fala mal da The Library) mas caramba, as três ultimas fases sofrem um pouco de game design no geral — mesmas texturas, labirintos idênticos, hordas semi-infinitas, enfim é um pesadelo de game design e vai te deixar com coração na boca o tempo inteiro! Mas na boa? Mesmo com esses repetições, Halo tem uma ação e uma necessidade de urgência tão gostosas, que você vai zerar ele com gosto.

Conclusão – O FPS Evoluiu

Não tem nada de muito especial em Halo: Combat Evolved. Acredito que Halo 2 tem muito mais inovação — algumas delas trazidas direto de Metroid Prime — mas o que eu gosto mais de Halo são os elementos de Gameplay fora do habitual. Não é o uso de armas diferentes, dos veículos (alguns são maneiros de mais!) ou mesmo a interação com os Marines, os humanos do nosso lado (a IA do jogo até que é eficiente).

O que mais te deixa louco com Halo é a imersão. As interações com a Cortana, a sensação de guerra de verdade e que nós fazemos a diferença. Os inimigos aliens e outros personagens que aparecem no decorrer do jogo que vão sim, te fazer sorrir apesar de toda a desgraça que acontece à volta. O fato dos Covenant falarem, mesmo os mais poderosos tornam Halo um jogo fantástico. E não te lembra épicos espaciais como Star Wars ou Star Trek. Halo é Halo.

São esses elementos diferenciados, da Cortana comigo, de que sou Especial para a sobrevivência da espécie humana, que dão uma imersão absurda e tornam a gameplay de Halo sem igual. Se você nunca jogou Halo, a hora é agora!

Lançamento: 2001 (Xbox Clássico)/ 2003 (MAC OS e PC)

Fontes: Halopedia [Link]/ Heroic [Link]

Underworld, Symphony X – Resenha: O Retorno de Orfeu das Profundezas do Metal!

Olá meus amigos e minhas amigas, metaleiros e metaleiras, como vão? Estão felizes? Espero que estejam. Hoje eu trago a resenha do álbum Underworld da banda de metal progressivo neoclássico, Symphony X. O álbum foi lançado no distante ano de 2015, e veio logo depois do bem pesado Iconoclast. Será que ele ficou bom? Vamos descobrir agora.

Underworld, Symphony X – Resenha: O Retorno de Orfeu das Profundezas do Metal!

Olá a todos, tudo ok? Finalmente voltando a fazer resenhas aqui no Afontegeek, começo logo com uma resenha de metal. Eu gosto muito de fazer posts assim, já tendo feitos posts de álbuns do Therion, Rhapsody, e do próprio Symphony X.

Eu fiz a resenha do álbum V: the new Mythology Suite e também uma indicação do Iconoclast. Mas agora que finalmente eu peguei para ouvir com cuidado o Underworld, e exatamente por ter gostado mais dele do que eu poderia imaginar, resolvi fazer uma resenha sobre o danado.

Overture+Nevemore

Como vocês sabem, o álbum foi lançado em 2015 e é sucessor do bem mais pesado Iconoclast (este que lembra muito o álbum The Odyssey no quesito “Peso”, mas é bem mais que este). Quem ouvir o Undeworld vai notar algo interessante.

Em vez de continuar seguindo a tendência de colocar mais peso nas músicas e ainda mais vocais rasgados, esse álbum tem algo… dos álbuns anteriores. Quem for fã da banda de longos anos vai captar isso logo na introdução. É como se bons ventos trouxessem de volta o V: the new Mithology suite…?

O retorno do Hades

Underworld

“Musicalmente, Underworld tem coisas remanescentes dos outros álbuns da banda mas definitivamente tem sua própria individualidade” Michael Romeo

Pois é, se você lembrou de algo mais próximo do V: New Mithology mas principalmente do Divine Wings of Tragedy, pode crer que acertou em cheio meu caro amigo/a fã de metal progressivo neoclássico (seja lá o que essa classificação queira dizer).

Confesso que assim que peguei para ouvir de verdade o Underworld eu sorri. Simples assim. Abri um sorrisão diretamente com a intro “carregando” para a primeira música, algo que você já encontra há algum tempo nos trabalhos dos caras… mas o gostinho era mais de New Mythology que Paradise Lost.

Basicamente meu sorriso foi por causa da melodia. Eu havia começado a sentir falta de ouvir mais melodia e musicalidade no trabalho dos caras. Não que eu não goste do Iconoclast, por acaso é um álbum que eu gosto mais que o Paradise Lost e está no meu coração ao lado do The Odyssey. As músicas dele são inconfundíveis e eu gosto demais das primeiras e da impressionante Light up the night, que é veloz e pesada do jeitinho que eu gosto — apesar de com certeza, ser o trabalho que passei menos tempo ouvindo dos caras.

Without You

Talvez porque eu senti falta de ouvir música também? Eu curto ser headbanger, mas de vez em quando parar para ouvir algo que é “tastefull” faz bem à saúde. Ironicamente, eu acabei gostando mais das músicas “mais pesadas” do Undeworld, que não por algum acaso, são as primeiras. Mas mesmo assim, é bom ouvir mesmo nessas músicas mais “heavy”, algum tipo de melodia além que conduza o metal inteiro. Confesso que ouvi pouco disso no Iconoclast.

“Nós definitivamente somos conscientes dos fãs. Têm fãs da banda que gostam de um album como o Iconoclast que é bem pesado, e têm alguns que gostam mais de algo progressivo e mais melódico” Michael Romeo

Eu não sei vocês, mas acho que Michael Romeo ouviu os fãs. E falando do Underworld? O que eu posso dizer que é um sopro de novidade, trazendo algo clássico. É basicamente como Orfeu indo para o inferno e conseguindo trazer de volta “a garota”. Vamos falar um pouco das músicas que mais gosto (que por acaso já estão aí no decorrer do post) e aí eu termino a resenha.

As Melhores Músicas (que mais gostei)

Kiss of Fire

Overture+Nevermore, dá para dizer que é como ouvir a intro do V: the New Mithology juntinho da Evolution (The Grand Design), mas sem uma preocupação com os Shadows que você encontra nas outras duas do V. Agora a coisa mais interessante: não dá para ouvir elas sem ouvir também a Underworld, a terceira música do álbum.

E sim, ela coloca “pressão” com o teclado. Que saudade! Não deixa de ser algo bem diferente de praticamente todos os trabalhos anteriores dos caras aonde a terceira música geralmente é uma “quebra” do que acontece nas duas primeiras. Aqui simplesmente… você tem que ouvir ela junto.

Charon

Aqui a quebra vem justo na Without You, que tem toda aquela vibe de música lenta do Symphony X, que apesar de ser muito boa, nunca mais recuperou aquele estilo da Whispers do Damnation Game. Basicamente todo álbum do Symphony X tem aquela música lentinha que tenta de algum modo lembrar a Whispers, mas eu particularmente não gosto muito delas — tanto que mal lembro o nome. Mas vale citar Without You porque essa é a música lenta desse álbum e ela é sim muito boa!

Depois Kiss of Fire e Charon. Meu Deus… que deleite de metal. Vou avisando que as duas são pesadas mas elas têm aquela coisa que eu gosto demais e que você só encontra no Symphony X. Para resumir, são o tipo de música que vai te fazer “headbangear” e sorrir ao mesmo tempo por causa da melodia. São excelentes. Para fechar Hell and Back e principalmente In My Darkest Hour que eu gosto bem mais que a primeira por algum motivo que só posso descrever como: “O refrão que me lembra a 2ºGG”. Realmente dá até um arrepio. Os espertos vão entender a referência.

O que senti Falta?

Hell and Back

De uma música épica. A Swansong parece ser a epicmusic do disco, mas no fundo ela tenta ser mais uma música do Divine Wings (lenta porem metal). O que é muito bom, mas cara… depois de obras de arte como Revelation (que RIFF senhores!), The Odyssey (a música de +20 minutos com o final mais foda do universo) e Rediscovery pt.2, confesso que toda vez que coloco para ouvir o Underworld e ele termina na ótima Legends, eu fico com gostinho de “Quero um épico Tio”.

“Eu comecei procurando em Dante e Orfeo no submundo, aonde ele vai para o Hades ou para o Inferno para salvar a garota. Então é esse o tema de ir para o inferno e voltar por algo ou alguém que você gosta muito [que está no álbum]” Michael Romeo

Alguns podem argumentar que na verdade a épica do álbum é a Hell and Back e quando eu olho para que o Michael Romeo falando (ele é o Timo Tolkki do Symphony X, guitarrista, letrista principal e líder dos caras) eu tenho a sensação de que ela seja mesmo. Mas por algum motivo eu sinto que a música corre sem me dar o que eu quero. Eu nem ao menos sabia que ela tinha +9 minutos, vejam só. Só reparei agora. Mas isto  dito aviso logo que não influencia em nada na qualidade deste álbum.  Ele só termina com gostinho de quero mais.

Conclusão

In My Darkest Hour

Que álbum! Os caras conseguiram trazer aquele peso que a gente tanto ama reunindo ele com a melodia que tanto a gente sentiu falta. Os caras realmente foram no inferno e voltaram trazendo a melodia que lá estava acorrentada e presa por Hades, para nós. Eu não sei vocês mas esse é o tipo de coisa que a gente espera encontrar não apenas em bandas e artistas, mas também nas pessoas que estão próximas a nós.

E Orfeu, acho que valeu sim ir no Hades para buscar sua musa de volta. Sua musa chamada Melodia.

“O uso do numero três de Dante também faz referência no álbum. A música de abertura, “nevermore”, tem três sílabas, uma frase melódica de três sílabas, e cada verso contem três referências de três músicas do terceiro álbum da banda, o The Divine Wings of Tragedy” [Wikipedia ING]

Abraço!

Fontes:
Wikipedia [ING] [Link]
blabbermouth.net [Link]

Aquarion Evol – Review: E a Guerra dos Sexos ataca novamente! (podcast)

Dando continuidade ao nosso especial de reviews de anime em formato de podcasts, agora é a hora e a vez de… Aquarion Evol, a continuação da pérola que é Sousei no Aquarion! Infelizmente na nossa opinião não se trata de uma continuação à altura… vamos conferir no videozinho!

Aquarion Evol – Review: E a Guerra dos Sexos ataca novamente! (podcast)

Cá estamos nós para dar continuidade ao nosso especial sobre Aquarion. Novamente com o guru, aquele que sabe tudo dos animes, o grande Mago Givan, e claro, este que vos escreve, seu querido amigo do bairro o AdminTB. Dessa vez tentamos (a palavra certa é tentar mesmo) fazer uma review tão analítica quanto foi a de Sousei no Aquarion, mas meio que.. ficou difícil fazer uma review analítica com esse anime.

De qualquer jeito, separamos momentos especiais, falamos da história, das músicas sensacionais de Aquarion Evol, algumas possíveis falácias da história e enfim. Acabamos tocando também num ponto meio forte de se falar sobre animes: que animes mais antigos tendiam a colocar as mulheres ou em segundo plano, ou como vilãs, sem esquecer da conhecida “guerra dos sexos” que também é o caso de Aquarion Evol.

Claro que acabamos contando com alguns pontos de humor, mas é certeza que o amigo e a amiga do outro lado vai acabar gostando e rindo um pouco conosco. Lembrando sempre que essa é a nossa opinião e nós claro, respeitamos a opinião dos fãs e não sabemos tudo, of course. E claro… Como foi citado no video, e alguém quiser ver o nosso Top 15 Animes Ecchi (aonde eu falo lá de B Gata H Kei) só seguir o link.

Enfim, bom podcast e boa review do anime para vocês!

Já conhece a iniciativa Os Escudeiros?

Sousei no Aquarion – Review: Como ser mais Humano (podcast)

Sejam-bem vindos à review de Sousei no Aquarion em formato de podcast, postada no canal osEscudeiros (lá no youtube). Mas aqui mesmo no post vocês podem ver e ouvir o que nós falamos sobre o anime, além de ver o videozinho. Vamo lá!

Sousei no Aquarion – Review: Como ser mais Humano (podcast)

Sejam bem vindos e bem vindas à review do anime Sousei no Aquarion, postada no canal oficial do Afonte Geek no youtube, OsEscudeirostv! Desta vez, eu, seu querido amigo do bairro o AdminTB me junto ao grande e sábio guru, MagoGivan, para discutimos em formato de podcast um dos clássicos animes de mecha.

Pois então,  fazemos uma review do anime desde sua sinopse, passando por momentos especiais e marcantes do anime, até chegarmos ao seu ponto máximo que é a Análise propriamente dita, o Sentido da obra, sempre com imagens e alguns videozinhos de Sousei no Aquarion para vocês entenderem bem do que estamos falando na hora.

sousei no aquarion– PARA DEPOIS DE VER A REVIEW  –

Se você já viu inteiro o podcast-review — incluso o finalzinho aonde falamos sobre o Sentido do Anime — quero fazer aqui algumas colocações sobre a Analise e a História do anime, começando….

sousei no aquarion mechaSobre o que Levava os Anjos à Guerra

Se bem recordo era algo que envolvia a Árvore da Vida e o Equilíbrio dela na Terra — se ela morresse, se temia que o Planeta em si e o Mundo dos Anjos fosse destruído. Daí os anjos, se bem lembro, entrarem em guerra com os humanos para fazer deles uma espécie de sacrifício para a tal árvore, que lembra um pouco a Yggdrasil dos deuses nórdicos.

A segunda coisa envolve o Touma

Ele não simplesmente parou e pensou “fudeu” como eu falei. Logo depois que a árvore foi para o saco, o Mundo dos Anjos foi destruído e mesmo a Terra começava a se despedaçar. Ele parou para pensar, porque pela primeira vez percebeu que os humanos também sentem, têm dor, paixão, amam, enfim, são pessoas assim como os Anjos. Esta foi a grande ‘virada’ dele que eu comentei no podcast, mas na hora esqueci de comentar qual foi o motivo dele ter mudado.

A terceira é meio óbvia: Reencarnação

Sousei no Aquarion acaba falando BASTANTE sobre Reencarnação, com a Silvia sendo a reencarnação de Cecile e o Apolo a de Apollonius… além claro de parecer haver um busca para consertar os erros que se cometeram nas encarnações passadas… Mas isso ficou bem claro durante o anime e acabamos não tocando no assunto porque é bem óbvio.

Espero que vocês tenham gostado.

Aquele Abraço!

Já conhece a iniciativa Os Escudeiros?

Resenhas de Filmes Aleatórios: Saló ou Os 120 Dias de Sodoma/ O Experimento de Aprisionamento de Stanford e A Casa Que Jack Construiu

Que tal fechar o ano com chave de ouro? Nosso amigo aldair volta por mais uma com suas “mini-resenhas” de filmes que ele mais gosta. Dessa vez, mais filmes com temáticas… gore, ou difíceis de engolir. Mas vai que vocês gostam também? Vamo ler e quem sabe ver os filmes indicados por ele.

Resenhas de Filmes Aleatórios: Saló ou Os 120 Dias de Sodoma/ O Experimento de Aprisionamento de Stanford e A Casa Que Jack Construiu

Era pra ser três review mais fim de ano e fazer “textão” hoje em dia tá cansativo para quem ler e para quem escreve. Enfim vamos ao meu ultimo post do ano.

Resenha Sobre Filmes Aleatórios

Saló ou Os 120 Dias de Sodoma

Despedida de solteiro nazista.

Tinha grandes expectativas pra este filme mais ele se resumiu a uma orgia deliberada com requintes de sadismo desvairado e cenas de violência muitas das vezes cortadas. Não se engane pelo “market popular” do filme, ele é bastante fraco no que se propõe tendo de pesado apenas seu contexto e nada mais.

O Experimento de Aprisionamento de Stanford

“Abuso de poder a serviço de um bem maior?”

Este filme me conquistou, do  jeito certo é claro. Ele me passou o ser humano em seu lado irracional. Se você o coloca no poder ele pode acabar por não respeitar regras por bel prazer, usando de desculpas visíveis ele leva o outro a nível de humilhação usando o argumento da realidade e do quanto a vítima aguenta sem reclamar ou revidar. Um dos filmes que me prendeu do inicio ao fim. Simples e humilde e que desempenhou muito bem sua proposta.

A Casa Que Jack Construiu

Contos de um Mentiroso?

Sou fã dos filmes de Lars Von Trier, mas confesso que este me decepcionou um pouco (ou muito). talvez pela visão que tive do filme. Em meu entendimento a trama é uma mentira teatral contada por um engenheiro que se acha um arquiteto e que não consegue terminar sua casa.

O filme tem camadas escrotas e narrativas ainda mais escrotas. Muitas delas devem ser verdades contadas sobre o próprio diretor, fora isso o filme não passa nada mais do que contos com brechas literais pra o absurdo.


E com mais um post raso que eu termino este ano. Para quem leu, Boas Festas e um final de Ano de muitas alegrias.

Resenha Sobre Antologias – Rocky: Um Lutador da Vida (Todos os Filmes)

Aldair retorna para fazer mais “mini-resenhas” de todos os filmes que possuem Trilogias… ou mesmo Antologias. Aqui ele faz um apanhado geral de TODA A ANTOLOGIA dos filmes de Rocky, mas sem falar dos filmes a partir de Creed. Apesar de aparentemente apaixonado pelos filmes, nosso amigo ainda consegue criticar os principais pontos de cada película. Vale à pena a leitura.

Antologia Rocky

Vou me arriscar a falar com total sinceridade sobre este clássico, porém Creed não estará entre eles por motivos óbvios.

 

Rocky – Um Lutador – 1976

Um filme fantástico que transmite a quem assiste valores morais de grande importância. Assisti-lo é como levar sermões e conselhos de pai e mãe para que se tome rumo na vida da forma correta e obviamente, o filme demonstra o que ocorre na realidade: que o senso moral e os conselhos certos não são seguidos e que quando não se tem o que perder tem de correr atrás sem perder a dignidade.

Mostra o porque de se estar lutando de forma honesta e com orgulho de quem você é.

“Não se lembrarão de você, se lembrarão da sua reputação” – Rocky

 

Rocky II – A Revanche – 1979

Um sequencia digna de muitos aplausos. Neste filme veremos o amadurecimento de um lutador; a descoberta de um mundo novo; a superação de falhas; a valorização de si próprio, o amor de forma ampla e demonstrada como um pilar que sustenta uma casa.

Neste filme não vemos uma campeão de boxe e sim um campeão da vida, que com todas suas mazelas e conquistas, teremos o desfecho do primeiro filme em seu maior ápice.

“Quero que faça uma coisa por mim. Vença. Vença!”

– Adrian

 

Rocky III – O Desafio Supremo – 1982

O Campeão está no topo mais ainda há muito a aprender. Aqui a amizade será posta em cheque e evoluirá. O amor de sua esposa se mostrará como a mão que balança o barco mais uma vez. A perda de seu mentor será algo a se superar para que duras batalhas consigo mesmo sejam travadas e que a vitória chegue  pois a vida é assim, altos e baixos a todo momento.

Apesar do “vilão” não ter sido nada do meu agrado, não desmerece o filme e o que ele tenta passar assim como todos os outros.

“Depois de todos esse anos juntos, você ainda não sabe o que fazer? Vá para o ringue e lute” – Mickey

 

Rocky IV – 1985

Pelo o que você luta? Esta pergunta é respondida com veemência e força, além de ser demonstrada com patriotismo e respeito ao semelhante. Aqui não veremos uma luta em busca de vingança pela morte de um grande amigo e sim uma luta para mostrar valores que os indivíduos esqueceram, que os se cegaram por causa de guerras e ideais políticos, muitas vezes vindos de suas pátrias.

Mas mesmo assim há muitas partes desta película que são estranhas ou feitas pra arrastar um pouco o filme, contido isso sou apenas eu divagando por menores desta bela obra cinematográfica.

“Talvez eu não possa vencer. Talvez a única coisa que eu possa fazer é levar tudo na cara. Mas para me vencer ele terá que me matar, e para me matar, ele precisa ter coragem de ficar diante de mim. E para fazer isso, ele deve estar disposto a morrer também” – Rocky

 

Rocky V – 1990

Há tempo pra aprender e tempo pra ensinar. Aqui veremos tudo que o Rocky aprendeu sendo repassado. Porém ainda tem coisas que o professor precisa enxergar e aprender errando.

O filme em si se resume a lições familiares e a definição de personalidade: de ser pai, marido e amigo e que o dinheiro sempre corrompe aqueles que só buscam a ganância e fama como primeiro plano. Admito que esse aqui não foi do meu agrado mas tem seus pontos fortes no contexto, o que salva de seus erros na “estrutura”.

“O medo é como o fogo, ele queima você por dentro. Se você controlá-lo Tommy, vai queimar você. Mas se ele o controlar, vai queimar você e tudo ao seu redor” – Rocky

 

Rocky Balboa – 2006

O Fim de uma saga? De certa forma sim e o que ele lhe passa é de grande valor. Quando você adquire idade e experiência de vida tu aprende a dar valor a tudo pelo que batalhou. A vida é dura e tu tens que mostrar a ela que continua lutando.

Aqui vemos um Rocky querendo expurgar seus demônios e provar pra si mesmo que ainda está vivo. Não há o que reclamar deste, que foi um excelente desfecho para o Garanhão Italiano.

 

“… O mundo não é um mar de rosas. É um lugar ruim e asqueroso… e não me importo quão durão você é… ele te deixará de joelhos e te manterá assim se permitir. Nem você, nem eu, nem ninguém baterá tão forte quanto a vida. Mas isso não se trata de quão forte pode bater. Se trata de quão forte pode ser atingido… e continuar seguindo em frente. Quanto você pode receber e continuar seguindo em frente. É ASSIM QUE A VITÓRIA É CONQUISTADA!…” – Rocky 

Espero que tenham gostado e até breve.

Star Wars: Review de A Vingança dos Sith (Episódio III) – Cumprindo o seu Destino como Darth Vader

Lá vamos nós senhoras e senhores, para mais uma review dos filmes de Star Wars, desta vez a resenha de A Vingança dos Sith, episódio III, o último da filmologia presequel, ou como eu prefiro, o último dos filmes dos anos 2000. Será que ele foi melhor que a tragédia chamada Episódio II? Será que Anakin tornou-se o “herói” que era esperado em Ameaça Fantasma? Vem comigo!

Star Wars: Review de A Vingança dos Sith (Episódio III) – Cumprindo o seu Destino como Darth Vader

Quer dizer que vocês já estão aqui comigo na última review dos filmes Star Wars dos anos 2000? Pois então vamos sentar e desbravar um pouco mais deste clássico longa senhoras e senhorios.

Igualmente dirigido e roteirizado pelo próprio Lucas, assim como foi o episódio II, a primeira coisa que eu devo dizer é que o roteiro está ok, assim como sua direção.O que é um alívio na verdade. Até me surpreendi com a qualidade principalmente do roteiro e da história em si (o enredo), que são muito bons se comparado ao episódio II.

E já que declarei amores iniciais ao filme acredito que os leitores já estão adivinhando que Lucas nos deu o que mais desejávamos: Wars, em Star Wars. Lucas pode não ser mestre em muita coisa, mas é mestre em saber o que seus espectadores esperam.

Anakin preocupado com o que eu falo dele no texto

E como já é de costume, vou tentar mostrar coisas que poucas pessoas  falam e dar um fechamento a esta trilogia do milênio.

Vem comigo.

Consertando os erros do Passado

Na minha última review ficou bem claro que tanto o roteiro quanto a direção do longa de 2002 são ruins. Falas muito meladas, declarações de amor ultrarromânticas, seguidas pela tentativa pífia de contar uma história de amor enquanto Obi Wan queimava os fundilhos atrás do caçador de recompensas…

Sem contar o próprio sentido do Ataque dos Clones, que ao invés de nos dar a Guerra Clônica, nos pediu para que nos contentássemos em saber como ela começou: como a política é um circo de leões e que histórias de amor podem ser ultra-chatas.

Talvez sabendo que episódio II tinha mais amor que guerra, e quase nada de explicações sobre diversos temas, Lucas finalmente percebeu que não é isso que Star Wars se trata. Star Wars se trata sobre família e sobre guerra. Sobre sabres de luz e estrelas da morte. E não sobre politicagem e contar a história de como a República Romana caiu. Ele continua contando mas isso se torna spin off dentro do episódio III.

Não por acaso o foco foi realmente guerras e dramas familiares, mais principalmente sobre o medo de Anakin em perder seus entes queridos — e de como é difícil para alguém crescer frustrado por nunca se tornar o Pelé que haviam dito que ele se tornaria; ou o Fangio. Ou o Jordan. Vocês entenderam.

Calma gente, ele tá frustradinho

É interessante como um diretor/roteirista percebe aonde errou e tenta colocar de volta os pneus no traçado da pista.

Mas antes de ir para os finalmentes, vamos aos pormenores

No texto anterior perguntei se o episódio III nos explicaria porque o conde Dookan (interpretado genialmente pelo Christopher Lee, que infelizmente nada apareceu neste longa) contou todo o grand design para Obi Wan. E como eu “adivinhei”, ele não explica. E pior.

Se Dookan fazia jogo duplo com Darth Sidios, e a Federação do Comércio só queria se vingar dele (por ele os ter enganado no primeiro longa), por que eles voltam a confiar no Darth Sidius? Não era mais fácil procurar os Jedi, contar a história toda e acabar a guerra? Mind blowing, não interessa saber o porquê, só aceite.

Mas na verdade a Padmé é o Grande Problema dessa trilogia milenial. Rainha aos 14 anos (igualzinho ao D. Pedro II)… mas Rainha ELEITA. Senadora que era contra à república ter um exército e que não está nem aí, quando seu suplente é o principal responsável à criação do exército. Agora o mais perturbador é que sendo “da paz e contra guerras e exércitos” ela não liga do Anakin assassinar crianças e mulheres. Duas fucking vezes! Mas vou voltar ao relacionamento deles mais tarde…

Saindo um pouco da Padmé… um Conselho Jedi que não sente um Sith é basicamente o que Palpatine fala para o Yoda perto do fim do episódio III: “Seu orgulho te cegou!”.

E como eu também falei na review anterior, isso não faz o menor sentido. Mas Lucas percebeu que esses furos já estavam feitos. Não há como você contornar erros numa história. O melhor que você pode fazer é acertar o enredo para contar o que seu filme deve contar.

Se a Direção e o Roteiro estão de volta aos trilhos, falta…

Caretas

Boas atuações. Como eu venho falando nos meus textos anteriores, coisa que o próprio Lucas também já disse, Star Wars fala sobre questões de família dentro de um épico espacial. E finalmente temos isso de volta. Na verdade o episódio III é necessariamente a continuação do episódio I — ou seja, uma jornada de crescimento do “herói”, que no caso é o Anakin.

É engraçado isso porque na trilogia original não se trata bem de uma “jornada de crescimento” do trio ternura (Luke, Leia e Solo) mas sim de uma clássica jornada do herói… dos três.

Mais caretas

No caso da trilogia milenial (tirando o episódio II porque este se atém muito à política) a história se passa envolta ao Crescimento do Anakin. Que foi belissimamente interpretado pelo guri Jake Lloyd, mas terrivelmente vivido pelo Hayden Christensen.

Meu Deus… eu lembro que reclamava muito da atuação da Natalie Portman e não entedia o motivo dela atuar tão mal (em 2005 ela também fez V de Vingança). Mas assistindo com um olhar crítico  você percebe que no episódio II ela estava estranhamente desconfortável ao lado do Hayden, que atuava bem mal, o que fazia ela… não ligar muito ao dizer coisas clichê como “vamos morrer juntos”.

…e mais caretas. Vai num banheiro meu filho!

Mas o III como eu expliquei, é o retorno ao trilho da pista. Drama familiar e Wars. E como falei no episódio I, o filme é todo sobre a sensação que aquele menino é muito perigoso para ficar sozinho, mesmo que ele seja tão bonzinho e tenha salvado Naboo. Ou seja, Lucas PRECISAVA de Anakin, porque a história é sobre o nascimento de Darth Vader. Lucas necessitava de boas atuações do Hayden, porque o filme é sobre como Vader surge.

Violência Doméstica e os finalmentes

E nós temos o que a Natalie (que atua aqui como a mulher mais submissa que eu já vi… e atua muito mal como mulher submissa) já havia percebido. Que o Hayden só sabia fazer caretas. Caretas para dizer que está com raiva, para dizer que está triste; para dizer que queria fazer cocô. Ainda bem que Obi Wan está do nosso lado.

Obviamente que num relacionamento tão ruim, numa história de amor impossível, que começou errado com eles jovens demais, terminaria mal. Maria da Penha no Anakin, Obi Wan!

Pega ele Obi Wan

Eu sinceramente não consigo entender os fãs que gostam mais da Padmé que da Leia. Cara… no fim do filme ela sabia que Anakin tinha matado crianças 2x. Padawans e crianças do povo da areia.

Sabia que o cara era mal e cruel (de uma forma bem mal atuada, mas era mal e cruel) e mesmo assim diz: “Vamos fugir juntos Anakin, esquecer de tudo, eu te amo, eu te amo”… eu chego a entender porque a Natalie atuava mal. A Padmé é um personagem quebrado (mulher de ladrão?). Diz querer a paz, mas aceita o maridão psicopata.Engraçado também que Anakin faz tudo pelo medo de perder Padmé, e ele mesmo acaba por bater na sua própria esposa. É irônico. Na verdade todo esse drama familiar do surgimento do Vader com a guerra ao fundo, os Jedi tentando tomar o poder para impedir que um Sith tome primeiro é muito bom! Esse enredo meus amigos é excelente.

E põe para pensar também… Os Jedi iriam destituir o senado, matar o supremo chanceler… pela democracia? Iam mesmo? Ou só é um ponto de vista?

Pega ele Samuel L. Jackson!

Conclusão: Sith, Jedis e Darth Vader

Uma pena que dentro deste enredo excelente o Hayden estraga tudo, né verdade? E a Natalie em certa parte, porque devia ser chato para ela (mesmo ela sendo uma atriz, e atrizes não ficam chateadas), fazer uma esposa submissa ao seu marido psicopata. Enquanto enredo da história, chega a ser poético. Se eles tivessem atuado bem…

Voltando um pouco ao que falei na review do Episódio I, Liam Neeson, o nosso Samurai Hippie, havia descoberto aquele Guri que poderia trazer uma ruptura na força, sendo que ele mesmo, Liam Neeson, achava que havia algo errado e por isso não queria fazer parte do Conselho Jedi (crença que o Conde Dookan também repete no episódio II). Mais tarde, Obi wan, crendo na profecia, acreditava firmemente que ele traria equilíbrio.

Pensem bem. Uma Republica Galática fragilizada. Políticos como ratos. Uma Federação do Comércio que tinha razão em fazer suas disputas e depois foi enganada por um Sith. E o principal, Jedis que queriam destituir o senado e matar o chanceler para fazer uma “transição pacífica”, de volta a um tipo de democracia que eles Jedi, queriam. Bom… ao menos lutavam por Democracia, e não por uma “causa” como nos filmes da Disney…

Mas vou ser claro: quem tinha poder de verdade na Republica Galática era o Conselho Jedi. Eram os Jedi que botavam medo aonde passavam, mostrando seus sabres de luz como um PM mostra sua arma. Aí um Sith foi lá e com ajuda do escolhido pela Força, colocou a balança de volta aos eixos, porque como dizia o tonto do Anakin, Jedis não deveriam ser maus.

Essa batalha, Yoda vs Palpatine, mostra o quão cego yoda estava por ser mais poderoso na força que o Imperador. No fim… ele perde porque caiu de um lugar alto!

Meus amigos e amigas, de modo irônico Lucas nos diz que Darth Vader restaurou a balança da Força. Jedis devem ser caras legais e não cegos pelo poder e pelas suas habilidades. Infelizmente Anakin se destruiu enquanto pessoa no processo ao cair no abismo, como eu falei na review do episódio VI. Coisa que Luke nunca fez.

Mas Lucas nos deu em troca um dos épicos espaciais com um dos enredos mais sensacionais que já vimos.

Melhor cena do Filme

Aquele abraço pessoal!