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Star Wars: Review do Ataque dos Clones (Episódio II) – O Romance dos Estranhos e a Guerra que Ninguém viu

Olá meus queridinhos e minhas queridas amigas, sejam bem vindos a mais uma review de Star Wars! Desta vez se trata da review do Episódio II, Ataque dos Clones, aquele filme que muita gente esperava com muito ardor desde que Ben Kenobi falou sobre como foram incríveis e terríveis as guerras clônicas. Vamos sentar e ver se essas guerras foram tão épicas como Ben nos contou. Vem comigo!

Star Wars: Review do Ataque dos Clones (Episódio II): O Romance dos Estranhos e a Guerra que Ninguém viu

O filme é meia boca, mas esse cartaz é maneiro demais!

Hei você, aí do outro lado, sentado ou sentada com a mão no mouse ou olhando a tela do celular, você já leu minhas reviews anteriores, em especial a do Episódio I? Não? Então é bom ler viu! Mas se você não ler porque você é desses, vamo aqui comigo falar do até agora, pior roteirizado e mal dirigido filme de Star Wars dos anos 2000 — o que é até inesperado levando em conta o quanto o Episódio I é bem feito.

E sim… antes que vocês me xinguem eu sou um fã de Star Wars então não tem nenhum hate nisso que eu falei. Só são verdades e os amigos e amigas vão concordar comigo (ou não) no decorrer do meu texto.

Imagem aleatória e muito maneira do Samuel L. Jackson

Lembrando que minhas reviews de SW seguem a ideia de perpassarem cronologicamente pelos longas e meio que sempre tento escrever como se fosse um espectador que nunca viu os filmes, trazendo aspectos que ninguém fala por aí. Acredito que já comecei bem ao dizer que o roteiro e a direção do episódio II deixam a desejar. Mas enfim, chega de enrolar, venham comigo!

O romance dos esquisitões

Olha… eu juro pela Força, que eu quero pegar leve. E eu vou. Mas a situação de Anakin, que por ser jedi deveria ser um monge, e da Padmé (uma ex rainha de uma democracia… o que é bizarro… e agora senadora do planeta de origem que não tinha um exército e ainda é contra a formação de um para a República Galática… loucura) que tem um carreira meteórica na política, com seus 24 aninhos…

Cara, ela foi por 2 eleições seguidas “”Rainha”” de Naboo e agora é senadora galática… é muito mind blowing! Vamos pular isso. Carreira meteórica na política. Mais Foda que Margareth Thatcher.

E do outro lado, o Jedi rebelde sem causa com as cantadas mais absurdas desse lado do universo. Eu nem vou falar que eles depois vieram a casar e tals… Mas cara, foi gasto basicamente 1 hora de filme (junto do Obi Wan investigando os clones e pai do Boba Fett) num romance melado, desgastante, com falas terríveis e atuações piores ainda.

A Natalie Tentou

Dessa vez eu preciso dizer que a Natalie tentou… Ela certamente atuou muito melhor que o Hayden (o Anakin), mas mesmo assim. É um misto de roteiro infeliz e direção sem noção, porque você tenta contar duas histórias paralelas que nada têm a ver uma com a outra. Nem dá para culpar muito os atores.

E… é terrível. Eles não combinam como casal. Eu acho que a Natalie realmente não curtia nem estar próxima do Hayden. A química era muito ruim. Preciso comentar também que a Padmé nem ficou revoltada pelo Anakin ter matado mulheres e crianças indefesas, enquanto vingava a morte da sua mãe. Isso conta muito o tipo de mulher fraca (moralmente) e subserviente que a personagem é, destoando terrivelmente da Leia.

Imagina Han Solo matando crianças e Leia ficando sussa, “vem ká da um abracinho”? Eu não. Aliás o tipo de relacionamento dos dois, que começou errado lá atrás numa admiração de infância, culmina no que a gente já sabe… Mas só vou falar na próxima review.

Se o romance é ruim… CADÊ A FUCKING GUERRA CLÔNICA?

Pois é… O Ataque dos Clones só conta COMO a guerra começou. E é tudo muito mal explicado, porque o Conde Dookan (Dooku se você for um fã chatão) conta na cara dura que Darth Sidius havia dominado o senado e na verdade a Federação do Comércio queria se vingar de ter sido usada POR ELE no primeiro filme.

E que também a Padmé havia conseguido que seu senador, de um planeta inexpressivo (PORQUE NÃO TINHA UM EXÉRCITO!) se tornasse supremo Chanceler. Ou seja… se você não entendeu os trâmites políticos, eu resumo para você amiguinho: OS VILÕES TINHAM RAZÃO.

Momento Ra’s Al Ghul/Macaco Louco= “Contando o plano maligno para o herói do filme”

E por que o Conde Dookan resolveu contar o grand design para um Jedi… eu não sei. Talvez isso fique melhor explicado no próximo filme. Eu duvido. Mas reiterando: A Federação do Comércio queria tirar um Sith do poder, mas os Jedis não deixaram. E o Conde tava fazendo papel de “agente duplo” nisso tudo.

Mas e a Fucking Guerra?

Mas AdminTB… e a fucking GUERRA que Obi Wan contou para o Lucky, de que seu pai havia sido um herói? Ela não devia aparecer nesse filme? O filme não deveria ser sobre essa guerra? Mas Não é.

O que Lucas nos dá em troca é um “romance estranho” e a motivação política que culminou na guerra. Mas se você quiser ver a guerra, ai meu caro amiguinho ou amiguinha, vai tem que assistir aquela animação Clone Wars, ou comprar hqs. Lucas era um cara esperto e garanto que a Disney é bem pior.

O que tem de bom no filme, afinal?

Como fã da série, você entende as motivações por trás da guerra. Entende por exemplo como um suplente de uma senadora, que era CONTRA a república ter um exército, acaba fazendo o contrário da vontade da sua eleita! Claro que de forma inocente Jar Jar Binx acabou sendo o “idiota político” que tanto vemos por aí, seja no Brasil, seja no mundo.

O que é bem estranho Lucas querer nos ensinar sobre política e  a defender sempre a DEMOCRACIA (vejam bem, a grande defesa dos três longas de 2000 é a defesa à DEMOCRACIA e ser contra a qualquer Estado Autoritário). Porque afinal, quem assiste Star Wars não quer entender de política… quer ver Guerra nas fucking Estrelas!

Foi a primeira vez que vimos outro Sith usando a força “naqueles raios”, além do próprio Imperador. Assim como vimos pela primeira vez, do que o grande mestre Yoda era capaz.

Aliás, foi nesse filme que o “nível” Jedi começou a subir de “Samurais Médiuns com alguns poderes” para verdadeiros Super Sayjins — sendo que neste filme aonde começou as batalhas Jedi em CGI, por conta do malabarismo dos sabres de luz. E para ser bem sincero com vocês, eu acho bem feio esse estilo jedi super saijyn.

E eu sei que muitos concordam comigo.

O Conde Dookan é muito maneiro e a luta dele contra Anakin e Obi Wan neste filme é SENSACIONAL. Mas essa de CGI… Não.

Concluindo

Samuel L. Jackson e Christopher Lee: as melhores coisas do Episódio II

Então… é isso. Um ensinamento sobre política; uma amostra do poder de Yoda. A origem dos Stormtrooper e também do Boba Fett… é uma tentativa de ser um filme fanservice se vocês conseguiram captar bem. Mas o que todo fã de Star Wars queria ver mesmo, era a Guerra Clônica em si. Tanto que são as melhores cenas do longa. Lá no finalzinho.

E cara… Christopher Lee e Samuel L. Jackson dão um show nos seus papéis. Não salvam o filme porque só aparecem mesmo no final durante as cenas da guerra, que “por acaso” como eu já disse, são as melhores da película. Uma pena realmente.

Enquanto isso, Anakin e Padmé continuam a viver seu amor “estranho”. Estranho mesmo é ver uma senadora casando em vez de brigando com seu suplente por ele fazer o oposto do que ela queria. Ou será que não é tão estranho assim? Quando não vimos políticos curtindo a vida enquanto o universo está pegando fogo? Que ensinamento estranho para um filme aonde a guerra deveria ser o foco não é?

Imagem maneira do Conde Dookan para terminar a review. Sim, eu sei que o Yoda tá nela, mas é o fucking Christopher Lee!

Abração, nos vemos no Episódio III!

Star Wars: Review de A Ameaça Fantasma (Episódio I) – O Início da Jornada de Crescimento do “Herói”

Olá meus amigos e minhas amiguinhas, como vão? Que tal lermos uma review sobre A Ameaça Fantasma, Episódio I da minha série de filmes preferida, Star Wars?! Peguem suas cadeiras, ajeitem suas bundas no sofá, e vamos ler juntos a minha humilde review sobre esse já clássico longa do ainda mais clássico épico especial que muitos de nós amamos. Venham comigo.

Star Wars: Review de A Ameaça Fantasma (Episódio I) – O Início da Jornada de Crescimento do “Herói”

Depois de uns bons meses sem fazer nenhuma review de Star Wars, porque estou no projeto de escrever reviews de todos os filmes da série (até mesmo os spin offs estão na minha conta), finalmente volto para fazer a review do Episódio I, A Ameaça Fantasma. E se o amigo ou amiga caiu aqui de barato no navio, eu quero dizer que estou seguindo a ordem Cronológica dos filmes, então estamos literalmente, na nossa quarta resenha.

Como sempre, faço um texto que fala sobre coisas que poucos comentam de Star Wars. Não muito no que diz respeito a “curiosidades” (algumas você pode encontrar nas minhas reviews do episódio V e episódio VI) mas a ideia realmente é tocar em temas e falar de assuntos que poucos fãs de Stars Wars gostam, ou mesmo sabem. Além de dizer coisas que ninguém diz.

Foto aleatório muito maneira do Darth Maul

Episódio I que aliás é um bom filme, com um roteiro ok e uma boa direção. Mas deixa de enrolação. Vamo lá.

Liam Neeson – O Samurai Hippie

“Ah se eu não fosse um monge hippie…”

Olhando com os olhos de hoje… Imagine que você nunca tinha visto o episódio I mas conheça o Liam de diversos filmes que ele faz, seja salvando a família dele e depois punindo os caras maus de um jeito bem da hora, ou seja salvando pessoas de um voo. Vocês têm em mente que Liam Neeson é um cara “durão”. Na verdade, se vocês viram o episódio que o Liam aparece em Family Guy essa impressão fica ainda mais forte, porque ele é irlandês, e irlandeses são durões.

Então… imaginar aquele cara como um samurai hippie… lembrando que Star Wars foi muito baseado em samurais e tokusatsus, não só o Darth Vader mas também a questão dos sabres (que mais parecem katanas) etc. Mas daí você vê um cara que acredita “no escolhido”, que não ouve o Conselho Jedi (na review do Episódio III me atenho melhor ao Conselho e a relação do Liam Neeson com ele) e que age com as ideias de paz e amor (e é dublado pelo Batman). Qui-Gon Jinn nos dias de hoje com certeza seria um mestre jedi vegano.

Mas isso não é detrimento nenhum, porque apesar de não ser tão bem treinado nas artes jedi, foi ele que apresentou ao publico vários conceitos interessantes. O primeiro, que um mestre jedi pode realmente ter um aprendiz, um padawan. O segundo, que Jedis andam por aí no universo “tirando onda” e são temidos por onde passam (até porque na trilogia anterior, eles já estavam extintos, lembrem-se). E o que acho mais interessante: o conceito dos Midi-chlorian.

Midi-chlorian – A fantasia espacial precisava de alguma “ciência”

E aqui o ponto mais intrigante. Um Hippie, que acredita na profecia e parece seguir ideias como buscar igualzinho a um “louco” o escolhido… e que era contra como o Conselho Jedi estava organizando as coisas. Ele que nos apresentou este primeiro ponto de ciência na serie. Quer dizer que não se trata apenas de algo como “a força”, mas também cada indivíduo possui uma certa quantidade de midi-chlorian que vai determinar como ele pode “melhor sentir” (não consigo achar outro termo) a força.

Para ser bem sincero com vocês, não vou me ater muito nesse tópico “da ciência em Star Wars”, porque vários conceitos científicos são explicados de forma péssima nos filmes. Coisas como dobra espacial e até mesmo o próprio sabre de luz vão para o saco se eu ficar aqui tentando explicar a forma que Star Wars explica como esses eventos se dão. O que me faz pensar: o que pode ter dado na telha de Lucas para trazer algo mais científico para os Jedi, os Sith e a força?

De tudo isso a única coisa que fica na minha mente é que Anakin tem MAIS DE 8 MIL… digo mais de 20 MIL Midi-chlorian. Mais de 20 MIL NAPPA? SIM MAIS DE 20 MIL VEDITA! Esse assunto até me faz querer falar um pouco do Anakin… mas como ele vai ser o “centro” do texto, vamos falar da Natalie Portman primeiro.

Natalie Portman – Por que você odeia Star Wars?

Então… eu não sei. Mas vamos parar para pensar um pouco. Episódio I é de 1999 e as melhores atuações da Natalie no cinema viriam só depois de V de Vingança (2005), culminando com seu oscar em 2011 por Cisne Negro. Antes ela tinha feito outros bons filmes em 96, mas meio que nada disso explica o porquê dela atuar TÃO MAL fazendo a Padmé. Olha para o naipe da moça: oscar, globo de outro, atuações excelentes em filmes blockbusters (tirando em Thor… mas ali realmente… só salvo o Idris Elba). Realmente não sei explicar.

E bom… eu sei que muitos de vocês são fãs tanto da Natalie, quanto da Padmé, mas vamos analisar a situação. Naboo foi atacada pela Federação do Comércio, porque a Republica Galática estava passando por um período de muita fragilidade (a inspiração aqui é na queda da Republica Romana).

Sim, eu não gosto de você Padmé

Mas Naboo… NÃO TINHA UM EXÉRCITO. Simples assim. E algo de muito estranho eles serem uma democracia com uma Rainha… Mas não vou entrar em mérito. Pelo menos uma vitória nisso tudo: o senador Palpatine, que era de Naboo (diga-se), se torna Chanceler da República.

Mas aonde a Natalie poderia ter atuado bem? Em várias ocasiões. Destaco que foi Padmé que planejou a “revoluçãozinha” para retornar ao poder em Naboo depois de fugir igual a Coroa Portuguesa. Porque pensem bem. No filme não fica claro que a Rainha Padmé “eleita democraticamente” tinha apenas 14 aninhos, e uma menina liberou a retomada de poder do seu planeta, se unindo a um povo que era excluído social e politicamente na Republica Galática.

E vejam só, ela conseguiu! Mas por que a gente fica com a sensação que essa rainha de 14 anos que consegue retomar o poder, é tão fraca? Porque a Natalie Portman odeia Star Wars. Ela até tenta algumas vezes… Outro caso de atuação da Padmé seria com…

Anakin – O 50’Cent de 9 anos de idade

No filme NÃO PARECE que a linda Padmé tem 14 anos e que o BAIXINHO Anakin tem 9. Sério mesmo, NÃO PARECE. E todo mundo repara as olhadas que um faz para o outro. Na verdade, pela Natalie parecer ser tão mais velha que o Jake Lloyd (o menino que faz o Anakin) que todo mundo pensa, em pedobear. Sério mesmo.

Na verdade a atuação da Natalie sendo “eu gosto tanto de novinhos” fica realmente estranha do meio do filme em diante. Mas não vou focar muito nisso, porque o Anakin tem 9 e ela 14. Então não tem nada de muito estranho ai não. A não ser a atuação da Natalie…

Mas voltando ao 50’Cent, o menino além de ter mais DE 20 MIL MIDI-CHLORIANS, é perdoem a palavra: mais pegador que muito marmanjo, com apenas 9 aninhos. Chama a Padmé de anjo logo no começo; dá um broche de bronze esculpido à mão para a moça. Consegue vencer a corrida num podi que ele mesmo fez (com peças compradas vai lá Deus saber como), enfim.

O menino Anakin poderia ser o próximo Mc Catra (Deus o tenha). Mas além disso, ele é o motor da Ameaça Fantasma. Anakin é o móbile da história, seja vencendo a corrida e conseguindo o dinheiro para consertar a nave, seja destruindo a nave-mãe da Federação do Comércio: o que parece ser contraditório ao título do longa. Acho que já chegamos no momento derradeiro.

A Ameaça Fantasma não é o Darth Maul

Essa foto é muito maneira, eu tinha que colocar

Na verdade a Ameaça Fantasma é o Senador Palpatine. Acho que quem assistir atentamente (até pela voz da dublagem) vai sacar que o mestre do fucking Darth Maul (que é um dos melhores personagens de SW dos anos 2000 e quase não teve falas, vejam só) é o Senador. Sério mesmo. Pelo menos uma duvidazinha vai ficar.

Isso posto, que a ameaça está logo ali aonde não se espera e que Jedis super poderosos dentro do Conselho Jedi, não conseguem IRONICAMENTE sentir nenhum DISTÚRBIO NA FORÇA de que o Darth Sidious está bem do ladinho…

“mãe do Anakin” – Shmi Skywalker

Isto objetivamente dito, a esperança de que fala a mãe do Anakin, a “quebra” na força, reside no Anakin. O que é estranho não é verdade? Até contraditório também. Que  tipo de esperança é essa, que consegue salvar Naboo mas que traz consigo o Medo? E é ainda mais engraçado por ser só um menino de 9 anos (com puta jeito com as mulheres).

E o Conselho sente isso. Talvez seja por isso também, que depois eles permitem que o sábio Obi Wan, o treine — antes ter um perigo perto, do que longe. Acho que o Samuel L. Jackson (não vou chamar ele de mestre Windu, ele é o Fucking Samuel L. Jackson) pensou isso ao concordar com o Yoda.

O Conselho Jedi – Melhor ter um perigo perto, do que longe

Tudo isso… por causa do medo de perder entes queridos. Faz até pensar. Um menino de 9 anos com medo de nunca mais ver a sua mãe — que o teve de maneira estranha… ou que pelo menos não queria dizer “de verdade”. Preferiu o “ele veio da força”. Talvez isso fique mais claro no episódio II.

Agora… sem duvida alguma a verdadeira ameaça e que dá porquê ao longa; que é sentida desde o inicio pelo Conselho Jedi, é o Escolhido… descoberto por um Samurai Hippie.

Boa Liam Neeson, boa!

A melhor Batalha Jedi

Para não dizerem que eu não falei: A Ameaça Fantasma tem uma das melhores, senão a melhor sequência de batalha Jedi de toda a franquia. Ela não é “super sayjin”, mas não é travada. Ela é humana aonde a luta pela vida permanece. Basicamente como “samurais médiuns com poderes”.

E Jar Jar Binx… POR QUE GEORGE LUCAS, POR QUÊ?

POR QUÊ?

Agora sim me despeço. Abração!

Resenha de Trilogias: Centopeia Humana – Aqueles filmes Trash de Respeito

Quando você pensa que Aldair parou com seus filmes trash, ele traz mais uma resenha de trilogias, desta vez da Centopeia Humana. Desta vez o texto está quase sem spoilers, e acredito que qualquer pessoa que goste do genêro (trash e gore) deva ler o texto para saber se é bom assistir os filmes, ou não.

Trilogia Centopeia Humana

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Mais uma resenha sobre trilogias, agora de uma que eu tenho muito apreço, vamos lá!

Centopeia Humana

HC1O primeiro desta trilogia insana é ao meu ver um trash de respeito, elenco do ca*alho, vilão tão louco e escrachado que não tem como não gostar (sarcasmo). E as vítimas são de se sentir pena (de alguma maneira você sente).

O Contexto do filme é perturbador e é nisso que o filme se mantém. Se levar em consideração essa insanidade o filme lhe entrega algo tão ruim que chega a ser bom (espero que tenha sido claro ou lúcido).

Centopeia Humana 2

HC2O Segundo é a obra prima: repulsivo, angustiante, insano, intragável (mentira), nojento, impactante e com a melhor trilha sonora possível (gemidos de dor e angústia). Eu sinceramente amei este filme.

Ele trata o ideal do primeiro com uma primazia primitiva e retardada, com um teor psicológico falho e totalmente irracional. O instinto de sobrevivência aparece de forma tão grotesca e visceral que apresenta uma cena realmente impactante ao final do filme. Este filme é um presente, aceite-o.

Centopeia Humana 3

HC3A ovelha negra da trilogia. Aqui o escracho e sarcasmo com o resto da franquia está no nível máximo. Esse filme é uma piada de mal gosto literal e acredito que a intenção dele foi ser feito com este propósito. Não o leve a sério mais aceite que ele existe e que faz parte do contexto da trilogia por mais louco do  jeito errado que ele seja.

O real problema deste filme é que acredito que se tu gostou dos demais ele se torna algo a ser assistido mesmo você odiando a ideia.

Conclusão

Uma Trilogia de altos e baixos com um inicio ambicioso porém humilde. Estranho em sua essência  com um meio magistral e hediondo, com um final (pode ser que ainda não seja) bizarro e de humor negro. Vale à pena conferir. Até a próxima.

Resenha de Trilogias: Presos no Gelo – Evitando mais Terror nas suas Vidas

Sabe aqueles textos que você lê para evitar o pior em suas vidas? Este é o caso. Se eu fosse vocês lia bem atento as três resenhas que o mano Aldair fez dessa trilogia de filmes de terror, para passar evitando o pior (ou seja, evitar que vocês sangrem os olhos para ver essas tragédias). Deixem que o manolo sangre-os por vocês. Vamo lá.

Resenha de Trilogias: Presos no Gelo – Evitando mais Terror nas suas Vidas

 

Dando continuidade a este tópico com mais uma trilogia. Desta vez uma muito ruim (e com spoilers). Espero que curtam.

Presos no Gelo (2006)

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Nada pra fazer, pesquisando na Web algum filme para assistir eis que encontro um de terror com uma nota mediana e como hoje em dia ta raro resolvi arriscar e me decepcionei amargamente.

O Filme é chato, previsível e puro clichê. Não chega a dar sono mais nem de longe convence ou motiva a recomenda-lo a alguém.

Presos no Gelo 3 (2008)

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O Segundo não foge a regra do primeiro, dando continuidade a um filme previsível, chato e por incrível que pareça tem uma repetição de roteiro em alguns personagens (sempre tem um f*dido).

A única diferença notável desse pra o outro é que sobrevive mais gente (parecendo que o elenco é muito grande mas não é tanto assim).

 

Presos no Gelo 3 (2010)

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Este se denomina o “inicio” e se espera algo como um genocídio (eu esperei… mentira). Mais é a mesma formula dos outros, dobrando a fraqueza das cenas de mortes.

Este consegue dar sono ou a vontade crescente de que termine logo. O elenco é ainda mais pobre em enredo e para completar se tu já assistiu os outros (na verdade só o primeiro basta) tu já sabe o que vai ocorre no filme. Fique longe.

Conclusão

Eu sou um imbecil que gosta de perder tempo assistindo merda? Sim, sou! Mas pense o lado positivo disso tudo: lendo meus posts você poupa seu precioso tempo evitando esses lixos.

Enfim, até a próxima.

Resenha de Trilogias: August Underground – Aquela Trilogia Trash que você vê para se Arrepender

Aldair é um cara duro na queda, amante de filmes ruins e principalmente de Trilogias, Antologias e outras continuações de filme. Vamos com ele para vermos o que ele achou desta trilogia de filmes trash, a August Underground. O cara entende bem de filmes snuff, trash e etc, então vale à pena conferir o que ele pensa desses três. Vamo lá!

Resenha de Trilogias: August Underground – Aquela Trilogia Trash que você vê para se Arrepender

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Eu recentemente terminei um tópico aqui no site com filmes merda e filmes bons só que assisti muita coisa nestes intervalos de postagem e agora trago este novo tópico regado de filmes bizarros e pérolas inacreditáveis, vamos lá!

August Underground (2001)

51Hhpu1P3xLPoderia fazer um resumo do review que fiz deste filme a um ano atrás que não saiu de um velho caderno que ainda possuo, mas acredito que seria muito longo. O filme é um “fake snuff”, feito, dirigido e atuado de forma porca e banal. Há muitas coisas que podemos perdoar por se tratar de um filme com baixo orçamento mas os momentos cruciais e de impacto são feitos de forma tão medonha e proposital o tornando um escracho ao gênero. As atuações chegam a ser caricatas, porém de certa forma há veracidade em certos atos. Detalhe pra um seio decepado que mais parece uma fatia de calabresa colada. Poderia afirmar de bom grado que o filme é uma m*rda generalizada mas certas atitudes de violência, tortura, humilhação e nojeira são um ponto forte, apesar de mal feitas.

August Underground’s Mordum (2003)

0ef7ab1ff4827a36086ac71a6fb978f3Depois de muito tempo me negando a continuar esta trilogia, decidi recentemente terminá-la e não foi surpresa para mim o segundo filme ser pior que o primeiro, tanto em atuação quanto em cenas. Detalhe para “vomitar água” e achar que alguém vai achar nojento. O filme nos traz um elenco maior com faces novas e um dialeto que se repete o filme inteiro: “Fuck You, Fuck Bitch, Fuck Off, F…”

Eu juro que esperava algo mais maduro e envolvente para me esquecer dos detalhes “estéticos e estruturais” que o fazem parecer trash, mas não há nada a se apegar ou torna-lo repulsivo demais; ele é nada mais que repetições e reciclagem de torturas atreladas a cenas no-sense p ra o torná-lo um “fake snuff” no mínimo aceitável.

August Underground’s Penance (2007)

71kxpY8mITL._SL1000_Depois da decepção que já era esperada com uma esperança vã de melhora no segundo filme, nada mais justo que assistir o terceiro não esperando nada além da perda de tempo (uma hora e meia eu acho). E foi isso mesmo que ocorreu.

O filme tem uns altos e baixos para ter um final de impacto, mas a forma podre, pobre e atuações não convincentes só deixam o filme cada vez mais cagado.

O que ocorre nesse é realmente de contexto extremamente pesado e audacioso, mas ao menos para mim, não dá para elogiar nem denotar repulsa, impacto e blah blah. É ruim não do jeito certo, e ponto.

Conclusão

Para ser sincero, se tu gosta de filmes estilo snuff, found footage e trash é de se arriscar assistir esta trilogia, mas se for tão chato como eu estou sendo de uns tempos para cá, nem passe perto desta coleção de merda com excelentes três defecações com qualidade de diarreia, laxante e intolerância à lactose.

Kami nomi zo Shiru Sekai (The World God Only Knows) – Indicação: O Harém que o Herói passa o Rodo na Geral!

Quer dizer que você gosta de Animes Haréns e está procurando um para ver? Seja bem vindo (ou bem vinda). Desta vez vamos trazer o famoso The World God Only Knows, também conhecido como Kami nomi zo Shiru Sekai — finalmente um harém que o herói passa rodo e pega geral. Vem comigo!

Kami nomi zo Shiru Sekai (The World God Only Knows) – Indicação: O Harém que o Herói passa o Rodo na Geral!

Trago mais um anime para indicar para vocês vossas senhorias. Desta vez… adivinhem só, mais um harém! Acabei falando um pouquinho dele no podcast sobre animes harém que fiz com o Mago Giva, mas na boa, resolvi que ia indicar também porque ele merece.

Para falar de Kami Nomi começo falando de… Jogos de Conquista. O que são, para aonde vão e o que eles querem dizer, aqui mesmo neste post especial sobre o assunto. Mas caso você não queira ir lá e voltar… Games de Conquista são aqueles jogos de perguntas e respostas, também chamados de Visual Novel, para conquistar pessoas!

Jogos de Conquista e Kami nomi? Tudo a ver!

Kami Nomi faz referência à Visual Novel Kanon… que também virou anime e é uma obra prima

Visual Novel são games que você pode conquistar meninas ou meninos (depende do jogo, depende do seu gosto). E no caso, o nosso querido herói da história, o grande Keima Katsuragi digamos que se considera o DEUS desses games de conquista, porque ele joga todos eles de maneira fullpower!

Até que um certo dia ele acaba recebendo um email com um desafio, para que ele conquiste mais moçoilas… pensando se tratar de um novo game do gênero ele aceita e… acaba caindo no conto do diabo. Bom… uma diabinha moe.

Elsie sua demônia linda!

Ele acaba selando contrato com a demônia Elsie (que é burrinha e gente fina) para liberar os espíritos que escaparam do inferno e que consomem as almas das meninas. Elsie é uma das demônias que precisa levar esses espíritos de volta para o inferno. Mas imagine algo bem kawaai desu da Elsie, mesmo falando que é uma demonia, beleza?

Agora com a gargantilha no pescoço (e com seu pescoço em jogo, porque se ele não conseguir conquistar as meninas ele vai morrer!), Keima parte para o mundo real para conquistar garotas reais, liberar os espíritos do mal de meninas reais e assim… se salvar no processo. Ele não quer salvar o universo. Só o pescoço.

E quantas meninas ele Salva?

Beijos e…

Aí que tá. Haréns geralmente os heróis são cercados por personagens femininas (mas não pegam ninguém), e isso meio que acontece e não acontece Kami nomi. Durante as suas Três Temporadas Keima se mete em várias enroladas para conquistar as moças que estão dominadas por esses espíritos e fazer com que elas… Melhorem? Mas uma de cada vez.

E para exorcizá-las Keima tem de fucking beijá-las!

…Pegação!

FINALMENTE TEMOS UM HARÉM QUE O PROTAGONISTA PASSA O RODO!

Mas como nada são flores, ele realmente tem de conquistar o coração das meninas. Mostrando carinho e afeto, mexendo fundo no kokoro. Seja ajudando uma voltar a competir; a outra entender que ela pode ser uma ótima lutadora e feminina ao mesmo tempo; mais uma que pode sim vencer a timidez ou que ser professora é um processo de caminho com seus alunos…

A idol doidinha e gatinha do anime

Mas lembrem-se… depois de livres dos espíritos elas não se lembram mais que se apaixonaram. Ou será que não?…

Qual a Melhor das Temporadas?

As deusas que nada lembram as deusas de Ah! Megami-Sama, ponto para Kami Nomi!

Como eu disse o anime tem 3 Temporadas, sendo a última a que considerei a melhor: Megami hen, a Temporada das Deusas. Nela, seres desconhecidos tentam não só tomar o Inferno, assim como também o Paraíso e a Terra. E como o Keima salva muitas garotas, acaba se envolvendo. Num comentário breve, além das cenas sensacionais (que eu não posso contar, mas envolve duas mulheres com ele no mesmo quarto) essa temporada é recheada de ação.

Não só pelo foco nas deusas e as reconquistas que ele tem de fazer (as deusas vão parar no corpo de meninas que ele conquistou antes) mas também no Keima, que apesar de ser dahorinha você sair por ai beijando geral, ele acaba… bom. Até porque elas não lembram de nada… E claro que você vai ver as outras duas temporadas para ver a terceira. Eu já falei que o anime inteiro é engraçado e tem pegação?

Ayumi x Chihiro – a fanbase vai entender

Mas lembre… não assista Kami nomi esperando ver só ecchi; mesmo tendo algum e algumas das meninas sendo lindas e Moe, o foco é fazer aquela menina tímida se encontrar e passar a conversar com outras pessoas; ou a sua amiga de infância crescer e se tornar uma bela mulher.

Então digamos que o Deus da Conquista não é um anime para um público (mesmo sendo um shonen) mas para todo mundo que quiser entender melhor o coração das mulheres pessoas. E curtir beijocas. E pegação!

Nunca te esquecerei, garota bibliotecária!

Abração!

Danadinha!

Fontes: Wikipedia [Link]/[Link] Wikia [Link]/ [Link]

Chuunibyou demo Koi ga Shitai! – Review: Aprendendo a superar a dor de uma Perda com o Dark Flame Master!

Você sabe o que é Chuunibyou? E o anime, Chuunibyou demo Koi ga Shitai!, já ouviu falar? E se eu te disser que é aquele anime da menina com tapa olho… Mas não o de terror. E se mesmo assim você não reconhece… Talvez seja hora de você conhecer, ou relembrar deste anime clássico, aqui na minha review de Chuunibyou demo Koi ga Shitai! Com Spoilers! Vem comigo.

Chuunibyou demo Koi ga Shitai! – Review: Aprendendo a superar a dor de uma Perda com o Dark Flame Master

Há quanto tempo não faço review de anime? As últimas foram Charlotte, Maou Yuusha e Re:Zero, isso há mais de dois anos (ou quase 2 anos!). Mas depois de publicar tantas indicações de anime, eu me vi combalido a fazer uma review de um que o grande pierrotgluton é fã: Chuunibyou demo Koi ga Shitai! E como eu sempre faço no começo dos meus textos, dou uma palhinha do que vou falar, porque pode ser que interesse você, querida leitora ou leitor, ler pelo menos uma parte.

Eu vou falar do seu roteiro/enredo, de como ele é bem amarrado. Vou explicar um pouquinho o que é Chuunibyou; dar uma palhinha sobre a Hilariedade dele e terminar com a beleza do Sentido do Anime, que é… não vou dizer agora, se você quiser saber vai logo para a seção lá embaixo. E quero lembrar que esta review do anime é somente da Primeira Temporada de Chuunibyou, por motivos que esclareço no texto. Mas antes a gostosa… Sinopse!

Sinopse da zoeira by my Memory

Isso que é sinopse amigo!

Saca aquela velha história da menina que chega mudando a vida do cara, bem clássico de animes seinen de romance? Então… na verdade Chuunibyou começa com Yuuta, o nosso querido Dark Flame Master AKA Lelouch de Code Geass (inclusive é o mesmo dublador) jogando fora suas coisas de… Dark Flame Master. Mas ao mesmo tempo ele acaba encontrando, descendo com suas belas e macias perninhas desengonçadas pelo lado de fora de seu apartamento, uma mocinha. Após ajudar a estranha mocinha, nosso herói acaba caindo numa história com aventuras de montão!

O Roteiro/Enredo super bem amarrado do Dark Flame Master!

Vocês já reparam como a Rikka, a nossa querida menina que apresenta sinais de “Chuunibyou” não tem um alter-ego? Ela tem o olho “da morte” mas ela não se transforma num “Dark Flame Master” ou numa “Mori Summer” como a gatíssima Nibutani. E por que eu resolvi começar falando do roteiro, citando essa curiosidade? Eu não sei, me lembrei de repente e isso vai fazer parte do argumento central sobre o “Sentido” do anime.

Já repararam também que em Chuunibyou cada episódio é completamente interligado no seguinte? Como se a história na verdade fosse uma só, e não vários capítulos em separado, que no frigir dos ovos contam uma coisa só. Vou explicar. Vocês lembrar dos tokusatsus antigos, ou então de Sakura Card Captors, Sailor Moon?

Imagem Aleatória

Cada episódio tinha uma narrativa e uma história diferente da outra, mas que no fim acabava se interligando por pequenas coisas que aconteciam no decorrer dos episódios. Por exemplo, Os Changeman derrotavam um monstro, mas então acontecia algo com o Change Vermelho que permanecia no decorrer da série. Ou mesmo a Sakurinha, que cada episódio prendia uma carta diferente, mas ela ia se apaixonando pelo Shaoran aos poucos.

Então, esse tipo de narrativa fragmentada é o que NÃO acontece em Chuunibyou. Cada episódio é como se fosse um dia após o outro: Rikka vai para a escola e daí ela resolve fazer seu grupo escolar (porque não quer ficar sozinha) e depois encontra a Nibutani, etc, etc.

Esse enredo não fragmentado em pequenas narrativas é o que na verdade considero mais inteligente do ponto de vista autoral de Chuunibyou. E acredite, você querer saber como por exemplo a Rikka vai ficar sozinha com o Yuuta no quarto, vai te levar a continuar assistindo.

Mas e o que é Chuunibyou afinal de contas?

Então, eu poderia mentir para vocês e dizer que é um tipo de doença psicológica que acontece com os jovens — mas isso não está documentado e não aparece ser algo sério nem mesmo no Japão… Não é algo sério porque para ser considerado doença, precisa fazer algum mal à pessoa, ou as outras pessoas que faz parte do circulo social dela. Se nós não podemos levar Chuunibyou a sério do ponto de vista psicológico, mas sabemos que acontece (mais ou menos) no Japão, vamos tentar entender isso na ótica do anime.

Todo mundo que apresenta Chuunibyou lá, seja o Yuuta, a Nibutani, a Rikka ou a Dekomori não parece sofrer de depressão ou de solidão profunda. Parece algo mais como… uma tentativa da própria juventude de lidar melhor com a realidade a sua volta. Mais ou menos como ser gótico, emo ou gostar de ver anime. Parece ser um tipo de interação socialmente aceita entre os jovens, como por exemplo, brincar de “power ranger” quando se é criança, que acabam encontrando também quem curte e assim fazer parte de um grupo.

Nibutani sua linda!

Mas assim… se existe Chuunibyou no Japão… O termo existe no Urban Dictionary e é mais ou menos isso que expliquei para vocês: uma forma do jovem se encontrar no mundo. Interessante como essa obra acaba por tomar isso de uma forma tão HILARIANTE e ao mesmo tempo profunda… Mas vamos focar um pouquinho no Hilariante antes da gente chegar no Que o Anime quer Dizer, e Porque eu não gosto da 2º Temporada.

Hilário, satírico e lotado de Cultura Pop

A Toka aparece no nosso especial de Milfs dos animes, Click na imagem e veja!

Cara… Chuunibyou é hilário . Eu tava aqui tão sério fazendo esse texto quando me lembrei das tiradas da Rikka, das porradas que sua irmã boazuda faz segurando uma concha de sopa e até das lutas épicas delas duas. Das porradas que o Yuuta leva, dos foras que a linda e moe pracar?lho Kumin-senpai da no amigão dele, o Makoto, enfim. E sem contar de todas as referências que Chuunibyou tem. Seja com o Lelouch de Code Geass, com Senhor dos Anéis (dá onde você acha que veio a Mori Summer afinal?) e principalmente Another.

De longe Chuunibyou acabou se tornando referência por brincar e fazer zoeira com as poses estranhas e afetadas dos animes ou filmes mainstream. E sim, antes que alguém tenha alguma duvida, a Rikka é uma sátira à Another, como eu citei no nosso Top Animes Clássicos de 2012. Aliás, uma das minhas maiores motivações para fazer essa mega review de Chuunibyou foi porque eu acho que ele merece.

Vai dizer que você não sabia que essa referência era da Galadriel de Senhor dos Anéis? Até o livro dela é!

O anime brinca de forma genial com a cultura japonesa, com a cultura pop em geral, além de conseguir falar de algo deveras profundo ao mesmo tempo que brinca com o crescimento e o “se tornar adulto”. Se pouca gente aqui no Brasil fala de Chuunibyou mas viu animes como Charlotte por exemplo (que tenta zoar da cultura pop e também usa o estilo Lelouch de ser no protagonista), então é melhor ver a primeira temporada dele. Mas só a primeira… porque ela fala de…

A superação de uma dor no meio da Juventude

Você já sofreu? Por algum motivo eu acabo sempre falando de draminhas aqui no blog, mesmo nunca tendo feito uma review das 4 Grandes Obras da Key (vou fazer este ano, fique conosco). Mas como que faz uma obra de drama, em? Neste texto explico a fórmula Key de obras primas que fazem caminhoneiros chorarem chamando pela Mamãe, como o Yoga: um encontro inesperado; um cadinho de humor e candura junto a um sofrimento; separação forte, e talvez (talvez) reencontro (tô sendo bem simplista aqui). E essas coisas acontecem em Chuunibyou?

Pense bem: Yuuta acha Rikka – ela é doida de pedra, gatinha e hilária – ele entende que ela perdeu o pai – ela vai morar com a mãe e com a avó (separação) – Ele vai ao reencontro dela (reencontro) = caminhoneiro chorando.

A gente falou do roteiro bem amarrado de “um dia depois do outro”. Citei o quanto ele é engraçado e expliquei que Chuunibyou acontece como uma forma do jovem se encontrar e compreender melhor o mundo à sua volta. Todos os personagens que têm Chuunibyou não parecem ter depressão (mesmo que eles tenham passado por momentos difíceis), e que todos têm um alterego… Menos a Rikka. Quem viu o anime e não se perdeu na comédia (coisa difícil) ou nas belas pernas e no amor fofo e moe dela, percebia o que poderia vir.

Menos eu. Foi um baque ver como um anime que você caia de dar risada e ia se apaixonando lentamente por ela (porque ela é fofa) guardaria algo tão profundo. É como se a Kyoto Animation (a produtora do anime) tivesse aprendido com Kanon e Clannad e resolveu nos assombrar com essa faceta, de que muitas vezes os jovens se escondem nos cemitérios, ouvem metal pesado, viram o DARK FLAME MASTER ou têm o “Olho da Morte” porque algo de muito ruim aconteceu, ou acontece com eles.

Eu nem vou longe como o anime vai de “aceitar a Rikka doidinha de pedra como ela é”, mas sim de aceitar as dores e de tentar crescer do modo mais bonito e forte possível, como a Rikka faz. Com a ajuda do Yuuta, da Toka e até do seu “Olho da Morte” que a permite “ver” mais beleza na sua vida. E não… ela não é a Nagisa (que salva o herói em Clannad), muito pelo contrário.

É isso pessoal, abração!

Perai… E a Segunda Temporada?

Dizem que a 1temp foi feita com plot do Drama vindo da direção do Anime, e na vdd só a 2temp seguiu o verdadeiro plot da Light Novel. Se é vdd… eu não sei.

Saca o roteiro interligado? Não tem. Arranjar um modo para superar as dores? NÃÃO. E o amor para crescer… ÉÉÉÉ NÃO! Nem vou falar do último episódio ou da menina de cabelo rosa para fazer um triângulo amoroso de abestados. Se você quiser rir… veja que é tão ou mais hilária que a primeira e tem doses cavalares de moe (o que é sempre bom). Ma só veja para rir mesmo, não queira mais do que isso.

Agooooora sim, Abração!

Fontes: Urban Dictionary [Link]/ Wikia [Link]/ Wikipédia [Link]

Coringa do Autor Brian Azzarello – Review: Uma HQ Caótica

Aldair não para, e como poucos por aqui sabem, ele é um fã incondicional do Batman. Aqui ele traz a review de uma das hqs (talvez a HQ) que ele mais curte sobre seu vilão preferido: Coringa de Brian Azzarello. Eu ainda não pude ler a hq, mas se tem o Azzarrello como autor e Aldair indica, com certeza vale à pena aquela lida. Vamos à review!

Coringa do Autor Brian Azzarello – Review: Uma HQ Caótica

“É o que ele era, eu acho: uma doença que infectava Gotham City…
…Uma que não tem cura.”

Com esta deixa que começamos esta analise sobre a HQ “Coringa” do autor Brian Azzarello.

Breve Sinopse

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Nesta HQ temos uma historia narrada pelo singelo “Jonny Jonny” (Jonny Frost) um marginal sem muitos feitos que decide buscar o Coringa que foi solto do Asilo Arkham por motivos de “Cura da Insanidade.” Jonny Jonny vê nisto uma possível ascensão ao topo e logo acompanharemos uma narrativa que se degrada na loucura e brutalidade a favor do “fim da piada”.

O Enredo

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Existe muitas coisas a serem fomentadas sobre o desenvolvimento do roteiro desta HQ, a mais simples delas é o desejo do Coringa em tomar o controle de Gotham que ele proclama que é sua por direito.

Temos os sonhos de grandeza de Jonny Jonny que vão se deteriorando ao decorrer da historia o que afeta a narrativa de forma gradativa; os “peões em volta do rei” que desempenham de forma “humilde” suas obrigações com a devida importância para a trama e o Batman que não participa visualmente de nada além do seu desfecho.

Porém tem uma importância, culpa e manipulação (ou vice e versa) das ações do antagonista. Digamos que uns 100%, irei explicar isso mais tarde.

Os Peões

Apesar de Jonny Jonny ser um peão não falarei dele aqui, o próprio merece um tópico só pra ele então por hora me dedicarei aos demais com maior relevância.

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Crocodilo: Fiel capanga que conhece um pouco como funciona a mente do coringa e joga o jogo do próprio de acordo com suas regras demonstrando que apesar da truculência e barbárie ele não é nem um pouco burro.

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Pinguim: Apesar de forçado a cooperar este se mostra hábil e útil o que o torna um sobrevivente adaptado a qualquer circunstância.

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“O Tira”: Peça fundamental na queda de Jonny Jonny. Ele é a representação sarcástica e corrupta da justiça, e personificando como uma piada de mau gosto. Apesar do seu desfecho trágico e merecido, seu valor não pode ser negado.

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Duas Caras: Era pra ser um “vilão” porém sua natureza “frágil” só o faz uma peça que esta no enredo para forçar o final, que vai ocorrer com ou sem ele. Por isso de vilão ele decai pra mero peão e sendo o mais fraco entre os demais.

Violência

Coringa faz com que sua violência e brutalidade seja dividida em aspectos distintos e irei explica-los agora.

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Persuasão: Para conseguir capital financeiro nosso vilão dá um show de performance sendo objetivo, curto e grosso, conseguindo fundo para investimento de forma segura e altamente persuasiva.

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Vingança e Autonegação: Consiste na pura demonstração de poder, arrogância e imprevisibilidade. O Coringa não aceita um não nem tampouco traição.

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Guerra: Para provar que não esta para brincadeira a matança se torna a ordem marcial e quem não atende ligações acaba por arcar com a chuva de sangue em seu quintal.

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Caos: Reinando soberano mostrando que o controle (ou cura como é proposto no âmago do enredo) precisa se tornar vigente pois o inferno esta na terra.

Jonny Jonny

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Sua narrativa começa bem, nos apresentando um sonhador que quase tem seus desejos realizados mas logo a insanidade do antagonista se torna maior que tudo, fazendo-o um mero espectador relatando sua jornada.

Seu casamento e família que guarda em segredo será peça chave de uma manipulação que será sua sina, o que lhe renderá um desfecho humilhante. Sua lealdade ao palhaço será inútil devido sua falta de percepção perante a “doença” que o consome. Seu ego o cegará por tantas vezes que o colocará em perigo, sua crença que faz parte de algo e que é “alguém” quando na verdade ele não é nada tornará seu final cada vez mais previsível. E por fim sua teimosia em tentar entender o diabo o fará cair no inferno. Tudo isso é demonstrado
em suas mudanças de tom na narrativa.

Batman

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Apesar de só aparecer no final da HQ o próprio é mencionado pelo Coringa várias vezes deixando a sensação óbvia que o “herói” sabe e vê tudo o que acontece e pior, ele deixa que aconteça. Mas porque não? Só é escoria que esta morrendo não é mesmo? Errado!

Há civis sendo ameaçados e mortos e não há justiça para isso, fazendo do herói morcego um cúmplice e incentivador do caos de seu rival (talvez se morresse um Robin ele interviesse mais cedo… brincadeirinha).

Conclusão

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Poderia falar da arte que esta foda ou do dialogo e da narrativa que estão do caral*o (um desses diálogos esta no começo da analise) mas em volta de tanto spoilers eu espero que possa ter atiçado a sua curiosidade para ler a obra caso ainda não tenha lido.

Até a próxima!