Arquivo da tag: Review de Anime

Maoyuu Maou Yuusha – Review com o Pastor Gi: O pecado da Carne e o Vacilo do santo! (video-podcast de humor)

Para quem não sabe o Afonte Geek já teve podcasts destinados inteiramente para o humor — chamado Assunto X! E como era de se esperar, alguns personagens dos antigos Podcasts voltaram no canal Os Escudeiros tv. Peguem uma cadeira, vamos dar umas risadas!

Maoyuu Maou Yuusha – Review com o Pastor Gi: O pecado da Carne e o Vacilo do santo! (video-podcast dehumor)

Bemvindos meninas e meninos a um dos video-podcasts de humor presente no canal os Escudeiros, direto do podcast AnimaNerd. Claro que não “falamos nada com nada” e se você não quiser nos ouvir no videozinho, é só não apertar play. Mas vai que você pode curtir não é verdade?

Nós convidamos o ilustríssimos Pastor Gi para comentar um pouco da sua experiência assistindo o anime da rainha demônia, Maoyuu Maou Yuusha. Sei que não preciso lembrar… mas é claro que a maioria das opiniões do Pastor NÃO SÃO AS NOSSAS, isso aqui é humor pastelão pessoal, tá ok?

Ele comenta um pouco sobre a Maou… os… ahamm peitos dela… e o quanto que foi difícil resistir à tentação de ver o anime — e o coitado do Pastor Gi não resistiu e bom… Não custa dar uma olhada no videozinho. Quem sabe você não gosta e ri com a gente né verdade?

E caso você tenha ficado na saudade que tal ler a Review do Anime, desta vez feita mais seriamente aqui mesmo no site?

Bom vídeo para todo mundo aê!

Já conhece a iniciativa Os Escudeiros?

Aquarion Evol – Review: E a Guerra dos Sexos ataca novamente! (video-podcast)

Dando continuidade ao nosso especial de reviews de anime em formato de video-podcasts, agora é a hora e a vez de… Aquarion Evol, a continuação da pérola que é Sousei no Aquarion! Infelizmente na nossa opinião não se trata de uma continuação à altura… vamos conferir no videozinho!

Aquarion Evol – Review: E a Guerra dos Sexos ataca novamente! (video-podcast)

Cá estamos nós para dar continuidade ao nosso especial sobre Aquarion. Novamente com o guru, aquele que sabe tudo dos animes, o grande Mago Givan, e claro, este que vos escreve, seu querido amigo do bairro o AdminTB. Dessa vez tentamos (a palavra certa é tentar mesmo) fazer uma review tão analítica quanto foi a de Sousei no Aquarion, mas meio que.. ficou difícil fazer uma review analítica com esse anime.

De qualquer jeito, separamos momentos especiais, falamos da história, das músicas sensacionais de Aquarion Evol, algumas possíveis falacias da história e enfim. Acabamos tocando também num ponto meio forte de se falar sobre animes: que animes mais antigos tendiam a colocar as mulheres ou em segundo plano, ou como vilãs, sem esquecer da conhecida “guerra dos sexos” que também é o caso de Aquarion Evol.

Claro que acabamos contando com alguns pontos de humor, mas é certeza que o amigo e a amiga do outro lado vai acabar gostando e rindo um pouco conosco. Lembrando sempre que essa é a nossa opinião e nós claro, respeitamos a opinião dos fãs e não sabemos tudo, of course. E claro… Como foi citado no video, e alguém quiser ver o nosso Top 15 Animes Ecchi (aonde eu falo lá de B Gata H Kei) só seguir o link.

Enfim, boa review para vocês!

Já conhece a iniciativa Os Escudeiros?

Sousei no Aquarion – Review: Como ser mais Humano (video-podcast)

Sejam-bem vindos à review de Sousei no Aquarion em formato de video-podcast, postada no canal osEscudeiros (lá no youtube). Mas aqui mesmo no post vocês podem ver e ouvir o que nós falamos sobre o anime, alem de ver o videozinho. Vamo lá!

Sousei no Aquarion – Review: Como ser mais Humano (video-podcast)

Sejam bem vindos e bem vindas à review do anime Sousei no Aquarion, postada no canal oficial do Afonte Geekno youtube, OsEscudeirostv! Desta vez, eu, seu querido amigo do bairro o AdminTB me junto ao grande e sábio guru, MagoGivan, para discutimos em formato de podcast um dos clássicos animes de mecha.

Pois então,  fazemos uma review do anime desde sua sinopse, passando por momentos especiais e marcantes do anime, até chegarmos ao seu ponto máximo que é a Analise propriamente dita, o Sentido da obra, sempre com imagens e alguns videozinhos de Sousei no Aquarion para vocês entenderem bem do que estamos falando na hora.

sousei no aquarion– PARA DEPOIS DE VER A REVIEW  –

Se você já viu inteiro o podcast-review — incluso o finalzinho aonde falamos sobre o Sentido do Anime — quero fazer aqui algumas colocações sobre a Analise e a História do anime, começando….

sousei no aquarion mechaSobre o que Levava os Anjos à Guerra

Se bem recordo era algo que envolvia a Árvore da Vida e o Equilíbrio dela na Terra — se ela morresse, se temia que o Planeta em si e o Mundo dos Anjos fosse destruído. Daí os anjos, se bem lembro, entrarem em guerra com os humanos para fazer deles uma espécie de sacrifício para a tal árvore, que lembra um pouco a Yggdrasil dos deuses nórdicos.

A segunda coisa envolve o Touma

Ele não simplesmente parou e pensou “fudeu” como eu falei. Logo depois que a árvore foi para o saco, o Mundo dos Anjos foi destruído e mesmo a Terra começava a se despedaçar. Ele parou para pensar, porque pela primeira vez percebeu que os humanos também sentem, têm dor, paixão, amam, enfim, são pessoas assim como os Anjos. Esta foi a grande ‘virada’ dele que eu comentei no podcast, mas na hora esqueci de comentar qual foi o motivo dele ter mudado.

A terceira é meio óbvia: Reencarnação

Sousei no Aquarion acaba falando BASTANTE sobre Reencarnação, com a Silvia sendo a reencarnação de Cecile e o Apolo a de Apollonius… além claro de parecer haver um busca para consertar os erros que se cometeram nas encarnações passadas… Mas isso ficou bem claro durante o anime e acabamos não tocando no assunto porque é bem óbvio.

Espero que vocês tenham gostado.

Aquele Abraço!

Já conhece a iniciativa Os Escudeiros?

 

Chuunibyou demo Koi ga Shitai! – Review: Aprendendo a superar a dor de uma Perda com o Dark Flame Master!

Você sabe o que é Chuunibyou? E o anime, Chuunibyou demo Koi ga Shitai!, já ouviu falar? E se eu te disser que é aquele anime da menina com tapa olho… Mas não o de terror. E se mesmo assim você não reconhece… Talvez seja hora de você conhecer, ou relembrar deste anime clássico, aqui na minha review de Chuunibyou demo Koi ga Shitai! Com Spoilers! Vem comigo.

Chuunibyou demo Koi ga Shitai! – Review: Aprendendo a superar a dor de uma Perda com o Dark Flame Master

Há quanto tempo não faço review de anime? As últimas foram Charlotte, Maou Yuusha e Re:Zero, isso há mais de dois anos (ou quase 2 anos!). Mas depois de publicar tantas indicações de anime, eu me vi combalido a fazer uma review de um que o grande pierrotgluton é fã: Chuunibyou demo Koi ga Shitai! E como eu sempre faço no começo dos meus textos, dou uma palhinha do que vou falar, porque pode ser que interesse você, querida leitora ou leitor, ler pelo menos uma parte.

Eu vou falar do seu roteiro/enredo, de como ele é bem amarrado. Vou explicar um pouquinho o que é Chuunibyou; dar uma palhinha sobre a Hilariedade dele e terminar com a beleza do Sentido do Anime, que é… não vou dizer agora, se você quiser saber vai logo para a seção lá embaixo. E quero lembrar que esta review do anime é somente da Primeira Temporada de Chuunibyou, por motivos que esclareço no texto. Mas antes a gostosa… Sinopse!

Sinopse da zoeira by my Memory

Isso que é sinopse amigo!

Saca aquela velha história da menina que chega mudando a vida do cara, bem clássico de animes seinen de romance? Então… na verdade Chuunibyou começa com Yuuta, o nosso querido Dark Flame Master AKA Lelouch de Code Geass (inclusive é o mesmo dublador) jogando fora suas coisas de… Dark Flame Master. Mas ao mesmo tempo ele acaba encontrando, descendo com suas belas e macias perninhas desengonçadas pelo lado de fora de seu apartamento, uma mocinha. Após ajudar a estranha mocinha, nosso herói acaba caindo numa história com aventuras de montão!

O Roteiro/Enredo super bem amarrado do Dark Flame Master!

Vocês já reparam como a Rikka, a nossa querida menina que apresenta sinais de “Chuunibyou” não tem um alter-ego? Ela tem o olho “da morte” mas ela não se transforma num “Dark Flame Master” ou numa “Mori Summer” como a gatíssima Nibutani. E por que eu resolvi começar falando do roteiro, citando essa curiosidade? Eu não sei, me lembrei de repente e isso vai fazer parte do argumento central sobre o “Sentido” do anime.

Já repararam também que em Chuunibyou cada episódio é completamente interligado no seguinte? Como se a história na verdade fosse uma só, e não vários capítulos em separado, que no frigir dos ovos contam uma coisa só. Vou explicar. Vocês lembrar dos tokusatsus antigos, ou então de Sakura Card Captors, Sailor Moon?

Imagem Aleatória

Cada episódio tinha uma narrativa e uma história diferente da outra, mas que no fim acabava se interligando por pequenas coisas que aconteciam no decorrer dos episódios. Por exemplo, Os Changeman derrotavam um monstro, mas então acontecia algo com o Change Vermelho que permanecia no decorrer da série. Ou mesmo a Sakurinha, que cada episódio prendia uma carta diferente, mas ela ia se apaixonando pelo Shaoran aos poucos.

Então, esse tipo de narrativa fragmentada é o que NÃO acontece em Chuunibyou. Cada episódio é como se fosse um dia após o outro: Rikka vai para a escola e daí ela resolve fazer seu grupo escolar (porque não quer ficar sozinha) e depois encontra a Nibutani, etc, etc.

Esse enredo não fragmentado em pequenas narrativas é o que na verdade considero mais inteligente do ponto de vista autoral de Chuunibyou. E acredite, você querer saber como por exemplo a Rikka vai ficar sozinha com o Yuuta no quarto, vai te levar a continuar assistindo.

Mas e o que é Chuunibyou afinal de contas?

Então, eu poderia mentir para vocês e dizer que é um tipo de doença psicológica que acontece com os jovens — mas isso não está documentado e não aparece ser algo sério nem mesmo no Japão… Não é algo sério porque para ser considerado doença, precisa fazer algum mal à pessoa, ou as outras pessoas que faz parte do circulo social dela. Se nós não podemos levar Chuunibyou a sério do ponto de vista psicológico, mas sabemos que acontece (mais ou menos) no Japão, vamos tentar entender isso na ótica do anime.

Todo mundo que apresenta Chuunibyou lá, seja o Yuuta, a Nibutani, a Rikka ou a Dekomori não parece sofrer de depressão ou de solidão profunda. Parece algo mais como… uma tentativa da própria juventude de lidar melhor com a realidade a sua volta. Mais ou menos como ser gótico, emo ou gostar de ver anime. Parece ser um tipo de interação socialmente aceita entre os jovens, como por exemplo, brincar de “power ranger” quando se é criança, que acabam encontrando também quem curte e assim fazer parte de um grupo.

Nibutani sua linda!

Mas assim… se existe Chuunibyou no Japão… O termo existe no Urban Dictionary e é mais ou menos isso que expliquei para vocês: uma forma do jovem se encontrar no mundo. Interessante como essa obra acaba por tomar isso de uma forma tão HILARIANTE e ao mesmo tempo profunda… Mas vamos focar um pouquinho no Hilariante antes da gente chegar no Que o Anime quer Dizer, e Porque eu não gosto da 2º Temporada.

Hilário, satírico e lotado de Cultura Pop

A Toka aparece no nosso especial de Milfs dos animes, Click na imagem e veja!

Cara… Chuunibyou é hilário . Eu tava aqui tão sério fazendo esse texto quando me lembrei das tiradas da Rikka, das porradas que sua irmã boazuda faz segurando uma concha de sopa e até das lutas épicas delas duas. Das porradas que o Yuuta leva, dos foras que a linda e moe pracar?lho Kumin-senpai da no amigão dele, o Makoto, enfim. E sem contar de todas as referências que Chuunibyou tem. Seja com o Lelouch de Code Geass, com Senhor dos Anéis (dá onde você acha que veio a Mori Summer afinal?) e principalmente Another.

De longe Chuunibyou acabou se tornando referência por brincar e fazer zoeira com as poses estranhas e afetadas dos animes ou filmes mainstream. E sim, antes que alguém tenha alguma duvida, a Rikka é uma sátira à Another, como eu citei no nosso Top Animes Clássicos de 2012. Aliás, uma das minhas maiores motivações para fazer essa mega review de Chuunibyou foi porque eu acho que ele merece.

Vai dizer que você não sabia que essa referência era da Galadriel de Senhor dos Anéis? Até o livro dela é!

O anime brinca de forma genial com a cultura japonesa, com a cultura pop em geral, além de conseguir falar de algo deveras profundo ao mesmo tempo que brinca com o crescimento e o “se tornar adulto”. Se pouca gente aqui no Brasil fala de Chuunibyou mas viu animes como Charlotte por exemplo (que tenta zoar da cultura pop e também usa o estilo Lelouch de ser no protagonista), então é melhor ver a primeira temporada dele. Mas só a primeira… porque ela fala de…

A superação de uma dor no meio da Juventude

Você já sofreu? Por algum motivo eu acabo sempre falando de draminhas aqui no blog, mesmo nunca tendo feito uma review das 4 Grandes Obras da Key (vou fazer este ano, fique conosco). Mas como que faz uma obra de drama, em? Neste texto explico a fórmula Key de obras primas que fazem caminhoneiros chorarem chamando pela Mamãe, como o Yoga: um encontro inesperado; um cadinho de humor e candura junto a um sofrimento; separação forte, e talvez (talvez) reencontro (tô sendo bem simplista aqui). E essas coisas acontecem em Chuunibyou?

Pense bem: Yuuta acha Rikka – ela é doida de pedra, gatinha e hilária – ele entende que ela perdeu o pai – ela vai morar com a mãe e com a avó (separação) – Ele vai ao reencontro dela (reencontro) = caminhoneiro chorando.

A gente falou do roteiro bem amarrado de “um dia depois do outro”. Citei o quanto ele é engraçado e expliquei que Chuunibyou acontece como uma forma do jovem se encontrar e compreender melhor o mundo à sua volta. Todos os personagens que têm Chuunibyou não parecem ter depressão (mesmo que eles tenham passado por momentos difíceis), e que todos têm um alterego… Menos a Rikka. Quem viu o anime e não se perdeu na comédia (coisa difícil) ou nas belas pernas e no amor fofo e moe dela, percebia o que poderia vir.

Menos eu. Foi um baque ver como um anime que você caia de dar risada e ia se apaixonando lentamente por ela (porque ela é fofa) guardaria algo tão profundo. É como se a Kyoto Animation (a produtora do anime) tivesse aprendido com Kanon e Clannad e resolveu nos assombrar com essa faceta, de que muitas vezes os jovens se escondem nos cemitérios, ouvem metal pesado, viram o DARK FLAME MASTER ou têm o “Olho da Morte” porque algo de muito ruim aconteceu, ou acontece com eles.

Eu nem vou longe como o anime vai de “aceitar a Rikka doidinha de pedra como ela é”, mas sim de aceitar as dores e de tentar crescer do modo mais bonito e forte possível, como a Rikka faz. Com a ajuda do Yuuta, da Toka e até do seu “Olho da Morte” que a permite “ver” mais beleza na sua vida. E não… ela não é a Nagisa (que salva o herói em Clannad), muito pelo contrário.

É isso pessoal, abração!

Perai… E a Segunda Temporada?

Dizem que a 1temp foi feita com plot do Drama vindo da direção do Anime, e na vdd só a 2temp seguiu o verdadeiro plot da Light Novel. Se é vdd… eu não sei.

Saca o roteiro interligado? Não tem. Arranjar um modo para superar as dores? NÃÃO. E o amor para crescer… ÉÉÉÉ NÃO! Nem vou falar do último episódio ou da menina de cabelo rosa para fazer um triângulo amoroso de abestados. Se você quiser rir… veja que é tão ou mais hilária que a primeira e tem doses cavalares de moe (o que é sempre bom). Ma só veja para rir mesmo, não queira mais do que isso.

Agooooora sim, Abração!

Fontes: Urban Dictionary [Link]/ Wikia [Link]/ Wikipédia [Link]

Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Crítica: A Jornada para ser o Herói do amor de Sua Vida

Olá meus queridos amigos and amigas, sejam bem-vindos a mais uma review de anime aqui no Afonte Geek. Desta vez se trata da crítica do anime Re: Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu, ou em inglês, Re:Zero – Starting Life in Another World. Espero que gostem do post e também do anime!

Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Crítica: A Jornada para ser o Herói do amor de Sua Vida

Rem: O amor 2D de muitos
Rem: O amor 2D de muitos

Depois de muito tempo sem fazer críticas de anime aqui no site, sendo que minhas últimas foram a de Haruhi Suzumiya e a de Kaibutsu Oujo (Princess Resurrection) é quase como voltar às origens. Volto logo com o que promete ser o Anime de 2016 — Re: Zero.

Lembrando que nesta crítica teremos spoilers, assim como também uma breve Sinopse, Enredo, Roteiro e Direção e por fim, a explicação sobre o Sentido do Anime, ou o que ele quer dizer. Também vou dar dicas sobre o assunto no decorrer do texto.

Vamos ao post?

Sinopse – Passando a viver

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Uns tem heroínas Tsunderes como par romântico. Outros Meninas moe

Natsuki Subaru, nosso querido herói, um hikikomori que não fazia nada da vida, foi parar num mundo medieval que a magia existe — uma situação “””parecida””” com a de Saito do anime Zero no Tsukaima.

Mas diferente dele, em vez de se tornar o “cachorro” de uma Tsundere que não sabe fazer magia, acaba encontrando uma linda menina de cabelo branco que o salva de ser roubado por alguns delinquentes. É… a vida dele foi tão dura que inclusive morreu sem ao menos saber seu assassino… Até reaparecer no ponto de partida.

Enredo – Loopings e Reencarnações Incessantes

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Morrendo pelas mãos de uma dominadora

O enredo do anime se passa em torno do Subaru ter diversas chances para reprisar a sua vida e tentar acertar aonde errou, depois de mortes horríveis. Até aí tudo bem, me fez lembrar do 8 infinito de Haruhi Suzumiya e eu tive aquele medo de ver aquele desastre se repetir. Mas para minha graça, o anime se trata de uma Jornada do Herói inteligente — cada vez que ele repete “a chance”, ele o faz de um jeito diferente, e exatamente por isso todos os acontecimentos ao redor dele mudam.

Basicamente como a ideia dos “vários mundos” da DC — a cada nova decisão tomada por uma pessoa, um castelo de cartas é reescrito e tudo muda. Isso dá um novo gás para quem assiste na espera de novos acontecimentos. E mais do que isso, permite conhecer as novas facetas de outras personagens, ou o complemento que eles têm. Afinal, a “nova chance” não é somente do Subaru, mas de todas as pessoas ao seu redor.

Morrendo pelas mãos da Rem...
Morrendo pelas mãos da Rem…

Na verdade, o anime que teve 3 arcos — sendo eles O começo, A ideia de se tornar um herói e o Verdadeiro começo da Jornada depois de vencer o Orgulho — passa uma ideia totalmente contrária ao instinto de conservação. Subaru, que viu o que a Rem era capaz de fazer (ela podia ser bem cruel), foi contra a todos seus instintos e investiu nela, dando a maid uma nova oportunidade nessa nova reencarnação.

Eu não faria isso…

Roteiro e Direção – Por que nos abandonastes?

Mano... alguém faz o Subaru parar de gritar
Mano… alguém faz o Subaru parar de gritar

Como falei mais acima, o anime se trata de uma Jornada do Herói Inteligente, porque o Subaru sabe que é fraco e acaba tendo de lidar com isso — e o faz sempre de forma irônica. Mesmo quando ele tem de dar tudo de si pelo outro, como se arriscar para salvar a vida da sua amada Emilia, ele o faz sempre de uma forma irônica — quando acorda vivo. Este foi para mim o grande atrativo do anime, um herói irônico e sagaz, tal qual sua contra-parte em Suzumiya: Kyon.

O problema foi a virada no anime. Até o segundo arco (a Ideia de ser um Herói), Subaru era um cara tentando entender o novo mundo. Irônico porque fraco, mesmo que amando uma Emilia que não via motivos para ter um “cavaleiro rusticana” que a amasse tanto — afinal, a vida que ela o salva do assalto não era esta. Foi então, na virada deste ato para ele realmente começar a sua Jornada do Herói, que algo de terrível aconteceu…

A Jornada não podia ter um roteirista melhor não?

Dei risada do jogo de perguntas
Dei risada do jogo de perguntas

Não sei o motivo, talvez uma troca de roteirista, saída do diretor, o autor da LN surtou, mas tivemos diversos rompantes de “shonenzão na cabeça“. Frases feitas, explicações em demasia, coisas como a Crusch Karsten perguntar à Rem:

Eu sei que você o ama, mas por que você o ama?”, “Eu amo porque eu o amo”, “Sim eu sei disso, mas resolvi perguntar mesmo sabendo que você o ama” — ai, ai.

A verdade é que do episódio 14 até o começo do 18 a coisa foi para o beleléu. No meio do 18 que “voltou ao normal“. Não falo isso porque o Subaru estava gritando por não suportar ser um fracote e ter de enfrentar o próprio orgulho. Isso é o comum, o autor do anime finalmente estava nos dizendo que se tratava de uma Jornada do Herói, e era hora do herói dar os primeiros passos de seu Épico e enfrentar aquilo que mais o destruía — seu orgulho.

Jura que você não sacou as referências?
Jura que você não sacou as referências?

Mas… sincero? Aquela dublagem terrível do Subaru gritando a torto e a direito, aquela multidão de frases feitas e clichês, sem contar as referências à Attack on Titan (ahh isso foi legal… me fez rir) com até letrinhas subindo!! Quase dropei por conta dessas coisas típicas de Shonen. A única coisa genial do episódio 14 até o meio do 18 foi o Petelgeuse Romanee-Conti AKA “Coringa Japonês“.

Petelgeuse - O genial Coringa Japonês
Petelgeuse – O genial Coringa Japonês

Dublador genial, cenas geniais, roteiro genial! Petelgeuse, você me fez ver o arco do Moby Dick só porque eu queria te rever!

O Sentido do Anime: A Jornada para ser o Herói de quem se Ama

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Cada pessoa vê o seu Herói/ Heroína

Assim que eu terminei o anime com o final cinematográfico aonde o diretor (ou o autor da LN, não sei) “reprisou” o episódio 18, eu não sabia o que pensar. Vou explicar… no episódio 18 a Rem se declara para o Subaru e ouve um Não. Na verdade o Subaru não entendia esse amor, afinal ele, fracote, não poderia ser o herói da Rem. Ela explicou todos os motivos para ele e levou um fora — porque ele já ama a Emilia.

O mesmo aconteceu no último episódio. Por que o Subaru amava tanto a Emilia (que do segundo arco em diante e nas vidas atuais do Subaru, virou uma Saori Kido… uma “mulher troféu” que não “podia” lutar) se ela era fraca, meia-elfa e tudo mais? Subaru explicou tudo — os mesmos motivos da Rem. Que ele não a via assim. E na verdade, todo seu trabalho era para se tornar o herói que ela merecia. O seu cavaleiro. Basicamente o mesmo que a Rem lhe disse — que o ajudaria na sua jornada, sendo a sua cavaleira.

Pobre Emilia... virou a Saori Kido
Pobre Emilia… virou a Saori Kido

As cenas cinematográficas são as mesmas, ambos episódios longos com diálogos ótimos (no 18 eu só não chorei porque sou vacinado) e foi genial reprisar tudo, inclusive os foras. Mas e então… do que fala essa bagaça de anime?

As Jornadas por Amor

Rem na sua Jornada pelo Seu Herói, Subaru na sua Jornada por sua Rainha
Rem na sua Jornada pelo Seu Herói, Subaru na sua Jornada por sua Rainha

O anime fala dessa vontade de ser o herói ou heroína de quem se ama. De se merecer o amor que se dá ao outro. De poder estar do lado do outro, que se vê no alto — alguém que a tirou da loucura demoníaca, ou alguém que pode ser a nova rainha e lhe salvou de ser morto, porque ela é uma boa pessoa. Esse merecimento do amor, me fez pensar na própria Jornada do Herói de Odisseu, que voltava para Ítaca.

No meio do caminho, Odisseu ficou anos “preso” pelos encantos de Calipso — tal qual Subaru convidou a Rem. Mas em certo momento, Odisseu resolveu sair dos braços de Calipso e voltar à sua terra natal, para sua amada esposa Penelope, que nunca o esquecera e que ele também nunca a esqueceu. Ajudado pela sua “anja-da-guarda”, ou como gosto de chamar, Espírito Guardiã Athena, ele finalmente consegue voltar. Chegando lá, mata a todos que queriam os braços de sua esposa.

Abraça eu Rem!
Ah… os braços da Rem…

Toda a Jornada do Herói de Odisseu era para voltar ao seu posto de Rei, de pai e de Marido — para os braços de Penelope. Que mesmo mais velha, ele ainda preferia aos de Calipso. Porque a amava. O mesmo aconteceu aqui… Subaru e Rem, ambos entram em suas Jornadas do Herói/Heroína porque querem ser o herói/heroína de quem se ama. Querem merecer o posto de cavaleira do herói que a fez voltar a viver, e de cavaleiro da rainha que o fez recomeçar à vida. Ambos são postos muito altos, mas com galhardia e ajuda um do outro, eles querem conquistar.

Na realidade toda boa jornada do herói fala de retorno… mas aqui não há retorno algum. Não há braços a retornar, mas sim amor a se conquistar. Porque se quer merecer o amor. Porque o outro vale à pena todo o esforço da Jornada. Assim como Penelope valia à pena para Odisseu, Emilia vale à pena para Subaru e Subaru vale à pena para Rem.

Conclusão – Vale à Pena?

Emilia é tão
Emilia é tão “boazinha” quanto parece? Quando a Esmola é de mais o Santo desconfia…

Sei que muita gente chorou no fim do post. Contudo, eu vi o anime do 14-18 no mute. Isso mesmo… se fosse para ouvir o Subaru gritando ou ler tanta bobagem… Essa queda gritante na qualidade do roteiro e da direção no momento crucial do anime, que mostrava se tratar de um “shonen inteligente“, de um “épico inteligente” me deixou irado — ainda bem que voltou ao normal depois.

Falando com sinceridade, não dropei porque não tinha nada melhor para ver — e aquela pressão dos amigos. Adianto logo que minha nota do anime é 7,5-8,0. Seria um 8,0 bem dado se não fosse por esses deslizes. Eu sei que muita gente dropou nesses episódios, ou quando o Subaru deu o fora na Rem — coisa normal, otaku só vê o que gosta.

Além de inteligente, os vilões de re:Zero são sensacionais
Além de inteligente, os vilões de re:Zero são sensacionais

Se alguém me perguntar… Re: zero vale à pena? Cara… com vilões tão sensacionais como a Viúva-Negra e o “Coringa Japonês”, posso te dizer que vale. Se você diferente de mim, não tem essa minha vibe mais crítica, certeza que vai adorar. E agora? Será que teremos mais temporadas depois do Volume 9 da Light Novel, que é a obra original e parece que o anime foi até o finalzinho dela? Perguntas que só o tempo e o público japonês poderão responder.

Sim... gosto mais da Emilia apesar de minhas duvidas
Sim… gosto mais da Emilia apesar de minhas duvidas

Aquele abraços a todos!

Nota: 7,5-8,0

Fontes:

MAL [Link] / Wikia de Re: Zero [Link]/ Afonte Geek – Top 5 Tsunderes [Link]; Review de Haruhi Suzumiya [Link]; Review de Kkaibutsu Oujo (Princess Resurrection) [Link]; O que são Épicos – Explicando a Jornada do Herói [Link]; O que são Animes Shonen, Shoujo e Seinen [Link]; Review de Batman: Piada Mortal [Link] Roteiros Clássicos de Anime [Link]

Kingdom – Review do Anime: O Imperador que Uniu a China e o Maior General sob o Céu!

Mais uma vez brindados com outro texto do amigo Pierrot Gluton, temos uma Review de Anime, desta vez tratando de Kingdom. Que tal desbravar um pouco de um dos melhores shonen? Boa leitura!

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Review de Kingdom: O Imperador e o General

Existem histórias que não são simples de serem contadas, então em apenas uma temporada não tem como contar. Se a estória é inspirada em parte pela história, então tem até um facilitador, por ter um “chassi”, um corpo básico, mas isso não segura a obra. Para que se prenda a atenção existem uma enormidade de fatores.

Sabemos que algumas histórias como Naruto e One Piece são aquilo que definimos como Epopeias. Histórias longas com vários arcos internos de menor duração visando chegar a alguma conclusão.

Vemos alguns casos de interrupção como Bleach, Fairy Tail, Highscholl of the dead e outros bons por ai que estão parados, por enquanto ou para sempre… é uma ousadia lançar epopeias, mas as epopeias tem uma magia que são a de dar um horizonte maior.

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História

No caso de Kingdom, uma história que fala sobre Xin, um escravo que quer se tornar o maior general sob o céu e Ying Zheng, Imperador do Reino de Qin que quer unificar a China.

Começou prejudicado porque se criou um preconceito sobre sua fase inicial (creio que nos três primeiros episódios predominantemente e depois em instantes esporádicos) o uso do 3D, o que deixou a imagem não muito dinâmica, whathever… a história e o seu pique da história me entusiasmaram demais.

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Os Heróis

Poucos furos, algumas piadas, raros dramas (mas importantes). Se existe algo que posso colocar como referência do personagem é a proatividade. Xin faz acontecer, não espera um milagre. O milagre que ele esperou, morreu batendo à porta de sua casa, algo em comum com Ying Zheng.

Na primeira temporada predominou a pancadaria generalizada, mas direcionada. Clima de batalha, guerra declarada, nação contra nação, exércitos contra exércitos, mas a presença e destaques de indivíduos ali atuando.

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O Ritmo às vezes é Alucinante

O ritmo em alguns momentos beira o alucinado obrigando os que estão conhecendo o anime a assistir o máximo de episódios sequenciais (horas vendo o mesmo anime) pra não perder o pique (mas não tem fim, sempre vem algo mais). Claro que existem momentos e instantes, mas no geral o ritmo é bem acelerado.

Kingdom já tem segunda temporada (a primeira teve 38 episódios), e espero que consiga manter e prosseguir até o fim, pois realmente acredito ver ali uma preciosidade.

Algo que valha a pena esperar nos domingos.