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Star Wars: Review do Ataque dos Clones (Episódio II) – O Romance dos Estranhos e a Guerra que Ninguém viu

Olá meus queridinhos e minhas queridas amigas, sejam bem vindos a mais uma review de Star Wars! Desta vez se trata da review do Episódio II, Ataque dos Clones, aquele filme que muita gente esperava com muito ardor desde que Ben Kenobi falou sobre como foram incríveis e terríveis as guerras clônicas. Vamos sentar e ver se essas guerras foram tão épicas como Ben nos contou. Vem comigo!

Star Wars: Review do Ataque dos Clones (Episódio II): O Romance dos Estranhos e a Guerra que Ninguém viu

O filme é meia boca, mas esse cartaz é maneiro demais!

Hei você, aí do outro lado, sentado ou sentada com a mão no mouse ou olhando a tela do celular, você já leu minhas reviews anteriores, em especial a do Episódio I? Não? Então é bom ler viu! Mas se você não ler porque você é desses, vamo aqui comigo falar do até agora, pior roteirizado e mal dirigido filme de Star Wars dos anos 2000 — o que é até inesperado levando em conta o quanto o Episódio I é bem feito.

E sim… antes que vocês me xinguem eu sou um fã de Star Wars então não tem nenhum hate nisso que eu falei. Só são verdades e os amigos e amigas vão concordar comigo (ou não) no decorrer do meu texto.

Imagem aleatória e muito maneira do Samuel L. Jackson

Lembrando que minhas reviews de SW seguem a ideia de perpassarem cronologicamente pelos longas e meio que sempre tento escrever como se fosse um espectador que nunca viu os filmes, trazendo aspectos que ninguém fala por aí. Acredito que já comecei bem ao dizer que o roteiro e a direção do episódio II deixam a desejar. Mas enfim, chega de enrolar, venham comigo!

O romance dos esquisitões

Olha… eu juro pela Força, que eu quero pegar leve. E eu vou. Mas a situação de Anakin, que por ser jedi deveria ser um monge, e da Padmé (uma ex rainha de uma democracia… o que é bizarro… e agora senadora do planeta de origem que não tinha um exército e ainda é contra a formação de um para a República Galática… loucura) que tem um carreira meteórica na política, com seus 24 aninhos…

Cara, ela foi por 2 eleições seguidas “”Rainha”” de Naboo e agora é senadora galática… é muito mind blowing! Vamos pular isso. Carreira meteórica na política. Mais Foda que Margareth Thatcher.

E do outro lado, o Jedi rebelde sem causa com as cantadas mais absurdas desse lado do universo. Eu nem vou falar que eles depois vieram a casar e tals… Mas cara, foi gasto basicamente 1 hora de filme (junto do Obi Wan investigando os clones e pai do Boba Fett) num romance melado, desgastante, com falas terríveis e atuações piores ainda.

A Natalie Tentou

Dessa vez eu preciso dizer que a Natalie tentou… Ela certamente atuou muito melhor que o Hayden (o Anakin), mas mesmo assim. É um misto de roteiro infeliz e direção sem noção, porque você tenta contar duas histórias paralelas que nada têm a ver uma com a outra. Nem dá para culpar muito os atores.

E… é terrível. Eles não combinam como casal. Eu acho que a Natalie realmente não curtia nem estar próxima do Hayden. A química era muito ruim. Preciso comentar também que a Padmé nem ficou revoltada pelo Anakin ter matado mulheres e crianças indefesas, enquanto vingava a morte da sua mãe. Isso conta muito o tipo de mulher fraca (moralmente) e subserviente que a personagem é, destoando terrivelmente da Leia.

Imagina Han Solo matando crianças e Leia ficando sussa, “vem ká da um abracinho”? Eu não. Aliás o tipo de relacionamento dos dois, que começou errado lá atrás numa admiração de infância, culmina no que a gente já sabe… Mas só vou falar na próxima review.

Se o romance é ruim… CADÊ A FUCKING GUERRA CLÔNICA?

Pois é… O Ataque dos Clones só conta COMO a guerra começou. E é tudo muito mal explicado, porque o Conde Dookan (Dooku se você for um fã chatão) conta na cara dura que Darth Sidius havia dominado o senado e na verdade a Federação do Comércio queria se vingar de ter sido usada POR ELE no primeiro filme.

E que também a Padmé havia conseguido que seu senador, de um planeta inexpressivo (PORQUE NÃO TINHA UM EXÉRCITO!) se tornasse supremo Chanceler. Ou seja… se você não entendeu os trâmites políticos, eu resumo para você amiguinho: OS VILÕES TINHAM RAZÃO.

Momento Ra’s Al Ghul/Macaco Louco= “Contando o plano maligno para o herói do filme”

E por que o Conde Dookan resolveu contar o grand design para um Jedi… eu não sei. Talvez isso fique melhor explicado no próximo filme. Eu duvido. Mas reiterando: A Federação do Comércio queria tirar um Sith do poder, mas os Jedis não deixaram. E o Conde tava fazendo papel de “agente duplo” nisso tudo.

Mas e a Fucking Guerra?

Mas AdminTB… e a fucking GUERRA que Obi Wan contou para o Lucky, de que seu pai havia sido um herói? Ela não devia aparecer nesse filme? O filme não deveria ser sobre essa guerra? Mas Não é.

O que Lucas nos dá em troca é um “romance estranho” e a motivação política que culminou na guerra. Mas se você quiser ver a guerra, ai meu caro amiguinho ou amiguinha, vai tem que assistir aquela animação Clone Wars, ou comprar hqs. Lucas era um cara esperto e garanto que a Disney é bem pior.

O que tem de bom no filme, afinal?

Como fã da série, você entende as motivações por trás da guerra. Entende por exemplo como um suplente de uma senadora, que era CONTRA a república ter um exército, acaba fazendo o contrário da vontade da sua eleita! Claro que de forma inocente Jar Jar Binx acabou sendo o “idiota político” que tanto vemos por aí, seja no Brasil, seja no mundo.

O que é bem estranho Lucas querer nos ensinar sobre política e  a defender sempre a DEMOCRACIA (vejam bem, a grande defesa dos três longas de 2000 é a defesa à DEMOCRACIA e ser contra a qualquer Estado Autoritário). Porque afinal, quem assiste Star Wars não quer entender de política… quer ver Guerra nas fucking Estrelas!

Foi a primeira vez que vimos outro Sith usando a força “naqueles raios”, além do próprio Imperador. Assim como vimos pela primeira vez, do que o grande mestre Yoda era capaz.

Aliás, foi nesse filme que o “nível” Jedi começou a subir de “Samurais Médiuns com alguns poderes” para verdadeiros Super Sayjins — sendo que neste filme aonde começou as batalhas Jedi em CGI, por conta do malabarismo dos sabres de luz. E para ser bem sincero com vocês, eu acho bem feio esse estilo jedi super saijyn.

E eu sei que muitos concordam comigo.

O Conde Dookan é muito maneiro e a luta dele contra Anakin e Obi Wan neste filme é SENSACIONAL. Mas essa de CGI… Não.

Concluindo

Samuel L. Jackson e Christopher Lee: as melhores coisas do Episódio II

Então… é isso. Um ensinamento sobre política; uma amostra do poder de Yoda. A origem dos Stormtrooper e também do Boba Fett… é uma tentativa de ser um filme fanservice se vocês conseguiram captar bem. Mas o que todo fã de Star Wars queria ver mesmo, era a Guerra Clônica em si. Tanto que são as melhores cenas do longa. Lá no finalzinho.

E cara… Christopher Lee e Samuel L. Jackson dão um show nos seus papéis. Não salvam o filme porque só aparecem mesmo no final durante as cenas da guerra, que “por acaso” como eu já disse, são as melhores da película. Uma pena realmente.

Enquanto isso, Anakin e Padmé continuam a viver seu amor “estranho”. Estranho mesmo é ver uma senadora casando em vez de brigando com seu suplente por ele fazer o oposto do que ela queria. Ou será que não é tão estranho assim? Quando não vimos políticos curtindo a vida enquanto o universo está pegando fogo? Que ensinamento estranho para um filme aonde a guerra deveria ser o foco não é?

Imagem maneira do Conde Dookan para terminar a review. Sim, eu sei que o Yoda tá nela, mas é o fucking Christopher Lee!

Abração, nos vemos no Episódio III!

Star Wars: Review de A Ameaça Fantasma (Episódio I) – O Início da Jornada de Crescimento do “Herói”

Olá meus amigos e minhas amiguinhas, como vão? Que tal lermos uma review sobre A Ameaça Fantasma, Episódio I da minha série de filmes preferida, Star Wars?! Peguem suas cadeiras, ajeitem suas bundas no sofá, e vamos ler juntos a minha humilde review sobre esse já clássico longa do ainda mais clássico épico especial que muitos de nós amamos. Venham comigo.

Star Wars: Review de A Ameaça Fantasma (Episódio I) – O Início da Jornada de Crescimento do “Herói”

Depois de uns bons meses sem fazer nenhuma review de Star Wars, porque estou no projeto de escrever reviews de todos os filmes da série (até mesmo os spin offs estão na minha conta), finalmente volto para fazer a review do Episódio I, A Ameaça Fantasma. E se o amigo ou amiga caiu aqui de barato no navio, eu quero dizer que estou seguindo a ordem Cronológica dos filmes, então estamos literalmente, na nossa quarta resenha.

Como sempre, faço um texto que fala sobre coisas que poucos comentam de Star Wars. Não muito no que diz respeito a “curiosidades” (algumas você pode encontrar nas minhas reviews do episódio V e episódio VI) mas a ideia realmente é tocar em temas e falar de assuntos que poucos fãs de Stars Wars gostam, ou mesmo sabem. Além de dizer coisas que ninguém diz.

Foto aleatório muito maneira do Darth Maul

Episódio I que aliás é um bom filme, com um roteiro ok e uma boa direção. Mas deixa de enrolação. Vamo lá.

Liam Neeson – O Samurai Hippie

“Ah se eu não fosse um monge hippie…”

Olhando com os olhos de hoje… Imagine que você nunca tinha visto o episódio I mas conheça o Liam de diversos filmes que ele faz, seja salvando a família dele e depois punindo os caras maus de um jeito bem da hora, ou seja salvando pessoas de um voo. Vocês têm em mente que Liam Neeson é um cara “durão”. Na verdade, se vocês viram o episódio que o Liam aparece em Family Guy essa impressão fica ainda mais forte, porque ele é irlandês, e irlandeses são durões.

Então… imaginar aquele cara como um samurai hippie… lembrando que Star Wars foi muito baseado em samurais e tokusatsus, não só o Darth Vader mas também a questão dos sabres (que mais parecem katanas) etc. Mas daí você vê um cara que acredita “no escolhido”, que não ouve o Conselho Jedi (na review do Episódio III me atenho melhor ao Conselho e a relação do Liam Neeson com ele) e que age com as ideias de paz e amor (e é dublado pelo Batman). Qui-Gon Jinn nos dias de hoje com certeza seria um mestre jedi vegano.

Mas isso não é detrimento nenhum, porque apesar de não ser tão bem treinado nas artes jedi, foi ele que apresentou ao publico vários conceitos interessantes. O primeiro, que um mestre jedi pode realmente ter um aprendiz, um padawan. O segundo, que Jedis andam por aí no universo “tirando onda” e são temidos por onde passam (até porque na trilogia anterior, eles já estavam extintos, lembrem-se). E o que acho mais interessante: o conceito dos Midi-chlorian.

Midi-chlorian – A fantasia espacial precisava de alguma “ciência”

E aqui o ponto mais intrigante. Um Hippie, que acredita na profecia e parece seguir ideias como buscar igualzinho a um “louco” o escolhido… e que era contra como o Conselho Jedi estava organizando as coisas. Ele que nos apresentou este primeiro ponto de ciência na serie. Quer dizer que não se trata apenas de algo como “a força”, mas também cada indivíduo possui uma certa quantidade de midi-chlorian que vai determinar como ele pode “melhor sentir” (não consigo achar outro termo) a força.

Para ser bem sincero com vocês, não vou me ater muito nesse tópico “da ciência em Star Wars”, porque vários conceitos científicos são explicados de forma péssima nos filmes. Coisas como dobra espacial e até mesmo o próprio sabre de luz vão para o saco se eu ficar aqui tentando explicar a forma que Star Wars explica como esses eventos se dão. O que me faz pensar: o que pode ter dado na telha de Lucas para trazer algo mais científico para os Jedi, os Sith e a força?

De tudo isso a única coisa que fica na minha mente é que Anakin tem MAIS DE 8 MIL… digo mais de 20 MIL Midi-chlorian. Mais de 20 MIL NAPPA? SIM MAIS DE 20 MIL VEDITA! Esse assunto até me faz querer falar um pouco do Anakin… mas como ele vai ser o “centro” do texto, vamos falar da Natalie Portman primeiro.

Natalie Portman – Por que você odeia Star Wars?

Então… eu não sei. Mas vamos parar para pensar um pouco. Episódio I é de 1999 e as melhores atuações da Natalie no cinema viriam só depois de V de Vingança (2005), culminando com seu oscar em 2011 por Cisne Negro. Antes ela tinha feito outros bons filmes em 96, mas meio que nada disso explica o porquê dela atuar TÃO MAL fazendo a Padmé. Olha para o naipe da moça: oscar, globo de outro, atuações excelentes em filmes blockbusters (tirando em Thor… mas ali realmente… só salvo o Idris Elba). Realmente não sei explicar.

E bom… eu sei que muitos de vocês são fãs tanto da Natalie, quanto da Padmé, mas vamos analisar a situação. Naboo foi atacada pela Federação do Comércio, porque a Republica Galática estava passando por um período de muita fragilidade (a inspiração aqui é na queda da Republica Romana).

Sim, eu não gosto de você Padmé

Mas Naboo… NÃO TINHA UM EXÉRCITO. Simples assim. E algo de muito estranho eles serem uma democracia com uma Rainha… Mas não vou entrar em mérito. Pelo menos uma vitória nisso tudo: o senador Palpatine, que era de Naboo (diga-se), se torna Chanceler da República.

Mas aonde a Natalie poderia ter atuado bem? Em várias ocasiões. Destaco que foi Padmé que planejou a “revoluçãozinha” para retornar ao poder em Naboo depois de fugir igual a Coroa Portuguesa. Porque pensem bem. No filme não fica claro que a Rainha Padmé “eleita democraticamente” tinha apenas 14 aninhos, e uma menina liberou a retomada de poder do seu planeta, se unindo a um povo que era excluído social e politicamente na Republica Galática.

E vejam só, ela conseguiu! Mas por que a gente fica com a sensação que essa rainha de 14 anos que consegue retomar o poder, é tão fraca? Porque a Natalie Portman odeia Star Wars. Ela até tenta algumas vezes… Outro caso de atuação da Padmé seria com…

Anakin – O 50’Cent de 9 anos de idade

No filme NÃO PARECE que a linda Padmé tem 14 anos e que o BAIXINHO Anakin tem 9. Sério mesmo, NÃO PARECE. E todo mundo repara as olhadas que um faz para o outro. Na verdade, pela Natalie parecer ser tão mais velha que o Jake Lloyd (o menino que faz o Anakin) que todo mundo pensa, em pedobear. Sério mesmo.

Na verdade a atuação da Natalie sendo “eu gosto tanto de novinhos” fica realmente estranha do meio do filme em diante. Mas não vou focar muito nisso, porque o Anakin tem 9 e ela 14. Então não tem nada de muito estranho ai não. A não ser a atuação da Natalie…

Mas voltando ao 50’Cent, o menino além de ter mais DE 20 MIL MIDI-CHLORIANS, é perdoem a palavra: mais pegador que muito marmanjo, com apenas 9 aninhos. Chama a Padmé de anjo logo no começo; dá um broche de bronze esculpido à mão para a moça. Consegue vencer a corrida num podi que ele mesmo fez (com peças compradas vai lá Deus saber como), enfim.

O menino Anakin poderia ser o próximo Mc Catra (Deus o tenha). Mas além disso, ele é o motor da Ameaça Fantasma. Anakin é o móbile da história, seja vencendo a corrida e conseguindo o dinheiro para consertar a nave, seja destruindo a nave-mãe da Federação do Comércio: o que parece ser contraditório ao título do longa. Acho que já chegamos no momento derradeiro.

A Ameaça Fantasma não é o Darth Maul

Essa foto é muito maneira, eu tinha que colocar

Na verdade a Ameaça Fantasma é o Senador Palpatine. Acho que quem assistir atentamente (até pela voz da dublagem) vai sacar que o mestre do fucking Darth Maul (que é um dos melhores personagens de SW dos anos 2000 e quase não teve falas, vejam só) é o Senador. Sério mesmo. Pelo menos uma duvidazinha vai ficar.

Isso posto, que a ameaça está logo ali aonde não se espera e que Jedis super poderosos dentro do Conselho Jedi, não conseguem IRONICAMENTE sentir nenhum DISTÚRBIO NA FORÇA de que o Darth Sidious está bem do ladinho…

“mãe do Anakin” – Shmi Skywalker

Isto objetivamente dito, a esperança de que fala a mãe do Anakin, a “quebra” na força, reside no Anakin. O que é estranho não é verdade? Até contraditório também. Que  tipo de esperança é essa, que consegue salvar Naboo mas que traz consigo o Medo? E é ainda mais engraçado por ser só um menino de 9 anos (com puta jeito com as mulheres).

E o Conselho sente isso. Talvez seja por isso também, que depois eles permitem que o sábio Obi Wan, o treine — antes ter um perigo perto, do que longe. Acho que o Samuel L. Jackson (não vou chamar ele de mestre Windu, ele é o Fucking Samuel L. Jackson) pensou isso ao concordar com o Yoda.

O Conselho Jedi – Melhor ter um perigo perto, do que longe

Tudo isso… por causa do medo de perder entes queridos. Faz até pensar. Um menino de 9 anos com medo de nunca mais ver a sua mãe — que o teve de maneira estranha… ou que pelo menos não queria dizer “de verdade”. Preferiu o “ele veio da força”. Talvez isso fique mais claro no episódio II.

Agora… sem duvida alguma a verdadeira ameaça e que dá porquê ao longa; que é sentida desde o inicio pelo Conselho Jedi, é o Escolhido… descoberto por um Samurai Hippie.

Boa Liam Neeson, boa!

A melhor Batalha Jedi

Para não dizerem que eu não falei: A Ameaça Fantasma tem uma das melhores, senão a melhor sequência de batalha Jedi de toda a franquia. Ela não é “super sayjin”, mas não é travada. Ela é humana aonde a luta pela vida permanece. Basicamente como “samurais médiuns com poderes”.

E Jar Jar Binx… POR QUE GEORGE LUCAS, POR QUÊ?

POR QUÊ?

Agora sim me despeço. Abração!

Resenha de Trilogias: Centopeia Humana – Aqueles filmes Trash de Respeito

Quando você pensa que Aldair parou com seus filmes trash, ele traz mais uma resenha de trilogias, desta vez da Centopeia Humana. Desta vez o texto está quase sem spoilers, e acredito que qualquer pessoa que goste do genêro (trash e gore) deva ler o texto para saber se é bom assistir os filmes, ou não.

Trilogia Centopeia Humana

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Mais uma resenha sobre trilogias, agora de uma que eu tenho muito apreço, vamos lá!

Centopeia Humana

HC1O primeiro desta trilogia insana é ao meu ver um trash de respeito, elenco do ca*alho, vilão tão louco e escrachado que não tem como não gostar (sarcasmo). E as vítimas são de se sentir pena (de alguma maneira você sente).

O Contexto do filme é perturbador e é nisso que o filme se mantém. Se levar em consideração essa insanidade o filme lhe entrega algo tão ruim que chega a ser bom (espero que tenha sido claro ou lúcido).

Centopeia Humana 2

HC2O Segundo é a obra prima: repulsivo, angustiante, insano, intragável (mentira), nojento, impactante e com a melhor trilha sonora possível (gemidos de dor e angústia). Eu sinceramente amei este filme.

Ele trata o ideal do primeiro com uma primazia primitiva e retardada, com um teor psicológico falho e totalmente irracional. O instinto de sobrevivência aparece de forma tão grotesca e visceral que apresenta uma cena realmente impactante ao final do filme. Este filme é um presente, aceite-o.

Centopeia Humana 3

HC3A ovelha negra da trilogia. Aqui o escracho e sarcasmo com o resto da franquia está no nível máximo. Esse filme é uma piada de mal gosto literal e acredito que a intenção dele foi ser feito com este propósito. Não o leve a sério mais aceite que ele existe e que faz parte do contexto da trilogia por mais louco do  jeito errado que ele seja.

O real problema deste filme é que acredito que se tu gostou dos demais ele se torna algo a ser assistido mesmo você odiando a ideia.

Conclusão

Uma Trilogia de altos e baixos com um inicio ambicioso porém humilde. Estranho em sua essência  com um meio magistral e hediondo, com um final (pode ser que ainda não seja) bizarro e de humor negro. Vale à pena conferir. Até a próxima.

Resenha de Trilogias: Presos no Gelo – Evitando mais Terror nas suas Vidas

Sabe aqueles textos que você lê para evitar o pior em suas vidas? Este é o caso. Se eu fosse vocês lia bem atento as três resenhas que o mano Aldair fez dessa trilogia de filmes de terror, para passar evitando o pior (ou seja, evitar que vocês sangrem os olhos para ver essas tragédias). Deixem que o manolo sangre-os por vocês. Vamo lá.

Resenha de Trilogias: Presos no Gelo – Evitando mais Terror nas suas Vidas

 

Dando continuidade a este tópico com mais uma trilogia. Desta vez uma muito ruim (e com spoilers). Espero que curtam.

Presos no Gelo (2006)

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Nada pra fazer, pesquisando na Web algum filme para assistir eis que encontro um de terror com uma nota mediana e como hoje em dia ta raro resolvi arriscar e me decepcionei amargamente.

O Filme é chato, previsível e puro clichê. Não chega a dar sono mais nem de longe convence ou motiva a recomenda-lo a alguém.

Presos no Gelo 3 (2008)

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O Segundo não foge a regra do primeiro, dando continuidade a um filme previsível, chato e por incrível que pareça tem uma repetição de roteiro em alguns personagens (sempre tem um f*dido).

A única diferença notável desse pra o outro é que sobrevive mais gente (parecendo que o elenco é muito grande mas não é tanto assim).

 

Presos no Gelo 3 (2010)

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Este se denomina o “inicio” e se espera algo como um genocídio (eu esperei… mentira). Mais é a mesma formula dos outros, dobrando a fraqueza das cenas de mortes.

Este consegue dar sono ou a vontade crescente de que termine logo. O elenco é ainda mais pobre em enredo e para completar se tu já assistiu os outros (na verdade só o primeiro basta) tu já sabe o que vai ocorre no filme. Fique longe.

Conclusão

Eu sou um imbecil que gosta de perder tempo assistindo merda? Sim, sou! Mas pense o lado positivo disso tudo: lendo meus posts você poupa seu precioso tempo evitando esses lixos.

Enfim, até a próxima.

Resenha de Trilogias: August Underground – Aquela Trilogia Trash que você vê para se Arrepender

Aldair é um cara duro na queda, amante de filmes ruins e principalmente de Trilogias, Antologias e outras continuações de filme. Vamos com ele para vermos o que ele achou desta trilogia de filmes trash, a August Underground. O cara entende bem de filmes snuff, trash e etc, então vale à pena conferir o que ele pensa desses três. Vamo lá!

Resenha de Trilogias: August Underground – Aquela Trilogia Trash que você vê para se Arrepender

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Eu recentemente terminei um tópico aqui no site com filmes merda e filmes bons só que assisti muita coisa nestes intervalos de postagem e agora trago este novo tópico regado de filmes bizarros e pérolas inacreditáveis, vamos lá!

August Underground (2001)

51Hhpu1P3xLPoderia fazer um resumo do review que fiz deste filme a um ano atrás que não saiu de um velho caderno que ainda possuo, mas acredito que seria muito longo. O filme é um “fake snuff”, feito, dirigido e atuado de forma porca e banal. Há muitas coisas que podemos perdoar por se tratar de um filme com baixo orçamento mas os momentos cruciais e de impacto são feitos de forma tão medonha e proposital o tornando um escracho ao gênero. As atuações chegam a ser caricatas, porém de certa forma há veracidade em certos atos. Detalhe pra um seio decepado que mais parece uma fatia de calabresa colada. Poderia afirmar de bom grado que o filme é uma m*rda generalizada mas certas atitudes de violência, tortura, humilhação e nojeira são um ponto forte, apesar de mal feitas.

August Underground’s Mordum (2003)

0ef7ab1ff4827a36086ac71a6fb978f3Depois de muito tempo me negando a continuar esta trilogia, decidi recentemente terminá-la e não foi surpresa para mim o segundo filme ser pior que o primeiro, tanto em atuação quanto em cenas. Detalhe para “vomitar água” e achar que alguém vai achar nojento. O filme nos traz um elenco maior com faces novas e um dialeto que se repete o filme inteiro: “Fuck You, Fuck Bitch, Fuck Off, F…”

Eu juro que esperava algo mais maduro e envolvente para me esquecer dos detalhes “estéticos e estruturais” que o fazem parecer trash, mas não há nada a se apegar ou torna-lo repulsivo demais; ele é nada mais que repetições e reciclagem de torturas atreladas a cenas no-sense p ra o torná-lo um “fake snuff” no mínimo aceitável.

August Underground’s Penance (2007)

71kxpY8mITL._SL1000_Depois da decepção que já era esperada com uma esperança vã de melhora no segundo filme, nada mais justo que assistir o terceiro não esperando nada além da perda de tempo (uma hora e meia eu acho). E foi isso mesmo que ocorreu.

O filme tem uns altos e baixos para ter um final de impacto, mas a forma podre, pobre e atuações não convincentes só deixam o filme cada vez mais cagado.

O que ocorre nesse é realmente de contexto extremamente pesado e audacioso, mas ao menos para mim, não dá para elogiar nem denotar repulsa, impacto e blah blah. É ruim não do jeito certo, e ponto.

Conclusão

Para ser sincero, se tu gosta de filmes estilo snuff, found footage e trash é de se arriscar assistir esta trilogia, mas se for tão chato como eu estou sendo de uns tempos para cá, nem passe perto desta coleção de merda com excelentes três defecações com qualidade de diarreia, laxante e intolerância à lactose.

Trilogia da Morte de Nacho Cerdá: Resenha – Grotesco, Peculiar e Imaginável

Nosso bom amigo Aldair retorna para as suas reviews de filmes escatológicos, sombrios, lotados de gore e que causam medo até em mim que gosta tanto de animes grotescos. Venham com ele ver a Trilogia da Morte de Nacho Cerdá, mas tragam lencinho caso vomitem ok? Vamos lá!

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Trilogia da Morte de Nacho Cerdá: Resenha – Grotesco, Peculiar e Imaginável

Nesta breve resenha irei falar de três curtas que compõem uma trilogia peculiar que se concentra no paralelo do bizarro. Uma trilogia interessante e grotesca ao qual tentarei não dar spoilers.

The Awakening (1990)

The Awakening

Sinopse: Um aluno acaba por dormir durante a aula e percebe que o tempo parou, exceto o dele.

Um curta de oito minutos extremamente rico em simbologia ao qual dá uma imersão desconfortável e de forma agressiva e oportunista , tornando-o  impertinente. Om ótimo começo pra uma Trilogia que aborda a Morte.

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Aftermath (1994)

Aftermath

Sinopse:Quando todo mundo sai, o último patologista restante começa a acariciar os cadáveres. Então ele rapidamente vai para o cadáver de uma menina morta em um acidente de carro, tira a roupa e começa a executar seu “trabalho” macabro.

Este curta já possui meia hora e deixa os simbolismos de lado pra ir para o horror da mente humana. Nos é apresentado cenas nojentas que resultam em necrofilia. Apesar disso não ser claro desde o inicio não se pode dizer que é spoiler pois seu começo atado ao fim é envolto em “mistério”. Uma observação singela é que nos três curtas não há diálogos, porém neste em especial podemos ouvir a respiração ofegante e gemidos do protagonista. Isso não é nem de longe inconveniente ou desconfortável… É bem pior.

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Genesis (1998)

Genesis

Sinopse: Um escultor fica chocado com a morte de sua esposa em um acidente de carro. Ele então decidiu construir uma estátua em sua memória. Mas quando a estátua realista começa a sangrar através das rachaduras no barro, até mesmo a carne do homem começa a mudar e necrosar.

Este curta também possui meia hora e mais uma vez se diferencia dos demais por ser um drama. Um viúvo em ato de desespero e amor à sua falecida esposa tenta com todo empenho fazer uma estátua da amada e a a partir disto veremos uma transformação bizarra até um desfecho dramático e ainda mais sofrível.

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Conclusão

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Sua trilha sonora é bem ambígua e receptiva com a troca de temas e gêneros da trilogias e tornando um dos pontos altos do filme. Apesar de aparentar que estou rendendo elogios a esta trilogia nem tudo é o que parece ser. A mesmo é um tanto quanto fraca e acaba sendo literalmente classificada como “filmes B”, porém tem suas virtudes, bizarras mais tem.

Espero que tenham gostado e até a próxima.

Star Wars – Crítica do Retorno de Jedi (Episódio VI): O Final Feliz que Precisamos

Olá meus queridos e minhas queridas leitores e leitoras, sim, eu voltei com a tão esperada (tá certo nem tanto) e muito prometida crítica do Retorno de Jedi, Episódio VI, de Star Wars. Como a maioria das críticas de star wars falam das mesmas coisas, as minhas sempre procuram abordar os filmes de formas diferentes. E ai, você acha que o final feliz do Episódio VI era uma necessidade?

Star Wars – Crítica do Retorno de Jedi (Episódio VI): O Final Feliz que Precisamos

Afontegeek Especial: Críticas de Star Wars
Episódio I – Episódio II – Episódio III – (Rogue One) – Episódio IVEpisódio V Episódio VI – Episódio VII

Olá a todos meus bons e boas leitoras, como vão, tudo ok? Há algum tempo eu havia prometido fazer as críticas/reviews/resenhas de simplesmente TODOS os filmes de Star Wars, mas devido a diversos contratempos melhor explorados aqui essa crítica foi se arrastando até hoje, o fatídico dia.

Se você bem leu minhas últimas reviews sobre a “cinematografia” de SW, sabe que eu sempre exploro coisas diferentes dos sites, críticos e canais do youtube falam, ou ao menos, dificilmente falam.

Na primeira resenha sobre “Uma Nova Esperança” eu acabei tratando bastante do papel de “heróis formados” que o grande Dom Quixote e Sancho Pança, AKA, C3PO e R2D2 tiveram na película, se portando como os verdadeiros heróis, já em si, daquele longa.

Já na crítica do maravilhoso e para mim, melhor dos filmes de Star Wars até, “O Império contra-Ataca“, falei um pouco do começo da formação do nosso trio de heróis, Luke, Leia e Solo, mas eu dei um foco naquilo que mais o mundo queria naquela época: O LADO NEGRO DA FORÇA. Os encantos do Império, que bem sabemos, todos nós gostamos — até Michael Jackson sabia que a humanidade gosta de uma maldadezinha, com seu Thriller.

Mas e agora? George Lucas continuaria o caminho do lado negro da força para o desenvolvimento pleno de nossos heróis, já que “aparentemente” era o que o mundo queria? Ou ele simplesmente seguiria até o fim na Jornada do Herói?

A volta Épica de Luke

Eu fico assim pensando se nos meus textos eu trago logo a cereja do bolo para completar a bagaça ou se deixo ela para o finalzinho. Como sempre, prefiro deixá-la para o finalzinho. Sempre tem algumas coisas para comentar primeiro. A primeira delas aliás, é, já repararam como Luke sempre foi o personagem “que está por crescer?”.

Isso meio que faz pensar porque Mark Hamill ficou tão  estigmatizado com o personagem: talvez ele tenha sido tão bom ator, para conseguir atuar como o “cara sempre inseguro”, que diretores de outras obras acabaram por ficar com medo de chamá-lo para seus longas.

Se bem lembro o Mark tem formação shakespeariana e é inegável que ele atua EXATAMENTE como Lucas (o produtor) e os diferentes diretores de Star Wars pediram para ele: o rapaz para sempre inseguro. Mas lembrem-se que é Mark quem dubla o Coringa nos USA….

De certo que em “O Retorno de Jedi”, esperávamos que essa insegurança do personagem finalmente fosse suprimida, e pode-se dizer que de certa forma ela foi. Ele finalmente era um Jedi formado… Ou será que não? Se Yoda dizia que ele tinha de derrotar seu próprio pai,  (ou a sí mesmo) para conseguir se tornar um Jedi, então devemos acreditar que o Yoda tinha razão.

E então, apesar daquele aparecimento épico para salvar Solo e Leia das mãos (ele tem mãos?) de Jaba, continuamos por cair na questão freudiana do “filho que supera o pai”. Ao meu ver, Luke SEMPRE havia superado o Anakin por sempre ter resistido ao lado negro da força, e portanto, apesar de sua figura insegura que os autores insistiam para o Mark atuar, para mim, ele sempre foi um cara “realizado”. Mas guardem consigo esse adendo: “Filho que Supera o Pai”. Voltarei nele na seção final.

A Princesa Leia (que era mulher de verdade)

Recordo de ter conversado com uma amiga que é fã de Star Wars e ela não gostar nada da Leia. Como eu desde criança queria casar com ela, ouvi isso completamente puto e verdadeiramente indignado. Mas muito da “ranzinzice” dela tem a ver com a cena clássica da Leia vestida de Escrava.

Se vocês forem ler meu post do Cosplay da Leia, lá eu indico um texto do Rolling Stones que explora melhor o assunto: e da própria Carrie Fisher posando para algumas fotinhas maneiras e sendo entrevistada… Ela parecia curtir. Sigam o link e vejam lá.

Carrie Fisher Slave Leia costume Rolling Stone 1983

Pois então, minha amiga achava que por conta desta única cena, que a personagem era “sexualizada” pelos nerds. Mas veja, era SÓ nesta cena. Ao mesmo tempo, se você pegar textos de autoras americanas, elas vão falar sobre o quanto a Leia tinha o “girl power” nos outros episódios da série (o que hoje alguns chamam de “empoderamento feminino”), e o quanto elas ficaram fulas depois que viram a cena da Slave Leia (ou Slayer Leia, como diz a própria Fisher).

Eu vou falar o seguinte: a Leia sempre foi dita ser a Skywalker com maior poder da força entre eles. E que ela era mais forte que Luke, obviamente. Além disso, ela matou o Jaba com as próprias mãos. Sem piedade.

Ajudou a se salvar no Episódio IV. E ela ainda era a líder general da Resistência Rebelde (papel que reprisou no episódio VII). Mais empoderada do que isso só a Margareth Thatcher e a Elisabeth I. E a Zelda também (tanto a Fitzgerald quanto a do Miyamoto). E a Fitzgerald era sexy.

Então meus amigos e amigas, eu ainda quero casar com a Leia e estou cagando e andando para você, que prefere a Padmé, mesmo ela não tendo feito ABSOLUTAMENTE FUCKING NADA, nos episódios II e III e ainda sofrer violência doméstica no fim do III. Sim, estou falando para minha amiga que também prefere a Padmé. Sim, sou desses. E só para melhor fechar o assunto da “sexualidade”, eu poderia argumentar que os tempos eram outras e tals, mas lembrem: a Carrie Fisher fez porque quis, era trabalho, e gostava sim.

Como diz a Mulher Maravilha: a mulher tem o direito de fazer o que bem entender e de vestir o que bem quiser. Acordem senhoras e senhores, os tempos de puritanismo acabaram, e nos anos 70 todo mundo já sabia disso. E a Leia beijou na boca o irmão. CHUPEM! Sejam puritanos em casa, por favor.

ps: se você tem alguma dúvida ainda sobre isso e souber um pouquinho de inglês, leia essa entrevista que a Carrie Fisher deu sobre o assunto um pouquinho antes de nos deixar.

“Filho que Supera o Pai”

Voltando ao tema central desta crítica… Falei rapidamente que George Lucas deveria continuar tratando do mal, e pausei justamente na cena que Luke se vê no capacete do Vader. Pois muito bem, num post um pouco antigo no site DigitalSpy, Lucas revela que numa conversa com seu co-escritor Lawrence Kasdan, Luke deveria ficar MESMO no lugar do Pai:

“A máscara era a última marca – e então Luke a coloca e diz, ‘Agora Eu sou Vader’. Surpresa! O plot twist derradeiro. ‘Agora eu vou matar e destruir a frota (resistência rebelde) e dominarei o universo'”

Surpresos? Como eu disse no começo do texto, aparentemente o mundo QUERIA o Mal, porque ele parece reluzente, e doce como é um doce de chocolate para um alérgico à chocolate, e um gelado e saboroso sorvete o é para um intolerante à lactose. Mas Lucas parecia ter a total impressão de que o “gostinho” do mal era o que o mundo queria e precisava de Star Wars no “Império” e não como um desfecho para a sua recente trilogia.

Fechá-la com um final ruim aos moldes de Shakespeare e como seria o “desejo” de Freud talvez elevasse um pouco mais a categoria do filme, de um blockbuster para uma obra da posteridade como o é, o Império. Mas não parecia ser o seu desfecho lógico. Nisso, Kasdan, o co-escritor, respondeu:

Ewoks “ursinhos carinhosos” “for kids” que são a cara da Dilma

“É assim que eu acho que deveria acontecer”.

(final ruim)

Lucas porém, não o quis, insistindo que o filme era “para crianças”. É, eu sei, também sinto um espanto com “para crianças” — até hoje eu sinto isso quando leio “for kids”.  Vamos voltar um pouco ao argumento de “Superar o Pai”.

Luke, como eu havia dito, sempre superou Anakin por sempre resistir ao lado sombrio da força. Não faria sentido lógico algum para a sua jornada pessoal, que finalmente confrontado com o abismo, ele caísse dentro dele. O próprio personagem, mesmo com aquela atuação insegura pedida pelos diretores, não faria sentido se no fim, toma-se o lugar do pai no Mal. Ele não o superaria, só o sucederia.

Mas como vimos no fim, a Jornada do Herói se deu como deveria: com Luke vencendo o pai, e o ajudando a se salvar dele mesmo. O filme é para crianças, eu vos pergunto? Talvez. Mas lembrem-se: Star Wars é um épico. E Épicos são sempre histórias formadoras de caráter.

Fonte: DigitalSpy.com [Link]

Star Wars – Crítica de O Império Contra-Ataca (Episódio V): Quando o Mundo encarou o Lado Negro da Força e conheceu um Clássico do Cinema

E lá vamos nós para mais uma crítica/review/resenha de Star Wars! Já vimos “Uma Nova Esperança” e finalmente é o momento de encarar o Lado Negro da vida e de se confrontar com o principal vilão da Cultura Pop: Darth Vader. De quebra, encarar um clássico da sétima arte. Bem vindos à crítica de O Império Contra-Ataca!

Star Wars – Crítica de O Império Contra-Ataca (Episódio V): Quando o Mundo encarou o Lado Negro da Força e conheceu um Clássico do Cinema

Star Wars: O Império Contra-Ataca
Star Wars: O Império Contra-Ataca
Afontegeek Especial: Críticas de Star Wars
Episódio I – Episódio II – Episódio III – (Rogue One) – Episódio IV  Episódio V Episódio VI – Episódio VII

Sejam bem vindos à crítica de um clássico da cultura pop e da sétima arte — Star Wars: O Império Contra-Ataca. No primeiro texto (do Episódio IV) eu deixei claro que Star Wars se trata de um épico espacial, envolvendo traumas de família. E que cada crítica buscaria o sentido de cada longa. Assim como deixei claro que George Lucas havia se influenciado com a cultura japonesa (em especial os samurais e suas máscaras assustadoras).

Mas estes são temas amplos. E se você veio de lá, sabe que dei um ponta pé inicial para falar do Império Contra-Ataca… Lembrando que este texto terá spoilers . É isso pessoal, vem comigo!

É preciso separar Sancho Pança de Dom Quixote

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Se você leu minha crítica sobre Uma Nova Esperança, sabe que falei sobre os verdadeiros heróis do filme. Oras, Luke estava iniciando sua Jornada e tinha muito que aprender. Leia havia acabado de receber o chamado da aventura, assim como Han Solo ao enfrentar seu dilema moral (sendo o querido salafrário na vida de Leia no Episódio V). Ele é o que chamamos de “herói bandido”.

Sendo assim, sobraram os robôs míticos refazendo a leitura simbólica do cavaleiro alto e atrapalhado, e do seu destemido companheiro gorducho, agora nos arquétipos robóticos do C3PO e R2D2.

Olha o R2D2 ali do lado!
Olha o R2D2 ali do lado!

Quem viu o primeiro filme sabe o quanto eles foram corajosos e heroicos desde a primeira cena. Mas aqui, o enredo precisava se distanciar dos “heróis já formados” para focar na jornada destes que estavam começando. Portanto, logo nos primeiros minutos do filme, R2D2 é separado do seu fiel ajudante Dom Quixote, digo, C3PO.

Um ficou com seu inseparável amigo Luke e o outro com o casal mais um: Leia, Han Solo e Chewbacca. Foi preciso fazer isso, falando aqui a partir do roteiro e enredo, para como eu disse, dar espaço aos heróis dentro da história de Star Wars e no longa.

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O amor está no ar e dentro da Millennium Falcon

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Assim, Luke segue com R2D2 para continuar seu treinamento — é incrível aliás como tanto no primeiro quanto no segundo filme, Luke continua sempre treinando… Enquanto isso, Leia, Solo, Chewe e C3PO continuam a sua saga para se encontrarem com os fugitivos da rebelião, e escapar das garras de Darth Vader.

Como falei Aqui, Darth Vader não era apenas a personificação do Império, mas também guardava os segredos da Força (que em si já era um mistério), além do que, havia matado o mestre do jovem herói e também seu pai. Ou seja, o mundo precisava saber quem era Darth Vader! Mas vamos continuar falando do nosso novo casal.

A Primeira vez da Marcha Imperial

Solo e Leia (General da Resistência…inspiração de Zelda) configuram sua jornada de um para o outro, recurso de roteiro para dar empatia aos telespectadores. Em outras palavras, um pouco de romance não faz mal a ninguém, e Carrie Fisher e Harisson Ford têm um “feeling” incrível — Leia que adora um salafrário, Solo adora uma Tsundere (mulher) mandona.

Essa constituição de romance no meio da guerra aconteceu para dar forma ao amor dos dois — não tem como amar mais seu parceiro do que no meio do perigo… os gregos já sabiam disso. Amor este que ficou ainda mais forte no imaginário do público, por conta de uma coisinha. Uma Nave. A Millennium Falcon.

A Nave que o público mais Ama!

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Muitos podem dizer que a Enterprise tem maior importância na cultura pop, porque a NASA deu o nome dela para um de seus protótipos de Ônibus Espacial. Mas a verdade é que aquela banheira que falhou em alcançar a Hipervelocidade (“velocidade de dobra“) o filme inteiro é a coisa mais incrível das histórias espaciais. Ela inclusive fala, como diria o C3PO.

A Millennium Falcon acabou causando no roteiro duas consequências inevitáveis: a primeira que Han e Leia se conhecessem mais no seio do perigo. A segunda, que os fãs ficassem loucos e tivessem orgasmos sempre que ouvissem os nomes “Millennium” e “Falcon” juntos. Vamos combinar, essa nave causa sensação!

A cena clássica da Millennium Falcon nos asteroides!

Mas… falta algo. Estes pontos são continuações diretas dos elementos de Uma Nova Esperança e são o que se espera de um épico. Luke em busca de sua jornada do herói, Solo e Leia vivendo a sua enquanto se conhecem. Hum… Qual foi o verdadeiro encanto de Star Wars e que salvou a franquia, em?

O Encanto do Lado Negro e do Maravilhoso no Ser Humano

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Seria um sacrilégio se eu não falasse o sentido de Império contra-Ataca. Os elementos principais de uma jornada do herói estão postos. Neste momento estamos na Preparação do Herói para enfrentar o MAL. Este é o nome do filme na verdade. O MAL que se Levantou. A escuridão está vindo e finalmente conheceremos o que está por trás da Máscara e da personificação do MAL em Star Wars.

Era isto que os fãs queriam. Foi por isto que Star Wars continuou nesta loucura espacial. As pessoas estavam fascinadas pelo Lado Negro da Força e finalmente receberiam um convite para entrar nele, feito pelo próprio Darth Vader. Mas isto é uma coisa natural. Diria Hume que o ser humano busca o maravilhoso. E as pessoas sentem fascínio pelo mistério que há no Mal (Hobbes diria quase isso…). As duas coisas estão juntas aqui: O segredo do que é a Força e o chamado de Darth Vader!

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O Oculto

Isso parece bobagem, né? E se eu falar do principal álbum da história da Cultura Pop: Thriller, de Michael Jackson? O Rei do Pop sabia que os mistérios do oculto causam fascínio. E ele era um gênio musical. Ele apenas reuniu a sua genialidade com o encantamento que o oculto causa nas pessoas. Thriller, que pode-se dizer ser uma das principais obras da musica tem a sua contra-partida no cinema: O Império Contra-Ataca.

“Você falhou pela última vez…”

O quê, discorda? Darth Vader ganha a Marcha Imperial. Ele finalmente mostra do que é capaz no uso da força: de matar qualquer subordinado, não importa a distancia que esteja. Ele é capaz de desviar raios laser dos trabucos do Han Solo. Ele é cruel e inteligente. A verdadeira personificação daquele que mesmo fraco é capaz de ficar forte com uso da sua força interior.

Lucas percebeu (em minha opinião) este fascínio que a Força e Darth Vader juntos causaram no público em Uma Nova Esperança. E por isto fez ele ser o protagonista do Episódio V.

Darth Vader Vs. Lasers

Portanto era óbvio que a estrela do filme tomasse seu lugar depois do encanto que causou em Uma Nova Esperança. E ele tomou com Glória. E não por acaso, O Império contra-ataca foi parar não apenas nos anais da Cultura Pop, mas também da Sétima Arte.

Darth Vader e a Excelente Direção

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Join in the Dark Side” – Um convite simbólico para o publico (quer queria ouvir isto, mesmo que não aceitasse) e para o Jovem Herói

Lucas sabe que não dirige bem. Até hoje há rumores de que Spielberg participou da produção do Episódio V (quem o dirigiu foi Irvin Kershner). Contudo, uma coisa é inegável. O Império contra-ataca foi dirigido de forma genial. As pausas entre as cenas de ação. Luke e seu sempre buscar e nunca ser o herói. Leia e Solo. As revelações sobre a Força… Todos elementos básicos de um épico.

Mas no canto escuro e extremamente bem iluminado cá está Darth Vader. A busca por Skywalker, os movimentos inesperados da trama que Ele Conduziu o Tempo Todo — exatamente, em meio a uma Jornada do Herói, quem a conduziu em Episódio V foi o vilão.

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O aparecimento de seu mestre e finalmente, o maior mistério por trás do épico: a revelação de que a personificação do Mal é nada mais, nada menos, o Pai do Herói. Nem em novelas mexicanas algo assim aconteceu. É como se Odisseu na verdade fosse filho de Poseidon (para quem não sabe, Poseidon odiava Odisseu).

Esta revelação, do vilão ser na verdade próximo do herói e que na realidade, o que ele quer é matar seu mestre com a ajuda de seu filho, para assim dominar a Galáxia e trazer paz para ela, é algo de natureza magnânima!

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Imagine que nunca ouviu falar de Star Wars. Que você está assistindo pela primeira vez. E que você foi pego pela Jornada do Herói e da necessidade de enfrentar um vilão incrível, que causa um misto de terror e fascínio. E que você, tomando o lugar de Luke, sentindo a angústia de enfrentar alguém assim, acaba descobrindo que…

 

Obi Wan não lhe contou?… Não! Eu sou seu Pai!

Como você reagiria senão com um misto de Espanto e necessidade de ver o final do Épico?

Conclusão

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E que épico, diga-se. O diretor tramou ele de forma perfeita para jamais, em momento algum, imaginarmos que Darth Vader é o pai do Luke — hoje virou lugar comum a vilã/vilão ser parente do herói, que só descobre isto no clímax da história. Mas justo isto, este movimento inesperado, que fez de Star Wars não apenas o filme que trouxe os nerds para a Cultura Pop, mudando-a para sempre, mas tornou o longa, um simples blockbuster, um dos clássicos do cinema.

Este Clímax (que Lucas fez lá atrás, mas penso eu, não imaginava o fascínio que Darth Vader causaria no público) e a direção montada em Darth Vader conduzir a trama (o vilão conduzindo o enredo é genial), permitiu ao filme ser mais que um enlatado.

Filho Vs Pai
Filho Vs. Pai

Aliás, esta cena que hoje é um clichê (mas que não era clichê coisa nenhuma na época), junto da condução da trama, fizeram de Star Wars um verdadeiro clássico. E hoje faz sentido ser fã desta obra. Não vou dizer que a obra inteira é nota 10, ou mesmo que Império tenha esta nota — Star Wars tem altos e baixos nos seus filmes.

Mas O Império Contra-ataca realmente deu às pessoas o fascínio do Lado Negro personificado no Darth Vader — coisa que o ser humano tanto busca… junto à surpresa do inesperado. E claro, um final que não era feliz — assim como é na vida, que nem sempre possui finais felizes. Sem esquecer de que tem de se seguir em frente apesar de tudo.

Seguir em Frente é o que importa na Vida
Seguir em Frente é o que importa na Vida

Justamente por isto, e por sua direção certeira, que o Episódio V é tão bom. Agora… os fãs querem mais. Eles viram a verdadeira face de Darth Vader. Entenderam mais da Força. E estão cansados da preparação do Jovem Herói.

Querem um Herói formado e saber como ele vai enfrentar seu próprio pai — assim como a continuação das próprias aventuras da Resistência, de Leia e de Solo. É o que veremos na próxima crítica, no Retorno do “finalmente” Herói à Ítaca!

Quando o
Quando o “Jovem Herói” vai se tornar um Herói?

Este post é dedicado à memória de Carrie Fischer.