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Star Wars – Crítica do Retorno de Jedi (Episódio VI): O Final Feliz que Precisamos

Olá meus queridos e minhas queridas leitores e leitoras, sim, eu voltei com a tão esperada (tá certo nem tanto) e muito prometida crítica do Retorno de Jedi, Episódio VI, de Star Wars. Como a maioria das críticas de star wars falam das mesmas coisas, as minhas sempre procuram abordar os filmes de formas diferentes. E ai, você acha que o final feliz do Episódio VI era uma necessidade?

Star Wars – Crítica do Retorno de Jedi (Episódio VI): O Final Feliz que Precisamos

Afontegeek Especial: Críticas de Star Wars
Episódio I – Episódio II – Episódio III – (Rogue One) – Episódio IVEpisódio V Episódio VI – Episódio VII

Olá a todos meus bons e boas leitoras, como vão, tudo ok? Há algum tempo eu havia prometido fazer as críticas/reviews/resenhas de simplesmente TODOS os filmes de Star Wars, mas devido a diversos contratempos melhor explorados aqui essa crítica foi se arrastando até hoje, o fatídico dia.

Se você bem leu minhas últimas reviews sobre a “cinematografia” de SW, sabe que eu sempre exploro coisas diferentes dos sites, críticos e canais do youtube falam, ou ao menos, dificilmente falam.

Na primeira resenha sobre “Uma Nova Esperança” eu acabei tratando bastante do papel de “heróis formados” que o grande Dom Quixote e Sancho Pança, AKA, C3PO e R2D2 tiveram na película, se portando como os verdadeiros heróis, já em si, daquele longa.

Já na crítica do maravilhoso e para mim, melhor dos filmes de Star Wars até, “O Império contra-Ataca“, falei um pouco do começo da formação do nosso trio de heróis, Luke, Leia e Solo, mas eu dei um foco naquilo que mais o mundo queria naquela época: O LADO NEGRO DA FORÇA. Os encantos do Império, que bem sabemos, todos nós gostamos — até Michael Jackson sabia que a humanidade gosta de uma maldadezinha, com seu Thriller.

Mas e agora? George Lucas continuaria o caminho do lado negro da força para o desenvolvimento pleno de nossos heróis, já que “aparentemente” era o que o mundo queria? Ou ele simplesmente seguiria até o fim na Jornada do Herói?

A volta Épica de Luke

Eu fico assim pensando se nos meus textos eu trago logo a cereja do bolo para completar a bagaça ou se deixo ela para o finalzinho. Como sempre, prefiro deixá-la para o finalzinho. Sempre tem algumas coisas para comentar primeiro. A primeira delas aliás, é, já repararam como Luke sempre foi o personagem “que está por crescer?”.

Isso meio que faz pensar porque Mark Hamill ficou tão  estigmatizado com o personagem: talvez ele tenha sido tão bom ator, para conseguir atuar como o “cara sempre inseguro”, que diretores de outras obras acabaram por ficar com medo de chamá-lo para seus longas.

Se bem lembro o Mark tem formação shakespeariana e é inegável que ele atua EXATAMENTE como Lucas (o produtor) e os diferentes diretores de Star Wars pediram para ele: o rapaz para sempre inseguro. Mas lembrem-se que é Mark quem dubla o Coringa nos USA….

De certo que em “O Retorno de Jedi”, esperávamos que essa insegurança do personagem finalmente fosse suprimida, e pode-se dizer que de certa forma ela foi. Ele finalmente era um Jedi formado… Ou será que não? Se Yoda dizia que ele tinha de derrotar seu próprio pai,  (ou a sí mesmo) para conseguir se tornar um Jedi, então devemos acreditar que o Yoda tinha razão.

E então, apesar daquele aparecimento épico para salvar Solo e Leia das mãos (ele tem mãos?) de Jaba, continuamos por cair na questão freudiana do “filho que supera o pai”. Ao meu ver, Luke SEMPRE havia superado o Anakin por sempre ter resistido ao lado negro da força, e portanto, apesar de sua figura insegura que os autores insistiam para o Mark atuar, para mim, ele sempre foi um cara “realizado”. Mas guardem consigo esse adendo: “Filho que Supera o Pai”. Voltarei nele na seção final.

A Princesa Leia (que era mulher de verdade)

Recordo de ter conversado com uma amiga que é fã de Star Wars e ela não gostar nada da Leia. Como eu desde criança queria casar com ela, ouvi isso completamente puto e verdadeiramente indignado. Mas muito da “ranzinzice” dela tem a ver com a cena clássica da Leia vestida de Escrava.

Se vocês forem ler meu post do Cosplay da Leia, lá eu indico um texto do Rolling Stones que explora melhor o assunto: e da própria Carrie Fisher posando para algumas fotinhas maneiras e sendo entrevistada… Ela parecia curtir. Sigam o link e vejam lá.

Carrie Fisher Slave Leia costume Rolling Stone 1983

Pois então, minha amiga achava que por conta desta única cena, que a personagem era “sexualizada” pelos nerds. Mas veja, era SÓ nesta cena. Ao mesmo tempo, se você pegar textos de autoras americanas, elas vão falar sobre o quanto a Leia tinha o “girl power” nos outros episódios da série (o que hoje alguns chamam de “empoderamento feminino”), e o quanto elas ficaram fulas depois que viram a cena da Slave Leia (ou Slayer Leia, como diz a própria Fisher).

Eu vou falar o seguinte: a Leia sempre foi dita ser a Skywalker com maior poder da força entre eles. E que ela era mais forte que Luke, obviamente. Além disso, ela matou o Jaba com as próprias mãos. Sem piedade.

Ajudou a se salvar no Episódio IV. E ela ainda era a líder general da Resistência Rebelde (papel que reprisou no episódio VII). Mais empoderada do que isso só a Margareth Thatcher e a Elisabeth I. E a Zelda também (tanto a Fitzgerald quanto a do Miyamoto). E a Fitzgerald era sexy.

Então meus amigos e amigas, eu ainda quero casar com a Leia e estou cagando e andando para você, que prefere a Padmé, mesmo ela não tendo feito ABSOLUTAMENTE FUCKING NADA, nos episódios II e III e ainda sofrer violência doméstica no fim do III. Sim, estou falando para minha amiga que também prefere a Padmé. Sim, sou desses. E só para melhor fechar o assunto da “sexualidade”, eu poderia argumentar que os tempos eram outras e tals, mas lembrem: a Carrie Fisher fez porque quis, era trabalho, e gostava sim.

Como diz a Mulher Maravilha: a mulher tem o direito de fazer o que bem entender e de vestir o que bem quiser. Acordem senhoras e senhores, os tempos de puritanismo acabaram, e nos anos 70 todo mundo já sabia disso. E a Leia beijou na boca o irmão. CHUPEM! Sejam puritanos em casa, por favor.

ps: se você tem alguma dúvida ainda sobre isso e souber um pouquinho de inglês, leia essa entrevista que a Carrie Fisher deu sobre o assunto um pouquinho antes de nos deixar.

“Filho que Supera o Pai”

Voltando ao tema central desta crítica… Falei rapidamente que George Lucas deveria continuar tratando do mal, e pausei justamente na cena que Luke se vê no capacete do Vader. Pois muito bem, num post um pouco antigo no site DigitalSpy, Lucas revela que numa conversa com seu co-escritor Lawrence Kasdan, Luke deveria ficar MESMO no lugar do Pai:

“A máscara era a última marca – e então Luke a coloca e diz, ‘Agora Eu sou Vader’. Surpresa! O plot twist derradeiro. ‘Agora eu vou matar e destruir a frota (resistência rebelde) e dominarei o universo'”

Surpresos? Como eu disse no começo do texto, aparentemente o mundo QUERIA o Mal, porque ele parece reluzente, e doce como é um doce de chocolate para um alérgico à chocolate, e um gelado e saboroso sorvete o é para um intolerante à lactose. Mas Lucas parecia ter a total impressão de que o “gostinho” do mal era o que o mundo queria e precisava de Star Wars no “Império” e não como um desfecho para a sua recente trilogia.

Fechá-la com um final ruim aos moldes de Shakespeare e como seria o “desejo” de Freud talvez elevasse um pouco mais a categoria do filme, de um blockbuster para uma obra da posteridade como o é, o Império. Mas não parecia ser o seu desfecho lógico. Nisso, Kasdan, o co-escritor, respondeu:

Ewoks “ursinhos carinhosos” “for kids” que são a cara da Dilma

“É assim que eu acho que deveria acontecer”.

(final ruim)

Lucas porém, não o quis, insistindo que o filme era “para crianças”. É, eu sei, também sinto um espanto com “para crianças” — até hoje eu sinto isso quando leio “for kids”.  Vamos voltar um pouco ao argumento de “Superar o Pai”.

Luke, como eu havia dito, sempre superou Anakin por sempre resistir ao lado sombrio da força. Não faria sentido lógico algum para a sua jornada pessoal, que finalmente confrontado com o abismo, ele caísse dentro dele. O próprio personagem, mesmo com aquela atuação insegura pedida pelos diretores, não faria sentido se no fim, toma-se o lugar do pai no Mal. Ele não o superaria, só o sucederia.

Mas como vimos no fim, a Jornada do Herói se deu como deveria: com Luke vencendo o pai, e o ajudando a se salvar dele mesmo. O filme é para crianças, eu vos pergunto? Talvez. Mas lembrem-se: Star Wars é um épico. E Épicos são sempre histórias formadoras de caráter.

Fonte: DigitalSpy.com [Link]

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Star Wars – Crítica de O Império Contra-Ataca (Episódio V): Quando o Mundo encarou o Lado Negro da Força e conheceu um Clássico do Cinema

E lá vamos nós para mais uma crítica/review/resenha de Star Wars! Já vimos “Uma Nova Esperança” e finalmente é o momento de encarar o Lado Negro da vida e de se confrontar com o principal vilão da Cultura Pop: Darth Vader. De quebra, encarar um clássico da sétima arte. Bem vindos à crítica de O Império Contra-Ataca!

Star Wars – Crítica de O Império Contra-Ataca (Episódio V): Quando o Mundo encarou o Lado Negro da Força e conheceu um Clássico do Cinema

Star Wars: O Império Contra-Ataca
Star Wars: O Império Contra-Ataca
Afontegeek Especial: Críticas de Star Wars
Episódio I – Episódio II – Episódio III – (Rogue One) – Episódio IV  Episódio V Episódio VI – Episódio VII

Sejam bem vindos à crítica de um clássico da cultura pop e da sétima arte — Star Wars: O Império Contra-Ataca. No primeiro texto (do Episódio IV) eu deixei claro que Star Wars se trata de um épico espacial, envolvendo traumas de família. E que cada crítica buscaria o sentido de cada longa. Assim como deixei claro que George Lucas havia se influenciado com a cultura japonesa (em especial os samurais e suas máscaras assustadoras).

Mas estes são temas amplos. E se você veio de lá, sabe que dei um ponta pé inicial para falar do Império Contra-Ataca… Lembrando que este texto terá spoilers . É isso pessoal, vem comigo!

É preciso separar Sancho Pança de Dom Quixote

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Se você leu minha crítica sobre Uma Nova Esperança, sabe que falei sobre os verdadeiros heróis do filme. Oras, Luke estava iniciando sua Jornada e tinha muito que aprender. Leia havia acabado de receber o chamado da aventura, assim como Han Solo ao enfrentar seu dilema moral (sendo o querido salafrário na vida de Leia no Episódio V). Ele é o que chamamos de “herói bandido”.

Sendo assim, sobraram os robôs míticos refazendo a leitura simbólica do cavaleiro alto e atrapalhado, e do seu destemido companheiro gorducho, agora nos arquétipos robóticos do C3PO e R2D2.

Olha o R2D2 ali do lado!
Olha o R2D2 ali do lado!

Quem viu o primeiro filme sabe o quanto eles foram corajosos e heroicos desde a primeira cena. Mas aqui, o enredo precisava se distanciar dos “heróis já formados” para focar na jornada destes que estavam começando. Portanto, logo nos primeiros minutos do filme, R2D2 é separado do seu fiel ajudante Dom Quixote, digo, C3PO.

Um ficou com seu inseparável amigo Luke e o outro com o casal mais um: Leia, Han Solo e Chewbacca. Foi preciso fazer isso, falando aqui a partir do roteiro e enredo, para como eu disse, dar espaço aos heróis dentro da história de Star Wars e no longa.

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O amor está no ar e dentro da Millennium Falcon

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Assim, Luke segue com R2D2 para continuar seu treinamento — é incrível aliás como tanto no primeiro quanto no segundo filme, Luke continua sempre treinando… Enquanto isso, Leia, Solo, Chewe e C3PO continuam a sua saga para se encontrarem com os fugitivos da rebelião, e escapar das garras de Darth Vader.

Como falei Aqui, Darth Vader não era apenas a personificação do Império, mas também guardava os segredos da Força (que em si já era um mistério), além do que, havia matado o mestre do jovem herói e também seu pai. Ou seja, o mundo precisava saber quem era Darth Vader! Mas vamos continuar falando do nosso novo casal.

A Primeira vez da Marcha Imperial

Solo e Leia (General da Resistência…inspiração de Zelda) configuram sua jornada de um para o outro, recurso de roteiro para dar empatia aos telespectadores. Em outras palavras, um pouco de romance não faz mal a ninguém, e Carrie Fisher e Harisson Ford têm um “feeling” incrível — Leia que adora um salafrário, Solo adora uma Tsundere (mulher) mandona.

Essa constituição de romance no meio da guerra aconteceu para dar forma ao amor dos dois — não tem como amar mais seu parceiro do que no meio do perigo… os gregos já sabiam disso. Amor este que ficou ainda mais forte no imaginário do público, por conta de uma coisinha. Uma Nave. A Millennium Falcon.

A Nave que o público mais Ama!

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Muitos podem dizer que a Enterprise tem maior importância na cultura pop, porque a NASA deu o nome dela para um de seus protótipos de Ônibus Espacial. Mas a verdade é que aquela banheira que falhou em alcançar a Hipervelocidade (“velocidade de dobra“) o filme inteiro é a coisa mais incrível das histórias espaciais. Ela inclusive fala, como diria o C3PO.

A Millennium Falcon acabou causando no roteiro duas consequências inevitáveis: a primeira que Han e Leia se conhecessem mais no seio do perigo. A segunda, que os fãs ficassem loucos e tivessem orgasmos sempre que ouvissem os nomes “Millennium” e “Falcon” juntos. Vamos combinar, essa nave causa sensação!

A cena clássica da Millennium Falcon nos asteroides!

Mas… falta algo. Estes pontos são continuações diretas dos elementos de Uma Nova Esperança e são o que se espera de um épico. Luke em busca de sua jornada do herói, Solo e Leia vivendo a sua enquanto se conhecem. Hum… Qual foi o verdadeiro encanto de Star Wars e que salvou a franquia, em?

O Encanto do Lado Negro e do Maravilhoso no Ser Humano

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Seria um sacrilégio se eu não falasse o sentido de Império contra-Ataca. Os elementos principais de uma jornada do herói estão postos. Neste momento estamos na Preparação do Herói para enfrentar o MAL. Este é o nome do filme na verdade. O MAL que se Levantou. A escuridão está vindo e finalmente conheceremos o que está por trás da Máscara e da personificação do MAL em Star Wars.

Era isto que os fãs queriam. Foi por isto que Star Wars continuou nesta loucura espacial. As pessoas estavam fascinadas pelo Lado Negro da Força e finalmente receberiam um convite para entrar nele, feito pelo próprio Darth Vader. Mas isto é uma coisa natural. Diria Hume que o ser humano busca o maravilhoso. E as pessoas sentem fascínio pelo mistério que há no Mal (Hobbes diria quase isso…). As duas coisas estão juntas aqui: O segredo do que é a Força e o chamado de Darth Vader!

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O Oculto

Isso parece bobagem, né? E se eu falar do principal álbum da história da Cultura Pop: Thriller, de Michael Jackson? O Rei do Pop sabia que os mistérios do oculto causam fascínio. E ele era um gênio musical. Ele apenas reuniu a sua genialidade com o encantamento que o oculto causa nas pessoas. Thriller, que pode-se dizer ser uma das principais obras da musica tem a sua contra-partida no cinema: O Império Contra-Ataca.

“Você falhou pela última vez…”

O quê, discorda? Darth Vader ganha a Marcha Imperial. Ele finalmente mostra do que é capaz no uso da força: de matar qualquer subordinado, não importa a distancia que esteja. Ele é capaz de desviar raios laser dos trabucos do Han Solo. Ele é cruel e inteligente. A verdadeira personificação daquele que mesmo fraco é capaz de ficar forte com uso da sua força interior.

Lucas percebeu (em minha opinião) este fascínio que a Força e Darth Vader juntos causaram no público em Uma Nova Esperança. E por isto fez ele ser o protagonista do Episódio V.

Darth Vader Vs. Lasers

Portanto era óbvio que a estrela do filme tomasse seu lugar depois do encanto que causou em Uma Nova Esperança. E ele tomou com Glória. E não por acaso, O Império contra-ataca foi parar não apenas nos anais da Cultura Pop, mas também da Sétima Arte.

Darth Vader e a Excelente Direção

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Join in the Dark Side” – Um convite simbólico para o publico (quer queria ouvir isto, mesmo que não aceitasse) e para o Jovem Herói

Lucas sabe que não dirige bem. Até hoje há rumores de que Spielberg participou da produção do Episódio V (quem o dirigiu foi Irvin Kershner). Contudo, uma coisa é inegável. O Império contra-ataca foi dirigido de forma genial. As pausas entre as cenas de ação. Luke e seu sempre buscar e nunca ser o herói. Leia e Solo. As revelações sobre a Força… Todos elementos básicos de um épico.

Mas no canto escuro e extremamente bem iluminado cá está Darth Vader. A busca por Skywalker, os movimentos inesperados da trama que Ele Conduziu o Tempo Todo — exatamente, em meio a uma Jornada do Herói, quem a conduziu em Episódio V foi o vilão.

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O aparecimento de seu mestre e finalmente, o maior mistério por trás do épico: a revelação de que a personificação do Mal é nada mais, nada menos, o Pai do Herói. Nem em novelas mexicanas algo assim aconteceu. É como se Odisseu na verdade fosse filho de Poseidon (para quem não sabe, Poseidon odiava Odisseu).

Esta revelação, do vilão ser na verdade próximo do herói e que na realidade, o que ele quer é matar seu mestre com a ajuda de seu filho, para assim dominar a Galáxia e trazer paz para ela, é algo de natureza magnânima!

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Imagine que nunca ouviu falar de Star Wars. Que você está assistindo pela primeira vez. E que você foi pego pela Jornada do Herói e da necessidade de enfrentar um vilão incrível, que causa um misto de terror e fascínio. E que você, tomando o lugar de Luke, sentindo a angústia de enfrentar alguém assim, acaba descobrindo que…

 

Obi Wan não lhe contou?… Não! Eu sou seu Pai!

Como você reagiria senão com um misto de Espanto e necessidade de ver o final do Épico?

Conclusão

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E que épico, diga-se. O diretor tramou ele de forma perfeita para jamais, em momento algum, imaginarmos que Darth Vader é o pai do Luke — hoje virou lugar comum a vilã/vilão ser parente do herói, que só descobre isto no clímax da história. Mas justo isto, este movimento inesperado, que fez de Star Wars não apenas o filme que trouxe os nerds para a Cultura Pop, mudando-a para sempre, mas tornou o longa, um simples blockbuster, um dos clássicos do cinema.

Este Clímax (que Lucas fez lá atrás, mas penso eu, não imaginava o fascínio que Darth Vader causaria no público) e a direção montada em Darth Vader conduzir a trama (o vilão conduzindo o enredo é genial), permitiu ao filme ser mais que um enlatado.

Filho Vs Pai
Filho Vs. Pai

Aliás, esta cena que hoje é um clichê (mas que não era clichê coisa nenhuma na época), junto da condução da trama, fizeram de Star Wars um verdadeiro clássico. E hoje faz sentido ser fã desta obra. Não vou dizer que a obra inteira é nota 10, ou mesmo que Império tenha esta nota — Star Wars tem altos e baixos nos seus filmes.

Mas O Império Contra-ataca realmente deu às pessoas o fascínio do Lado Negro personificado no Darth Vader — coisa que o ser humano tanto busca… junto à surpresa do inesperado. E claro, um final que não era feliz — assim como é na vida, que nem sempre possui finais felizes. Sem esquecer de que tem de se seguir em frente apesar de tudo.

Seguir em Frente é o que importa na Vida
Seguir em Frente é o que importa na Vida

Justamente por isto, e por sua direção certeira, que o Episódio V é tão bom. Agora… os fãs querem mais. Eles viram a verdadeira face de Darth Vader. Entenderam mais da Força. E estão cansados da preparação do Jovem Herói.

Querem um Herói formado e saber como ele vai enfrentar seu próprio pai — assim como a continuação das próprias aventuras da Resistência, de Leia e de Solo. É o que veremos na próxima crítica, no Retorno do “finalmente” Herói à Ítaca!

Quando o
Quando o “Jovem Herói” vai se tornar um Herói?

Este post é dedicado à memória de Carrie Fischer.

Star Wars – Crítica de Uma Nova Esperança (Episódio IV): Os Heróis do Início da Jornada e o Mistério atrás da Máscara

Em pleno natal cá estou escrevendo a primeira grande crítica (ou resenha, ou review) que farei de todos os filmes Star Wars. Começando pelo começo, para ser preciso, com a crítica do Episódio IV, Uma Nova Esperança. Vamos descobrir as motivações deste clássico épico e nos defrontar com os verdadeiros heróis do primeiro filme da saga. Vem comigo!

Star Wars – Crítica de Uma Nova Esperança (Episódio IV): Os Heróis do Início da Jornada e o Mistério atrás da Máscara

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Afontegeek Especial: Críticas de Star Wars
Episódio I – Episódio II – Episódio III – (Rogue One) – Episódio IV  Episódio V Episódio VI – Episódio VII

Muita coisa pode ser dita sobre a filmologia de Star Wars. O próprio George Lucas (que na época havia ido para o Japão e voltado com influências de lá), que fez os roteiros dos seis filmes de uma única vez, já revelou em diversas entrevistas, que Stars Wars se trata de um épico familiar que se passa no espaço — Uma Space Opera que passa ao redor dos dramas de uma família.

Eu até poderia ir por este caminho para começar a nossa série de críticas, mas vou fazer uma coisa melhor. Em cada filme vou explorar o seu sentido, sempre tendo em lembrança que Star Wars é um Épico Espacial que passa ao redor de uma família (siga o link para entender o que são Épicos Espaciais e como eles se diferenciam de Ficção Científica).

Sabendo disto, quais pontos vou explorar agora? É o que vamos ver.
Vem comigo!

O Chamado dos Heróis e da Heroína

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Todo épico começa com o Chamado do Herói. Eu explico que são Épicos seguindo o link. Mas de uma forma mais simples, este chamado é quando uma pessoa, que geralmente vive uma vida no campo, ou afastada dos tumultos, recebe o chamado da aventura. De começo ele ou ela é relutante, porque né? Ele nunca viu as guerras clônicas, e seu pai era só um dos motoristas durante o conflito.

Mas relutantemente, ele aceita o Chamado. E claro, ele precisa de um sábio mestre para guiá-lo neste começo de Jornada (O Obi Wan é o clássico do clássico dos “sábios mestres”). Mas de uma forma geral, esta jornada é facinha assim — a aventura bate à sua porta. Digo o mesmo do Han Solo… que é quase um anti-herói — uma pessoa que de herói não tem nada… mas tem o coração bom e poxa vida, né? Cara, é o Han Solo… sim sou fã dele.

Cena Clássica de Star Wars: Uma Nova Esperança

E também da Princesa Leia, que é a maior referência do mundo geek/nerd/gamer, daquela (mulher) princesa e guerreira, que não se entrega jamais (Princesa Zelda… eu sei em quem você se inspirou), mas que não esquece de ser gentil quando é possível.

Aliás, quando vi Star Wars, sempre quis casar com uma mulher como a Princesa Leia… Mas até ela, recebeu o chamado quando foi “””resgatada””” (ela praticamente se salvou) pelos jovens heróis. Ali, Leia encontrou a aventura.

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Mas isso é o básico de cada Jornada. O que estou dizendo aqui não tem nadica de nada de novo. O que ninguém te diz é o seguinte: quando o herói recebe o chamado, ele Ainda não é Herói. Ele vem a se tornar como tal, apenas, durante a Jornada. Como se fossem pedras que precisam ser lapidadas, entende? É aí que me deparo com…

Os Verdadeiros Heróis de Uma Nova Esperança

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Eles mesmos: C3PO e R2D2

Decifrando a primeira parte do título desta crítica, os verdadeiros heróis são o R2D2 e também seu fiel companheiro, o C3PO. Aliás, o arquétipo de ambos os robôs não estão ali apenas para lembrar o homem de lata do Mágico de OZ. Mas antes, para se remeter a Cervantes. Aqueles cavaleiros fieis a seus mestres, um alto e franzino, o outro gordo e sagaz. Nossos queridos robôs são eles dois: Sancho Pança e Dom Quixote.

E além disso, eles são os Heróis já formados. Vamos entender Star Wars aqui como se você não tivesse visto os Episódios da Trilogia dos anos 2000 (Episódio I, II e III). Então, como saber o quanto eles foram heroicos, se vocês não viram os filmes anteriores? Sendo assim, você não sabe que eles são heróis, certo?

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Sancho Pança e Dom Quixote do espaço

Mas horas… quem recebe a missão de encontrar Kenobi? Quem consegue salvar seu amigo para que ele fique com o novo “jovem mestre”? Quem tem os planos da Estrela da Morte e consegue ajudar aqueles que iniciaram seu caminho, a escapar e depois destruir a própria Estrela da Morte? Quem estava até o último minuto com Luke no X-Wing, mesmo sendo gravemente ferido, e ainda assim sai de lá vivinho e cheio de coragem? Exatamente.

O Jovem Herói no caminho da Jornada com o “Sábio Mestre”

Nossos queridos Sancho Pança e Dom Quixote de lata, nossos robôs mitológicos, que diversas vezes salvam a vida dos jovens heróis, são os verdadeiros heróis, já formados, sem precisar de passar pela Jornada, de encontrar um “sábio mestre” ou de se meter em dilemas morais como “Só estou aqui pela grana Princesa”. São eles R2D2 e C3PO. Os mitos!

Claro que não vou estragar a infância de vocês e revelar o mistério por trás de alguns dos robôs mais famosos do cinema (veja nossas curiosidades). Mas mesmo eles, Han Solo, Leia, Luke ou ninguém daquele filme ficou tão famoso quanto…

O apresentar da Força e do Principal vilão da Cultura Pop!

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Se vocês não sabem, antes de Star Wars não havia Cultura Pop como conhecemos hoje. Não havia cosplays. Não haviam tantos nerds e geeks como temos agora. Eu falo isso no nosso último podcast. Mas… digamos que você vê um filme que apresenta o início de uma Jornada do Herói. Um amigo meu fala que todos os filmes de iniciar da Jornada de Star Wars, são distantes da maldade e crueldade do mundo, vamos dizer assim.

Quando um épico se inicia, o mal é sempre uma sombra, algo distante, como um pesadelo. E se o mal for muito “fraco” ou “bobo”, para quê se chamar um herói para enfrentá-lo? Se o Mal a se enfrentar é bobo, perde-se todo o interesse e necessidade do Herói. Mas cá está ele em Star Wars: Darth Vader.

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Matou o pai e o mestre do jovem herói. Se mostra impiedoso com os seus. E ainda domina poderes desconhecidos. Este apresentar do Maior Vilão da Cultura Pop foi o principal motivo, em minha opinião, que garantiu o sucesso de Star Wars. Não se trata de uma história sobre heroísmos bobos ou sacadas inteligentes. Se trata de enfrentar o Império que domina a Galáxia e tira a liberdade das pessoas — Império personificado no Darth Vader.

Se trata de enfrentar o vilão que pessoalmente feriu o jovem herói duas vezes! Ou seja… não é só um drama político. É um drama Pessoal e Familiar. E além disso, este vilão é o único que parece realmente conhecer este poder estranho, chamado “Força”, que é mais maravilhoso que a Estrela da Morte. A Força é tão poderosa, que graças a ela, Obi Wan aconselhou o jovem Luke. E graças a Força ser poderosa nele, que Luke milagrosamente acertou o alvo — para destruir a estação bélica capaz de destruir planetas!

E o próprio Darth Vader tinha avisado que a Força era muito mais poderosa que a estação de batalha…

O Mistério atrás da Máscara

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“Eu acho Perturbadora a sua Falta de Fé”

O grande mistério do filme Uma Nova Esperança, residiu atrás da máscara daquele ser terrível, capaz de engarguelar um político com a Força e de causar medo ao governador. Por todo o mistério e poder escondido na capa escura e naquele “rosto sem rosto”, que Darth Vader passou a ser o grande personagem do filme que veio depois.

Porque o que garantiu o sucesso daquele épico, não foram Sancho Pança nem Dom Quixote. Muito menos o herói bandido, a princesa amorosa e guerreira, e nem o jovem Luke. O que garantiu o sucesso da franquia e de sua continuação, reside inteiramente no mistério de Quem Era Darth Vader. Quem era este ser poderoso? Quão forte ele é afinal? Que poder é este chamado Força, que o fez derrotar Facilmente seu antigo mestre?

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“Matou o mestre do Jovem herói”

Aliás… o motivo mais forte do personagem principal de “O império contra-Ataca” não ser nenhum dos três mocinhos ou dos dois robôs “engraçados que resolvem os problemas” ter sido Darth Vader, foi por causa do mistério que ele causou ao público nas suas primeiras aparições em “Uma Nova Esperança”. Resumindo…

Darth Vader não apenas garantiu a existência de Star Wars — cujos atores nas primeiras cenas, percebe-se claramente o Medo que tinham daquela loucura espacial dar em nada. Darth Vader além disso, acabou fundando a Cultura Pop como conhecemos hoje. E foi por causa disso que no segundo filme ele roubou a cena.

A Primeira vez que Darth Vader aparece: sem a Marcha Imperial; por que Darth Vader ganhou sua trilha sonora na continuação?

Mas vamos falar do segundo filme, na nossa próxima crítica. Só me resta a dúvida: George Lucas sabia da grandiosidade do Darth Vader? Ele previu o sucesso do personagem e assim, deu a ele o protagonismo em O Império Contra-Ataca, já nos roteiros iniciais?

Sobre essa última pergunta… eu penso o seguinte: O Império Contra-Ataca já estava pronto junto com os outros cinco. Mas Darth Vader ganhou a importância que teve, por causa de Uma Nova Esperança.

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Carrie Fisher linda como sempre

Enfim, nos vemos na próxima crítica!

Incubus – Critica: Um filme que causa vergonha ao tinhoso!

Nosso bom amigo Aldair de volta ao ataque, dessa vez fazendo uma critica do filme que parece ter sido sucesso nos anos 80, ou ao menos, se tornou cult entre os aficionados: Incubus. Eu não sei vocês, mas esse filme parece ser tão… ruim que dá vontade de ver.

Incubus – Critica: Um filme que causa vergonha ao tinhoso!

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“Imunidade”

Obs.: Não vou nem colocar sinopse, pois não merece.

Este filme é bastante antigo (1981-1982), sendo assim não posso exigir uma porção de coisas como por exemplo: impacto e suspense, pois não sou da década de 80, então esta película pode ter sido (mesmo assim acredito que não)  bastante assustador e causado algum impacto  na época.

Por causa deste fato estou um tanto limitado a critica-lo mas mesmo assim ainda tenho cartas a meu favor e mostrarei pra vocês o quanto este filme é ruim com requintes de detalhes (riso amargo).

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Atuações

O Elenco desta “obra” são um achado que quando encontrados você volta e deixa onde encontrou, ninguém se salva, todos sem exceção parecem estar no mesmo nível apesar de suas particularidades.

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O Médico/Cirurgião/Legista da cidade se faz de personagem sempre sério (até sorrindo) e galã das casa dos 50 pra 60 anos de idade, praticamente é o destaque do filme (quase superando o próprio Incubus) apesar de ser esquisito e ter a impressão de forçarem a aceitação do mesmo como protagonista,  sendo que não nem ao menos um pouco de carisma.

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Uma repórter que nos da logo de cara a má impressão de que sua atuação vai ser ruim o filme todo tanto quanto os cortes da edição.

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A Filha do médico/blah-blah  que é sem sal, sem açúcar…

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Um policial que quando não conhece acaba por ser familiar das vítimas, esse cara é um exemplo de policia aplicada, conhecendo tudo e a todos, inacreditável de como ele consegue ser tao amigo de todos e ser tão ruim na sua função.

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E um garoto estranho que namora a filha do medico… ele tem o dom de sonhar com as vítimas antes de serem mortas ou atacadas pelo demônio, falando assim até parece que ele vai ser um personagem em foco, até que é mais de forma extremamente entediante.

Os demais personagens ou não tem importância, são toscos ou spoilers que sinceramente eu faria questão de falar mais é tão tedioso que nem vale a pena.

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Vítimas & Maquiagem 

Não sei se posso reclamar disto (como falei não sou da época) mas as vítimas sofrem de arranhões que parecem ser feitos de giz de cera ou de batom vagabundo além de atuações e cortes de cenas “fantásticos” onde ao mesmo tempo que você ouve um grito você já vê um cadáver expondo uma ferida mortal feita por uma criança (risos).

Além do mais os gritos são medonhos, porém não to dando ênfase como algo bom e “terrorífico” ou com uma boa dose de suspense e sim de medonho por lado de tosco e grotesco o fazendo avaliar se tu dar risada ou da stop e desiste de assistir o filme.

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 “Efeitos de Edição”

Não posso apenas culpar o elenco ou a maquiagem, pois a edição fez uma cagada ainda mas monumental (se perceber a frisei no textos anteriores modestamente).

Em muitas cenas se é necessário um tempo pra criar um clímax ou uma tensão tanto pra algo emocional ou suspense e etectera, porém eles cortavam bruscamente de forma extrema. Sendo assim uma cena onde tu percebe que vai acontecer um ataque ou um assassinato os cortes o transformavam nisso: personagem fica tenso por um segundo – personagem grita em um corte de câmera bastante rápido e logo jaz morto ou inconsciente.  Nas cenas com clímax emocional  são assim: personagem troca um olhar rápido e imediatamnete esta nos braços do outro chorando ou beijando.

Enfim o filme é 90% brusco tanto em suas cenas chaves quanto em cenas normais de tapa buraco ou preenchimento de enredo, não sei dizer se isso foi proposital mas posso garantir que o resultado foi horrendo.

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“Finalmente” chegamos ao “Fim”

Além de todos estes detalhes a película tem um processo bastante lento (parece que nunca vai acabar apesar de ter apenas uma hora e meia) e confesso que só o assisti por curiosidade misturado a precipitação, estava pesquisando sobre o filme “Incubus”, porém era o de 1966 (assim que eu assistir eu posto um review) e no meio da pesquisa achei este e me arrependo amargamente de tê-lo dado espaço em meu tempo (risos)

Enfim, fiquem longe deste filme , não vale a pena, espero que gostem desta review e até a próxima!

Benny’s Video – Indicação do Filme: Um Contexto Perturbador

Nosso bom amigo Aldair retorna para mais uma de suas reviews/indicações de filme cult and perturbadoras and “fora do mainstream” porque… Porque ele gosta mesmo de filmes fora do mainstream e sanguinolentos. Aqui ele nos faz uma indicação do filme Benny’s Video que pode não parecer grande coisa… mas tem um contexto perturbador por trás. Bom filme!

Benny’s Video – Indicação do Filme: Um Contexto Perturbador

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Sinopse

Benny é um adolescente calmo e ao mesmo tempo, rebelde. Sua vida se divide entre as pequenas contravenções escolares e o confinamento em seu quarto, que mais parece um parco estúdio de tv.

Após uma viagem dos pais, o rapaz fica sozinho em casa fazendo o que ele mais gosta: assistir vídeos em sua ilha de edição. Ele é fascinado especialmente, por filmes de violência explícita e pelas fitas caseiras, realizadas por ele próprio e por seu pais, que também possuem uma bela coleção de quadros.

Certo dia, Benny conhece uma garota e a convida para assistir seu vídeo familiar predileto: aquele que mostra cenas de um porco sendo abatido. A visão desse tórrido filme provocará consequências brutais, nas quais o espectador também é arrebatado.

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Pró e Contra

Serei bastante sincero perante esta película. Minhas reviews mais parecem resumos, admito, pois é um fato certeiro (muita das vezes se tornam resumos por que evito dar spoilers que podem ser cruciais). Esta indicação ainda mais parecido com um resumo, mas explicarei o porquê, Benny’s Video é o tipo de filme que fica entre dois caminhos.

Durante seus 105 minutos de filme nos é “degustado” algo leve e sem impacto. Algo muito natural e para alguns ou até maioria será extremamente tedioso, porém seu outro caminho é o do contexto, a verdadeira mensagem que ele apresenta o seu real objetivo, que tem de ser notado desde seu inicio até o seu fim (um tanto quanto previsível se você for ligeiro em assimilar o enredo). E não se preocupe em adivinhar o final… não o torna nada sem graça.

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Contexto Perturbador

Os personagens foco do enredo são pessoas relativamente normais que acabam em situações um tanto quanto normais, porém as ações que se passam no decorrer da historia é o que o torna um filme ligeiramente sombrio.

Benny poderia ser tratado como um jovem comum aficcionado em televisão, filmes e derivados, com vícios que aparecem decorrentes de influência de amigos (ou não). Poderíamos dizer que não tem nada nele de especial a não ser pela falta de sociabilidade dele com os próprios pais e em retorno a falta de zelo dos mesmos por ele.

Pegando essa falha no convívio familiar temos um distúrbio que causará consequências perturbadoras levadas da forma mais calma e natural possível o que torna tudo um impacto silencioso e até desapercebido a quem esta assistindo.

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Frieza Natural

Benny não demonstra emoções. Tudo que é dito a ele é como se fosse irrelevante. Algumas atitudes dele por mais bobas ou estranhas, se forem notadas com um pouco mais de atenção logo  se verá a maldade por trás.

Seu aspecto é vazio e até o seu sorriso é frio é como se nada o abala-se nem pra bom nem pra ruim. Seus atos durante o filme são tratados da mesma forma fria e sem demonstrar a mínima importância e nenhum remorso.

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Conclusão Aparente

Assisti ao filme tentando me segurar aos detalhes (sim, faço parte da maioria que achou ele tedioso) e acredito que a forma como o filme é passada foi proposital o tornando um filme quase para um público especifico ao quais conseguem absorver ou se familiarizar com o contexto por trás dos “bastidores”.

Para ser mais direto, Benny’s Video é um filme que critica valores familiares e demonstra com clareza como uma vida não ligada há maus tratos e abusos tanto físicos quanto psicológicos podem desencadear resultados ainda mais devastadores.

Ex Drummer – Crítica do Filme: Violento e Viral!

E aqui nosso bom amigo Aldair volta a sua velha mania de fazer criticas de filme “cult desconhecidos”. Agora ele ataca com o filme Ex Drummer, que conta a história de três deficientes (e que neste caso também são doentes psicológicos), junto de um baterista niilista que quer “ganhar alguma coisa” com todos juntos na banda. Vale à pena? Sigam a review e descubram!

Ex Drummer – Crítica do Filme: Violento e Viral!

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Sinopse

Baseado na obra homônima do polêmico novelista flamengo Herman Brusselman.

Quando o conhecido escritor Dries é abordado por três músicos deficientes que pedem que ele seja o baterista na banda deles, fica intrigado, mas concorda. Cada um dos parceiros de banda tem suas próprias excentricidades e psicoses; lentamente Dries começa a gostar de estar neste mundo, enquanto a banda prepara sua única apresentação, em um festival de rock local.

Um dos integrantes é quase surdo, o outro não pode mover um braço e o terceiro é um estuprador e um assassino. Dries, por sua vez, é um autêntico niilista sarcástico e acha que pode encontrar nisso um bom material para escrever seu próximo livro.

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Distúrbio

O enredo deste filme é simples, daí o temos e  o aliamos a personagens únicos e agregamos a uma trilha sonora de rock n’ roll (muito boa), humor esdruxulo e seguido de seu objetivo que pode ser variado dependendo de como você avalia seu contexto então temos um resultado entorpecente e caricato.

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Personagens

Koen De Geyyter

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O Vocalista da banda, um cara perigoso que sente necessidade em espancar e estuprar mulheres, não há sentido nos motivos que o leva a cometer tais atos.

Tem um caso com a mãe de Jan e deseja Lio, mulher de Dries, ameaça concretizar este desejo quase sempre que o confronta, porém sempre é agredido como resposta e por mais violento que seja ele nunca revida. Sua deficiência é língua presa.

Jan Verbeek

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O Baixista da banda possui uma deficiência no braço — é teso, quer dizer que não podia dobra-lo. “Ele é gay apesar de não ser afeminado”. Vive com os pais em um contexto familiar distorcido onde não existe amor nem respeito.

Ivan Van Dorpe

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O Guitarrista da banda é deficiente auditivo ao qual ele próprio se ridiculariza, tem o sonho de se tornar uma estrela do Rock, é casado e tem uma filha de mais ou menos 3 anos.

Sua família é um desastre o amor do casal é trocado por brigas e consumo de drogas o ambiente ao qual sua filha vive mescla entre um depósito de lixo ou um quarto de drogados em estado terminal.

Dries Vanhegen

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O Baterista é o mais inteligente da banda, famoso escritor. Vê no trio deficiente a chance de uma historia grande para seu novo livro e decide brincar com a vida e os sonhos deles de forma cruel e manipuladora, se aproveitando de todas suas fraquezas. Ele irá explorar a vida deles os mantendo sobre controle até seu desfecho.

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Visão Diferenciada

O Filme nos dá varias formas de enxerga-lo. Dois exemplos: Temos a câmera reversa que aparece bastante durante o começo do filme e temos a visão de ponta cabeça que aparece sempre no domicilio de Koen para demostrar o quanto o personagem é distorcido em seu amago.

O Filme é narrado por Dries em 3° pessoa mais não se segue sempre desta forma nos dando momentos pra tentar entender como funciona a mente dos demais personagens sem precisar da ajuda de Dries.

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Demonstração de Individualismo

Como já havia dito o filme por sua maioria é narrado por Dries, e sua total manipulação dos personagens e seus desfechos. O Individualismo se demonstra a partir do desfecho de cada um, com exceção de Dries, que mostra isso desde o inicio do filme.
Até o final se divide e torna-se individual também.

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Conclusão Impertinente

O Filme trata de vários assuntos entre eles esta o egoísmo humano, a falta de amor entre os semelhantes, o “dom” de culpar os demais pelos seus próprios erros, a fácil manipulação do ser humano que se julga forte mas é fraco…

A violência gratuita que nasce sem motivo em cabeças vazias e sem sustentação, a burguesia e seu controle dos mais pobres e a sociedade que alimenta cada vez mais a desordem e alienação além da falta de justiça ou que sempre se é empregada incorretamente e sem solução cabível.

O Filme pode aparentar ser um trash que geralmente não merece atenção, mas peço que gaste um pouco do seu tempo e leia as varias mensagens que ele passa.

Espero tê-los entretido e até a próxima.

Subconscious Cruelty – Critica do Filme: Doentio e Perturbador!

E lá vamos nós para mais um filme sanguinolento, gore e hediondo, que nosso querido amigo Aldair taaanto gosta! Se você, amigo/a leitor gosta do gênero, se prepare porque esse aqui você vai encontrar tudo isso e mais um pouco — e o editor também adooora o gênero. Bom filme pessoal!

Subconscious Cruelty – Critica do Filme: Doentio e Perturbador!

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Um Começo Único

Para descrever este filme, vou fazê-lo de uma forma totalmente diferente do habitual. Falarei dele como um todo a partir dos seus 4 segmentos. Sendo assim, poderá ser interpretado como possuindo 4 sinopses ao quais tentarei me esforçar a não dá spoilers.

Lembrando a todos que essa película é extremamente doentia em se tratando de enredo e conteúdo forte, com blasfêmia agressiva, loucura perturbadora e realce à originalidade de questões humanas levadas ao pé da letra.

Violência  e demência andam juntas. Aqui não há emoções, só o lado racional por pior e mais frio que ele seja. Atente-se que o filme passa ideais e seja maduro ao avalia-los. Mesmo assim é um filme a que muitos odeiam ou não entendem.

Enfim, sem mais delongas, Sejam Bem Vindos!

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1° Segmento – Ovarian Eyeball

Neste primeiro segmento nos é apresentado o ideal do filme e como suas ideias serão tratadas. É um segmento bastante curto e com dialogo narrativo. O que podemos visualizar é uma mulher nua e uma mão feminina há explorando em um local escuro e silencioso.

Aqui já gera as primeiras perguntas sobre o que realmente o filme nos deseja passar e logo os aviso que o filme pode ser interpretado de varias formas. Sendo assim o que eu vejo com certeza não será o que você vê.

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2° Segmento – Human Larvae

Neste segmento mais uma vez narrado, veremos a historia de um homem que é apaixonado e ao mesmo tempo odeia sua irmã que está  grávida. Vamos seguir sua historia que muda de sentido ao decorrer da narrativa.

Há um amor não correspondido, sonhos doentios, revelações do próprio por seu desejo incestuoso, filosofia sobre o dom da criação e a importância do homem e da mulher nisso tudo.E seremos cúmplices de um plano que será apresentado no final do segmento.

Por mais que seja louco, a  frieza da realidade imposta neste segmento é algo de assombrar. Antes que me esqueça a trilha sonora deste segmento é incrível pois mescla pureza, beleza e melancolia.

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3° Segmento – Rebirth

Este segmento é extremamente curto e sem falas, apenas ações, tornando-o um dos mais dementes e doentios. Não basta ter pessoas nuas se esfregando com a terra, mas a cada dano que a mesma sofrer há faz sangrar.

Não satisfeitos, eles aparentam gostar e sentem prazer chegando a ter um cena que claramente é insinuação de sexo com a terra tendo um final de segmento literalmente medonho. Por mais uma vez pode ser levado a varias interpretações inclusive religiosas ou até a nenhuma e ser visto como nada por sua loucura.

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4° Segmento – Right Brain/Martyrdom

O Ultimo segmento é tratado (para mim) como a conclusão do que foi explicado no começo do filme e é retratado suas consequências. Porém vamos por partes por que acredito que há muito o que se falar sobre ele.

Logo no começo assistimos a um personagem solitário que desempenha seu trabalho de forma eficaz. Aparentemente a parte mais normal do filme a não ser pela trilha que é rock e bastante frenética.

Até ela terminar, vamos a uma cena de masturbação um tanto quanto longa que terá como clímax o confronto do personagem para com sua própria mente (classifiquei assim mais acredito que possa ser visto com variadas concepções) que o punirá por seus atos o difamando por ser religioso e praticar o pecado tão naturalmente  a partir disso nos é cortado para uma cena controversa e bastante ofensiva.

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Esta poderia ser mais um segmento se não fizesse parte do anterior. O que veremos nesta cena é uma personificação de Jesus e uma espécie de comunhão (similar ao que ocorre na igreja católica), porém levado ao lado extremo com adição a insinuação de sexo, canibalismo, depravação, necrofilia e masturbação. Uma cena perturbadora e bastante sanguinolenta.

Depois disso veremos o fim do personagem do 4° segmento junto a conclusão do filme.

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Prós e Contras

O filme é medonho e tem um contexto que por mais louco, doente e agressivo não deixa de ser realista dando ênfase a maldade humana apelando para o lado racional.

Também se torna algo curto por ter apenas 80 minutos e mesmo que se exagere em cenas de nudez e sexo não podemos classifica-lo como “pornografia”, pois seu foco acaba sendo outro e o sexo só é uma das grandes consequências.

Porém ao meu ver o filme foi um tanto fraco. Não me causou impacto e consegui assimilar o enredo sem me abalar com nada: suas cenas de gore são de baixo orçamento ou costumeiras, tornando-o um filme tedioso por este aspecto.

Mas como seu contexto  é elevado em consideração pela minha pessoa, o filme se torna hediondo e bem marcante (simplificando o enredo se sobressai mais do que suas cenas na minha opinião).

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Conclusão: Doença Sem Cura

Um filme com uma excelente trilha sonora, historias curtas e de enredo realista, aonde a violência, a maldade, a perversão e a imoralidade que estão presas na mente se liberdatam o que temos em troca são resultados frios, macabros, dementes, depravados e severamente perversos.

Estou cada vez mais acostumado a filmes com esse enredo. Contudo isto é um lado pessoal. Enfim, se criar interesse em assistir a esta película esteja ciente do que irá encontrar.

Espero que tenham gostado e até a próxima.

Martyrs – Critica do Filme: Violência, Perversidade, Loucura e Etecetera

E nosso bom amigo/editor Aldair aqui do Afonte Geek empolgado com a recepção da critica que ele fez do filme 30 Dias de Noite, resolveu fazer uma serie de reviews sobre filmes de terror, gore, sanguinolentos e com muito sangue jorrando para todos os lados. Começando com a de Martyrs. Espero que curtam!

Martyrs – Critica do Filme: Violência, Perversidade, Loucura e Etecetera

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Sinopse

Esta película nos apresenta de inicio uma garota que consegue fugir de um cativeiro onde sofreu maus-tratos. Logo nos é passado a amizade que ela acaba tendo com outra garota e também sobre uma entidade que a persegue. A partir disso, somos jogados 15 anos a frente e veremos a busca pela vingança desta garota acompanhada de sua amiga.

A confrontação da mesma com a tal entidade e a revelação do que ela é em si. Por fim o real objetivo do enredo que nada mais é que uma seita religiosa que busca torturar pessoas (preferencialmente mulheres) até chegarem ao “Martyrs” onde acreditam que seja o momento em que se pode conectar ao “outro lado”.

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Violência Ininterrupta

Esta película nos deixa relaxados apenas por 10 minutos logo depois deste tempo é violência seguida de violência com assassinatos brutais, auto flagelação, tortura psicológica, agressão física bem elevada, condicionamento e tudo isso segue continuo. Os Diálogos logo são arrancados por situações explosivas de violência crua e sanguinolenta.

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Brutalidade e Loucura

As cenas de confronto entre a protagonista vingativa e a entidade que a persegue são regadas de auto flagelação. Observar a entidade é meio angustiante (tá certo, nem tanto se já estiver acostumado a este tipo de filme) com seu corpo definhando, sagrando e coberto de fendas além dos gritos e movimentos retorcidos fazem desta cenas um prato cheio ou melhor dizendo…uma panela de sopa de sangue (risos).

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Cativeiro Doentio

No começo do filme, pouco é mostrado sobre o passado da protagonista que busca vingança e sobre seu cativeiro ou o que sofreu. Mas ao decorrer do filme acabamos descobrindo sobre outros que também sofreram, e acabamos vendo atos desumanos em busca de um objetivo que se diz “religioso e divino” abusando do medo e da moral das vítimas desta doutrina que é imposta de forma perversa.

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Conclusão Hedionda 

Quando chegamos ao fim esperamos uma conclusão de impacto já que o filme foi assim o tempo inteiro e de forma tão eficaz. Contudo ele se prova ainda mais perverso no fim, porque nos dá uma pergunta sem resposta e uma conclusão um tanto quanto podre e real do próprio ser humano.

O que posso adiantar sem que se torne uma spoiler escroto é que o mal do ser humano é que quando ele busca por sabedoria ele se torna ainda mais egoísta.

Curiosidade Mórbida: Amizade X Amor

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Este filme é notório por que não me deixou perguntas a cerca dos personagens, sendo que isso é um spoiler e ao mesmo tempo não, porque varia de sua interpretação ou não (risos).

É que se parar pra analisar a amizade entre as protagonistas… ela é bem forte. Mas acredito que por trás disto existe o inexplicável sentimento que pode ser uma faca de dois gumes (na minha concepção) que é o amor (pelo menos por parte de uma).

E para lhe dar ênfase e fortalecer esta teoria lhe deixo a imagem acima. Assista para tirar sua própria opinião sobre o assunto e ficar por dentro deste filme um tanto quanto violento e perverso.

Espero que tenham gostado e até a próxima!