Arquivo da categoria: HQs e Graphic Novels que Recomendamos (ou Não)

Top 3 HQs de Mundos Paralelos que você deve Ler HOJE!

Olá meus bons amigos e amigas, quer dizer que vocês vieram até aqui no meu blog, para saber sobre HQs né verdade? E ainda por cima, ver um Top HQs de mundos paralelos, ou seja, aquelas histórias que se passam foram do lore e do canon original de suas respectivas historinhas. E vocês vieram me procurar, o cara que fez varias reviews de HQs clássicas? Venham comigo amiguinhos!

Top 3 HQs de Mundos Paralelos que você deve Ler HOJE!

Primeiro de tudo quero que vocês saibam: esse top 3 não tem “numeração” de primeiro ou terceiro colocado. Digamos que vocês vão saber qual eu curto mais enquanto lerem. Segundo, eu deixei fora dessa lista Batman: Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, porque eu quis mesmo. Não tem muito o que dizer sobre — mesmo sendo a minha graphic novel preferida.

Claro, não teremos spoilers e a minha escolha se baseou muito no que eu queria no momento, sabe como é? Por exemplo, essas hqs (na verdade se trata de uma hq serializada e duas graphic novels) escolhidas por não serem muito longas ou complexas não vão exigir do leitor um conhecimento prévio de nada. Basta pegar, ler na ordem certinha (nada de ler o primeiro capitulo e depois o capítulo nove, tem de seguir a ordem, OK?) que vocês vão curtir.

Tudo avisado? Vamo lá.

Dias de um Futuro Esquecido

Essa para mim é a melhor saga dos X-men. Fim. Tá, tá certo, vou falar um pouco mais. Eu li a saga da Fênix Negra (INTEIRA) e cá pra nóz, o negócio é bem maçante. E sem noção também. Mas aqui… bom aqui nós também temos coisas um pouco maçantes (como por exemplo, o roteirista a todo mundo ter de explicar o que é adamantium, ou quem era a Tempestade) mas são coisas menores e no geral, bem comuns para época que foi lançada.

Ela foi escrita por Chris Claremont e desenhada por John Byrne, os dois autores de novela preferidos do público Marvel e que levou os X-Men ao auge da fama. Inclusive existem fofocas que o que ajudou a dar um fim nessa incrível parceria, foi justamente o fato de que essa história existiu. Parece que um deles queria trazer histórias temporais e que elas fizessem parte do cânone dos mutantes, mas o outro não queria. E como um não quer, dois não brigam… mas lembre-se, fofocas.

Dias de um Futuro Esquecido

Sobre a Hq em si, tirando a chatice de explicar quem são os X-Men a cada duas páginas, é uma obra de arte. Ela ainda tem aqueles lances de novela que os dois autores AMAVAM (uiii), mas ela é profunda e visceral. Ocorrem muitas mortes e o futuro não é apenas distópico: ele toma ares de uma verdade bem factual. O fim mesmo… é um fim muito diferente das obras comuns da Marvel… Olha, se é para ter uma obra da Marvel em minha coleção, é esta obra de arte. E também A Queda de Murdock.

Ahh… o filme? Esqueça o filme.

Superman: Entre a Foice e o Martelo

Pois é, agora vamos para a obra do Superman que eu li e mais gosto. E olha que eu li Superman All stars do Morrison e achei beem fraquinha. Bom, não vou discutir sobre a criação da roda, mas que Red Son, ou como ficou conhecida aqui nas terras tupiniquins, Superman: Entre a Foice e o Martelo, é uma Grande obra de arte, isso ela é com certeza.

Escrita por Mark Millar e desenhada, pintada e ilustrada por um monte de pessoas diferentes, foi lançada sob o selo Elseworlds da DC, ou seja, ela não é uma hq serializada, mas uma Graphic Novel.

E a primeira coisa que eu preciso dizer é Mark Millar, por que você fez uma obra de arte aqui, e fez uma BOMBA chamada Guerra Civil para a Marvel? Cara… como pode isso? Como você escreve tão maravilhosamente bem na DC e faz aquela atrocidade que é Guerra Civil? Sim, estou irado porque comprei sem ler, e queria muito meu suado dinheiro de volta. Mas enfim, vamos em frente.

Imagine que o Superman em vez de ter seu foguete caído no Kansas… ele caísse na União Soviética, ainda nos tempos do Camarada Stalin? Como essa criança cresceria? O que ela pensaria? Como seria esse Superman criado na ideologia socialista, num ambiente anti-democrático e repleto de perseguições e mortes políticas?

Será que ele ainda seria o “Escoteiro”? Aquele cara que de tão bonzinho dá nos nervos? E como seria o Batman desse mundo paralelo? E a Mulher Maravilha? Cara… se você puder, leia. Mark Millar fez uma completa obra-prima e a única coisa que vou dizer para vocês é BIZARRO. Bizarro, você é o melhor vilão do Superman.

Reino do Amanhã

E agora estamos falando da possivelmente, maior obra-prima aqui da nossa pequena listinha. Para mim, segundo lugar de melhores HQs, perdendo apenas para Cavaleiro das Trevas, por muito pouco. Escrita por Mark Waid e desenhada pelo GÊNIO Alex Ross, Kingdom Come trata-se de um verdadeiro divisor de águas e muitas a consideram como um quebra de paradigmas dentro do mundo dos quadrinhos — mais ou menos como foi Cavaleiro das Trevas.

Como Kingdom Come é de 1996 eu não diria que ela é de fato um quebra de paradigmas, ou ainda que ela foi “mal compreendida” quando foi lançada… Não vou tão longe assim. Mas que é inegável a grandeza da obra, isso é. A mensagem que ela passa é tão forte, e de uma maneira tão clara, que na verdade é até difícil imaginar que alguém não a tenha entendido.

Imaginem um futuro distópico, aonde os heróis tomaram o mundo. Na verdade, são os filhos desses heróis. Mas eles não são tão “heroicos” como os heróis que nós conhecemos — muito pelo contrário. Parece que a qualquer momento haverá uma guerra e todo dia ocorrem desgraças e caos. Até que no leito de morte de um herói que era capaz de ver o futuro, está um pastor. Este pastor, fica ao lado de seu amigo até o fim — a despeito de todos agora temerem esses “super-seres” o pastor fica — e ele lhe presenteia… com seus poderes.

Assim o pastor volta para casa meio atordoado com o possível “Apocalipse”… No dia seguinte, enquanto rezava dentro de sua igreja, lhe aparece o Anjo da Morte, o Espírito da Vingança: Espectro. E este lhe procura porque o pastor agora é capaz de ver o futuro — e o Espectro está preocupado com o caos e a hecatombe que deve ocorrer. O Espírito da Vingança pensa em preceder a hecatombe, causando-a ele mesmo. Mas para decidir com mais cautela o que fazer, é preciso ver o Futuro.

O Espírito de Vingança

E bom não vou falar mais nada. Se você se sentir preparado ou preparada para ler esta obra-prima chamada Reino do Amanhã, mande ver. Mas lembrem, trata-se de um universo paralelo e não é canon… Afinal você veio ver esse top porque está atrás de hqs de universos paralelos, né verdade?

Abração!

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5 Historias do Batman Que Dão Sono!

E nosso bom amigo Aldair desta vez ataca falando de HQs clássicas! Saindo um pouquinho de terror, mas continuando na escuridão, ele nos traz 5 Histórias do Batman que de tão chatas, vão te matar de sono. Pois é… o post tem aquela cara de ser herege, mas vamos dar um voto de confiança ao pequeno e dar aquela lida esperta!

5 Historias do Batman que dão Sono!

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E aí galera! Hoje eu vim com um post diferente, dessa vez iria confessar pra vocês toda minha decepção para com roteiros de 5 HQs do Batman em sagas diferentes e eu vou lhe explicar o porque.

Neste post irei relatar 5 Sagas ou arcos em HQs que ao meu ver poderiam ser no minimo legais mais prometeram (ou não) demais e só conseguiram dar sono, e já lhe deixo o alerta de spoilers e então que comece o show.

A Morte da Família

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Sou fã do Coringa. Para mim ele é de longe o melhor vilão do Batman e sendo assim há tempos eu queria ler este arco e ver mais uma de suas loucuras  (esta tomou muito destaque). Só que logo que fui me aproximando da metade do arco o frenesi e exaltação foram diminuído passando por vários altos e baixos. Mas o que para mim matou este arco de uma vez só foi o seu final intragável.

Scott Snyder (roteirista deste arco) costuma fazer algo normal que é beber da fonte dos clássicos. Mas uma coisa é saber beber e outra é beber e ficar travado. Scott bebeu e  se afogou no terceiro copo. O que tinha tudo pra ser uma excelente historia a ser lembrada (pelo menos para mim) como um clássico do Batman como foi A Piada Mortal, Morte em Família entre outras. Porém esta ficou mais como ovelha negra.

Usou e abusou de referencias, inundou a historia com personagens, contou historias de quase todos os “convidados”, acrescentou uma historia paralela que ocorre no meio da historia principal para render dinheiro e “acrescentar mais enredo” e por fim a conclusão medonha — e apesar de ter o Coringa isso não foi um elogio.

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Para cada personagem foi adicionando seu ambiente natural (óbvio pois estão em sua próprias HQs… desculpe-me por isso mas era preciso ser dito  dessa forma) e é claro várias perspectivas de vida. Porém a narrativa e os debates são de dar sono. Não há vida nas discussões. Até que o Coringa desempenha um papel bem cruel em todas as conversas mas só se nota o seu eu verdadeiro em poucos balões. Nos demais é só uma ilusão (fácil de ser notada) para que o leitor espere uma conclusão épica… que não acontece.

A pergunta que fica no ar desde o prelúdio até o fim do arco é o motivo pelo qual ele tirou a face e o que ele esta fazendo com cada integrante da “BatFamília” que ele captura — ao decorrer do arco é legal ver como ele tortura psicologicamente cada um dos “Filhotes do Morcego”. Porém sempre  termina de forma tediosa e previsível.

A historia paralela envolve as gangues que se formam em homenagem ao Coringa que faz alusão a uma caçada e investigação a lá Detetive Comics, porém o caso é tão banal e simplório que mais uma vez dá sono e por fim a conclusão ridícula atada a um blefe que faz nascer o ódio de ter lido uma saga que podia ter sido boa, mas foi mais uma maquiada que vai se desfazendo ao decorrer de cada capitulo. Tentou explorar a relação do Batman e do Coringa com muitas promessas que acabaram em blefes desnecessários. Acredito que poderia ter dado certo, mas para mim, foi uma grande historia sustentada pelo passado que não soube como ser administrada e terminou sem risos.

End Game

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Antes de mais nada, sim, mais uma vez o Coringa como foco (risos). Coringa é imortal? Sim, foi isso que me fez ler este arco, porém mais óbvio ainda foi antes de ler associar minhas teorias ao Poço de Lazarus. A partir disso li este arco sem muito compromisso ou esperança de ver algo grande. Sendo assim, não houve decepção e sim um incrível desconforto e explicarei mais uma vez o porquê.

End Game é um arco curto e de roteiro chulo (esse tal Scott Snyder aparenta fazer isto de propósito e algo me diz que ele não gosta de morcegos nem de palhaços). O caos se instala na cidade e o Coringa precisa ser pego antes que seja tarde demais. Este resumo é praticamente o roteiro deste arco, apenas isso.

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Ao fim de cada volume aparece uma pequena historia onde fugitivos da ala psiquiatria juntamente a uma psicóloga raptada seguem uma jornada ao encontro do Coringa onde apenas aquele que possuir a verdadeira historia do próprio sairá vivo. Na minha humilde opinião se essa historia fosse a principal eu só teria elogios por que esta pequenina historia foi FODA! Fora isso o resto é resto.

Não dá pra comentar  nada sobre End Game, só aconselhar a não lê-lo — só se quiser ler a historia paralela no fim de cada capitulo, pois a principal vai passar batido e sua memória vai se recusar de lembrá-la. Apesar de se mostrar mais livre que seu antecessor, errou no mesmo propósito (prometeu e não cumpriu) por deixar a historia parada para finalizar em uma reunião entre os rivais pra um tudo ou nada que mais pareceu um episódio qualquer mesmo com o suposto final “trágico”.

Espelho Sombrio e Garotos Perdidos

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Poderia ser dois arcos mais como os dois estão conectados e são pequenos resolvi trata-los como um só. O Espelho Sombrio são apenas três volumes (HQs) sendo que dois deles possuem historias pequenas e seu final que acredito que termine no Garotos Perdidos.

Seu arco principal se concentra em uma seita secreta formada por ricaços que promovem leilões com armas derivadas dos vilões de Gotham. Batman (que neste caso é Dick Grayson que veste o manto por motivos que se for comentar vai render outro post, enfim… pesquisem) acaba por bater de frente com o problema e investigar a fundo.

A Historia tem um começo violento, porém vai se tornando tedioso a partir que a investigação começa. Roteiro fraco, as ações e situações se tornam clichês e monótonas. O Vilão misterioso (ou não) é resumido por uma das frases mais “motherfuck” do arco inteiro que pode ser lida na imagem logo abaixo.

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Este juntamente com uma cena especifica no começo (a transformação de um garoto que sofria bully em um Kid Crocodilo) são o maior atrativo deste arco.  Você caro leitor/a pode estar se perguntando sobre o que liga este ao Garotos Perdidos e é o que vou explicar agora.

Com o titulo traduzido para “Casos Fantasmas” esta breve historia dividida em três partes (A terceira não aparece no ultimo volume do Espelho Sombrio por isso acredito que ela seria em si o Garotos Perdidos) que conta a volta de James, filho de Gordon que aparentemente o assombra muito. Gordon crê que seu filho seja um assassino, o que se culmina em um encontro.

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Em Garotos Perdidos acontece aquela famosa “origem” para poder ter conhecimento melhor do problema, porém é nisso que a historia peca, o foco da trama é muito, mais muito batido. James Gordon é um  garoto estranho e frio, logo uma pessoa some e os holofotes vão pra ele (passado), Gordon acaba por prender um serial killer que ele já investigava há muito tempo (presente) e daí descobre que este mesmo serial tem envolvimento em seu passado e a do seu filho. A historia se resume a este velho clichê que de forma tão rápida não se pode criar nada, logo a historia se torna chata e sonolenta e de conclusão pífia.

Cálice

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Esta HQ tem um traço legal porém um enredo um tanto quanto tedioso. Em resumo: um artefato antigo com poder divino (derivado do cristianismo) está sendo caçado por Ra’s Al Ghul e por intermédio dele cai nas mãos de Batman e depois é o velho blah blah blah de sempre. Chato e sem muito o que considerar, o que posso deixar claro é que este realmente dá sono.

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Mulher Gato dá as caras em uma luta juntamente com Alfred e nisso posso dizer que é para lá de inusitado, porém nada nesta historia desperta o interesse de ler a obra, então os deixo avisados que para mim (minha opinião sendo que os demais leitores podem achar outra coisa é natural) é uma obra para lá de tediosa e extremamente sonolenta.

 

Houdini A Oficina do Diabo

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Esta obra de traçado muito bem trabalhando e que nos apresenta um traje para o morcego (ao meu ver) de extremo bom gosto também carrega muito de meu ódio — sua trama está no sumiço de crianças e a união de Houdini e o Batman para solucionar o caso.

A Historia é narrada pelo próprio Houdini  do começo ao fim da HQ e por muitas vezes (óbvio) veremos a historia pelo seu ponto de vista, nos entregando um Batman amador e previsível sendo o Houdini a todo momento roubando a cena e dando seu ás de inteligência e dedução primordial. Em resumo esta HQ não passa de uma propaganda para o Houdini sem mais.

 

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Seus vilões são sem sal sem açúcar e passando longe do adoçante. Seu caso aparenta ser algo grandioso porém seu tom sombrio só se dá por causa de sua vítimas (crianças). Temos uma espécie de Coringa submisso e extremamente ridículo, um Batman aprendiz e um Houdini maestro e impetuoso (porque né?!) suas cenas de lutas não empolgam nem uma formiga.

Um “crossover”estilo propaganda do Polishop (lembrando mais uma vez que foi esta a visão que EU tive da obra e respeito a visão dos demais).

Enfim tem fim esta pequena lista de HQs do Eterno morcego as quais eu não tive muito apreço e algumas até me arrependo de ter lido. É claro que como frisei (muito) durante os textos esta é a minha visão delas. Sei que existe muitos que gostam das obras e respeito isso então espero que me respeitem nos comentários. A única coisa que fiz durante o texto foi ser sincero apesar de meu amadorismo. O que falei é no que eu acredito.

Enfim este é o fim.