Arquivo da categoria: Animes e Mangás

Ah! Megami-sama (Oh My Goddess!) – Review da obra: Descobrindo e Redescobrindo as Deusas

Você já teve uma obra que acompanhou durante anos e sempre gostou mais do que como um fã, um verdadeiro admirador que aprende e vivencia junto a ela? Pierrot Gluton e eu fizemos esta bela review falando sobre nossa história e também uma análise do mangá e do anime das deusas de Ah! Megami-sama. Estão prontos? Espero que estejam.

Ah! Megami-sama (Oh My Goddess!) – Review da obra: Descobrindo e Redescobrindo as Deusas

A vida é um conjunto de experiências e vivências que se complementam e transformam ou tornam nossa existência naquilo que ela é, o céu ou o inferno, e existem algumas insignificâncias perante os demais olhos que para outros são referências que influenciam como verdadeiros parâmetros, ideais mesmo.

E dentre essas situações especiais o romance do mortal Keichii Morisato e a divindade Belldandy se enquadra perfeitamente.

Esse é o verdadeiro pano de fundo de Ah! Megami-Sama/Oh! My Goddess.

Sou de um tempo em que animes eram novidades que apareciam nas tevês (todas abertas, não haviam​ canais fechados), de um tempo antes.da.minha alfabetização, onde assistia Speed Racer, Sawamu, As aventuras de Cacá… depois assistia mais Rei Arthur e os Cavaleiros dá távola Redonda… Andei afastado.

Não me animei com Cavaleiros do Zodíaco (quem assistiu moero Arthur não curte). Gostei do Dragon Ball com Goku de rabinho… e me afastei… retomei depois de anos, através de canal fechado… Naruto… comprei os DVDs… 12… E devagar recomecei… Sakura card captors… Samurai X… e aí veio a internet… e fui recomeçando… achei um site.

Um que foi muito famoso… e resolvi fazer uma escolha para começar a assistir firme e forte… não queria algo famoso ou modinha… queria redescobrir… fui por ordem alfabética e por simpatia a primeira vista…

A minha escolha… Ah Megami-sama… Oh! my Goddess…

À primeira vista, a primeira impressão pode nos influir em muito na permanência ou não de continuar assistindo. Mas já no primeiro episódio aquela história me atraiu… não era um anime para crianças. Trazia os dilemas de um jovem recém admitido numa universidade… e longe de um padrão nerd ou intelectual… encontramos um azarado supremo… um calouro explorado por seus senpais… que fica de “castigo” enquanto seus colegas de república saem pra gandaia.
Ele ficou para avisar a irmã de um dos senpais que ele estava ocupado com algo. Avisou… e na sequência o telefone toca…

Aí realmente começa a história… uma deusa fala com ele pelo telefone… ele acha engraçado. Mas ela aparece para falar com ele pessoalmente… ela iria atender a um único desejo… qualquer coisa… ser o homem mais rico… mais poderoso… ou destruir o mundo… qualquer coisa… ele pede: “Eu queria uma deusa como você por toda a minha vida…”. E a magia acontece.

Uma história de para Sempre

Nesses anos todos acompanhando essa história vimos uma relação de amor profundo… muitas risadas… e algo que me tocou profundamente… uma poesia intrínseca a toda história… o amor pelo resto da vida… Quem pode estar com a gente pelo resto dá vida?

Keichi escolheu uma deusa (Beldandy)… E essa história se mostrou realmente mágica e divina… mantendo nossas atenções e pensamentos nessa relação literalmente mágica… vimos deuses, deusas, demônios… famílias, desejos e sonhos se transformando em realidade… o amor acontecendo. Mas o anime termina sem encerrar as histórias desse casal… o que nos resta?

Clique e conheça o AMSScan

Mangás… achamos pela internet… devoramos… quando no grupo do Orkut (pouco tempo né) acho um grupo de admiradores que acompanhavam o mangá… comentávamos quando saía os capítulos… ali conheci o ValhallaKnight, mas… eis que pararam de traduzir o mangá… a história continuava… os fansubs em inglês continuavam… procurei contato com fansubs pra ver se alguém continuava… nada… nenhuma resposta.

Dane-se… fui no Orkut e perguntei se alguém topava fazer a tradução comigo… o ValhallaKnight topou… quem faz as primeiras traduções do nada, sem um tutorial sofre… mas se diverte… e cada capítulo era delicioso de trabalhar… sem domínio pleno de inglês, pegamos as edições do inglês…

O fim?

Traduzimos na forma mais grosseira (sim, Google tradutor) e depois fazíamos a edição final… limpávamos os balões e escrevíamos. Claro que estávamos as traduções… e descobrimos que traduzir é diferente de transcrever… por vezes alteramos traduções que não diziam o que estava ali… buscávamos em outros idiomas… comparávamos… às vezes destruíamos e reconstruimos…

Mas… veio a notícia do fim do mangá… e para nossa tristeza… porque ainda queríamos mais dá história… ela acabou… foi uma das traduções que nós temos mais orgulho de ter feito… foi linda, poética e amorosa… como deve ser o amor por uma deusa.

Às análises

A obra foi iniciada em agosto de 1988 e finalizada em abril de 2014 por Kousuke Fujishima, ou seja 26 anos, que devem ter sugado boa parte da alma do autor. Existem duas coisas a se salientar na evolução, o traço e a forma de abordar em seu argumento:

O traço e a Arte

Capa da primeira edição

ams001
Capa da primeira edição

Próximo do Capitulo 150

ams005Capítulo 300

ams011

Pode-se observar como foi evoluindo gradualmente o traço, até porque o mangá começou a ser publicado em 88, e seguia-se a estética da época, claro que o traço melhorou muito aos nossos olhos.

Quanto ao argumento nos roteiros, em alguns arcos existem partes não tão queridas assim, mas vamos combinar, difícil manter o pique sempre, mas na maioria das vezes o enredo sempre foi bom, mas a elaboração deles foram se melhorando. No começo era algo meio rústico até, mas com o passar do tempo até mesmo os encantamentos surgiram mais bem elaborados.

O autor desenvolveu bem a habilidade de deter o leitor querendo levar ao próximo, nem sempre porque a narrativa é linear, mas porque existem semeaduras esparsas, pontas… mesmo no encerramento ficou um ar de que quem sabe um dia…


Vou até um pouco mais longe meu bom amigo PierrotGluton

Fujishima no começo da obra tinha uma arte com dois tons distintos. O primeiro deles era focado mais para as obras de “comédia romântica” da época, tanto que se você olhar bem, as deusas têm lembranças dos traços de Video Girl Ai.

Mas o outro ponto era A MODA. Todas as deusas e demais personagens tinham traços que lembram MUITO como estilistas desenham em seus croquis, assim como também os próprios trajes do começo do mangá, sempre são extremamente antenados com a moda dos anos 80-90. Se você olhar bem, até mesmo os formatos dos rostos — e não apenas as roupas e os traços longilíneos de seus corpos– lembram manequins.

Quase “Chibi”

Depois disto, os traços foram mudando chegando ao que eu chamo de “infantil estilizado” que foi o do meio dos anos 90 (que é a arte dos ovas aonde muita gente conheceu as deusas). Mas aí mesmo no meio dos anos 90, começou a se formar o ponto mais marcante da arte do Fujishima: Os cabelos e os olhos.

Até que no começo de 2000, essa arte “infantil estilizada” que já era a base para o MOE de todas as obras de romance que tinham como referencia AMS, ganhou o tom que temos hoje — o primor. Algumas capas do mangá não são simples “capas de mangá”, são obras de arte. Toda a arte é perfeita e bem cuidada em seus mínimos detalhes, e reza a lenda que durante o filme, o próprio Fujishima cuidou de desenhar os cabelos das deusas.

Capas perfeitas assim são o “normal” em AMS

A história das deusas se confunde

A história da obra de Fujishima se confunde com muitas outras histórias. Com a história dele mesmo como um grande e sensível autor, um cara capaz de falar com à audiência seinen sobre uma história de amor de aparência piegas com perdão da palavra, “bobona”. É bem aparente a inspiração tanto em VGA como naqueles filmes dos anos 80 das “mulheres perfeitas” que na verdade, se tornam maravilhosas justamente pelas suas imperfeições dignamente humanas.

É lindo a primeira vez, tanto no anime como no mangá, quando a Belldandy, o suprassumo da perfeição (canta, dança, guerreira, fala várias línguas, é paciente, carinhosa, entende de física quântica…) sente Ciúme. Ou quando no mangá, ela zomba do K1 a primeira vez (Bell zomba dele todo o tempo no mangá para quem não sabe… zomba mesmo, não é pureza e inocência como aparenta no anime).

É interessante porque a Belldandy nada mais é do que a “garota misteriosa” que tanto os shonen de romance (e os shoujos têm também a sua contraparte) gostam. Ela acabou de chegar na cidade parar mudar “up side down” o mundo do protagonista. Só que essa namorada, é… uma deusa! Basicamente temos dois clichês ai… um plot de aparência tudo o que você conseguir pensar. E no fim ela acaba se tratando de uma obra magnânima.

Yamato…?

E é interessante para mim que antes sempre gostei mais da Urd, da Peorth e hoje olhar especificamente para a Bell. Ela é um símbolo (ao menos deveria ser) das “Yamato Nadeshiko”. Não tem muita comparação aqui no ocidente. É difícil falar de outra cultura a partir de uma visão ocidental e não vou me adentrar nisso.

As Yamato nos animes porem têm a personalidade da Belldandy. Cuida, ama, mas tem uma coisa que não se encontra numa Margie Simpsons da vida, ou em qualquer outro arquétipo de submissa como a Padmé de Star Wars. Ela… espera. Do seu “escolhido”. Belldandy espera que ele seja cavalheiro, forte, ético, corajoso. E o escolhido não tem de suplantar cada uma dessas exigências na esperança de se tornar um “chosen one”… ele tem de Ser para Merecer o coração dela.

Ah! Megami-sama é o Hokuto no Ken das obras de Romance

Moooeeeeeeee

No fundo AMS que se confunde com a cultura pop ocidental e japonesa, que traz a figura da forte mulher japonesa, que espera um forte samurai para ser seu parceiro (e este é o Keiichi), que se confunde com a história da moezição dos mangás e animes, que ele começou.

Foi o Fujishima com seu trabalho meticuloso de arte, cuidado dos olhos, cabelo, roupas como se fossem croquis de moda, e colocando amor ali. AMS fazendo um paralelo muito acertado, é para indústria japonesa o Hokuto no Ken das histórias de amor.

Alicia Florence (ARIA, obra de Amano Ai)
Alicia Florence (ARIA, obra de Kozue Amano)… Bell aqui e ali rs
Sento de Amagi Brilliant Park

Em todos os sentidos. Quando vemos a arte de autoras como a Kozue Amano, claramente e totalmente inspiradas no Fujishima, ou obras menores como de Amagi Brilliant Park até gigantescas como Fate/Zero.

A dubladora da Irisviel de Fate/ Zero por exemplo, bebe muito da dublagem feita pela Kikuko Inoue para Belldandy, além tomar inspirações  de personagens como a Maetel, para que ela mesma pudesse criar a sua própria visão de Yamato.É impossível na verdade, desassociar Ah! Megami-sama do resto. De todo o resto.

Sobre minha vida…

PierrotGluton já contou como nos conhecemos e como começamos a traduzir AMS. Foi uma tradução de suor, amor e lágrimas. Eu adorava na realidade. É triste de se pensar que um mangá que vendeu tanto no ocidente (USA) não ter uma tradução oficial aqui no Brasil (até o fim). Hoje por motivos muitos estou afastado dos “animês” mas sigo acompanhando de longe. Como amante de várias outras obras… É tão estranho.

Ah! Megami-sama não é um drama, apesar de ter momentos de drama. Não é uma obra de ação, mesmo tendo cenas de ação da Belldandy lutando contra demônios ou outras entidades para salvar seu namorado, como a Valkyria que ela é — ou do Keiichi fazendo o mesmo mas não de um modo tão épico.

AMS no fundo, só fala de seres humanos no seu dia-a-dia e nas decisões fáceis e difíceis que tomamos. Na relação engraçada da Belldandy de amar “objetos velhos”, como toca-fitas e tvs de tubo sempre dizendo, “só precisava de carinho para funcionar”. Ou do Keiichi falando “está delicioso” para o almoço que sua esposa fez para ele.

Até isso é digno de nota: o encontro da Bell e do K1 é um “casamento acertado japonês” sem interferência de pais ou da família. Apenas duas pessoas que se conheceram e por motivos estranhos, moraram juntas até surgir o amor. E decidiram morar juntas para sempre.

Esta obra marca. Deixe-a marcar sua vida também.

Esse é o verdadeiro pano de fundo de Ah! Megami-Sama/ Oh! My Goddess.

Star Wars Os Últimos Jedi – Review: Um filme de Fantasia no Espaço… da Disney (Episódio VIII)

Olá amigos e amigas, como vão? A review do Episódio VIII vem com pressa, pouquíssimo tempo depois da do Episódio VII. E será que neste longa as perguntas que ficaram em aberto no filme anterior (de quem é a Jornada do Herói? d’aonde veio a Primeira Ordem? Quem sou eu?) foram respondidas? Venham comigo e vamos descobrir.

Star Wars Os Últimos Jedi – Review: Um filme de Fantasia no Espaço… da Disney (Episódio VIII)

Rey… fazendo cosplay da She-ha! Ficou maneiro

Este foi o filme de Star Wars que mais demorei para assistir. Atônito e horrorizado depois de ver Rogue One, sabia que o futuro da franquia estava sob as forças do Lado Negro (ou das Trevas, como os filmes da Disney gostam de chamar). Não vou tecer comentários sobre “O filme da Segunda Guerra Mundial ideologicamente carregado no Espaço da Disney“, mas o fato da “”causa”” ser o grande motivo de Rogue One e não a DEMOCRACIA, me assustou e me moveu para longe de Star Wars por mais de dois anos.

E cá estamos para prosseguir a nossa homérica saga para analisar os filmes da Disney de Star Wars. No episódio VII vimos que o filme deixara muitas duvidas, tanto em relação ao seu sentido: de quem seria a Jornada a ser Contada; até fatos da própria história do longa: como a Primeira Ordem TEM TANTA GRANA? Além do background dos personagens. Costumeiramente, duvidas dificilmente são respondidas nos filmes da saga. Até porque elas costumam ter impacto o suficiente quando o são (“Luke, I AM YOUR FATHER!“).

Não vou falar de Rogue One

Este é o caso deste filme de fantasia no espaço da Disney que bem poderia ser um musical espacial, da Disney. E como sempre nas minhas reviews de SW. trato de assuntos que não se vê falando por ai, sendo eles, O Sentido da Franquia na boca de Mark Hammil, Um filme de ação e aventura que dá sono e um Filme de Fantasia da Disney… no espaço.

Venham comigo!

O Sentido da Franquia na boca de Mark Hamill

Vou começar pelas coisas boas. Apesar do J.J. Abrams ter abandonado a direção neste segundo longa da Trilogia Disney, ele permaneceu como produtor executivo (dizem que ele é de fato um fã de Star Wars). Abrams deixou para dirigir e roteirizar (talvez fora um erro grave, o roteiro) Rian Johnson. O diretor não teve nada a ver com Rogue One (escrito por tanta gente que só consigo pensar que na verdade se tratavam dos acionistas da Disney) mas temos um elemento principal daquele longa aqui no episódio VIII.

A coisa boa é que por Abrams ser fã, entende Star Wars. Para mim foi muito bom (um “EU TE DISSE”!) quando Mark Hamill falou que Os Jedi não deveriam continuar, porque eles ficavam sempre envaidecidos pelo uso da Força. Basicamente, ele fez uma exegese da franquia em poucas frases, de coisas que eu falei amiúde principalmente na review do Episódio III, a Vingança dos Sith.

Tomando uns goró, porque sábios mestres maneiros tomam goró

Ele explicou tudo — não cuidaram do medo de Anakin e fora um Jedi que o treinara; ele mesmo ficou perdido por ser o grande Luke Skywalker; Yoda ao ajudá-lo a queimar a “árvore Jedi” deixou claro aquilo que o Samurai Hippie, o Liam Neeson, vinha falando há anos, de como a ordem Jedi vinha “patrulhando a galáxia” e exercendo todo seu poder sobre ela e o desequilíbrio que causara. E no alto de sua Arrogância como usuários da Força, não viram os Sith se aproveitando da situação.

Hamill, finalmente atuando a altura de si mesmo deixando de ser o “menino acanhado” para ser o “mestre revoltado” revelara tudo. Ele foi e é o ponto alto (pelo menos até agora) dos filmes da Disney de Star Wars, junto com o Finn que é maneiro. E para mim que gastara tanto tempo fazendo as reviews, foi uma recompensa.

Um filme de ação e aventura que dá sono

Os animaizinhos!

E agora que falei das coisas boas… foi só eu que quase dormi ao ver o filme? Duas vezes? A primeira foi quando o Finn junto com a “mecânica oriental” estavam salvando os “cavalinhos” do cativeiro terrível, em meio a uma guerra aonde toda a resistência poderia morrer. E antes que me chamem de insensível, lembrem, crianças escravizadas que cuidavam dos “bichinhos” e ninguém deu a mínima para elas.

O segundo ponto foi no final do filme. Talvez porque não fora o Abrams que dirigira, o longa não teve aquela “passada de acontecimentos” que são sua marca. Em vez disso tivemos… “Quests”.

Quests de Rpg!

Fiquei um bom tempo pensando como traduziria esse ponto do roteiro e o melhor que pensei foi em “Quests”, como as Quests dos jogos de RPG. Em vez de vários acontecimentos, Episódio VIII tem Quests, que podem ser traduzidas como “Missões”.

A primeira missão foi longo no começo do filme: o breve ataque da “Resistência sem naves” contra a armada da Primeira Ordem. Depois a segunda quest foi escapar… porque a Resistência é pobre coitadinha, ela mal tem naves e a Primeira Ordem tem cruzadores e destroyers maneirões.

E aí (depois de vários momentos de tensão sexual entre a general de cabelo Rosa que defende uma “causa” como os personagens de Rogue One e o capitão aka “I wanna Be Tom Cruise“) tivemos a segunda quest aonde o Finn foi enviado junto à mecânica oriental para conseguirem um jeito de invadirem os destroyers inimigos e… destruí-los?

Mais e mais Quests…

Daí o plano deu errado e a General de cabelo Rosa que parecia traidora na verdade iria se sacrificar pela causa enquanto todos fugiam (não tem piloto automático no espaço não?).

Mas ai… o plano deu errado de novo e a nova quest depois que a General que gosta de novinhos jogou sua nave no destroyer inimigo à “””semi-velocidade-da-luz””” pela causa, a resistência iniciou outra Quest para um planeta… Acho que vocês me entenderam. E todas essas missões com começo-meio-fim dão cansaço… parece que nunca acabam! No fim, tudo o que eu queria às 2h do longa era que ele terminasse.

Enquanto isso no Lustre… do outro lado da Galáxia…

Mas não acabou ainda! Enquanto todas essas Quests rolavam, do outro lado da Galáxia Rey estava na Quest da sua Jornada para ser Treinada pelo sábio mestre mais maneiro e melhor interpretado de toda a história de Star Wars — enquanto namorava com seu namoradinho no telefone sem fio da força…

Filme de Fantasia da Disney… no espaço.

Repararam como a Força aqui, na verdade seus usuários, são overpower ultra-poderosos +8mil? A cena da Leia se salvando (no que seria a morte mais injusta para a atriz e para a personagem) eu quase chorei. De tristeza. A atriz havia falecido poucos meses depois da filmagem e de repente era como se ela estivesse viva e escapado da morte. Eu pessoalmente, não gostei.

Isso sem falar a “quase queda” do Luke ao “quase matar” um adolescente… por Medo; coisa que ele nunca vacilou como Jedi. Pela primeira vez senti, talvez, a mesma coisa que Pamela Lyndon Travers sentiu ao ver Merry Poppins desvirtuada no cinema — o livro dela não tem nada a ver com o filme açucarado de Walt Disney.

Todo este filme com este uso da Força como M A G I A não tem precedentes nos longas de Star Wars: espíritos intercedendo nas coisas; pessoas desafiando a morte; outras fazendo um corpo físico aparecer em outro lugar… é tudo poderoso demais. A cena do Snoke controlando inteiramente um outro usuário da força foi… uma bosta. E aqui estou falando como fã mesmo.

A Força nunca foi “Solução Mágica” para todos os problemas (lembrem, os Sith também ganham). A cena do Luke “assustando” um exército inteiro é ridícula porque Jedis não vencem exércitos. Aquilo foi no-sense no ponto de vista da história de Star Wars.

M A G I A

Veja bem, essas são análises diante do que fora Star Wars. Mas do ponto de vista de pessoas que nunca viram um filme da Franquia são normais. Por quê? Porque é fantasia. E fantasia é isso mesmo. Existem varinhas de condão, fadas, bruxas e trevas; e na fantasia o mal sempre tem que desaparecer, porque um fio de esperança tem que aparecer.

Oras, como não ter esperança se você tem M A G I A ao seu lado? Basta ter alguém que saiba usar a M A G I A. É como o espírito do Yoda falou: “Aqueles livros Jedi são inúteis (assim como a história pregressa da franquia). Não há nada que a jovem Rey já não saiba.”. E aqui fica bem claro do porquê eu quase dormir vendo um filme de Ação e Aventura. Porque não se trata de um filme de Ação e Aventura, mas um filme de Fantasia no espaço.

Conclusão: Fantasia Espacial e não um Épico Familiar no espaço

Por incrível que pareça um Épico tem vários pés no chão. Nunca foi à toa que no exército da Leia o único que a desobedecia era Han Solo: ele nunca fez parte daquele exército. Quando ele fez, já era um General. A mesma coisa quando o Império contra-atacou. Não se precisava de mais uma arma de destruição em massa. O Império simplesmente invadiu a base Rebelde naquele planeta gelado e a cena antológica do Darth Vader entrando, aconteceu. Simples assim.

Os Jedi nunca foram per si, a salvação da guerra. Eram o começo, Uma Nova Esperança. A Leia procurou o Ben porque temia Darth Vader pelo fato dele ser “diferente” e não porque o Ben iria matar todo mundo com M A G I A (foi o que ela descobriu). Leia precisava de ajuda, e não de uma Última Esperança que resolveria tudo, como mágica. Mas isso, todas essas questões de Star Wars e que definem Star Wars, não importam no Episódio VIII, porque ele não é um filme que conta a Jornada de um herói ou uma heroína sobre um Épico familiar espacial, como um Ulisses Espacial.

Não preciso de família para ser quem quero ser

Esse Conto de Fadas da Disney NÃO é um épico familiar, como sempre fora Star Wars (palavras do Lucas). E a ausência de background familiar da Rey e do Finn são sintomáticas também. Diria até que a ausência de ancestralidade é facto desta geração não apenas no cinema. O Ren matar o pai (nasceu no pedido de Harrison Ford) tomou o sentido de “Não preciso de família para ser quem quero ser“. Soa familiar?

“Mumm-Ra” espacial… morto logo no começo para as crianças conseguirem dormir

Esses filmes da Disney (estes dois) têm tantos elementos de queda e de Jornada, mas pecam tanto em ter um pézinho no chão, porque simplesmente não precisam ter. Snoke por exemplo… um Sith com tamanho poder que enganou o discípulo do Luke, morto daquele jeito… e d’aonde ele veio, como a Primeira Ordem é tão rica assim?

E sinceramente, não ligo se derem essas explicações em outras mídias ou no Ep. IX. Lembrem, o Império Galático era o IMPÉRIO, ele cobrava impostos DA GALÁXIA. Como a Republica GALÁTICA não tem dinheiro para nada? Nem umas navezinhas novas? No-sense.

A resistência poderia procurar o caldeirão do Hulk para fazer um “Lata-velha” nessas naves

A questão é essa. Os filmes da Disney não falam de uma Aventura Épica Familiar, de uma Jornada do Herói, um Épico Espacial. Eles são pura fantasia no espaço. Contos de fada não precisam se ligar a “pequenos detalhes”, precisam apenas contar uma historia de ninar, aonde se há esperança (M A G I A), há vida. Uma Fantasia espacial de ninar, como fora Merry Poppins.

O “Yoda Lightning” como os gringos estão chamando

Disney deve estar orgulhoso.

Kono Oto Tomate: Escute esse Som – Indicação do Anime

PierrotGluton não para meus amigos e amigas! Desta vez indicado um anime que tem aquela cara de shoujo, aquela cara de slice of life, mas que sempre tem aquele algo mais, que só os japoneses são capazes de proporcionar. Vamo ver o que ele acha? Bora!

Kono Oto Tomate: Escute esse Som – Indicação do Anime

Os japoneses são bem bairristas, os monstros só atacam lá, somente japoneses são evocados para outros mundos e por aí vai. Mas… no caso temos algo que realmente só tem no Japão, uma “harpa deitada” que é um dos instrumentos mais tradicionais do Japão.

A trama gira em torno de um clube de koto que está prestes a fechar, restando apenas um membro. A ele se juntam um “delinquente”, uma virtuosa instrumentista solo, uma patricinha despeitada, três cabeças de vento, orientados por um músico/maestro fora da curva… Plot de um anime chato pacas não é?

Errou! A trama e os personagens são tão bem desenvolvidos que o balizador de um bom anime se apresenta… assistir e acabar sem você perceber que o tempo passou. Venha se apaixonar por personagens, músicas e casais que se formam. Um shoujo escolar com doses bem pensadas de drama, numa grata surpresa de um tema bem out side.

Aproveitem e deem aquela passada na página do AMS Scan Oficial.

Blade – A Lâmina do Imortal (Mugen no Juunin): O que pensar da Imortalidade? – Indicação do Anime (2019)

Grande pierrotGluton. Provando que a imortalidade existe até no Brasil, terra que nunca houve um “Brasil Feudal”, ele nos traz uma bela indicação do anime Blade of the Immortal, também conhecido por aqui como Blade, A Lâmina do Imortal. Ele que já leu o mangá quando era mais novo, resolveu dar umas bisbilhotada no anime deste ano (2019) produzido pela Amazon. Vamos ver o que o velho amigo achou.

Blade – A Lâmina do Imortal (Mugen no Juunin): O que pensar da Imortalidade? – Indicação do Anime

A poucos dias, a Amazon lançou um remake de um mangá já lançado no formato de anime. Não assisti aquela primeira versão. Vamos contar como conheci Blade, a lâmina do imortal (Mugen no Junin). Na década de 90, ainda influenciado pelas revistas Marvel, não me sentia muito atraído por qualquer outra coisa (sim, fã boy), mas por alguma razão, uma revista, um mangá me chamou a atenção.

Era Blade. Não, não confundam o Blade do Wesley Snipes… A história se passa no Japão da era Tokugawa (saudades Samurai X), onde um samurai sem patrão (um Ronin) vagueia tentando se redimir de seus pecados… Na primeira cena, o sujeito é retalhado… Morto deveria ser, mas morto não estava (Yoda me inspirou).

As partes cortadas se juntavam com minhoquinhas puxando os pedaços cortados e fazendo se juntar novamente. Não vou relatar sobre detalhes dos plot e tal… Mas o nível de carnificina me lembrou os de revistas de terror dá década de 80. Eis que esses dias… Sem pretensão… Assisto ao primeiro episódio… E fico deslumbrado… Que obra meus amigos… Que artes lindas de se ver… Não tenham esperanças… Não pensem em roteiros melosos e grudentos… Grudentos de sangue talvez…

Trazendo que a vida, mesmo a de um imortal é feita de sangue, dor e solidão. Algo corriqueiro no universo japonês… No entanto… Há poesia, mesmo no lodo… E as flores surgem dos lugares menos esperados… Assistam.

Até Samurais sanguinários em busca de redenção têm waifus…

Review do velho no AMS Scan: [Link] passem lá e curtam a página.

Aquarion Evol – Review: E a Guerra dos Sexos ataca novamente! (podcast)

Dando continuidade ao nosso especial de reviews de anime em formato de podcasts, agora é a hora e a vez de… Aquarion Evol, a continuação da pérola que é Sousei no Aquarion! Infelizmente na nossa opinião não se trata de uma continuação à altura… vamos conferir no videozinho!

Aquarion Evol – Review: E a Guerra dos Sexos ataca novamente! (podcast)

Cá estamos nós para dar continuidade ao nosso especial sobre Aquarion. Novamente com o guru, aquele que sabe tudo dos animes, o grande Mago Givan, e claro, este que vos escreve, seu querido amigo do bairro o AdminTB. Dessa vez tentamos (a palavra certa é tentar mesmo) fazer uma review tão analítica quanto foi a de Sousei no Aquarion, mas meio que.. ficou difícil fazer uma review analítica com esse anime.

De qualquer jeito, separamos momentos especiais, falamos da história, das músicas sensacionais de Aquarion Evol, algumas possíveis falácias da história e enfim. Acabamos tocando também num ponto meio forte de se falar sobre animes: que animes mais antigos tendiam a colocar as mulheres ou em segundo plano, ou como vilãs, sem esquecer da conhecida “guerra dos sexos” que também é o caso de Aquarion Evol.

Claro que acabamos contando com alguns pontos de humor, mas é certeza que o amigo e a amiga do outro lado vai acabar gostando e rindo um pouco conosco. Lembrando sempre que essa é a nossa opinião e nós claro, respeitamos a opinião dos fãs e não sabemos tudo, of course. E claro… Como foi citado no video, e alguém quiser ver o nosso Top 15 Animes Ecchi (aonde eu falo lá de B Gata H Kei) só seguir o link.

Enfim, bom podcast e boa review do anime para vocês!

Já conhece a iniciativa Os Escudeiros?

Sousei no Aquarion – Review: Como ser mais Humano (podcast)

Sejam-bem vindos à review de Sousei no Aquarion em formato de podcast, postada no canal osEscudeiros (lá no youtube). Mas aqui mesmo no post vocês podem ver e ouvir o que nós falamos sobre o anime, além de ver o videozinho. Vamo lá!

Sousei no Aquarion – Review: Como ser mais Humano (podcast)

Sejam bem vindos e bem vindas à review do anime Sousei no Aquarion, postada no canal oficial do Afonte Geek no youtube, OsEscudeirostv! Desta vez, eu, seu querido amigo do bairro o AdminTB me junto ao grande e sábio guru, MagoGivan, para discutimos em formato de podcast um dos clássicos animes de mecha.

Pois então,  fazemos uma review do anime desde sua sinopse, passando por momentos especiais e marcantes do anime, até chegarmos ao seu ponto máximo que é a Análise propriamente dita, o Sentido da obra, sempre com imagens e alguns videozinhos de Sousei no Aquarion para vocês entenderem bem do que estamos falando na hora.

sousei no aquarion– PARA DEPOIS DE VER A REVIEW  –

Se você já viu inteiro o podcast-review — incluso o finalzinho aonde falamos sobre o Sentido do Anime — quero fazer aqui algumas colocações sobre a Analise e a História do anime, começando….

sousei no aquarion mechaSobre o que Levava os Anjos à Guerra

Se bem recordo era algo que envolvia a Árvore da Vida e o Equilíbrio dela na Terra — se ela morresse, se temia que o Planeta em si e o Mundo dos Anjos fosse destruído. Daí os anjos, se bem lembro, entrarem em guerra com os humanos para fazer deles uma espécie de sacrifício para a tal árvore, que lembra um pouco a Yggdrasil dos deuses nórdicos.

A segunda coisa envolve o Touma

Ele não simplesmente parou e pensou “fudeu” como eu falei. Logo depois que a árvore foi para o saco, o Mundo dos Anjos foi destruído e mesmo a Terra começava a se despedaçar. Ele parou para pensar, porque pela primeira vez percebeu que os humanos também sentem, têm dor, paixão, amam, enfim, são pessoas assim como os Anjos. Esta foi a grande ‘virada’ dele que eu comentei no podcast, mas na hora esqueci de comentar qual foi o motivo dele ter mudado.

A terceira é meio óbvia: Reencarnação

Sousei no Aquarion acaba falando BASTANTE sobre Reencarnação, com a Silvia sendo a reencarnação de Cecile e o Apolo a de Apollonius… além claro de parecer haver um busca para consertar os erros que se cometeram nas encarnações passadas… Mas isso ficou bem claro durante o anime e acabamos não tocando no assunto porque é bem óbvio.

Espero que vocês tenham gostado.

Aquele Abraço!

Já conhece a iniciativa Os Escudeiros?

Kami nomi zo Shiru Sekai (The World God Only Knows): O Harém que o Herói passa o Rodo na Geral! – Indicação

Quer dizer que você gosta de Animes Haréns e está procurando um para ver? Seja bem vindo (ou bem vinda). Desta vez vamos trazer o famoso The World God Only Knows, também conhecido como Kami nomi zo Shiru Sekai — finalmente um harém que o herói passa rodo e pega geral. Vem comigo!

Kami nomi zo Shiru Sekai (The World God Only Knows): O Harém que o Herói passa o Rodo na Geral! – Indicação

Trago mais um anime para indicar para vocês vossas senhorias. Desta vez… adivinhem só, mais um harém! Acabei falando um pouquinho dele no podcast sobre animes harém que fiz com o Mago Giva, mas na boa, resolvi que ia indicar também porque ele merece.

Para falar de Kami Nomi começo falando de… Jogos de Conquista. O que são, para aonde vão e o que eles querem dizer, aqui mesmo neste post especial sobre o assunto. Mas caso você não queira ir lá e voltar… Games de Conquista são aqueles jogos de perguntas e respostas, também chamados de Visual Novel, para conquistar pessoas!

Jogos de Conquista e Kami nomi? Tudo a ver!

Kami Nomi faz referência à Visual Novel Kanon… que também virou anime e é uma obra prima

Visual Novel são games que você pode conquistar meninas ou meninos (depende do jogo, depende do seu gosto). E no caso, o nosso querido herói da história, o grande Keima Katsuragi digamos que se considera o DEUS desses games de conquista, porque ele joga todos eles de maneira fullpower!

Até que um certo dia ele acaba recebendo um email com um desafio, para que ele conquiste mais moçoilas… pensando se tratar de um novo game do gênero ele aceita e… acaba caindo no conto do diabo. Bom… uma diabinha moe.

Elsie sua demônia linda!

Ele acaba selando contrato com a demônia Elsie (que é burrinha e gente fina) para liberar os espíritos que escaparam do inferno e que consomem as almas das meninas. Elsie é uma das demônias que precisa levar esses espíritos de volta para o inferno. Mas imagine algo bem kawaai desu da Elsie, mesmo falando que é uma demonia, beleza?

Agora com a gargantilha no pescoço (e com seu pescoço em jogo, porque se ele não conseguir conquistar as meninas ele vai morrer!), Keima parte para o mundo real para conquistar garotas reais, liberar os espíritos do mal de meninas reais e assim… se salvar no processo. Ele não quer salvar o universo. Só o pescoço.

E quantas meninas ele Salva?

Beijos e…

Aí que tá. Haréns geralmente os heróis são cercados por personagens femininas (mas não pegam ninguém), e isso meio que acontece e não acontece Kami nomi. Durante as suas Três Temporadas Keima se mete em várias enroladas para conquistar as moças que estão dominadas por esses espíritos e fazer com que elas… Melhorem? Mas uma de cada vez.

E para exorcizá-las Keima tem de fucking beijá-las!

…Pegação!

FINALMENTE TEMOS UM HARÉM QUE O PROTAGONISTA PASSA O RODO!

Mas como nada são flores, ele realmente tem de conquistar o coração das meninas. Mostrando carinho e afeto, mexendo fundo no kokoro. Seja ajudando uma voltar a competir; a outra entender que ela pode ser uma ótima lutadora e feminina ao mesmo tempo; mais uma que pode sim vencer a timidez ou que ser professora é um processo de caminho com seus alunos…

A idol doidinha e gatinha do anime

Mas lembrem-se… depois de livres dos espíritos elas não se lembram mais que se apaixonaram. Ou será que não?…

Qual a Melhor das Temporadas?

As deusas que nada lembram as deusas de Ah! Megami-Sama, ponto para Kami Nomi!

Como eu disse o anime tem 3 Temporadas, sendo a última a que considerei a melhor: Megami hen, a Temporada das Deusas. Nela, seres desconhecidos tentam não só tomar o Inferno, assim como também o Paraíso e a Terra. E como o Keima salva muitas garotas, acaba se envolvendo. Num comentário breve, além das cenas sensacionais (que eu não posso contar, mas envolve duas mulheres com ele no mesmo quarto) essa temporada é recheada de ação.

Não só pelo foco nas deusas e as reconquistas que ele tem de fazer (as deusas vão parar no corpo de meninas que ele conquistou antes) mas também no Keima, que apesar de ser dahorinha você sair por ai beijando geral, ele acaba… bom. Até porque elas não lembram de nada… E claro que você vai ver as outras duas temporadas para ver a terceira. Eu já falei que o anime inteiro é engraçado e tem pegação?

Ayumi x Chihiro – a fanbase vai entender

Mas lembre… não assista Kami nomi esperando ver só ecchi; mesmo tendo algum e algumas das meninas sendo lindas e Moe, o foco é fazer aquela menina tímida se encontrar e passar a conversar com outras pessoas; ou a sua amiga de infância crescer e se tornar uma bela mulher.

Então digamos que o Deus da Conquista não é um anime para um público (mesmo sendo um shonen) mas para todo mundo que quiser entender melhor o coração das mulheres pessoas. E curtir beijocas. E pegação!

Nunca te esquecerei, garota bibliotecária!

Abração!

Danadinha!

Fontes: Wikipedia [Link]/[Link] Wikia [Link]/ [Link]

Chuunibyou demo Koi ga Shitai! – Review: Aprendendo a superar a dor de uma Perda com o Dark Flame Master!

Você sabe o que é Chuunibyou? E o anime, Chuunibyou demo Koi ga Shitai!, já ouviu falar? E se eu te disser que é aquele anime da menina com tapa olho… Mas não o de terror. E se mesmo assim você não reconhece… Talvez seja hora de você conhecer, ou relembrar deste anime clássico, aqui na minha review de Chuunibyou demo Koi ga Shitai! Com Spoilers! Vem comigo.

Chuunibyou demo Koi ga Shitai! – Review: Aprendendo a superar a dor de uma Perda com o Dark Flame Master

Há quanto tempo não faço review de anime? As últimas foram Charlotte, Maou Yuusha e Re:Zero, isso há mais de dois anos (ou quase 2 anos!). Mas depois de publicar tantas indicações de anime, eu me vi combalido a fazer uma review de um que o grande pierrotgluton é fã: Chuunibyou demo Koi ga Shitai! E como eu sempre faço no começo dos meus textos, dou uma palhinha do que vou falar, porque pode ser que interesse você, querida leitora ou leitor, ler pelo menos uma parte.

Eu vou falar do seu roteiro/enredo, de como ele é bem amarrado. Vou explicar um pouquinho o que é Chuunibyou; dar uma palhinha sobre a Hilariedade dele e terminar com a beleza do Sentido do Anime, que é… não vou dizer agora, se você quiser saber vai logo para a seção lá embaixo. E quero lembrar que esta review do anime é somente da Primeira Temporada de Chuunibyou, por motivos que esclareço no texto. Mas antes a gostosa… Sinopse!

Sinopse da zoeira by my Memory

Isso que é sinopse amigo!

Saca aquela velha história da menina que chega mudando a vida do cara, bem clássico de animes seinen de romance? Então… na verdade Chuunibyou começa com Yuuta, o nosso querido Dark Flame Master AKA Lelouch de Code Geass (inclusive é o mesmo dublador) jogando fora suas coisas de… Dark Flame Master. Mas ao mesmo tempo ele acaba encontrando, descendo com suas belas e macias perninhas desengonçadas pelo lado de fora de seu apartamento, uma mocinha. Após ajudar a estranha mocinha, nosso herói acaba caindo numa história com aventuras de montão!

O Roteiro/Enredo super bem amarrado do Dark Flame Master!

Vocês já reparam como a Rikka, a nossa querida menina que apresenta sinais de “Chuunibyou” não tem um alter-ego? Ela tem o olho “da morte” mas ela não se transforma num “Dark Flame Master” ou numa “Mori Summer” como a gatíssima Nibutani. E por que eu resolvi começar falando do roteiro, citando essa curiosidade? Eu não sei, me lembrei de repente e isso vai fazer parte do argumento central sobre o “Sentido” do anime.

Já repararam também que em Chuunibyou cada episódio é completamente interligado no seguinte? Como se a história na verdade fosse uma só, e não vários capítulos em separado, que no frigir dos ovos contam uma coisa só. Vou explicar. Vocês lembrar dos tokusatsus antigos, ou então de Sakura Card Captors, Sailor Moon?

Imagem Aleatória

Cada episódio tinha uma narrativa e uma história diferente da outra, mas que no fim acabava se interligando por pequenas coisas que aconteciam no decorrer dos episódios. Por exemplo, Os Changeman derrotavam um monstro, mas então acontecia algo com o Change Vermelho que permanecia no decorrer da série. Ou mesmo a Sakurinha, que cada episódio prendia uma carta diferente, mas ela ia se apaixonando pelo Shaoran aos poucos.

Então, esse tipo de narrativa fragmentada é o que NÃO acontece em Chuunibyou. Cada episódio é como se fosse um dia após o outro: Rikka vai para a escola e daí ela resolve fazer seu grupo escolar (porque não quer ficar sozinha) e depois encontra a Nibutani, etc, etc.

Esse enredo não fragmentado em pequenas narrativas é o que na verdade considero mais inteligente do ponto de vista autoral de Chuunibyou. E acredite, você querer saber como por exemplo a Rikka vai ficar sozinha com o Yuuta no quarto, vai te levar a continuar assistindo.

Mas e o que é Chuunibyou afinal de contas?

Então, eu poderia mentir para vocês e dizer que é um tipo de doença psicológica que acontece com os jovens — mas isso não está documentado e não aparece ser algo sério nem mesmo no Japão… Não é algo sério porque para ser considerado doença, precisa fazer algum mal à pessoa, ou as outras pessoas que faz parte do circulo social dela. Se nós não podemos levar Chuunibyou a sério do ponto de vista psicológico, mas sabemos que acontece (mais ou menos) no Japão, vamos tentar entender isso na ótica do anime.

Todo mundo que apresenta Chuunibyou lá, seja o Yuuta, a Nibutani, a Rikka ou a Dekomori não parece sofrer de depressão ou de solidão profunda. Parece algo mais como… uma tentativa da própria juventude de lidar melhor com a realidade a sua volta. Mais ou menos como ser gótico, emo ou gostar de ver anime. Parece ser um tipo de interação socialmente aceita entre os jovens, como por exemplo, brincar de “power ranger” quando se é criança, que acabam encontrando também quem curte e assim fazer parte de um grupo.

Nibutani sua linda!

Mas assim… se existe Chuunibyou no Japão… O termo existe no Urban Dictionary e é mais ou menos isso que expliquei para vocês: uma forma do jovem se encontrar no mundo. Interessante como essa obra acaba por tomar isso de uma forma tão HILARIANTE e ao mesmo tempo profunda… Mas vamos focar um pouquinho no Hilariante antes da gente chegar no Que o Anime quer Dizer, e Porque eu não gosto da 2º Temporada.

Hilário, satírico e lotado de Cultura Pop

A Toka aparece no nosso especial de Milfs dos animes, Click na imagem e veja!

Cara… Chuunibyou é hilário . Eu tava aqui tão sério fazendo esse texto quando me lembrei das tiradas da Rikka, das porradas que sua irmã boazuda faz segurando uma concha de sopa e até das lutas épicas delas duas. Das porradas que o Yuuta leva, dos foras que a linda e moe pracar?lho Kumin-senpai da no amigão dele, o Makoto, enfim. E sem contar de todas as referências que Chuunibyou tem. Seja com o Lelouch de Code Geass, com Senhor dos Anéis (dá onde você acha que veio a Mori Summer afinal?) e principalmente Another.

De longe Chuunibyou acabou se tornando referência por brincar e fazer zoeira com as poses estranhas e afetadas dos animes ou filmes mainstream. E sim, antes que alguém tenha alguma duvida, a Rikka é uma sátira à Another, como eu citei no nosso Top Animes Clássicos de 2012. Aliás, uma das minhas maiores motivações para fazer essa mega review de Chuunibyou foi porque eu acho que ele merece.

Vai dizer que você não sabia que essa referência era da Galadriel de Senhor dos Anéis? Até o livro dela é!

O anime brinca de forma genial com a cultura japonesa, com a cultura pop em geral, além de conseguir falar de algo deveras profundo ao mesmo tempo que brinca com o crescimento e o “se tornar adulto”. Se pouca gente aqui no Brasil fala de Chuunibyou mas viu animes como Charlotte por exemplo (que tenta zoar da cultura pop e também usa o estilo Lelouch de ser no protagonista), então é melhor ver a primeira temporada dele. Mas só a primeira… porque ela fala de…

A superação de uma dor no meio da Juventude

Você já sofreu? Por algum motivo eu acabo sempre falando de draminhas aqui no blog, mesmo nunca tendo feito uma review das 4 Grandes Obras da Key (vou fazer este ano, fique conosco). Mas como que faz uma obra de drama, em? Neste texto explico a fórmula Key de obras primas que fazem caminhoneiros chorarem chamando pela Mamãe, como o Yoga: um encontro inesperado; um cadinho de humor e candura junto a um sofrimento; separação forte, e talvez (talvez) reencontro (tô sendo bem simplista aqui). E essas coisas acontecem em Chuunibyou?

Pense bem: Yuuta acha Rikka – ela é doida de pedra, gatinha e hilária – ele entende que ela perdeu o pai – ela vai morar com a mãe e com a avó (separação) – Ele vai ao reencontro dela (reencontro) = caminhoneiro chorando.

A gente falou do roteiro bem amarrado de “um dia depois do outro”. Citei o quanto ele é engraçado e expliquei que Chuunibyou acontece como uma forma do jovem se encontrar e compreender melhor o mundo à sua volta. Todos os personagens que têm Chuunibyou não parecem ter depressão (mesmo que eles tenham passado por momentos difíceis), e que todos têm um alterego… Menos a Rikka. Quem viu o anime e não se perdeu na comédia (coisa difícil) ou nas belas pernas e no amor fofo e moe dela, percebia o que poderia vir.

Menos eu. Foi um baque ver como um anime que você caia de dar risada e ia se apaixonando lentamente por ela (porque ela é fofa) guardaria algo tão profundo. É como se a Kyoto Animation (a produtora do anime) tivesse aprendido com Kanon e Clannad e resolveu nos assombrar com essa faceta, de que muitas vezes os jovens se escondem nos cemitérios, ouvem metal pesado, viram o DARK FLAME MASTER ou têm o “Olho da Morte” porque algo de muito ruim aconteceu, ou acontece com eles.

Eu nem vou longe como o anime vai de “aceitar a Rikka doidinha de pedra como ela é”, mas sim de aceitar as dores e de tentar crescer do modo mais bonito e forte possível, como a Rikka faz. Com a ajuda do Yuuta, da Toka e até do seu “Olho da Morte” que a permite “ver” mais beleza na sua vida. E não… ela não é a Nagisa (que salva o herói em Clannad), muito pelo contrário.

É isso pessoal, abração!

Perai… E a Segunda Temporada?

Dizem que a 1temp foi feita com plot do Drama vindo da direção do Anime, e na vdd só a 2temp seguiu o verdadeiro plot da Light Novel. Se é vdd… eu não sei.

Saca o roteiro interligado? Não tem. Arranjar um modo para superar as dores? NÃÃO. E o amor para crescer… ÉÉÉÉ NÃO! Nem vou falar do último episódio ou da menina de cabelo rosa para fazer um triângulo amoroso de abestados. Se você quiser rir… veja que é tão ou mais hilária que a primeira e tem doses cavalares de moe (o que é sempre bom). Ma só veja para rir mesmo, não queira mais do que isso.

Agooooora sim, Abração!

Fontes: Urban Dictionary [Link]/ Wikia [Link]/ Wikipédia [Link]