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Star Wars: Review de A Ameaça Fantasma (Episódio I) – O Início da Jornada de Crescimento do “Herói”

Olá meus amigos e minhas amiguinhas, como vão? Que tal lermos uma review sobre A Ameaça Fantasma, Episódio I da minha série de filmes preferida, Star Wars?! Peguem suas cadeiras, ajeitem suas bundas no sofá, e vamos ler juntos a minha humilde review sobre esse já clássico longa do ainda mais clássico épico especial que muitos de nós amamos. Venham comigo.

Star Wars: Review de A Ameaça Fantasma (Episódio I) – O Início da Jornada de Crescimento do “Herói”

Depois de uns bons meses sem fazer nenhuma review de Star Wars, porque estou no projeto de escrever reviews de todos os filmes da série (até mesmo os spin offs estão na minha conta), finalmente volto para fazer a review do Episódio I, A Ameaça Fantasma. E se o amigo ou amiga caiu aqui de barato no navio, eu quero dizer que estou seguindo a ordem Cronológica dos filmes, então estamos literalmente, na nossa quarta resenha.

Como sempre, faço um texto que fala sobre coisas que poucos comentam de Star Wars. Não muito no que diz respeito a “curiosidades” (algumas você pode encontrar nas minhas reviews do episódio V e episódio VI) mas a ideia realmente é tocar em temas e falar de assuntos que poucos fãs de Stars Wars gostam, ou mesmo sabem. Além de dizer coisas que ninguém diz.

Foto aleatório muito maneira do Darth Maul

Episódio I que aliás é um bom filme, com um roteiro ok e uma boa direção. Mas deixa de enrolação. Vamo lá.

Liam Neeson – O Samurai Hippie

“Ah se eu não fosse um monge hippie…”

Olhando com os olhos de hoje… Imagine que você nunca tinha visto o episódio I mas conheça o Liam de diversos filmes que ele faz, seja salvando a família dele e depois punindo os caras maus de um jeito bem da hora, ou seja salvando pessoas de um voo. Vocês têm em mente que Liam Neeson é um cara “durão”. Na verdade, se vocês viram o episódio que o Liam aparece em Family Guy essa impressão fica ainda mais forte, porque ele é irlandês, e irlandeses são durões.

Então… imaginar aquele cara como um samurai hippie… lembrando que Star Wars foi muito baseado em samurais e tokusatsus, não só o Darth Vader mas também a questão dos sabres (que mais parecem katanas) etc. Mas daí você vê um cara que acredita “no escolhido”, que não ouve o Conselho Jedi (na review do Episódio III me atenho melhor ao Conselho e a relação do Liam Neeson com ele) e que age com os ideias de paz e amor (e é dublado pelo Batman). Qui-Gon Jinn nos dias de hoje com certeza seria um mestre jedi vegano.

Mas isso não é detrimento nenhum, porque apesar de não ser tão bem treinado nas artes jedi, foi ele que apresentou ao publico vários conceitos interessantes. O primeiro, que um mestre jedi pode realmente ter um aprendiz, um padawan. O segundo, que Jedis andam por aí no universo “tirando onda” e são temidos por onde passam (até porque na trilogia anterior, eles já estavam extintos, lembrem-se). E o que acho mais interessante: o conceito dos Midi-chlorian.

Midi-chlorian – A fantasia espacial precisava de alguma “ciência”

E aqui o ponto mais intrigante. Um Hippie, que acredita na profecia e parece seguir ideias como buscar igualzinho a um “louco” o escolhido… e que era contra como o Conselho Jedi estava organizando as coisas. Ele que nos apresentou este primeiro ponto de ciência na serie. Quer dizer que não se trata apenas de algo como “a força”, mas também cada indivíduo possui uma certa quantidade de midi-chlorian que vai determinar como ele pode “melhor sentir” (não consigo achar outro termo) a força.

Para ser bem sincero com vocês, não vou me ater muito nesse tópico “da ciência em Star Wars”, porque vários conceitos científicos são explicados de forma péssima nos filmes. Coisas como dobra espacial e até mesmo o próprio sabre de luz vão para o saco se eu ficar aqui tentando explicar a forma que Star Wars explica como esses eventos se dão. O que me faz pensar: o que pode ter dado na telha de Lucas para trazer algo mais científico para os Jedi, os Sith e a força?

De tudo isso a única coisa que fica na minha mente é que Anakin tem MAIS DE 8 MIL… digo mais de 20 MIL Midi-chlorian. Mais de 20 MIL NAPPA? SIM MAIS DE 20 MIL VEDITA! Esse assunto até me faz querer falar um pouco do Anakin… mas como ele vai ser o “centro” do texto, vamos falar da Natalie Portman primeiro.

Natalie Portman – Por que você odeia Star Wars?

Então… eu não sei. Mas vamos parar para pensar um pouco. Episódio I é de 1999 e as melhores atuações da Natalie no cinema viriam só depois de V de Vingança (2005), culminando com seu oscar em 2011 por Cisne Negro. Antes ela tinha feito outros bons filmes em 96, mas meio que nada disso explica o porquê dela atuar TÃO MAL fazendo a Padmé. Olha para o naipe da moça: oscar, globo de outro, atuações excelentes em filmes blockbusters (tirando em Thor… mas ali realmente… só salvo o Idris Elba). Realmente não sei explicar.

E bom… eu sei que muitos de vocês são fãs tanto da Natalie, quanto da Padmé, mas vamos analisar a situação. Naboo foi atacada pela Federação do Comércio, porque a Republica Galática estava passando por um período de muita fragilidade (a inspiração aqui é na queda da Republica Romana).

Sim, eu não gosto de você Padmé

Mas Naboo… NÃO TINHA UM EXÉRCITO. Simples assim. E algo de muito estranho eles serem uma democracia com uma Rainha… Mas não vou entrar em mérito. Pelo menos uma vitória nisso tudo: o senador Palpatine, que era de Naboo (diga-se), se torna Chanceler da República.

Mas aonde a Natalie poderia ter atuado bem? Em várias ocasiões. Destaco que foi Padmé que planejou a “revoluçãozinha” para retornar ao poder em Naboo depois de fugir igual a Coroa Portuguesa. Porque pensem bem. No filme não fica claro que a Rainha Padmé “eleita democraticamente” tinha apenas 14 aninhos, e uma menina liberou a retomada de poder do seu planeta, se unindo a um povo que era excluído social e politicamente na Republica Galática.

E vejam só, ela conseguiu! Mas por que a gente fica com a sensação que essa rainha de 14 anos que consegue retomar o poder, é tão fraca? Porque a Natalie Portman odeia Star Wars. Ela até tenta algumas vezes… Outro caso de atuação da Padmé seria com…

Anakin – O 50’Cent de 9 anos de idade

No filme NÃO PARECE que a linda Padmé tem 14 anos e que o BAIXINHO Anakin tem 9. Sério mesmo, NÃO PARECE. E todo mundo repara as olhadas que um faz para o outro. Na verdade, pela Natalie parecer ser tão mais velha que o Jake Lloyd (o menino que faz o Anakin) que todo mundo pensa, em pedobear. Sério mesmo.

Na verdade a atuação da Natalie sendo “eu gosto tanto de novinhos” fica realmente estranha do meio do filme em diante. Mas não vou focar muito nisso, porque o Anakin tem 9 e ela 14. Então não tem nada de muito estranho ai não. A não ser a atuação da Natalie…

Mas voltando ao 50’Cent, o menino além de ter mais DE 20 MIL MIDI-CHLORIANS, é perdoem a palavra: mais pegador que muito marmanjo, com apenas 9 aninhos. Chama a Padmé de anjo logo no começo; dá um broche de bronze esculpido à mão para a moça. Consegue vencer a corrida num podi que ele mesmo fez (com peças compradas vai lá Deus saber como), enfim.

O menino Anakin poderia ser o próximo Mc Catra (Deus o tenha). Mas além disso, ele é o motor da Ameaça Fantasma. Anakin é o móbile da história, seja vencendo a corrida e conseguindo o dinheiro para consertar a nave, seja destruindo a nave-mãe da Federação do Comércio: o que parece ser contraditório ao título do longa. Acho que já chegamos no momento derradeiro.

A Ameaça Fantasma não é o Darth Maul

Essa foto é muito maneira, eu tinha que colocar

Na verdade a Ameaça Fantasma é o Senador Palpatine. Acho que quem assistir atentamente (até pela voz da dublagem) vai sacar que o mestre do fucking Darth Maul (que é um dos melhores personagens de SW dos anos 2000 e quase não teve falas, vejam só) é o Senador. Sério mesmo. Pelo menos uma duvidazinha vai ficar.

Isso posto, que a ameaça está logo ali aonde não se espera e que Jedis super poderosos dentro do Conselho Jedi, não conseguem IRONICAMENTE sentir nenhum DISTÚRBIO NA FORÇA de que o Darth Sidious está bem do ladinho…

“mãe do Anakin” – Shmi Skywalker

Isto objetivamente dito, a esperança de que fala a mãe do Anakin, a “quebra” na força, reside no Anakin. O que é estranho não é verdade? Até contraditório também. Que  tipo de esperança é essa, que consegue salvar Naboo mas que traz consigo o Medo? E é ainda mais engraçado por ser só um menino de 9 anos (com puta jeito com as mulheres).

E o Conselho sente isso. Talvez seja por isso também, que depois eles permitem que o sábio Obi Wan, o treine — antes ter um perigo perto, do que longe. Acho que o Samuel L. Jackson (não vou chamar ele de mestre Windu, ele é o Fucking Samuel L. Jackson) pensou isso ao concordar com o Yoda.

O Conselho Jedi – Melhor ter um perigo perto, do que longe

Tudo isso… por causa do medo de perder entes queridos. Faz até pensar. Um menino de 9 anos com medo de nunca mais ver a sua mãe — que o teve de maneira estranha… ou que pelo menos não queria dizer “de verdade”. Preferiu o “ele veio da força”. Talvez isso fique mais claro no episódio II.

Agora… sem duvida alguma a verdadeira ameaça e que dá porquê ao longa; que é sentida desde o inicio pelo Conselho Jedi, é o Escolhido… descoberto por um Samurai Hippie.

Boa Liam Neeson, boa!

A melhor Batalha Jedi

Para não dizerem que eu não falei: A Ameaça Fantasma tem uma das melhores, senão a melhor sequência de batalha Jedi de toda a franquia. Ela não é “super sayjin”, mas não é travada. Ela é humana aonde a luta pela vida permanece. Basicamente como “samurais médiuns com poderes”.

E Jar Jar Binx… POR QUE GEORGE LUCAS, POR QUÊ?

POR QUÊ?

Agora sim me despeço. Abração!