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Star Wars: Review de A Vingança dos Sith (Episódio III) – Cumprindo o seu Destino como Darth Vader

Lá vamos nós senhoras e senhores, para mais uma review dos filmes de Star Wars, desta vez a resenha de A Vingança dos Sith, episódio III, o último da filmologia presequel, ou como eu prefiro, o último dos filmes dos anos 2000. Será que ele foi melhor que a tragédia chamada Episódio II? Será que Anakin tornou-se o “herói” que era esperado em Ameaça Fantasma? Vem comigo!

Star Wars: Review de A Vingança dos Sith (Episódio III) – Cumprindo o seu Destino como Darth Vader

Quer dizer que vocês já estão aqui comigo na última review dos filmes Star Wars dos anos 2000? Pois então vamos sentar e desbravar um pouco mais deste clássico longa senhoras e senhorios.

Igualmente dirigido e roteirizado pelo próprio Lucas, assim como foi o episódio II, a primeira coisa que eu devo dizer é que o roteiro está ok, assim como sua direção.O que é um alívio na verdade. Até me surpreendi com a qualidade principalmente do roteiro e da história em si (o enredo), que são muito bons se comparado ao episódio II.

E já que declarei amores iniciais ao filme acredito que os leitores já estão adivinhando que Lucas nos deu o que mais desejávamos: Wars, em Star Wars. Lucas pode não ser mestre em muita coisa, mas é mestre em saber o que seus espectadores esperam.

Anakin preocupado com o que eu falo dele no texto

E como já é de costume, vou tentar mostrar coisas que poucas pessoas  falam e dar um fechamento a esta trilogia do milênio.

Vem comigo.

Consertando os erros do Passado

Na minha última review ficou bem claro que tanto o roteiro quanto a direção do longa de 2002 são ruins. Falas muito meladas, declarações de amor ultrarromânticas, seguidas pela tentativa pífia de contar uma história de amor enquanto Obi Wan queimava os fundilhos atrás do caçador de recompensas…

Sem contar o próprio sentido do Ataque dos Clones, que ao invés de nos dar a Guerra Clônica, nos pediu para que nos contentássemos em saber como ela começou: como a política é um circo de leões e que histórias de amor podem ser ultra-chatas.

Talvez sabendo que episódio II tinha mais amor que guerra, e quase nada de explicações sobre diversos temas, Lucas finalmente percebeu que não é isso que Star Wars se trata. Star Wars se trata sobre família e sobre guerra. Sobre sabres de luz e estrelas da morte. E não sobre politicagem e contar a história de como a República Romana caiu. Ele continua contando mas isso se torna spin off dentro do episódio III.

Não por acaso o foco foi realmente guerras e dramas familiares, mais principalmente sobre o medo de Anakin em perder seus entes queridos — e de como é difícil para alguém crescer frustrado por nunca se tornar o Pelé que haviam dito que ele se tornaria; ou o Fangio. Ou o Jordan. Vocês entenderam.

Calma gente, ele tá frustradinho

É interessante como um diretor/roteirista percebe aonde errou e tenta colocar de volta os pneus no traçado da pista.

Mas antes de ir para os finalmentes, vamos aos pormenores

No texto anterior perguntei se o episódio III nos explicaria porque o conde Dookan (interpretado genialmente pelo Christopher Lee, que infelizmente nada apareceu neste longa) contou todo o grand design para Obi Wan. E como eu “adivinhei”, ele não explica. E pior.

Se Dookan fazia jogo duplo com Darth Sidios, e a Federação do Comércio só queria se vingar dele (por ele os ter enganado no primeiro longa), por que eles voltam a confiar no Darth Sidius? Não era mais fácil procurar os Jedi, contar a história toda e acabar a guerra? Mind blowing, não interessa saber o porquê, só aceite.

Mas na verdade a Padmé é o Grande Problema dessa trilogia milenial. Rainha aos 14 anos (igualzinho ao D. Pedro II)… mas Rainha ELEITA. Senadora que era contra à república ter um exército e que não está nem aí, quando seu suplente é o principal responsável à criação do exército. Agora o mais perturbador é que sendo “da paz e contra guerras e exércitos” ela não liga do Anakin assassinar crianças e mulheres. Duas fucking vezes! Mas vou voltar ao relacionamento deles mais tarde…

Saindo um pouco da Padmé… um Conselho Jedi que não sente um Sith é basicamente o que Palpatine fala para o Yoda perto do fim do episódio III: “Seu orgulho te cegou!”.

E como eu também falei na review anterior, isso não faz o menor sentido. Mas Lucas percebeu que esses furos já estavam feitos. Não há como você contornar erros numa história. O melhor que você pode fazer é acertar o enredo para contar o que seu filme deve contar.

Se a Direção e o Roteiro estão de volta aos trilhos, falta…

Caretas

Boas atuações. Como eu venho falando nos meus textos anteriores, coisa que o próprio Lucas também já disse, Star Wars fala sobre questões de família dentro de um épico espacial. E finalmente temos isso de volta. Na verdade o episódio III é necessariamente a continuação do episódio I — ou seja, uma jornada de crescimento do “herói”, que no caso é o Anakin.

É engraçado isso porque na trilogia original não se trata bem de uma “jornada de crescimento” do trio ternura (Luke, Leia e Solo) mas sim de uma clássica jornada do herói… dos três.

Mais caretas

No caso da trilogia milenial (tirando o episódio II porque este se atém muito à política) a história se passa envolta ao Crescimento do Anakin. Que foi belissimamente interpretado pelo guri Jake Lloyd, mas terrivelmente vivido pelo Hayden Christensen.

Meu Deus… eu lembro que reclamava muito da atuação da Natalie Portman e não entedia o motivo dela atuar tão mal (em 2005 ela também fez V de Vingança). Mas assistindo com um olhar crítico  você percebe que no episódio II ela estava estranhamente desconfortável ao lado do Hayden, que atuava bem mal, o que fazia ela… não ligar muito ao dizer coisas clichê como “vamos morrer juntos”.

…e mais caretas. Vai num banheiro meu filho!

Mas o III como eu expliquei, é o retorno ao trilho da pista. Drama familiar e Wars. E como falei no episódio I, o filme é todo sobre a sensação que aquele menino é muito perigoso para ficar sozinho, mesmo que ele seja tão bonzinho e tenha salvado Naboo. Ou seja, Lucas PRECISAVA de Anakin, porque a história é sobre o nascimento de Darth Vader. Lucas necessitava de boas atuações do Hayden, porque o filme é sobre como Vader surge.

Violência Doméstica e os finalmentes

E nós temos o que a Natalie (que atua aqui como a mulher mais submissa que eu já vi… e atua muito mal como mulher submissa) já havia percebido. Que o Hayden só sabia fazer caretas. Caretas para dizer que está com raiva, para dizer que está triste; para dizer que queria fazer cocô. Ainda bem que Obi Wan está do nosso lado.

Obviamente que num relacionamento tão ruim, numa história de amor impossível, que começou errado com eles jovens demais, terminaria mal. Maria da Penha no Anakin, Obi Wan!

Pega ele Obi Wan

Eu sinceramente não consigo entender os fãs que gostam mais da Padmé que da Leia. Cara… no fim do filme ela sabia que Anakin tinha matado crianças 2x. Padawans e crianças do povo da areia.

Sabia que o cara era mal e cruel (de uma forma bem mal atuada, mas era mal e cruel) e mesmo assim diz: “Vamos fugir juntos Anakin, esquecer de tudo, eu te amo, eu te amo”… eu chego a entender porque a Natalie atuava mal. A Padmé é um personagem quebrado (mulher de ladrão?). Diz querer a paz, mas aceita o maridão psicopata.Engraçado também que Anakin faz tudo pelo medo de perder Padmé, e ele mesmo acaba por bater na sua própria esposa. É irônico. Na verdade todo esse drama familiar do surgimento do Vader com a guerra ao fundo, os Jedi tentando tomar o poder para impedir que um Sith tome primeiro é muito bom! Esse enredo meus amigos é excelente.

E põe para pensar também… Os Jedi iriam destituir o senado, matar o supremo chanceler… pela democracia? Iam mesmo? Ou só é um ponto de vista?

Pega ele Samuel L. Jackson!

Conclusão: Sith, Jedis e Darth Vader

Uma pena que dentro deste enredo excelente o Hayden estraga tudo, né verdade? E a Natalie em certa parte, porque devia ser chato para ela (mesmo ela sendo uma atriz, e atrizes não ficam chateadas), fazer uma esposa submissa ao seu marido psicopata. Enquanto enredo da história, chega a ser poético. Se eles tivessem atuado bem…

Voltando um pouco ao que falei na review do Episódio I, Liam Neeson, o nosso Samurai Hippie, havia descoberto aquele Guri que poderia trazer uma ruptura na força, sendo que ele mesmo, Liam Neeson, achava que havia algo errado e por isso não queria fazer parte do Conselho Jedi (crença que o Conde Dookan também repete no episódio II). Mais tarde, Obi wan, crendo na profecia, acreditava firmemente que ele traria equilíbrio.

Pensem bem. Uma Republica Galática fragilizada. Políticos como ratos. Uma Federação do Comércio que tinha razão em fazer suas disputas e depois foi enganada por um Sith. E o principal, Jedis que queriam destituir o senado e matar o chanceler para fazer uma “transição pacífica”, de volta a um tipo de democracia que eles Jedi, queriam. Bom… ao menos lutavam por Democracia, e não por uma “causa” como nos filmes da Disney…

Mas vou ser claro: quem tinha poder de verdade na Republica Galática era o Conselho Jedi. Eram os Jedi que botavam medo aonde passavam, mostrando seus sabres de luz como um PM mostra sua arma. Aí um Sith foi lá e com ajuda do escolhido pela Força, colocou a balança de volta aos eixos, porque como dizia o tonto do Anakin, Jedis não deveriam ser maus.

Essa batalha, Yoda vs Palpatine, mostra o quão cego yoda estava por ser mais poderoso na força que o Imperador. No fim… ele perde porque caiu de um lugar alto!

Meus amigos e amigas, de modo irônico Lucas nos diz que Darth Vader restaurou a balança da Força. Jedis devem ser caras legais e não cegos pelo poder e pelas suas habilidades. Infelizmente Anakin se destruiu enquanto pessoa no processo ao cair no abismo, como eu falei na review do episódio VI. Coisa que Luke nunca fez.

Mas Lucas nos deu em troca um dos épicos espaciais com um dos enredos mais sensacionais que já vimos.

Melhor cena do Filme

Aquele abraço pessoal!

Star Wars: Review de A Ameaça Fantasma (Episódio I) – O Início da Jornada de Crescimento do “Herói”

Olá meus amigos e minhas amiguinhas, como vão? Que tal lermos uma review sobre A Ameaça Fantasma, Episódio I da minha série de filmes preferida, Star Wars?! Peguem suas cadeiras, ajeitem suas bundas no sofá, e vamos ler juntos a minha humilde review sobre esse já clássico longa do ainda mais clássico épico especial que muitos de nós amamos. Venham comigo.

Star Wars: Review de A Ameaça Fantasma (Episódio I) – O Início da Jornada de Crescimento do “Herói”

Depois de uns bons meses sem fazer nenhuma review de Star Wars, porque estou no projeto de escrever reviews de todos os filmes da série (até mesmo os spin offs estão na minha conta), finalmente volto para fazer a review do Episódio I, A Ameaça Fantasma. E se o amigo ou amiga caiu aqui de barato no navio, eu quero dizer que estou seguindo a ordem Cronológica dos filmes, então estamos literalmente, na nossa quarta resenha.

Como sempre, faço um texto que fala sobre coisas que poucos comentam de Star Wars. Não muito no que diz respeito a “curiosidades” (algumas você pode encontrar nas minhas reviews do episódio V e episódio VI) mas a ideia realmente é tocar em temas e falar de assuntos que poucos fãs de Stars Wars gostam, ou mesmo sabem. Além de dizer coisas que ninguém diz.

Foto aleatório muito maneira do Darth Maul

Episódio I que aliás é um bom filme, com um roteiro ok e uma boa direção. Mas deixa de enrolação. Vamo lá.

Liam Neeson – O Samurai Hippie

“Ah se eu não fosse um monge hippie…”

Olhando com os olhos de hoje… Imagine que você nunca tinha visto o episódio I mas conheça o Liam de diversos filmes que ele faz, seja salvando a família dele e depois punindo os caras maus de um jeito bem da hora, ou seja salvando pessoas de um voo. Vocês têm em mente que Liam Neeson é um cara “durão”. Na verdade, se vocês viram o episódio que o Liam aparece em Family Guy essa impressão fica ainda mais forte, porque ele é irlandês, e irlandeses são durões.

Então… imaginar aquele cara como um samurai hippie… lembrando que Star Wars foi muito baseado em samurais e tokusatsus, não só o Darth Vader mas também a questão dos sabres (que mais parecem katanas) etc. Mas daí você vê um cara que acredita “no escolhido”, que não ouve o Conselho Jedi (na review do Episódio III me atenho melhor ao Conselho e a relação do Liam Neeson com ele) e que age com os ideias de paz e amor (e é dublado pelo Batman). Qui-Gon Jinn nos dias de hoje com certeza seria um mestre jedi vegano.

Mas isso não é detrimento nenhum, porque apesar de não ser tão bem treinado nas artes jedi, foi ele que apresentou ao publico vários conceitos interessantes. O primeiro, que um mestre jedi pode realmente ter um aprendiz, um padawan. O segundo, que Jedis andam por aí no universo “tirando onda” e são temidos por onde passam (até porque na trilogia anterior, eles já estavam extintos, lembrem-se). E o que acho mais interessante: o conceito dos Midi-chlorian.

Midi-chlorian – A fantasia espacial precisava de alguma “ciência”

E aqui o ponto mais intrigante. Um Hippie, que acredita na profecia e parece seguir ideias como buscar igualzinho a um “louco” o escolhido… e que era contra como o Conselho Jedi estava organizando as coisas. Ele que nos apresentou este primeiro ponto de ciência na serie. Quer dizer que não se trata apenas de algo como “a força”, mas também cada indivíduo possui uma certa quantidade de midi-chlorian que vai determinar como ele pode “melhor sentir” (não consigo achar outro termo) a força.

Para ser bem sincero com vocês, não vou me ater muito nesse tópico “da ciência em Star Wars”, porque vários conceitos científicos são explicados de forma péssima nos filmes. Coisas como dobra espacial e até mesmo o próprio sabre de luz vão para o saco se eu ficar aqui tentando explicar a forma que Star Wars explica como esses eventos se dão. O que me faz pensar: o que pode ter dado na telha de Lucas para trazer algo mais científico para os Jedi, os Sith e a força?

De tudo isso a única coisa que fica na minha mente é que Anakin tem MAIS DE 8 MIL… digo mais de 20 MIL Midi-chlorian. Mais de 20 MIL NAPPA? SIM MAIS DE 20 MIL VEDITA! Esse assunto até me faz querer falar um pouco do Anakin… mas como ele vai ser o “centro” do texto, vamos falar da Natalie Portman primeiro.

Natalie Portman – Por que você odeia Star Wars?

Então… eu não sei. Mas vamos parar para pensar um pouco. Episódio I é de 1999 e as melhores atuações da Natalie no cinema viriam só depois de V de Vingança (2005), culminando com seu oscar em 2011 por Cisne Negro. Antes ela tinha feito outros bons filmes em 96, mas meio que nada disso explica o porquê dela atuar TÃO MAL fazendo a Padmé. Olha para o naipe da moça: oscar, globo de outro, atuações excelentes em filmes blockbusters (tirando em Thor… mas ali realmente… só salvo o Idris Elba). Realmente não sei explicar.

E bom… eu sei que muitos de vocês são fãs tanto da Natalie, quanto da Padmé, mas vamos analisar a situação. Naboo foi atacada pela Federação do Comércio, porque a Republica Galática estava passando por um período de muita fragilidade (a inspiração aqui é na queda da Republica Romana).

Sim, eu não gosto de você Padmé

Mas Naboo… NÃO TINHA UM EXÉRCITO. Simples assim. E algo de muito estranho eles serem uma democracia com uma Rainha… Mas não vou entrar em mérito. Pelo menos uma vitória nisso tudo: o senador Palpatine, que era de Naboo (diga-se), se torna Chanceler da República.

Mas aonde a Natalie poderia ter atuado bem? Em várias ocasiões. Destaco que foi Padmé que planejou a “revoluçãozinha” para retornar ao poder em Naboo depois de fugir igual a Coroa Portuguesa. Porque pensem bem. No filme não fica claro que a Rainha Padmé “eleita democraticamente” tinha apenas 14 aninhos, e uma menina liberou a retomada de poder do seu planeta, se unindo a um povo que era excluído social e politicamente na Republica Galática.

E vejam só, ela conseguiu! Mas por que a gente fica com a sensação que essa rainha de 14 anos que consegue retomar o poder, é tão fraca? Porque a Natalie Portman odeia Star Wars. Ela até tenta algumas vezes… Outro caso de atuação da Padmé seria com…

Anakin – O 50’Cent de 9 anos de idade

No filme NÃO PARECE que a linda Padmé tem 14 anos e que o BAIXINHO Anakin tem 9. Sério mesmo, NÃO PARECE. E todo mundo repara as olhadas que um faz para o outro. Na verdade, pela Natalie parecer ser tão mais velha que o Jake Lloyd (o menino que faz o Anakin) que todo mundo pensa, em pedobear. Sério mesmo.

Na verdade a atuação da Natalie sendo “eu gosto tanto de novinhos” fica realmente estranha do meio do filme em diante. Mas não vou focar muito nisso, porque o Anakin tem 9 e ela 14. Então não tem nada de muito estranho ai não. A não ser a atuação da Natalie…

Mas voltando ao 50’Cent, o menino além de ter mais DE 20 MIL MIDI-CHLORIANS, é perdoem a palavra: mais pegador que muito marmanjo, com apenas 9 aninhos. Chama a Padmé de anjo logo no começo; dá um broche de bronze esculpido à mão para a moça. Consegue vencer a corrida num podi que ele mesmo fez (com peças compradas vai lá Deus saber como), enfim.

O menino Anakin poderia ser o próximo Mc Catra (Deus o tenha). Mas além disso, ele é o motor da Ameaça Fantasma. Anakin é o móbile da história, seja vencendo a corrida e conseguindo o dinheiro para consertar a nave, seja destruindo a nave-mãe da Federação do Comércio: o que parece ser contraditório ao título do longa. Acho que já chegamos no momento derradeiro.

A Ameaça Fantasma não é o Darth Maul

Essa foto é muito maneira, eu tinha que colocar

Na verdade a Ameaça Fantasma é o Senador Palpatine. Acho que quem assistir atentamente (até pela voz da dublagem) vai sacar que o mestre do fucking Darth Maul (que é um dos melhores personagens de SW dos anos 2000 e quase não teve falas, vejam só) é o Senador. Sério mesmo. Pelo menos uma duvidazinha vai ficar.

Isso posto, que a ameaça está logo ali aonde não se espera e que Jedis super poderosos dentro do Conselho Jedi, não conseguem IRONICAMENTE sentir nenhum DISTÚRBIO NA FORÇA de que o Darth Sidious está bem do ladinho…

“mãe do Anakin” – Shmi Skywalker

Isto objetivamente dito, a esperança de que fala a mãe do Anakin, a “quebra” na força, reside no Anakin. O que é estranho não é verdade? Até contraditório também. Que  tipo de esperança é essa, que consegue salvar Naboo mas que traz consigo o Medo? E é ainda mais engraçado por ser só um menino de 9 anos (com puta jeito com as mulheres).

E o Conselho sente isso. Talvez seja por isso também, que depois eles permitem que o sábio Obi Wan, o treine — antes ter um perigo perto, do que longe. Acho que o Samuel L. Jackson (não vou chamar ele de mestre Windu, ele é o Fucking Samuel L. Jackson) pensou isso ao concordar com o Yoda.

O Conselho Jedi – Melhor ter um perigo perto, do que longe

Tudo isso… por causa do medo de perder entes queridos. Faz até pensar. Um menino de 9 anos com medo de nunca mais ver a sua mãe — que o teve de maneira estranha… ou que pelo menos não queria dizer “de verdade”. Preferiu o “ele veio da força”. Talvez isso fique mais claro no episódio II.

Agora… sem duvida alguma a verdadeira ameaça e que dá porquê ao longa; que é sentida desde o inicio pelo Conselho Jedi, é o Escolhido… descoberto por um Samurai Hippie.

Boa Liam Neeson, boa!

A melhor Batalha Jedi

Para não dizerem que eu não falei: A Ameaça Fantasma tem uma das melhores, senão a melhor sequência de batalha Jedi de toda a franquia. Ela não é “super sayjin”, mas não é travada. Ela é humana aonde a luta pela vida permanece. Basicamente como “samurais médiuns com poderes”.

E Jar Jar Binx… POR QUE GEORGE LUCAS, POR QUÊ?

POR QUÊ?

Agora sim me despeço. Abração!

Star Wars – Crítica de O Império Contra-Ataca (Episódio V): Quando o Mundo encarou o Lado Negro da Força e conheceu um Clássico do Cinema

E lá vamos nós para mais uma crítica/review/resenha de Star Wars! Já vimos “Uma Nova Esperança” e finalmente é o momento de encarar o Lado Negro da vida e de se confrontar com o principal vilão da Cultura Pop: Darth Vader. De quebra, encarar um clássico da sétima arte. Bem vindos à crítica de O Império Contra-Ataca!

Star Wars – Crítica de O Império Contra-Ataca (Episódio V): Quando o Mundo encarou o Lado Negro da Força e conheceu um Clássico do Cinema

Star Wars: O Império Contra-Ataca
Star Wars: O Império Contra-Ataca
Afontegeek Especial: Críticas de Star Wars
Episódio I – Episódio II – Episódio III – (Rogue One) – Episódio IV  Episódio V Episódio VI – Episódio VII

Sejam bem vindos à crítica de um clássico da cultura pop e da sétima arte — Star Wars: O Império Contra-Ataca. No primeiro texto (do Episódio IV) eu deixei claro que Star Wars se trata de um épico espacial, envolvendo traumas de família. E que cada crítica buscaria o sentido de cada longa. Assim como deixei claro que George Lucas havia se influenciado com a cultura japonesa (em especial os samurais e suas máscaras assustadoras).

Mas estes são temas amplos. E se você veio de lá, sabe que dei um ponta pé inicial para falar do Império Contra-Ataca… Lembrando que este texto terá spoilers . É isso pessoal, vem comigo!

É preciso separar Sancho Pança de Dom Quixote

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Se você leu minha crítica sobre Uma Nova Esperança, sabe que falei sobre os verdadeiros heróis do filme. Oras, Luke estava iniciando sua Jornada e tinha muito que aprender. Leia havia acabado de receber o chamado da aventura, assim como Han Solo ao enfrentar seu dilema moral (sendo o querido salafrário na vida de Leia no Episódio V). Ele é o que chamamos de “herói bandido”.

Sendo assim, sobraram os robôs míticos refazendo a leitura simbólica do cavaleiro alto e atrapalhado, e do seu destemido companheiro gorducho, agora nos arquétipos robóticos do C3PO e R2D2.

Olha o R2D2 ali do lado!
Olha o R2D2 ali do lado!

Quem viu o primeiro filme sabe o quanto eles foram corajosos e heroicos desde a primeira cena. Mas aqui, o enredo precisava se distanciar dos “heróis já formados” para focar na jornada destes que estavam começando. Portanto, logo nos primeiros minutos do filme, R2D2 é separado do seu fiel ajudante Dom Quixote, digo, C3PO.

Um ficou com seu inseparável amigo Luke e o outro com o casal mais um: Leia, Han Solo e Chewbacca. Foi preciso fazer isso, falando aqui a partir do roteiro e enredo, para como eu disse, dar espaço aos heróis dentro da história de Star Wars e no longa.

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O amor está no ar e dentro da Millennium Falcon

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Assim, Luke segue com R2D2 para continuar seu treinamento — é incrível aliás como tanto no primeiro quanto no segundo filme, Luke continua sempre treinando… Enquanto isso, Leia, Solo, Chewe e C3PO continuam a sua saga para se encontrarem com os fugitivos da rebelião, e escapar das garras de Darth Vader.

Como falei Aqui, Darth Vader não era apenas a personificação do Império, mas também guardava os segredos da Força (que em si já era um mistério), além do que, havia matado o mestre do jovem herói e também seu pai. Ou seja, o mundo precisava saber quem era Darth Vader! Mas vamos continuar falando do nosso novo casal.

A Primeira vez da Marcha Imperial

Solo e Leia (General da Resistência…inspiração de Zelda) configuram sua jornada de um para o outro, recurso de roteiro para dar empatia aos telespectadores. Em outras palavras, um pouco de romance não faz mal a ninguém, e Carrie Fisher e Harisson Ford têm um “feeling” incrível — Leia que adora um salafrário, Solo adora uma Tsundere (mulher) mandona.

Essa constituição de romance no meio da guerra aconteceu para dar forma ao amor dos dois — não tem como amar mais seu parceiro do que no meio do perigo… os gregos já sabiam disso. Amor este que ficou ainda mais forte no imaginário do público, por conta de uma coisinha. Uma Nave. A Millennium Falcon.

A Nave que o público mais Ama!

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Muitos podem dizer que a Enterprise tem maior importância na cultura pop, porque a NASA deu o nome dela para um de seus protótipos de Ônibus Espacial. Mas a verdade é que aquela banheira que falhou em alcançar a Hipervelocidade (“velocidade de dobra“) o filme inteiro é a coisa mais incrível das histórias espaciais. Ela inclusive fala, como diria o C3PO.

A Millennium Falcon acabou causando no roteiro duas consequências inevitáveis: a primeira que Han e Leia se conhecessem mais no seio do perigo. A segunda, que os fãs ficassem loucos e tivessem orgasmos sempre que ouvissem os nomes “Millennium” e “Falcon” juntos. Vamos combinar, essa nave causa sensação!

A cena clássica da Millennium Falcon nos asteroides!

Mas… falta algo. Estes pontos são continuações diretas dos elementos de Uma Nova Esperança e são o que se espera de um épico. Luke em busca de sua jornada do herói, Solo e Leia vivendo a sua enquanto se conhecem. Hum… Qual foi o verdadeiro encanto de Star Wars e que salvou a franquia, em?

O Encanto do Lado Negro e do Maravilhoso no Ser Humano

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Seria um sacrilégio se eu não falasse o sentido de Império contra-Ataca. Os elementos principais de uma jornada do herói estão postos. Neste momento estamos na Preparação do Herói para enfrentar o MAL. Este é o nome do filme na verdade. O MAL que se Levantou. A escuridão está vindo e finalmente conheceremos o que está por trás da Máscara e da personificação do MAL em Star Wars.

Era isto que os fãs queriam. Foi por isto que Star Wars continuou nesta loucura espacial. As pessoas estavam fascinadas pelo Lado Negro da Força e finalmente receberiam um convite para entrar nele, feito pelo próprio Darth Vader. Mas isto é uma coisa natural. Diria Hume que o ser humano busca o maravilhoso. E as pessoas sentem fascínio pelo mistério que há no Mal (Hobbes diria quase isso…). As duas coisas estão juntas aqui: O segredo do que é a Força e o chamado de Darth Vader!

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O Oculto

Isso parece bobagem, né? E se eu falar do principal álbum da história da Cultura Pop: Thriller, de Michael Jackson? O Rei do Pop sabia que os mistérios do oculto causam fascínio. E ele era um gênio musical. Ele apenas reuniu a sua genialidade com o encantamento que o oculto causa nas pessoas. Thriller, que pode-se dizer ser uma das principais obras da musica tem a sua contra-partida no cinema: O Império Contra-Ataca.

“Você falhou pela última vez…”

O quê, discorda? Darth Vader ganha a Marcha Imperial. Ele finalmente mostra do que é capaz no uso da força: de matar qualquer subordinado, não importa a distancia que esteja. Ele é capaz de desviar raios laser dos trabucos do Han Solo. Ele é cruel e inteligente. A verdadeira personificação daquele que mesmo fraco é capaz de ficar forte com uso da sua força interior.

Lucas percebeu (em minha opinião) este fascínio que a Força e Darth Vader juntos causaram no público em Uma Nova Esperança. E por isto fez ele ser o protagonista do Episódio V.

Darth Vader Vs. Lasers

Portanto era óbvio que a estrela do filme tomasse seu lugar depois do encanto que causou em Uma Nova Esperança. E ele tomou com Glória. E não por acaso, O Império contra-ataca foi parar não apenas nos anais da Cultura Pop, mas também da Sétima Arte.

Darth Vader e a Excelente Direção

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Join in the Dark Side” – Um convite simbólico para o publico (quer queria ouvir isto, mesmo que não aceitasse) e para o Jovem Herói

Lucas sabe que não dirige bem. Até hoje há rumores de que Spielberg participou da produção do Episódio V (quem o dirigiu foi Irvin Kershner). Contudo, uma coisa é inegável. O Império contra-ataca foi dirigido de forma genial. As pausas entre as cenas de ação. Luke e seu sempre buscar e nunca ser o herói. Leia e Solo. As revelações sobre a Força… Todos elementos básicos de um épico.

Mas no canto escuro e extremamente bem iluminado cá está Darth Vader. A busca por Skywalker, os movimentos inesperados da trama que Ele Conduziu o Tempo Todo — exatamente, em meio a uma Jornada do Herói, quem a conduziu em Episódio V foi o vilão.

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O aparecimento de seu mestre e finalmente, o maior mistério por trás do épico: a revelação de que a personificação do Mal é nada mais, nada menos, o Pai do Herói. Nem em novelas mexicanas algo assim aconteceu. É como se Odisseu na verdade fosse filho de Poseidon (para quem não sabe, Poseidon odiava Odisseu).

Esta revelação, do vilão ser na verdade próximo do herói e que na realidade, o que ele quer é matar seu mestre com a ajuda de seu filho, para assim dominar a Galáxia e trazer paz para ela, é algo de natureza magnânima!

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Imagine que nunca ouviu falar de Star Wars. Que você está assistindo pela primeira vez. E que você foi pego pela Jornada do Herói e da necessidade de enfrentar um vilão incrível, que causa um misto de terror e fascínio. E que você, tomando o lugar de Luke, sentindo a angústia de enfrentar alguém assim, acaba descobrindo que…

 

Obi Wan não lhe contou?… Não! Eu sou seu Pai!

Como você reagiria senão com um misto de Espanto e necessidade de ver o final do Épico?

Conclusão

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E que épico, diga-se. O diretor tramou ele de forma perfeita para jamais, em momento algum, imaginarmos que Darth Vader é o pai do Luke — hoje virou lugar comum a vilã/vilão ser parente do herói, que só descobre isto no clímax da história. Mas justo isto, este movimento inesperado, que fez de Star Wars não apenas o filme que trouxe os nerds para a Cultura Pop, mudando-a para sempre, mas tornou o longa, um simples blockbuster, um dos clássicos do cinema.

Este Clímax (que Lucas fez lá atrás, mas penso eu, não imaginava o fascínio que Darth Vader causaria no público) e a direção montada em Darth Vader conduzir a trama (o vilão conduzindo o enredo é genial), permitiu ao filme ser mais que um enlatado.

Filho Vs Pai
Filho Vs. Pai

Aliás, esta cena que hoje é um clichê (mas que não era clichê coisa nenhuma na época), junto da condução da trama, fizeram de Star Wars um verdadeiro clássico. E hoje faz sentido ser fã desta obra. Não vou dizer que a obra inteira é nota 10, ou mesmo que Império tenha esta nota — Star Wars tem altos e baixos nos seus filmes.

Mas O Império Contra-ataca realmente deu às pessoas o fascínio do Lado Negro personificado no Darth Vader — coisa que o ser humano tanto busca… junto à surpresa do inesperado. E claro, um final que não era feliz — assim como é na vida, que nem sempre possui finais felizes. Sem esquecer de que tem de se seguir em frente apesar de tudo.

Seguir em Frente é o que importa na Vida
Seguir em Frente é o que importa na Vida

Justamente por isto, e por sua direção certeira, que o Episódio V é tão bom. Agora… os fãs querem mais. Eles viram a verdadeira face de Darth Vader. Entenderam mais da Força. E estão cansados da preparação do Jovem Herói.

Querem um Herói formado e saber como ele vai enfrentar seu próprio pai — assim como a continuação das próprias aventuras da Resistência, de Leia e de Solo. É o que veremos na próxima crítica, no Retorno do “finalmente” Herói à Ítaca!

Quando o
Quando o “Jovem Herói” vai se tornar um Herói?

Este post é dedicado à memória de Carrie Fischer.

Star Wars – Crítica de Uma Nova Esperança (Episódio IV): Os Heróis do Início da Jornada e o Mistério atrás da Máscara

Em pleno natal cá estou escrevendo a primeira grande crítica (ou resenha, ou review) que farei de todos os filmes Star Wars. Começando pelo começo, para ser preciso, com a crítica do Episódio IV, Uma Nova Esperança. Vamos descobrir as motivações deste clássico épico e nos defrontar com os verdadeiros heróis do primeiro filme da saga. Vem comigo!

Star Wars – Crítica de Uma Nova Esperança (Episódio IV): Os Heróis do Início da Jornada e o Mistério atrás da Máscara

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Afontegeek Especial: Críticas de Star Wars
Episódio I – Episódio II – Episódio III – (Rogue One) – Episódio IV  Episódio V Episódio VI – Episódio VII

Muita coisa pode ser dita sobre a filmologia de Star Wars. O próprio George Lucas (que na época havia ido para o Japão e voltado com influências de lá), que fez os roteiros dos seis filmes de uma única vez, já revelou em diversas entrevistas, que Stars Wars se trata de um épico familiar que se passa no espaço — Uma Space Opera que passa ao redor dos dramas de uma família.

Eu até poderia ir por este caminho para começar a nossa série de críticas, mas vou fazer uma coisa melhor. Em cada filme vou explorar o seu sentido, sempre tendo em lembrança que Star Wars é um Épico Espacial que passa ao redor de uma família (siga o link para entender o que são Épicos Espaciais e como eles se diferenciam de Ficção Científica).

Sabendo disto, quais pontos vou explorar agora? É o que vamos ver.
Vem comigo!

O Chamado dos Heróis e da Heroína

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Todo épico começa com o Chamado do Herói. Eu explico que são Épicos seguindo o link. Mas de uma forma mais simples, este chamado é quando uma pessoa, que geralmente vive uma vida no campo, ou afastada dos tumultos, recebe o chamado da aventura. De começo ele ou ela é relutante, porque né? Ele nunca viu as guerras clônicas, e seu pai era só um dos motoristas durante o conflito.

Mas relutantemente, ele aceita o Chamado. E claro, ele precisa de um sábio mestre para guiá-lo neste começo de Jornada (O Obi Wan é o clássico do clássico dos “sábios mestres”). Mas de uma forma geral, esta jornada é facinha assim — a aventura bate à sua porta. Digo o mesmo do Han Solo… que é quase um anti-herói — uma pessoa que de herói não tem nada… mas tem o coração bom e poxa vida, né? Cara, é o Han Solo… sim sou fã dele.

Cena Clássica de Star Wars: Uma Nova Esperança

E também da Princesa Leia, que é a maior referência do mundo geek/nerd/gamer, daquela (mulher) princesa e guerreira, que não se entrega jamais (Princesa Zelda… eu sei em quem você se inspirou), mas que não esquece de ser gentil quando é possível.

Aliás, quando vi Star Wars, sempre quis casar com uma mulher como a Princesa Leia… Mas até ela, recebeu o chamado quando foi “””resgatada””” (ela praticamente se salvou) pelos jovens heróis. Ali, Leia encontrou a aventura.

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Mas isso é o básico de cada Jornada. O que estou dizendo aqui não tem nadica de nada de novo. O que ninguém te diz é o seguinte: quando o herói recebe o chamado, ele Ainda não é Herói. Ele vem a se tornar como tal, apenas, durante a Jornada. Como se fossem pedras que precisam ser lapidadas, entende? É aí que me deparo com…

Os Verdadeiros Heróis de Uma Nova Esperança

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Eles mesmos: C3PO e R2D2

Decifrando a primeira parte do título desta crítica, os verdadeiros heróis são o R2D2 e também seu fiel companheiro, o C3PO. Aliás, o arquétipo de ambos os robôs não estão ali apenas para lembrar o homem de lata do Mágico de OZ. Mas antes, para se remeter a Cervantes. Aqueles cavaleiros fieis a seus mestres, um alto e franzino, o outro gordo e sagaz. Nossos queridos robôs são eles dois: Sancho Pança e Dom Quixote.

E além disso, eles são os Heróis já formados. Vamos entender Star Wars aqui como se você não tivesse visto os Episódios da Trilogia dos anos 2000 (Episódio I, II e III). Então, como saber o quanto eles foram heroicos, se vocês não viram os filmes anteriores? Sendo assim, você não sabe que eles são heróis, certo?

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Sancho Pança e Dom Quixote do espaço

Mas horas… quem recebe a missão de encontrar Kenobi? Quem consegue salvar seu amigo para que ele fique com o novo “jovem mestre”? Quem tem os planos da Estrela da Morte e consegue ajudar aqueles que iniciaram seu caminho, a escapar e depois destruir a própria Estrela da Morte? Quem estava até o último minuto com Luke no X-Wing, mesmo sendo gravemente ferido, e ainda assim sai de lá vivinho e cheio de coragem? Exatamente.

O Jovem Herói no caminho da Jornada com o “Sábio Mestre”

Nossos queridos Sancho Pança e Dom Quixote de lata, nossos robôs mitológicos, que diversas vezes salvam a vida dos jovens heróis, são os verdadeiros heróis, já formados, sem precisar de passar pela Jornada, de encontrar um “sábio mestre” ou de se meter em dilemas morais como “Só estou aqui pela grana Princesa”. São eles R2D2 e C3PO. Os mitos!

Claro que não vou estragar a infância de vocês e revelar o mistério por trás de alguns dos robôs mais famosos do cinema (veja nossas curiosidades). Mas mesmo eles, Han Solo, Leia, Luke ou ninguém daquele filme ficou tão famoso quanto…

O apresentar da Força e do Principal vilão da Cultura Pop!

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Se vocês não sabem, antes de Star Wars não havia Cultura Pop como conhecemos hoje. Não havia cosplays. Não haviam tantos nerds e geeks como temos agora. Eu falo isso no nosso último podcast. Mas… digamos que você vê um filme que apresenta o início de uma Jornada do Herói. Um amigo meu fala que todos os filmes de iniciar da Jornada de Star Wars, são distantes da maldade e crueldade do mundo, vamos dizer assim.

Quando um épico se inicia, o mal é sempre uma sombra, algo distante, como um pesadelo. E se o mal for muito “fraco” ou “bobo”, para quê se chamar um herói para enfrentá-lo? Se o Mal a se enfrentar é bobo, perde-se todo o interesse e necessidade do Herói. Mas cá está ele em Star Wars: Darth Vader.

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Matou o pai e o mestre do jovem herói. Se mostra impiedoso com os seus. E ainda domina poderes desconhecidos. Este apresentar do Maior Vilão da Cultura Pop foi o principal motivo, em minha opinião, que garantiu o sucesso de Star Wars. Não se trata de uma história sobre heroísmos bobos ou sacadas inteligentes. Se trata de enfrentar o Império que domina a Galáxia e tira a liberdade das pessoas — Império personificado no Darth Vader.

Se trata de enfrentar o vilão que pessoalmente feriu o jovem herói duas vezes! Ou seja… não é só um drama político. É um drama Pessoal e Familiar. E além disso, este vilão é o único que parece realmente conhecer este poder estranho, chamado “Força”, que é mais maravilhoso que a Estrela da Morte. A Força é tão poderosa, que graças a ela, Obi Wan aconselhou o jovem Luke. E graças a Força ser poderosa nele, que Luke milagrosamente acertou o alvo — para destruir a estação bélica capaz de destruir planetas!

E o próprio Darth Vader tinha avisado que a Força era muito mais poderosa que a estação de batalha…

O Mistério atrás da Máscara

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“Eu acho Perturbadora a sua Falta de Fé”

O grande mistério do filme Uma Nova Esperança, residiu atrás da máscara daquele ser terrível, capaz de engarguelar um político com a Força e de causar medo ao governador. Por todo o mistério e poder escondido na capa escura e naquele “rosto sem rosto”, que Darth Vader passou a ser o grande personagem do filme que veio depois.

Porque o que garantiu o sucesso daquele épico, não foram Sancho Pança nem Dom Quixote. Muito menos o herói bandido, a princesa amorosa e guerreira, e nem o jovem Luke. O que garantiu o sucesso da franquia e de sua continuação, reside inteiramente no mistério de Quem Era Darth Vader. Quem era este ser poderoso? Quão forte ele é afinal? Que poder é este chamado Força, que o fez derrotar Facilmente seu antigo mestre?

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“Matou o mestre do Jovem herói”

Aliás… o motivo mais forte do personagem principal de “O império contra-Ataca” não ser nenhum dos três mocinhos ou dos dois robôs “engraçados que resolvem os problemas” ter sido Darth Vader, foi por causa do mistério que ele causou ao público nas suas primeiras aparições em “Uma Nova Esperança”. Resumindo…

Darth Vader não apenas garantiu a existência de Star Wars — cujos atores nas primeiras cenas, percebe-se claramente o Medo que tinham daquela loucura espacial dar em nada. Darth Vader além disso, acabou fundando a Cultura Pop como conhecemos hoje. E foi por causa disso que no segundo filme ele roubou a cena.

A Primeira vez que Darth Vader aparece: sem a Marcha Imperial; por que Darth Vader ganhou sua trilha sonora na continuação?

Mas vamos falar do segundo filme, na nossa próxima crítica. Só me resta a dúvida: George Lucas sabia da grandiosidade do Darth Vader? Ele previu o sucesso do personagem e assim, deu a ele o protagonismo em O Império Contra-Ataca, já nos roteiros iniciais?

Sobre essa última pergunta… eu penso o seguinte: O Império Contra-Ataca já estava pronto junto com os outros cinco. Mas Darth Vader ganhou a importância que teve, por causa de Uma Nova Esperança.

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Carrie Fisher linda como sempre

Enfim, nos vemos na próxima crítica!