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Underworld, Symphony X – Resenha: O Retorno de Orfeu das Profundezas do Metal!

Olá meus amigos e minhas amigas, metaleiros e metaleiras, como vão? Estão felizes? Espero que estejam. Hoje eu trago a resenha do álbum Underworld da banda de metal progressivo neoclássico, Symphony X. O álbum foi lançado no distante ano de 2015, e veio logo depois do bem pesado Iconoclast. Será que ele ficou bom? Vamos descobrir agora.

Underworld, Symphony X – Resenha: O Retorno de Orfeu das Profundezas do Metal!

Olá a todos, tudo ok? Finalmente voltando a fazer resenhas aqui no Afontegeek, começo logo com uma resenha de metal. Eu gosto muito de fazer posts assim, já tendo feitos posts de álbuns do Therion, Rhapsody, e do próprio Symphony X.

Eu fiz a resenha do álbum V: the new Mythology Suite e também uma indicação do Iconoclast. Mas agora que finalmente eu peguei para ouvir com cuidado o Underworld, e exatamente por ter gostado mais dele do que eu poderia imaginar, resolvi fazer uma resenha sobre o danado.

Overture+Nevemore

Como vocês sabem, o álbum foi lançado em 2015 e é sucessor do bem mais pesado Iconoclast (este que lembra muito o álbum The Odyssey no quesito “Peso”, mas é bem mais que este). Quem ouvir o Undeworld vai notar algo interessante.

Em vez de continuar seguindo a tendência de colocar mais peso nas músicas e ainda mais vocais rasgados, esse álbum tem algo… dos álbuns anteriores. Quem for fã da banda de longos anos vai captar isso logo na introdução. É como se bons ventos trouxessem de volta o V: the new Mithology suite…?

O retorno do Hades

Underworld

“Musicalmente, Underworld tem coisas remanescentes dos outros álbuns da banda mas definitivamente tem sua própria individualidade” Michael Romeo

Pois é, se você lembrou de algo mais próximo do V: New Mithology mas principalmente do Divine Wings of Tragedy, pode crer que acertou em cheio meu caro amigo/a fã de metal progressivo neoclássico (seja lá o que essa classificação queira dizer).

Confesso que assim que peguei para ouvir de verdade o Underworld eu sorri. Simples assim. Abri um sorrisão diretamente com a intro “carregando” para a primeira música, algo que você já encontra há algum tempo nos trabalhos dos caras… mas o gostinho era mais de New Mythology que Paradise Lost.

Basicamente meu sorriso foi por causa da melodia. Eu havia começado a sentir falta de ouvir mais melodia e musicalidade no trabalho dos caras. Não que eu não goste do Iconoclast, por acaso é um álbum que eu gosto mais que o Paradise Lost e está no meu coração ao lado do The Odyssey. As músicas dele são inconfundíveis e eu gosto demais das primeiras e da impressionante Light up the night, que é veloz e pesada do jeitinho que eu gosto — apesar de com certeza, ser o trabalho que passei menos tempo ouvindo dos caras.

Without You

Talvez porque eu senti falta de ouvir música também? Eu curto ser headbanger, mas de vez em quando parar para ouvir algo que é “tastefull” faz bem à saúde. Ironicamente, eu acabei gostando mais das músicas “mais pesadas” do Undeworld, que não por algum acaso, são as primeiras. Mas mesmo assim, é bom ouvir mesmo nessas músicas mais “heavy”, algum tipo de melodia além que conduza o metal inteiro. Confesso que ouvi pouco disso no Iconoclast.

“Nós definitivamente somos conscientes dos fãs. Têm fãs da banda que gostam de um album como o Iconoclast que é bem pesado, e têm alguns que gostam mais de algo progressivo e mais melódico” Michael Romeo

Eu não sei vocês, mas acho que Michael Romeo ouviu os fãs. E falando do Underworld? O que eu posso dizer que é um sopro de novidade, trazendo algo clássico. É basicamente como Orfeu indo para o inferno e conseguindo trazer de volta “a garota”. Vamos falar um pouco das músicas que mais gosto (que por acaso já estão aí no decorrer do post) e aí eu termino a resenha.

As Melhores Músicas (que mais gostei)

Kiss of Fire

Overture+Nevermore, dá para dizer que é como ouvir a intro do V: the New Mithology juntinho da Evolution (The Grand Design), mas sem uma preocupação com os Shadows que você encontra nas outras duas do V. Agora a coisa mais interessante: não dá para ouvir elas sem ouvir também a Underworld, a terceira música do álbum.

E sim, ela coloca “pressão” com o teclado. Que saudade! Não deixa de ser algo bem diferente de praticamente todos os trabalhos anteriores dos caras aonde a terceira música geralmente é uma “quebra” do que acontece nas duas primeiras. Aqui simplesmente… você tem que ouvir ela junto.

Charon

Aqui a quebra vem justo na Without You, que tem toda aquela vibe de música lenta do Symphony X, que apesar de ser muito boa, nunca mais recuperou aquele estilo da Whispers do Damnation Game. Basicamente todo álbum do Symphony X tem aquela música lentinha que tenta de algum modo lembrar a Whispers, mas eu particularmente não gosto muito delas — tanto que mal lembro o nome. Mas vale citar Without You porque essa é a música lenta desse álbum e ela é sim muito boa!

Depois Kiss of Fire e Charon. Meu Deus… que deleite de metal. Vou avisando que as duas são pesadas mas elas têm aquela coisa que eu gosto demais e que você só encontra no Symphony X. Para resumir, são o tipo de música que vai te fazer “headbangear” e sorrir ao mesmo tempo por causa da melodia. São excelentes. Para fechar Hell and Back e principalmente In My Darkest Hour que eu gosto bem mais que a primeira por algum motivo que só posso descrever como: “O refrão que me lembra a 2ºGG”. Realmente dá até um arrepio. Os espertos vão entender a referência.

O que senti Falta?

Hell and Back

De uma música épica. A Swansong parece ser a epicmusic do disco, mas no fundo ela tenta ser mais uma música do Divine Wings (lenta porem metal). O que é muito bom, mas cara… depois de obras de arte como Revelation (que RIFF senhores!), The Odyssey (a música de +20 minutos com o final mais foda do universo) e Rediscovery pt.2, confesso que toda vez que coloco para ouvir o Underworld e ele termina na ótima Legends, eu fico com gostinho de “Quero um épico Tio”.

“Eu comecei procurando em Dante e Orfeo no submundo, aonde ele vai para o Hades ou para o Inferno para salvar a garota. Então é esse o tema de ir para o inferno e voltar por algo ou alguém que você gosta muito [que está no álbum]” Michael Romeo

Alguns podem argumentar que na verdade a épica do álbum é a Hell and Back e quando eu olho para que o Michael Romeo falando (ele é o Timo Tolkki do Symphony X, guitarrista, letrista principal e líder dos caras) eu tenho a sensação de que ela seja mesmo. Mas por algum motivo eu sinto que a música corre sem me dar o que eu quero. Eu nem ao menos sabia que ela tinha +9 minutos, vejam só. Só reparei agora. Mas isto  dito aviso logo que não influencia em nada na qualidade deste álbum.  Ele só termina com gostinho de quero mais.

Conclusão

In My Darkest Hour

Que álbum! Os caras conseguiram trazer aquele peso que a gente tanto ama reunindo ele com a melodia que tanto a gente sentiu falta. Os caras realmente foram no inferno e voltaram trazendo a melodia que lá estava acorrentada e presa por Hades, para nós. Eu não sei vocês mas esse é o tipo de coisa que a gente espera encontrar não apenas em bandas e artistas, mas também nas pessoas que estão próximas a nós.

E Orfeu, acho que valeu sim ir no Hades para buscar sua musa de volta. Sua musa chamada Melodia.

“O uso do numero três de Dante também faz referência no álbum. A música de abertura, “nevermore”, tem três sílabas, uma frase melódica de três sílabas, e cada verso contem três referências de três músicas do terceiro álbum da banda, o The Divine Wings of Tragedy” [Wikipedia ING]

Abraço!

Fontes:
Wikipedia [ING] [Link]
blabbermouth.net [Link]

Iconoclast: O vociferar do Metal – Indicação

E aqui vamos para uma indicação no blog, desta vez de um álbum de metal: o Iconoclast, do Symphony X. Escolhi uma das melhores músicas do cd para os amigos e amigas darem uma olhadinha. Vem comigo!

Iconoclast: O vociferar do Metal – Indicação

Logo depois de ter feito uma review de um dos melhores trabalhos do Symphony X na minha opinião, o incrível e taciturno V:The New Mythology Suite, encontrei mais um trabalho de responsa dos caras, lançado em 2011: O Iconoclast (iconoclasta).

Eu já conheço o álbum inteiro e posso dizer que é um dos mais “pesados” que os caras do Symphony X já lançaram. É mais ou menos uma continuação do Paradise Lost com um pouquinho menos de “metal sombrio” e mais um pouco de heavy metal e um vocal mais rasgado.

Com Bons riffs, na verdade, riffs muito bons e com o vocalista lembrando muito músicas como The King of Terrors: bem rasgado como eu já avisei, só que em todas as faixas do cd.

E é bom esse tal de Iconoclast?

É simplesmente muito bom. Se você conhece os álbuns mais antigos dos caras (como o proprio V: The New Mythology Suit, ou Damnation Game) talvez se assombre um pouco de supetão quando ouvir esse, por conta dos riffs mais pesados, dos vocais rasgados.

Mas o virtuosismo e qualidade geral que permeia o trabalho de excelência que o Symphony X faz está presente nesse cd. Pode pegar para ouvir sem medo. E para ser bem sincero, não me espantaria se você gostasse também desse estilo mais pesado que o Symphony X vem adotando. Eu por exemplo, curto muito.

Das faixas do cd, gosto muito da Iconoclast, Reing int the Madness, e da The end of Innocence; todas as faixas como os sempre presente solos de guitarra e teclados simplesmente perfeitos.

A bateria está sempre fazendo seu trabalho maravilhoso, coisa que eu gosto muito. Sem contar o coro de fundo para deixar as coisas um pouco mais sombrias, marca e estilo da banda. Quem já conhece, sabe do que estou falando. Mas a melhor música para mim,  é a rápida e pesada Light Up the Night, que deixo aqui para você, querido amigo ou amiga metaleira poder admirar.

Light Up the Night

refrão:
“My dying eyes scream with pain
All my hopes and my dreams drown in flames
And all the lies shine so bright
All the souls of the world light up the night”

Digam suas impressões, e o que acham Iconoclast que nossa, é excelente, talvez só não melhor que At The Edge of Time do Blind Guardian, que é justamente do mesmo período de lançamento. Fiquem com essa ótima indicação de metal e aquele abração metaleiro do seu amado, AdminTB.

ps: E que capa mais perfeita meu Deus!

V: The New Mythology Suit – Critica: O Melhor do Sombrio e Progressivo Metal!

Sejam bem-vindos a um dos nossos primeiros textos sobre de crítica de álbuns e cds aqui no Afontegeek. E começo logo com um dos que mais gosto, o incrível V:The New Mythology Suit, do Symphony X. Espero que os amigos e amigas curtam a resenha!

V: The New Mythology Suit – Critica: O Melhor do Dark e Progressivo Metal!

Sejam bem-vindos a nossa resenha de um dos cds mais épicos que já tive a oportunidade de ouvir, o poderoso, sombrio, o shadows, o dark, o incrível, V: The new Mythology Suite, da banda de metal progressivo, ou como gosto de dizer, da “melhor banda de Power Dark Metal” que existe até hoje.

Bom, dessa vez não falarei de todas as músicas deste que é o melhor álbum do Symphony X em minha humilde opinião como fiz com o melhor CD do Mundo, o Eclíptica. Para adiantar a leitura e os apressadinhos, falarei um pouco sobre o que é power Dark metal, um pouco sobre o V, e depois, colocarei apenas as melhores músicas deste clássico.

O que é Power Dark Metal? Como é o Sombrio?

Bom, e então, o que é o “power dark metal”? Lembro, que há um tempo atrás — nos ótimos The Divine Wings of Tragedy(1997) e Twilight in Olympus (1998) — haviam muitas comparações entre o Symphony e o Stratovarius. Vou explicar melhor.

Há algum tempo eu ouvia essas comparações toscas, até porque faz relativamente pouco tempo que o Symphony X ficou mais conhecido na comunidade metaleira que frequento — apesar que conheci ela há bem mais tempo que isso. Daí é normal que comparações com bandas mais conhecidas sejam feitas.

Fallen

Em poucas palavras, esse álbum pode ser descrito como: a saída da tragédia grega, para a nova mitologia.

Comparação bizarra essa em minha opinião, até mesmo porque os álbuns mais sombrios e até pesados do Stratovarius, como o Twilight Time e o Dreamspace, não se aproximam do clima de suspense, Wishes, e do caráter Místico e Grego que permeiam todo o trabalho do Symphony.

Na verdade esses cds do Stratovarius lembram um pouco os trabalhos do Black Sabbath, muito por causa da voz do Timo Tolki, que lembrava bastante a do Ozzy. Mas isso é assunto para outro texto. Vamos seguir aqui falando do álbum sombrio e dark do Symphony X.

Um pouco sobre o Symphony X

Desde o sombrio The Damnation Game aonde as músicas fazem muitos jogos de palavras, principalmente com os termos “Shadows” e “Dreams”, temos desde lá, um som muito soturno, apesar de guitarras brandas, sem os riffs que chamamos de ‘sujo’, ou seja, aqueles riffs que estão ali somente para dar peso à música.

A coisa interessante porém, é que até hoje, as palavras mais presentes em TODAS as músicas do Symphony  Xcontinuarem sendo Shadows e Dreams. Parece até um fetiche. Mas se você parar para pensar que o Rhapsody adora falar de Dragões, faz você pensar que “sombras e sonhos” são os temas que mais o Symphony X utiliza em suas músicas. Esses, e suspense. E uma brincadeira com ocultismo também.

O ‘Damnation’, apesar de não ser o cd mais aclamado pelos fãs, — assim como o próprio ‘V’ — mostra que não se precisa de guturais, riffs sujos, e baterias muito pesadas para mostrar como o bom metal não precisa ser pesado, para ser Sombrio.

Sem dúvida, as demos  (ou seja, os primeiros álbuns do Symphony X) são bem pesadas comparadas aos álbuns, contudo é impossível não se lembrar do dark, do sombrio, tentando remontar aos épicos, ao ouvir o melhor trabalho da banda até agora — The New Mythology Suite.

Essa classificação é complicada, porque o Symphony já foi chamado de melódico, de heavy metal sinfônico — coisa que mudou depois de bandas como o Therion — e agora é chamado de prog metal, ou metal progressivo para nós brazucas, fazendo coro com bandas como o Adagio e o Time Requiem —  sendo que a Time Requiem é mesmo bem mais progressiva que as outras duas.

Communion And The Oracle

A Lenta do Álbum. Uma das melhores da banda. Linda.

Nos últimos álbuns do Symphony X — o aclamado The Odissey — e o muito bom, PUTA QUE PARIU Paradise Lost, eles vêm numa pegada mais pesada, mas mantendo o limpo, o virtuoso, e o clima de suspense acima de tudo — sendo que o pesado está incrivelmente fodão: é só lembrar de músicas como King of Terrors.

Assim, ouvindo o The New Mythology com calma, e na verdade ouvindo a discografia inteira da banda, cheguei numa conclusão: É rápido, mas não tem muito aquele “power” presente no Stratovarius ou Sonata Arctica. É pesado, mas não como bandas de Trash metal (na verdade algumas músicas são mais pesadas até que p Sepultura em minha opinião… mas não no V).

E acima de tudo o Symphony X é muito Sombrio: Logo acabei chegando nesse termo “Power Dark Metal”. Eu sei que muitos também chamam essas bandas de um metal mais progressivo e virtuoso, mas que mantém uma boa dose de peso, de “Metal Neoclássico”, mas o blog é meu e eu dou o nome que me dá na telha.

De qualquer jeito ficam aí também bandas de “metal neoclassico” caso vocês queiram conhecer: Adagio e Time Requiem.

Rediscovery[s]

Se trata da música épica do disco. Ouça, é só o que aconselho.

Sobre o álbum New Mythology

Sobre o álbum, ele é  sem dúvida um dos melhores da banda. Talvez até mesmo o melhor. Eles vinham numa subida de qualidade desde o Damnation, e também no Divine Wings — apesar de que o Olympus, não é tão bom assim em minha opinião.

E mesmo o Odissey, e o Lost têm algumas músicas que não condizem com o trabalho completo do álbum, diferente do “V” que é quase por completo, uma obra de arte. Mesmo o Iconoclast tem algumas músicas que não são, digamos assim, excelentes. Mas o The New Mythology… você só precisa apertar play e curtir.

Sobre o cd V:The New Mythology Suite em si, continua com o clima de mistério, de ser sombrio, e agora de Místico que a banda carrega. Músicas como Evolution, Fallen, Bird-Serpent, Fool’s Paradise e ambas as Rediscovery, marcam MUITA presença no obra. Tirando a quantidade enorme de músicas instrumentais e introduções,  e talvez um ou duas músicas, garanto que você pode colocar o cd para tocar direto.

Um destaque a mais deve ser dado nesse álbum épico — que ás vezes parece trilha sonora de filme — é o coro de fundo. Esse coro ainda faz e sempre fez ótimas participações em todos os cds, mas neste álbum, ele é simplesmente perfeito. Sem ele esse trabalho não seria tão tão sombrio quanto é — aprenda a fazer coros bons assim, Rhapsody!

Um pouquinho das Melhores Músicas do Álbum:

Evolution e Fallen

Junto com a música Intro do Cd, abrem de forma Perfeita esse álbum sombrio, quase teosófico mesmo. Duvida? É só ler o refrão da Evolution (The Grand Design):

“Aqui estamos, Filhos do Sol e das Estrelas
Os primeiros a saber e a compreender…
Vivendo pelas Leis das Eras
Profetas e Sábios – forjando Utopia”

Fool’s Paradise e Rediscovery[s]

Penúltima música, a Fool’s é um show de peso e virtuosismo; o guitarrista, o tecladista, são sem dúvidas uns dos melhores do metal, e nessa música, deram show. Sem contar o vocalista, sempre limpo, sóbrio…perfeito.

É isso pessoal. Espero que tenham curtido essa minha resenha e esse papinho aí sobre classificações de banda. De todo jeito, deixo com vossas senhorias um trabalho maravilhoso dessa banda que traz um metal mais sombrio, mais Dark, mas sem esquecer daquela dose de virtuosismo que pelo menos eu, curto pracarai.

Abração!

Ecliptica – Resenha: Um dos melhores Álbuns do Power Metal!

Sejam bem-vindos à resenha do álbum Ecliptica, da banda finlandesa que fazia power meta, Sonata Arctica. Devo dizer que essa Resenha do álbum foi uma das mais gostosas que eu já fiz e pelo título o amigo/a já sabe que gosto muitodo Sonata Arctica. Vem comigo!

Ecliptica – Resenha: Um dos melhores Álbuns do Power Metal!

Imagino bem pouca coisa melhor no metal, principalmente se tratando do cenário de power metal, do que falar do Ecliptica (ele até já ganhou, pelo que lembro, um concurso no facebook como melhor álbum de power metal).

Garanto que muitos seres poderosos colocam o Ecliptica para tocar, desde Blank File, até a incrível Destruction Preventer — sem esquecer de Mary-lou, é claro. Primeiro vou falar do álbum em si, e depois vou discutir as músicas uma por uma: às vezes com as letras, às vezes com as músicas e as letras juntas.

Sonata the best power metal
Sonata the best power metal — bons tempos…

Começando do começo, muitos metaleiros sem conhecer o Sonata já disseram mil e uma coisas de uma das bandas que já foi uma das melhores, senão a melhor no cenário de power metal. Disseram até que o Sonata Arctica era White Metal (Metal Gospel).

Engraçado como na época ninguém dizia que o Sonata tinha letras… românticas demais. Mas isso… só até ouvirem a primeira música. Na maioria das vezes, ou Abandoned do WinterHeart Guild, ou então Misplaced do Reckoning Night.

Claro que não vou entrar em discussões acaloradas sobre “melhor banda do mundo”, “melhor guitarrista e tecladista do mundo”, porque hoje em dia “todo mundo tem sua opinião”. Agora que o sonata principalmente nesses primeiros álbuns influenciou muito o cenário do power metal, é inegável.

Ecliptica o Álbum

Até o CD é Lindo de mais
A Velha Âncora do SA

O Ecliptica é considerado por muitos  fãs do Sonata Arctica como o melhor álbum da banda (enquanto outros preferem o Silence). O Ecliptica tem alguns dos melhores duelos de Guitarra x Teclado, melodias, boas letras (isso quando Tony Kakko não fala dos foras que levou na vida), velocidade feroz, enfim. O primeiro álbum dos caras sem dúvida foi A obra-prima.

Claro que como já disse, não posso esquecer do Silence, porque muitos falam que ele é bem mais elaborado como “power metal” que o próprio ecliptica tendo músicas dificílimas de se tocar como a Wolf and Raven e tem letras maravilhosas de Sing Silence, The Power of One… Mas o Ecliptica pode ser considerado melhor por ser mais “diretão”, mais power metal mesmo, tanto que ganhou até concurso no facebook sobre isso.

Se trata de um cd limpo, com riffs muito bons — o melhor riff do sonata, feito pelo antigo e melhor guitarrista Jani Liimatainen. A balada mais bem feita…Um show de preciosismo. Enfim, Vamos às músicas! Só as letras do Tony que são aquela coisa, né? Dor de corno forever (mas quem liga para letra, afinal?). Mas sempre tem aquelas que nos salvam como a própria Destruction Preventer.

Enfim, vamos para as músicas.

Blank File
(Arquivo em branco)

A mais rápida do Album. Para contagiar nos shows ao vivo
— que gravados, são terrriveis.

My Land
(Minha terra)

Uma ótima música. Mantendo o nível da primeira.

8th Commandment
(8º Mandamento)

Cantando junto!

“Stay for a while, stay forever. Sing for the times you are
bound to betray. Run for your life, run forever, your eyes
tell a lie and the liar must always die”

O melhor riff do álbum. Engraçado que agente vai encontrar o estilo dessa música em bandas como DragonForce mais adiante: Velocidade e melodia. Mas pouca gente faz solinhos de guitarra em meio a música — Sonata, volta ao power metal p*rra!

Replica
(O Clone, digo, digo…)

Essa música é engraçada para mim porque eu ouvi ela quando passava aquela novela O Clone — da Jade, lembra? E a letra também até que é boa, vale à pena dar uma conferida.

Kindom for a Heart
(Um Reino por um Coração)

Parece piegas, eu sei, mas vá lá, estamos no mundo do metal, e sabemos que existem letras de amor nele. Que o diga Black Diamond… Essa música foi uma das que mais gostei durante muito tempo. Solos incríveis, duelos guitarra x teclado, um show. E para quem quem saber a letra:

“Agora eu sei que jamais amarei você,
Sou um homem sem coração,
Não posso sentir os sentimentos humanos
Sou o rei da terra, governante dos mares,
Eu daria tudo em um instante.
Se eu apenas tivesse um instante”

FullMoon
(Lua Cheia)

Cantando junto!

She should not lock the open door
(run away, run away, run away)
Fullmoon is on the sky
and he’s not a man anymore
She see the change in him but can’t
(run away run away, run away)
See what became out of her darling man
See what became out of that man

Essa música é muiiito boa. Se liguem no solo no meio dela. A letra também não é má, como eu sempre pensei. Claro que ela podia ser tema de alguns filmes, mas faz agente pensar no que acontece com um “darling man” de uma moça à noite!

Letter do Dana
(Carta para Dana)

Juntos de novo!

Dana, oh, Dana I’m writing to you,
I heard you passed away
it was a beautiful day
I’m old and I feel time will come for me,
my diarys pages are full of
thee

Dana O’Hara oh, Dana my dear,
How I wish that my Dana was here
Little Dana O’Hara decided one day
to travel away, faraway

Isso que é balada. Emocionante. Uma pena que ela fala de uma dor corno eterna. Se fosse brasileira com certeza seria um forró estilo “Calcinha Preta”. E apesar disso, ela consegue ser uma das melhores baladas que o Sonata já fez, e uma das melhores que já ouvi. Mesmo com Sing Silence na disputa. E Dana no fim… “passed away”.

Unopened
(Fechadas)

Costumo dizer que essa é a música do tecladista. Boa também. E Tony cantando muiiito.

Picturing the Past
(Relembrando o Passado)

A música do Guitarrista! Ela é rápida e curta. O Sonata fez músicas parecidas com essa no Winter e depois no Reckoning: Champagne Path e Wildfire respectivamente. Isso parece ser normal nas bandas finlandesas, vide Nightwish e Stratovarius.

Destruction Preventer
(Destruição Preventiva)

Uma das melhores partes:

Yesterday I saw a light, moving fast across the sky
Now I see a glow, left and right,
Stars are falling down tonight, I fear…
And the pouring rain, eating my green lawn,
leaving a stain.
Never healing back to be the same

Refrão:
Heat in the center, destruction preventer
If you release one, you release them all
You can’t defend Her, kneel down and surrender
Your end is at hand, if they blow

Essa é ÉPICA. O começo dela é com um riff de teclado! É amigo, se você não sabe o que seu teclado pode fazer, ouça esse clássico — esqueça Ivan Lins, Frank Aguiar e afins… Mas ouça a música até o fim, até os últimos segundos — e terás uma grata surpresa!

Mary-luo
(Bonus track)

Essa aqui um amigo meu, também fã do Sonata, adorou por vários anos. Letra interessante, bons solos, mantendo o nível alto do álbum.


Conclusão: Passa os anos mas ele não Envelhece

Sonata_Arctica_by_Romulo_Melo_by_romulowmeloEntão é isso. No post seguinte trouxe aos amigos e amigas um cd de uma banda que até pouco tempo era desconhecida: um álbum do Symphony X! Depois acabei falando de mais bandas ainda, como Nightwish por exemplo, qualquer coisa só vocês seguirem os links.

E sim, eu sei que muita gente vai discordar que de que o Eclipctica é um dos melhores álbuns do power metal, e figura até na lista de melhores do metal mesmo, tendo lá bandas do calibre de Rhapsody, Metallica, Megadeath, Stratovarius… Mas mantenham a calma e ouçam ele, garanto que no mínimo vocês vão curtir o cd.

E é irônico como apesar dos anos de que ouvi o Ecliptica, quando estava começando a gostar de metal, mesmo assim até hoje, eu ainda ouço ele com carinho e admiro muitas das coisas que falei dele aqui para vocês. Acho que a primeira vez que ouvi a 8th Commandment eu tinha uns 14-15 anos, e mesmo assim gosto dela hoje, quase tanto quanto gostava naquela época.

Enfim, bom metal para vocês meus queridinhos e queridinhas. E se vocês quiserem saber o que é power metal, começar a ouvir um pouco do gênero, não precisa ficar só no Halloween ou no Rhaposody. Na duvida vão de Sonata Arctica (só os primeiros 4 álbuns deles, hehe)!

Abração!