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Star Wars – Crítica do Retorno de Jedi (Episódio VI): O Final Feliz que Precisamos

Olá meus queridos e minhas queridas leitores e leitoras, sim, eu voltei com a tão esperada (tá certo nem tanto) e muito prometida crítica do Retorno de Jedi, Episódio VI, de Star Wars. Como a maioria das críticas de star wars falam das mesmas coisas, as minhas sempre procuram abordar os filmes de formas diferentes. E ai, você acha que o final feliz do Episódio VI era uma necessidade?

Star Wars – Crítica do Retorno de Jedi (Episódio VI): O Final Feliz que Precisamos

Afontegeek Especial: Críticas de Star Wars
Episódio I – Episódio II – Episódio III – (Rogue One) – Episódio IVEpisódio V Episódio VI – Episódio VII

Olá a todos meus bons e boas leitoras, como vão, tudo ok? Há algum tempo eu havia prometido fazer as críticas/reviews/resenhas de simplesmente TODOS os filmes de Star Wars, mas devido a diversos contratempos melhor explorados aqui essa crítica foi se arrastando até hoje, o fatídico dia.

Se você bem leu minhas últimas reviews sobre a “cinematografia” de SW, sabe que eu sempre exploro coisas diferentes dos sites, críticos e canais do youtube falam, ou ao menos, dificilmente falam.

Na primeira resenha sobre “Uma Nova Esperança” eu acabei tratando bastante do papel de “heróis formados” que o grande Dom Quixote e Sancho Pança, AKA, C3PO e R2D2 tiveram na película, se portando como os verdadeiros heróis, já em si, daquele longa.

Já na crítica do maravilhoso e para mim, melhor dos filmes de Star Wars até, “O Império contra-Ataca“, falei um pouco do começo da formação do nosso trio de heróis, Luke, Leia e Solo, mas eu dei um foco naquilo que mais o mundo queria naquela época: O LADO NEGRO DA FORÇA. Os encantos do Império, que bem sabemos, todos nós gostamos — até Michael Jackson sabia que a humanidade gosta de uma maldadezinha, com seu Thriller.

Mas e agora? George Lucas continuaria o caminho do lado negro da força para o desenvolvimento pleno de nossos heróis, já que “aparentemente” era o que o mundo queria? Ou ele simplesmente seguiria até o fim na Jornada do Herói?

A volta Épica de Luke

Eu fico assim pensando se nos meus textos eu trago logo a cereja do bolo para completar a bagaça ou se deixo ela para o finalzinho. Como sempre, prefiro deixá-la para o finalzinho. Sempre tem algumas coisas para comentar primeiro. A primeira delas aliás, é, já repararam como Luke sempre foi o personagem “que está por crescer?”.

Isso meio que faz pensar porque Mark Hamill ficou tão  estigmatizado com o personagem: talvez ele tenha sido tão bom ator, para conseguir atuar como o “cara sempre inseguro”, que diretores de outras obras acabaram por ficar com medo de chamá-lo para seus longas.

Se bem lembro o Mark tem formação shakespeariana e é inegável que ele atua EXATAMENTE como Lucas (o produtor) e os diferentes diretores de Star Wars pediram para ele: o rapaz para sempre inseguro. Mas lembrem-se que é Mark quem dubla o Coringa nos USA….

De certo que em “O Retorno de Jedi”, esperávamos que essa insegurança do personagem finalmente fosse suprimida, e pode-se dizer que de certa forma ela foi. Ele finalmente era um Jedi formado… Ou será que não? Se Yoda dizia que ele tinha de derrotar seu próprio pai,  (ou a sí mesmo) para conseguir se tornar um Jedi, então devemos acreditar que o Yoda tinha razão.

E então, apesar daquele aparecimento épico para salvar Solo e Leia das mãos (ele tem mãos?) de Jaba, continuamos por cair na questão freudiana do “filho que supera o pai”. Ao meu ver, Luke SEMPRE havia superado o Anakin por sempre ter resistido ao lado negro da força, e portanto, apesar de sua figura insegura que os autores insistiam para o Mark atuar, para mim, ele sempre foi um cara “realizado”. Mas guardem consigo esse adendo: “Filho que Supera o Pai”. Voltarei nele na seção final.

A Princesa Leia (que era mulher de verdade)

Recordo de ter conversado com uma amiga que é fã de Star Wars e ela não gostar nada da Leia. Como eu desde criança queria casar com ela, ouvi isso completamente puto e verdadeiramente indignado. Mas muito da “ranzinzice” dela tem a ver com a cena clássica da Leia vestida de Escrava.

Se vocês forem ler meu post do Cosplay da Leia, lá eu indico um texto do Rolling Stones que explora melhor o assunto: e da própria Carrie Fisher posando para algumas fotinhas maneiras e sendo entrevistada… Ela parecia curtir. Sigam o link e vejam lá.

Carrie Fisher Slave Leia costume Rolling Stone 1983

Pois então, minha amiga achava que por conta desta única cena, que a personagem era “sexualizada” pelos nerds. Mas veja, era SÓ nesta cena. Ao mesmo tempo, se você pegar textos de autoras americanas, elas vão falar sobre o quanto a Leia tinha o “girl power” nos outros episódios da série (o que hoje alguns chamam de “empoderamento feminino”), e o quanto elas ficaram fulas depois que viram a cena da Slave Leia (ou Slayer Leia, como diz a própria Fisher).

Eu vou falar o seguinte: a Leia sempre foi dita ser a Skywalker com maior poder da força entre eles. E que ela era mais forte que Luke, obviamente. Além disso, ela matou o Jaba com as próprias mãos. Sem piedade.

Ajudou a se salvar no Episódio IV. E ela ainda era a líder general da Resistência Rebelde (papel que reprisou no episódio VII). Mais empoderada do que isso só a Margareth Thatcher e a Elisabeth I. E a Zelda também (tanto a Fitzgerald quanto a do Miyamoto). E a Fitzgerald era sexy.

Então meus amigos e amigas, eu ainda quero casar com a Leia e estou cagando e andando para você, que prefere a Padmé, mesmo ela não tendo feito ABSOLUTAMENTE FUCKING NADA, nos episódios II e III e ainda sofrer violência doméstica no fim do III. Sim, estou falando para minha amiga que também prefere a Padmé. Sim, sou desses. E só para melhor fechar o assunto da “sexualidade”, eu poderia argumentar que os tempos eram outras e tals, mas lembrem: a Carrie Fisher fez porque quis, era trabalho, e gostava sim.

Como diz a Mulher Maravilha: a mulher tem o direito de fazer o que bem entender e de vestir o que bem quiser. Acordem senhoras e senhores, os tempos de puritanismo acabaram, e nos anos 70 todo mundo já sabia disso. E a Leia beijou na boca o irmão. CHUPEM! Sejam puritanos em casa, por favor.

ps: se você tem alguma dúvida ainda sobre isso e souber um pouquinho de inglês, leia essa entrevista que a Carrie Fisher deu sobre o assunto um pouquinho antes de nos deixar.

“Filho que Supera o Pai”

Voltando ao tema central desta crítica… Falei rapidamente que George Lucas deveria continuar tratando do mal, e pausei justamente na cena que Luke se vê no capacete do Vader. Pois muito bem, num post um pouco antigo no site DigitalSpy, Lucas revela que numa conversa com seu co-escritor Lawrence Kasdan, Luke deveria ficar MESMO no lugar do Pai:

“A máscara era a última marca – e então Luke a coloca e diz, ‘Agora Eu sou Vader’. Surpresa! O plot twist derradeiro. ‘Agora eu vou matar e destruir a frota (resistência rebelde) e dominarei o universo'”

Surpresos? Como eu disse no começo do texto, aparentemente o mundo QUERIA o Mal, porque ele parece reluzente, e doce como é um doce de chocolate para um alérgico à chocolate, e um gelado e saboroso sorvete o é para um intolerante à lactose. Mas Lucas parecia ter a total impressão de que o “gostinho” do mal era o que o mundo queria e precisava de Star Wars no “Império” e não como um desfecho para a sua recente trilogia.

Fechá-la com um final ruim aos moldes de Shakespeare e como seria o “desejo” de Freud talvez elevasse um pouco mais a categoria do filme, de um blockbuster para uma obra da posteridade como o é, o Império. Mas não parecia ser o seu desfecho lógico. Nisso, Kasdan, o co-escritor, respondeu:

Ewoks “ursinhos carinhosos” “for kids” que são a cara da Dilma

“É assim que eu acho que deveria acontecer”.

(final ruim)

Lucas porém, não o quis, insistindo que o filme era “para crianças”. É, eu sei, também sinto um espanto com “para crianças” — até hoje eu sinto isso quando leio “for kids”.  Vamos voltar um pouco ao argumento de “Superar o Pai”.

Luke, como eu havia dito, sempre superou Anakin por sempre resistir ao lado sombrio da força. Não faria sentido lógico algum para a sua jornada pessoal, que finalmente confrontado com o abismo, ele caísse dentro dele. O próprio personagem, mesmo com aquela atuação insegura pedida pelos diretores, não faria sentido se no fim, toma-se o lugar do pai no Mal. Ele não o superaria, só o sucederia.

Mas como vimos no fim, a Jornada do Herói se deu como deveria: com Luke vencendo o pai, e o ajudando a se salvar dele mesmo. O filme é para crianças, eu vos pergunto? Talvez. Mas lembrem-se: Star Wars é um épico. E Épicos são sempre histórias formadoras de caráter.

Fonte: DigitalSpy.com [Link]

Star Wars – Crítica de O Império Contra-Ataca (Episódio V): Quando o Mundo encarou o Lado Negro da Força e conheceu um Clássico do Cinema

E lá vamos nós para mais uma crítica/review/resenha de Star Wars! Já vimos “Uma Nova Esperança” e finalmente é o momento de encarar o Lado Negro da vida e de se confrontar com o principal vilão da Cultura Pop: Darth Vader. De quebra, encarar um clássico da sétima arte. Bem vindos à crítica de O Império Contra-Ataca!

Star Wars – Crítica de O Império Contra-Ataca (Episódio V): Quando o Mundo encarou o Lado Negro da Força e conheceu um Clássico do Cinema

Star Wars: O Império Contra-Ataca
Star Wars: O Império Contra-Ataca
Afontegeek Especial: Críticas de Star Wars
Episódio I – Episódio II – Episódio III – (Rogue One) – Episódio IV  Episódio V Episódio VI – Episódio VII

Sejam bem vindos à crítica de um clássico da cultura pop e da sétima arte — Star Wars: O Império Contra-Ataca. No primeiro texto (do Episódio IV) eu deixei claro que Star Wars se trata de um épico espacial, envolvendo traumas de família. E que cada crítica buscaria o sentido de cada longa. Assim como deixei claro que George Lucas havia se influenciado com a cultura japonesa (em especial os samurais e suas máscaras assustadoras).

Mas estes são temas amplos. E se você veio de lá, sabe que dei um ponta pé inicial para falar do Império Contra-Ataca… Lembrando que este texto terá spoilers . É isso pessoal, vem comigo!

É preciso separar Sancho Pança de Dom Quixote

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Se você leu minha crítica sobre Uma Nova Esperança, sabe que falei sobre os verdadeiros heróis do filme. Oras, Luke estava iniciando sua Jornada e tinha muito que aprender. Leia havia acabado de receber o chamado da aventura, assim como Han Solo ao enfrentar seu dilema moral (sendo o querido salafrário na vida de Leia no Episódio V). Ele é o que chamamos de “herói bandido”.

Sendo assim, sobraram os robôs míticos refazendo a leitura simbólica do cavaleiro alto e atrapalhado, e do seu destemido companheiro gorducho, agora nos arquétipos robóticos do C3PO e R2D2.

Olha o R2D2 ali do lado!
Olha o R2D2 ali do lado!

Quem viu o primeiro filme sabe o quanto eles foram corajosos e heroicos desde a primeira cena. Mas aqui, o enredo precisava se distanciar dos “heróis já formados” para focar na jornada destes que estavam começando. Portanto, logo nos primeiros minutos do filme, R2D2 é separado do seu fiel ajudante Dom Quixote, digo, C3PO.

Um ficou com seu inseparável amigo Luke e o outro com o casal mais um: Leia, Han Solo e Chewbacca. Foi preciso fazer isso, falando aqui a partir do roteiro e enredo, para como eu disse, dar espaço aos heróis dentro da história de Star Wars e no longa.

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O amor está no ar e dentro da Millennium Falcon

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Assim, Luke segue com R2D2 para continuar seu treinamento — é incrível aliás como tanto no primeiro quanto no segundo filme, Luke continua sempre treinando… Enquanto isso, Leia, Solo, Chewe e C3PO continuam a sua saga para se encontrarem com os fugitivos da rebelião, e escapar das garras de Darth Vader.

Como falei Aqui, Darth Vader não era apenas a personificação do Império, mas também guardava os segredos da Força (que em si já era um mistério), além do que, havia matado o mestre do jovem herói e também seu pai. Ou seja, o mundo precisava saber quem era Darth Vader! Mas vamos continuar falando do nosso novo casal.

A Primeira vez da Marcha Imperial

Solo e Leia (General da Resistência…inspiração de Zelda) configuram sua jornada de um para o outro, recurso de roteiro para dar empatia aos telespectadores. Em outras palavras, um pouco de romance não faz mal a ninguém, e Carrie Fisher e Harisson Ford têm um “feeling” incrível — Leia que adora um salafrário, Solo adora uma Tsundere (mulher) mandona.

Essa constituição de romance no meio da guerra aconteceu para dar forma ao amor dos dois — não tem como amar mais seu parceiro do que no meio do perigo… os gregos já sabiam disso. Amor este que ficou ainda mais forte no imaginário do público, por conta de uma coisinha. Uma Nave. A Millennium Falcon.

A Nave que o público mais Ama!

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Muitos podem dizer que a Enterprise tem maior importância na cultura pop, porque a NASA deu o nome dela para um de seus protótipos de Ônibus Espacial. Mas a verdade é que aquela banheira que falhou em alcançar a Hipervelocidade (“velocidade de dobra“) o filme inteiro é a coisa mais incrível das histórias espaciais. Ela inclusive fala, como diria o C3PO.

A Millennium Falcon acabou causando no roteiro duas consequências inevitáveis: a primeira que Han e Leia se conhecessem mais no seio do perigo. A segunda, que os fãs ficassem loucos e tivessem orgasmos sempre que ouvissem os nomes “Millennium” e “Falcon” juntos. Vamos combinar, essa nave causa sensação!

A cena clássica da Millennium Falcon nos asteroides!

Mas… falta algo. Estes pontos são continuações diretas dos elementos de Uma Nova Esperança e são o que se espera de um épico. Luke em busca de sua jornada do herói, Solo e Leia vivendo a sua enquanto se conhecem. Hum… Qual foi o verdadeiro encanto de Star Wars e que salvou a franquia, em?

O Encanto do Lado Negro e do Maravilhoso no Ser Humano

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Seria um sacrilégio se eu não falasse o sentido de Império contra-Ataca. Os elementos principais de uma jornada do herói estão postos. Neste momento estamos na Preparação do Herói para enfrentar o MAL. Este é o nome do filme na verdade. O MAL que se Levantou. A escuridão está vindo e finalmente conheceremos o que está por trás da Máscara e da personificação do MAL em Star Wars.

Era isto que os fãs queriam. Foi por isto que Star Wars continuou nesta loucura espacial. As pessoas estavam fascinadas pelo Lado Negro da Força e finalmente receberiam um convite para entrar nele, feito pelo próprio Darth Vader. Mas isto é uma coisa natural. Diria Hume que o ser humano busca o maravilhoso. E as pessoas sentem fascínio pelo mistério que há no Mal (Hobbes diria quase isso…). As duas coisas estão juntas aqui: O segredo do que é a Força e o chamado de Darth Vader!

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O Oculto

Isso parece bobagem, né? E se eu falar do principal álbum da história da Cultura Pop: Thriller, de Michael Jackson? O Rei do Pop sabia que os mistérios do oculto causam fascínio. E ele era um gênio musical. Ele apenas reuniu a sua genialidade com o encantamento que o oculto causa nas pessoas. Thriller, que pode-se dizer ser uma das principais obras da musica tem a sua contra-partida no cinema: O Império Contra-Ataca.

“Você falhou pela última vez…”

O quê, discorda? Darth Vader ganha a Marcha Imperial. Ele finalmente mostra do que é capaz no uso da força: de matar qualquer subordinado, não importa a distancia que esteja. Ele é capaz de desviar raios laser dos trabucos do Han Solo. Ele é cruel e inteligente. A verdadeira personificação daquele que mesmo fraco é capaz de ficar forte com uso da sua força interior.

Lucas percebeu (em minha opinião) este fascínio que a Força e Darth Vader juntos causaram no público em Uma Nova Esperança. E por isto fez ele ser o protagonista do Episódio V.

Darth Vader Vs. Lasers

Portanto era óbvio que a estrela do filme tomasse seu lugar depois do encanto que causou em Uma Nova Esperança. E ele tomou com Glória. E não por acaso, O Império contra-ataca foi parar não apenas nos anais da Cultura Pop, mas também da Sétima Arte.

Darth Vader e a Excelente Direção

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Join in the Dark Side” – Um convite simbólico para o publico (quer queria ouvir isto, mesmo que não aceitasse) e para o Jovem Herói

Lucas sabe que não dirige bem. Até hoje há rumores de que Spielberg participou da produção do Episódio V (quem o dirigiu foi Irvin Kershner). Contudo, uma coisa é inegável. O Império contra-ataca foi dirigido de forma genial. As pausas entre as cenas de ação. Luke e seu sempre buscar e nunca ser o herói. Leia e Solo. As revelações sobre a Força… Todos elementos básicos de um épico.

Mas no canto escuro e extremamente bem iluminado cá está Darth Vader. A busca por Skywalker, os movimentos inesperados da trama que Ele Conduziu o Tempo Todo — exatamente, em meio a uma Jornada do Herói, quem a conduziu em Episódio V foi o vilão.

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O aparecimento de seu mestre e finalmente, o maior mistério por trás do épico: a revelação de que a personificação do Mal é nada mais, nada menos, o Pai do Herói. Nem em novelas mexicanas algo assim aconteceu. É como se Odisseu na verdade fosse filho de Poseidon (para quem não sabe, Poseidon odiava Odisseu).

Esta revelação, do vilão ser na verdade próximo do herói e que na realidade, o que ele quer é matar seu mestre com a ajuda de seu filho, para assim dominar a Galáxia e trazer paz para ela, é algo de natureza magnânima!

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Imagine que nunca ouviu falar de Star Wars. Que você está assistindo pela primeira vez. E que você foi pego pela Jornada do Herói e da necessidade de enfrentar um vilão incrível, que causa um misto de terror e fascínio. E que você, tomando o lugar de Luke, sentindo a angústia de enfrentar alguém assim, acaba descobrindo que…

 

Obi Wan não lhe contou?… Não! Eu sou seu Pai!

Como você reagiria senão com um misto de Espanto e necessidade de ver o final do Épico?

Conclusão

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E que épico, diga-se. O diretor tramou ele de forma perfeita para jamais, em momento algum, imaginarmos que Darth Vader é o pai do Luke — hoje virou lugar comum a vilã/vilão ser parente do herói, que só descobre isto no clímax da história. Mas justo isto, este movimento inesperado, que fez de Star Wars não apenas o filme que trouxe os nerds para a Cultura Pop, mudando-a para sempre, mas tornou o longa, um simples blockbuster, um dos clássicos do cinema.

Este Clímax (que Lucas fez lá atrás, mas penso eu, não imaginava o fascínio que Darth Vader causaria no público) e a direção montada em Darth Vader conduzir a trama (o vilão conduzindo o enredo é genial), permitiu ao filme ser mais que um enlatado.

Filho Vs Pai
Filho Vs. Pai

Aliás, esta cena que hoje é um clichê (mas que não era clichê coisa nenhuma na época), junto da condução da trama, fizeram de Star Wars um verdadeiro clássico. E hoje faz sentido ser fã desta obra. Não vou dizer que a obra inteira é nota 10, ou mesmo que Império tenha esta nota — Star Wars tem altos e baixos nos seus filmes.

Mas O Império Contra-ataca realmente deu às pessoas o fascínio do Lado Negro personificado no Darth Vader — coisa que o ser humano tanto busca… junto à surpresa do inesperado. E claro, um final que não era feliz — assim como é na vida, que nem sempre possui finais felizes. Sem esquecer de que tem de se seguir em frente apesar de tudo.

Seguir em Frente é o que importa na Vida
Seguir em Frente é o que importa na Vida

Justamente por isto, e por sua direção certeira, que o Episódio V é tão bom. Agora… os fãs querem mais. Eles viram a verdadeira face de Darth Vader. Entenderam mais da Força. E estão cansados da preparação do Jovem Herói.

Querem um Herói formado e saber como ele vai enfrentar seu próprio pai — assim como a continuação das próprias aventuras da Resistência, de Leia e de Solo. É o que veremos na próxima crítica, no Retorno do “finalmente” Herói à Ítaca!

Quando o
Quando o “Jovem Herói” vai se tornar um Herói?

Este post é dedicado à memória de Carrie Fischer.