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O que são Animes Shonen, Shoujo e Seinen?

Saiba agora de uma vez por todas O que são animes Shonen, Shoujo e Seinen. Neste texto vou falar das classificações e gêneros dos anime, que costumam gerar muitas confusões “nos otakus novos e velhos”. Venham comigo!

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O que são Animes Shonen, Shoujo e Seinen?

Eu sei que muitos de vocês têm duvidas sobre os tipos de animes, gêneros, classificações, até nomenclaturas diferentes que eles possuem. Pensei em escrever sobre Moe e Kawaai, mas o antigo Blog Otakismo, agora no Genkidama (eu imagino que seja o mesmo autor) conta com artigos soberbos sobre o assunto, além do que acabei fazendo um especial de Top15 Personagens +Moe.

Por isso mesmo, hoje vou falar sobre animes/mangás Shonen, Shoujo e Seinen, que são os mais conhecidos/vistos e vendidos na terra de nippon e muito mais além and far away, e que acabam causando mais duvidas, brigas e tensões entre os fãs (ou não) para saber qual anime é de qual classificação!

Pois bem.

Masashi Kishimoto fala sobre o fim de NarutoShonen, Shoujo e Seinen são termos que designam os “Públicos Alvo”, ou seja, a que tipo de público a obra é direcionada. Na ordem: Garoto Jovem, Garota Jovem e “Adulto” (mas não tem haver com hentai, é adulto por ser a um público mais ‘velho’).

Só um adendo antes das explicações: esse texto não vai definir para sempre ‘forevermore’ nada disso, mas tenta dar uma luz ao amigo otaku, ou então àquele nerd que como eu, pegou um anime para ver e mal sabe no quê está lidando. Na duvida, vejam as referências no fim do post que ajudam pacas.

Shonen

"Dragon ball Z": Shonen do mestre Akira Toriyama
“Dragon ball Z”: Shonen do mestre Akira Toriyama

Os Animes/Mangás shonen, são àqueles cujo público alvo são os garotos jovens, ou os adolescentes espinhudos. Esses shonens podem ter os mais variados gêneros, como os Haréns, Comédias, Ação (os “battleshonen” que são os mais famosos), Romances, etc… Eu colo os de gore/terror também. Mas bem mais raro são os filosóficos/psicológicos.

Como Identificar um shonen?

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Um Ótimo Shonen. Cliquem na Imagem e vejam o texto que eu falo sobre DN

A experiência vai ajudar. Mas os de ação — como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Swort Art Online, One Piece, Naruto — têm um roteiro parecido. Primeiro que todos contam a Jornada do Herói. Ou seja, são histórias de alguém que não era ninguém, muitas vezes não queria ir para luta para mudar de vida, mas que vai em busca de um sonho. Ai varia mesmo: Defender Athena, Salvar os terráqueos, Salvar Asuna, Em busca do One Piece… etc.

Na maioria são roteiros clássicos, com os de sempre “eu nunca vou te perdoar”, os cansativos Flashbacks, explicações sempre que possível, diálogos no meio dos combates; costumam ter andamento bem mais linear e claro, uma multidão de conceitos.

"Saint Seiya": Clássico dos Clássicos dos Shonens
“Saint Seiya”: Clássico dos Clássicos dos Shonens

Mas no geral, shonens de humor, psicológicos, e tantos outros, o roteiro acaba não dando ênfase aos personagens, e portanto, falha como boa ‘literatura’ — até porque o objetivo não é esse nos shonens. Ai temos casos como personagens incapazes de existir na realidade. Mas tenham em mente que o objetivo no shonen, maioria das vezes, são as ‘epopéias’, os épicos.

Talvez essa pouca preocupação na profundidade dos personagens, é o que torne os shonens tão populares, por contar a ‘jornada do herói’ e focar bem nisso, afinal,  todo jovem quer ser um hokage. Sem esquecer da ação ‘bem feita’ e tudo mais. Eu confesso que não gosto muito deles, mas sei que têm aqueles muito bons!

Shoujo

"rei dos shoujos"
“Karekano”: shoujo clássico

Como disse lá em cima, os shoujos são os feitos para as meninas adolescentes. Diferente dos shonen que contam a ‘jornada do heroi’ na maioria das vezes, os shoujos contam os ‘Ritos de Passagem’ da Mulher. Como o primeiro amor, o primeiro beijo, a primeira vez que se vê como mulher, e também, a primeira noite de sexo — engraçado, no ocidente, a primeira noite é muito marcante para os meninos. Um rito para se tornar Adulto.

Diferente dos shonens, aqui os Haréns são “ao contrário”, ou seja, vários carinhas em cima da mesma menina — não há a relação de macho alpha. Sem contar que alguns shoujos focam bastante no humor baseado em slices of life. Claro, tem os Slice of Life, Dramas; os de ação que são os conhecidos como “Mahou Shoujo”, ou “garotas mágicas”, mas sem dúvida o carro chefe dos Shoujos são os Romances.

"Ef a tale of memories" : E haja cenários românticos!
“Ef: a tale of memories”: Baseado num Visual Novel Eroge/ manga Shonen. Tem toda a característica no anime de ser um Shoujo (mas não é); o fato de vir de uma VN explica às referências/easter eggs de Clannad…

De uma maneira geral, os traços clássicos de roteiro de shoujo são: Roteiros clássicos/pós-clássicos, com um big mistério que só descobrimos com o passar dos episódios; enfoque muito grande nas ‘psicologias baratas’: “meu eu antigo é diferente do meu eu atual, que será diferente do meu eu do futuro” o.O; lugares lindos e românticos como cidades destruídas, pôr-do-sóis em momentos ‘cruciais’. Todos os rapazes são lindos e maravilhosos — eu desculpo essa porque nos haréns as mulheres também são gatas; e na maior parte das vezes as mocinhas são feinhas.

Mas a grande ‘sacada’ dos shoujos: geralmente, no começo do anime, se o amigo leitor entender bem o conceito de ‘novela’ — sentido literário/tv — ele já vai saber que A vai ficar com B, como será a história e qual será o final. A ideia da autora é prender o público pelos ritos de passagem que a garota vai vivenciar. Mas já se sabe toda a história desde o primeiro episódio. Acho que isso acaba me afasta um pouco dos shoujos — maioria das vezes sei o final.

Seinen

"Ah Megami Sama": Pasmem, é um Seinen!
“Ah Megami Sama”: Pasmem, é um Seinen!

Esses tem os mais variados gêneros assim como os shonen. Romance, ação, filosofia, sci-fy, harém, fantasia, Dramas, gore/terror… Mas o roteiro dificilmente segue a cartilha dos roteiros clássicos, ficando mais a cargo do próprio gênero que o anime se propõe — se é um romance/slice of life como Ah Megami Sama, vai seguir um pouco esse roteiro.

Mas a diferença básica dos shonen, por exemplo, é que primeiro, esqueça a ‘Jornada do Herói‘ como plano de fundo básico.

"Elfen Lied" : Sobre a Culpa e a Monstruosidade Humana! Melhor anime que eu já vi até Hoje. Um Seinen/Gore
“Elfen Lied” : Sobre a Culpa e a Monstruosidade Humana! Melhor anime que eu já vi até Hoje. Um Seinen/Gore

Aqui não há busca de nada, nem crescer é o assunto principal. Na verdade essa é a graça dos Seinens. Os argumentos variam muito, não ficando no ‘geralmente’, como ocorrem nos shonens. Cada autor escolhe seu jeito e forma de contar a história, mas focando sempre o desenvolvimento e personalidade de suas personagens.

É como se nada fosse esquecido, nenhuma impossibilidade — como a impossibilidade do L (Death Note) existir, sem nenhum distúrbio psicológico. E não há preocupação excessiva nos conceitos/explicações. Talvez por isso mesmo, o anime fique mais ‘complicado’, mais ‘sério’, ou mais chato, porque os personagens são realmente, Realistas.

"Koi Kaze" : Como um 'siscon' é contado num seinen. Linda e doída história de amor
“Koi Kaze” : Como um ‘siscon’ é contado num seinen. Linda e sofrida história de amor

Talvez essa ‘seriedade’, ou essa oportunidade de falar de assuntos diversos, não deixa o leitor preso no “já sei o final da história” que acontece nos shoujos; afastem ou chamem admiradores.

Cabou!

Aria The Animation, melhor shoujo/shonen que eu já vi. O Sorriso de Alicia-san guarda muito mais do que a autora nos mostra
“Aria”: Para uns um Shonen, para outros um Shoujo e para alguns um Seinen. Para mim, melhor Shoujo que já vi. Aria é nota 10.
Entendendo Assuntos Nerd e Otakus da Cultura Pop

O que são Animes Shonen, Shoujo e Seinen?O que são Animes feitos de Visual Novel? Quais são os tipos de Roteiros de Animes? – O que é uma Graphic Novel? – O que são Filmes Space Opera?O que são Épicos, Romances e Novelas? – O que são Animes e Cartoons? — Como são os Desenhos (Cartoons) da Atualidade e do que eles Falam? O que é Tsundere, Yandere, Kuudere e Dandere (Moe) dos Animes?

Por fim, quero lembrar que os mangás, light novels e animes focam o público alvo. Então, geralmente, a classificação do mangá é a correta: Não é à toa que Death Note é Shonen — foi publicado numa revista de shonen. Ou que tenha uma confusão enorme com Aria, que foi primeiro publicado como Shoujo e depois como Shonen.

Na dúvida vão na Wikipedia em INGLÊS e vejam o Demographic, que é o público alvo. Ou como eu falei lá em cima, sigam estes dois sites de boa referência que eu recomendo deveras:MangaUpdates / Tvtropes.org.

Abração!

Kingdom – Review do Anime: O Imperador que Uniu a China e o Maior General sob o Céu!

Mais uma vez brindados com outro texto do amigo Pierrot Gluton, temos uma Review de Anime, desta vez tratando de Kingdom. Que tal desbravar um pouco de um dos melhores shonen? Boa leitura!

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Review de Kingdom: O Imperador e o General

Existem histórias que não são simples de serem contadas, então em apenas uma temporada não tem como contar. Se a estória é inspirada em parte pela história, então tem até um facilitador, por ter um “chassi”, um corpo básico, mas isso não segura a obra. Para que se prenda a atenção existem uma enormidade de fatores.

Sabemos que algumas histórias como Naruto e One Piece são aquilo que definimos como Epopeias. Histórias longas com vários arcos internos de menor duração visando chegar a alguma conclusão.

Vemos alguns casos de interrupção como Bleach, Fairy Tail, Highscholl of the dead e outros bons por ai que estão parados, por enquanto ou para sempre… é uma ousadia lançar epopeias, mas as epopeias tem uma magia que são a de dar um horizonte maior.

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História

No caso de Kingdom, uma história que fala sobre Xin, um escravo que quer se tornar o maior general sob o céu e Ying Zheng, Imperador do Reino de Qin que quer unificar a China.

Começou prejudicado porque se criou um preconceito sobre sua fase inicial (creio que nos três primeiros episódios predominantemente e depois em instantes esporádicos) o uso do 3D, o que deixou a imagem não muito dinâmica, whathever… a história e o seu pique da história me entusiasmaram demais.

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Os Heróis

Poucos furos, algumas piadas, raros dramas (mas importantes). Se existe algo que posso colocar como referência do personagem é a proatividade. Xin faz acontecer, não espera um milagre. O milagre que ele esperou, morreu batendo à porta de sua casa, algo em comum com Ying Zheng.

Na primeira temporada predominou a pancadaria generalizada, mas direcionada. Clima de batalha, guerra declarada, nação contra nação, exércitos contra exércitos, mas a presença e destaques de indivíduos ali atuando.

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O Ritmo às vezes é Alucinante

O ritmo em alguns momentos beira o alucinado obrigando os que estão conhecendo o anime a assistir o máximo de episódios sequenciais (horas vendo o mesmo anime) pra não perder o pique (mas não tem fim, sempre vem algo mais). Claro que existem momentos e instantes, mas no geral o ritmo é bem acelerado.

Kingdom já tem segunda temporada (a primeira teve 38 episódios), e espero que consiga manter e prosseguir até o fim, pois realmente acredito ver ali uma preciosidade.

Algo que valha a pena esperar nos domingos.

Death Note – Review do Anime: Raito (Light) e a busca pelo Sentido da História

Esse é um dos textos quais tive que fazer uma pesquisa imensa então estejam preparados, e sejam bem vindos à Review do anime Death Note, na busca pelo Sentido da História, no nosso já clássico “Conversando sobre Animes“. Vem comigo!

Death Note – Review do Anime: Raito (Light) e a busca pelo Sentido da História

Death Note, quem diria! Antes de qualquer coisa preciso deixar claro duas coisas: essa review terá muitos Spoilers, então esteja atento ou atenta enquanto estiver lendo o texto. É inteiramente por sua conta e risco… espero que vocês já tenham visto o anime!

Segundo que neste texto proponho um Argumento cujo debati com dois fãs dessa obra: um dos antigos editores do  blog, o Rodi, que inclusive leu o mangá, e um outro amigo meu também fã da obra. Tenho certeza que este argumento consegue desenhar o caminho lógico da obra. Vamos a ele:

O Argumento sobre DN

1 – Raito (Light) é o Narrador da história, conhece todos os caminhos cujos esta percorre; ele tem acesso a todos os dados presentes e passados, idos e vindos.

2 – Raito é perfeito (essa é a premissa mais fraca, mas me apoio no que “L” falou: “Esse garoto [parece] é perfeito”)

Conclusão: Raito é o Death Note (história). Caso não houvesse Raito, não haveria história.

“Raito (Light) é o Narrador e tem acesso a tudo no Anime.”

Baby, baby? Justin Bieber…tá anotado.

Sabemos muita coisa sobre ele, mas não sabemos todos os seus pensamentos (em cenas extremamente “chatas” para mim) sobre coisas que ele fará, ou que estão sob seu controle.  Porque é ele Quem nos conta a história e decide a hora de nos contar. A história segue sob seu controle até o aparecimento de Mello e Near, ou seja, até ele se tornar adulto.

Kiyomi Takada — como mulher sofre!!

Saber que alguém vai  investigá-lo; contar com a “sorte autoral” quando precisa… O fato que mostra bem essa premissa, é quando ele “perde” a memória.

Primeiro, nós não sabemos o que se deu no anime todo, somente  Raito sabe — nem tampouco o que irá se dar, ou seja, o seu plano. A coisa chega a tal ponto, que me leva diretamente à segunda premissa:

“Raito é Perfeito”

Ele não é apenas lindo, sabe lidar com as mulheres — as domina. É o personagem mais inteligente do anime inteiro (quanto policial BURRO!), e por saber tudo o que está ocorrendo por termos a visão dele como narrador, ele é invencível (ao menos até a adolescência).

Por que adolescência? Formulei uma teoria do que vi no blog Otakismo, sobre a adoração que os japoneses têm com essa parte da vida, a juventude. Quando eles crescem, não têm o que fazer a não ser seguir o ciclo “predestinado” pelos mais velhos: trabalhar duro, voltar pra casa, trabalhar mais duro, ser o melhor…

Essa arte é belíssima! Às vezes eu não dormia com os olhos dos personagens na minha mente…muito bom!

Desde a adolescência com certa liberdade, já existe a busca por ser o melhor, o estudo muito focado na retenção de conteúdo… O que nos leva a uma vida sem saída.

Logo a juventude por ser a melhor época da existência, é a mais retratada nos animes, o que me leva a teorizar que Raito não erra até aparecerem Near e Mello, porque ele ainda é adolescente.

 

Mas voltando a primeira premissa, “ele nos conta a história, logo sabe tudo o que ninguém mais sabe“, o que o torna invencível, me leva a um corolário terrível para os fãs — e passando pela premissa, “Raito é perfeito”: “Lnunca teve a menor chance de vencê-lo.

L erra muito (não é perfeito). Fala com Raito seus planos, o chama de “amigo” e realmente o sente como amigo. Por mais que pareçam “jogos mentais“, os erros levaram a cena cuja Raito não teve total controle: A que Remu decide matar L e Watari.

Corre L, tão tentando te matarrr!!

Esse ep. 25 (Silêncio), junto o ep. 13 (aonde o pai quase mata Raito e Misa) e também o ep. 37, são os únicos geniais e perfeitos da animação. A motivação, o roteiro, a trilha sonora, a direção, a arte, a fotografia. Esses ep. valem à pena toda a obra cansativa que é Death Note. Sim. Death Note é cansativo por conta do Roteiro Clássico que exige uma demora desnecessária nas explicações de cada diálogo mental que Raito trava, às vezes com Ryuk.

Personagem Genial!!!

Por que desnecessárias? Porque não nos mostram as verdadeiras decisões que Raito toma, cujas vão dar o andamento da história. Como a que ele faz a troca “absurda” de cadernos.

Voltando ao ep. 25 (penso que os 25-13 foram momentos que os autores pensaram em acabar a história mas desistiram), Raito não tinha mais o que fazer, a não ser esperar a decisão de Remu. No final ela decidiu morrer para estender a vida de Misa.

“Raito é o Death Note”

O único personagem de anime que quase me excita por ser dual: cruel/boazinha ao mesmo tempo…

Primeiro se diz que cada Shinigami tem um só caderno. Depois, na verdade cada um tem dois. Ai foi o o Ryuk que roubou um. No final aparecem tantos cadernos que me perdi. Mas nada de mais.

Entre as suposições que também chamo de erros lógicos (ou “Sorte de Raito”) os fatos como a não invasão da casa dele para achar o caderno, etc…

Como mulher sofre!

A morte mesmo da esposa do idiota do Ray Penbar é muito forte. Algo ajudou ele quando fortuitamente a encontrou. Raito mesmo nos fala “alguém além do deus da morte está do meu lado” — os autores! O aparecer fortuito do segundo Kira (chata/excitante Misa) a Kiyomi Takada… mas é tanta coisa, que provam a conclusão: “Raito é Death Note“.

Erros e Suposições Lógicas

Entre alguns erros, separo Misa. Ela fez duas trocas do olho diminuindo a vida duas vezes, e pelo caderno:  32 – …mesmo que a troca dos Olhos de Shinigami tenha sido realizada, o humano perderá tais olhos, além da memória. Já a metade da vida paga pelos olhos não será devolvida.

A arte é em DN é um Primor!

Mas tem o caso da Remu ter salvo a vida dela, o que acrescentaria a vida do Shinigami para Misa: 36 – … matar um shinigami é fazê-lo salvar intencionalmente a vida de um humano… sua expectativa de vida será passada ao humano salvo e o shinigami morrerá] mas ao que parece, não é bem assim.

Pelo que lembro, só se diz que morrendo o Shinigami a vida será estendida porque obviamente a pessoa iria morrer, mas o deus da morte a salvou. Para dar força ao que penso, vamos dar uma olhadinha a mais no “How to Use” do caderno:

How to Use: XVII
If the god of death decides to use the Death Note to kill the assassin of an individual he favors, the individual’s life will be extended, but the god of death will die. (Se o deus da morte decide usar o Death Note para matar o assassino de um indivíduo, e essa morte o favoreça, a vida do individuo será estendida, mas o deus da morte morrerá).

Mas vamos com um pouco mais de calma e analisar direito o negócio, porque até aqui, a Misa realmente deveria ter morrido antes de chegar no final — e eu tenho pra mim que deveria mesmo… seguindo a lógica.

Então, seguindo o How to Use V aonde ele nos diz que “The human who becomes the owner of the Death Note can, in exchange of half his/her remaining life, get the eyeballs of the god of death…” (O humano que se tornar o dono do Death Note, pode pegar os “Olhos do deus da morte” em troca da metade sua vida restante…).

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Fazendo uma conta rápida, se Misa no primeiro acordo vivesse até os 100, fazendo ele aos 18-21 (100-21=79/2= 40, ela viveria até uns… 60 anos). E como ela também realizou o segundo acordo (40/2=20…  ela viveria até uns 39, 41 anos). Logo seria MUITO DIFÍCIL dela chegar aos 40, que é a do final do anime. Contudo eu tenho de lembrar que fiz a conta baseado na ideia dela chegar aos 100 anos de idade.

Se eu for levar em conta a expectativa de vida das mulheres japonesas em dados de 2014, temos a idade de 87 anos… Isso em 2014… Porque o mangá foi lançado em 2003. Dá para dizer com certeza que ela não chegaria até o final. A não ser que eu seja muito bonzinho e estenda a lógica ao extremo…

Coisa normal, se trata de um anime (shonen).

Personagens

No geral todos os personagens são rasos. Tiro L e Raito porque falo deles mais tarde. A Misa, o pai, os policias… todos são simples ideias (gerais) que fazemos de certas personalidades: como a do “pai japonês orgulhoso”, por exemplo. Nem adianta o argumento “Misa adora Kira porque ele salvou ela”. Vou ser ríspido: Não há qualquer densidade nestes que citei.

Um menino

O “L” é um caso à parte. Ele simplesmente  não existe.  Por que? Ele é um gênio, cresceu num orfanato, come doce… Legal né? Vou citar outro exemplo. Quem viu Monk percebe o quanto ele é um gênio.

Ao mesmo tempo que ele tem problemas psicológicos — como o Toc — não sabe lidar com pessoas, e é depressivo. L não é nem mesmo a Representação da Personalidade “geninho”, pelo simples fato, dele não sofrer. Ele não se pega às voltas com sua vida, consigo mesmo, com seus problemas.

Um enlouquecido

A única cena que ‘quase’ temos isso, é a que antecede a sua morte: “Raito, você é meu único amigo“, mas sem aprofundamento. Uma pena. Diferente de Mello e Near: Um enlouquece porque quer ser o primeiro, o outro é UMA CRIANÇA.

Salvo porém o Ryuk. Personagem mais humano e genial de toda a obra. Cruel, simples e vivo. Senti muita falta dele quando levou uns tempos sumido. Ryuk é uma mostra do que os autores são capazes.

Raito e o Sentido da Obra

Como vimos, falar de Raito é falar da obra como um todo. Se o decifrarmos, deciframos a estória. Para Rodi, Raito é a formação, ou mesmo, a mostra do que é um psicopata. Para o MagoGivan, é alguém que deixou-se dominar por si mesmo pelo poder (mal). Para meu outro amigo (o fã), é “quando alguém se deixa levar por uma ideologia“.

A arte é em DN é um Primor!

Não concordo com nenhuma. Psicopata é complicado, por que até pelo pouco que sei, ele teria de ter rompantes de desespero e até sua juventude ele não tem (“Raito é Perfeito”). Não posso dizer que ele “cedeu ao mal” porque o anime é tão raso que não trata temas como bem, mal, justiça — quando “L” e Raito disseram juntos “eu sou a justiça“, ou seja, “eu sou uma entidade universal”, dei de mãos. É o mesmo que dizer:  “vou só colocar dois adolescentes duelando.

Agora a ideologia me intriga. Por mais que não tenhamos “L, Mello e Near são o bem” e “Raito é o mal”, Raito luta pelo o que acredita. Mas ele acredita que será Kami: Também não é isso. Pensei na Teoria da Juventude. Raito é o melhor da turma, vive toda aquela formação social como todos os japoneses. Ao mesmo tempo que é filho do delegado, vivencia como ninguém a crença de “bandido bom é bandido morto“.

Me parece claro. Posso estar enganado mas se trata de uma discussão sobre a sociedade japonesa. O que ela faz com seus jovens, e o que a formação social os faz ser/crescer e fazer. Nós o vemos Crescendo, Vivemos a Vida dele em todas as fases (Raito é o narrador) até a última onde o vemos lembrando de “antes do Death Note“:

“O que seria de mim se não tivesse encontrado o caderno? Seria um policial como meu pai, cresceria, e viveria mais. Me arrependo?”

Conclusão: um Anime Político

Também é Shonen por não tratar nenhum assunto de forma séria: medo, loucura, pena de morte…

É meus amigos, ao meu ver humilde,  o sentido não é o duelo (que por ser tão presente, torna o anime um Shonen), a vida de um psicopata, tampouco os lados bem e mal. É um anime político, discutindo o futuro que essa formação social faz com os meninos/meninas daquele país — existem muitos Raitos por lá?

Diante de uma situação extrema, como diz meu Amigo, eles seguirão até o fim suas crenças, como aprenderam. Não pesarão nem mesmo os maus que poderão sofrer — qualquer ser racional-cruel, como parecia ser Raito, pesaria o sofrimento que talvez vivesse. Uma pena que por ser um Shonen (não fala de assuntos sérios), os autores não conseguiram passar bem essa ideia — qual o caminho desses jovens, senão a loucura?

Abraços!

Fontes:
Wikipedia
Wikia [Oficial de Death Note]
Outro site

Angel Beats – Review: O Encontro entre uma Anja e um Rapaz de Coração Sagrado!

Seja bem vindo ou bem vinda a mais uma das nossas Reviews de animes. Desta vez se trata do anime Angel Beats. Lembrando que este é um texto com bastante spoilers como sempre fazemos nas nossas amadas reviews . Enfim, boa leitura, vem comigo!

Simplesmente um dos melhores animes que já vi

Angel Beats – Review: O Encontro entre uma Anja e um Rapaz de Coração Sagrado!

Que tal a gente sentar e conversar como verdadeiros amigos, sobre um dos primeiros animes que vi e um dos poucos que realmente chorei no final? Porque afinal, até metaleiro chora pelo visto. Vamos conversar um pouquinho sobre Angel Beats!

Nesse texto falo somente de três assuntos que ou me encasquetaram, ou penso que o grade público otaku gostaria que alguém comentasse. E lá vaaamos nóooss! Sim, esse texto tem Spoilers, se você não viu, leia por sua Conta e Risco!

A Comédia no-sense e os ‘Shonen(s)’

Essa parte também é hilária!

Angel Beats é cheio de estórias de vida muito tristes, e isso não é segredo para ninguém. Até por que se trata de jovens presos numa espécie de purgatório — o termo melhor seria ‘umbral‘ visto que quando eles se curam das mágoas/ressentimentos, podem reviver. É… Afontegeek é cultura meu amigo!

Então, como eles são tão alegres, ao mesmo tempo que enfrentam um anjo que matam eles sempre? Oras, eles são jovens. Portanto, visto que também mortos e presos lá para sempre, não têm motivos para não sorrirem — pior do que isso não fica. Mas aquela hilariedade toda está lá para que nós possamos aguentar toda a carga emocional presente na animação. Temos aqui um drama real vivenciado por cada um dos personagens: sofrimentos sem-fim e pior, Sem-Volta. Sem HUMOR ninguém aguentaria assistir até o fim.

Aí o autor se aproveita disso e brinca com os ‘shonen(s)‘. Caaara, nas cenas Cavaleiros do Zodíaco eu morri de rir!! Tipo, “Vá que eu morro aqui, mas vocês têm de continuar — corta para morte sangrenta e hilária — nossa, chorava de rir.

A busca por Kami-Sama

Essa mina é uma lenda!

Essa é uma questão complexa. Primeiro porque como não vivo no Japão, não dá para saber bem como eles compreendem Deus — sim sou Teísta. Sem contar que animes como Code Geass/Serial Experiments Lain nos apresentam um deus do inconsciente coletivo — provavelmente inspirado em Jung/neoplatonismo.

Ao mesmo tempo que já vi animes que apresentam deus em algumas versões como entidades e tals. Mas a questão aqui é que a Yuri Nakamura — eita mina retada! — busca/luta contra Ele porque no fundo, o culpa por tudo o que lhe aconteceu.

O abraço deles dois…eu já tava ficando malz!

Em verdade, todos que ali estão têm um pouco do sentimento de culpa e de impotência diante da vida — não disse que era denso? E vendo a Anja — a Kanade Tachibana — lutando para matar aqueles de quem gosta, ela só pode mesmo ficar enfurecida; porque como antes, mais uma vez ela não tem — mas depois descobre como salvá-los — o poder de os salvar.

O irônico é que somente no final que ela encontra uma espécie de matrix, onde está o que parece ser o antigo jogador que tornou-se a si mesmo um NPC, cujo ativou o programa para transformar todos os vivos/mortos também em NPCs caso o programa detectasse amor. Usando aquele ‘sistema’ ela poderia se tornar Kami daquele mundo. Contudo ela mesma era a fonte do amor porque queria proteger a todos, como a seus irmãos que não pôde – não importa quem fez aquele mundo onde estava presa, mas esse algo ou alguém, queria que eles fossem felizes/que amassem/que passassem e prosseguissem (ao menos é o que penso).

A trilha sonora desse anime é muito show!

Mesmo que não visse esse alguém ou que talvez não existisse, ela finalmente entendeu que todos deviam simplesmente seguir e passar. Este é o verdadeiro motivo de Yuzuru Otonash aparecer lá, já que ele não devia nada no passado — ele somente foi para lá, para salvá-los, libertá-los de seus passados — como aquele que virou NPC porque amava, Otonashi apareceu também com amnésia; mas não seguiu o mesmo destino daquele.

Essa era a regra do mundo. Quando este estava muito cheio alguém que não devesse nada na vida, apareceria lá, sem lembranças. Mas o irônico de verdade é que antes da Yuri descobrir tudo isso, o próprio bom samaritano já vinha libertando seus amigos.

A Anja

As asas são só para dar um Up na aparência, hehe

Nossa, sem dúvida uma das histórias mais lindas de todo o anime.
A Tachibana lutou com todo mundo daquele jeito desde o começo só porque não conseguia se comunicar. Pela vida que levou enquanto viva, não aprendeu a fazer amizade com outras pessoas. Precisou o bom samaritano aparecer.

Nem vou falar dos poderes que ela descobriu no computador, e do drama das “mil e uma personalidades”. É genial, mas não vejo necessidade. Contudo, como não falar do “my soul, your beats“? Da linda trilha sonora,  e também do lembrar de vida que Otonashi teve, quando ele ouviu as batidas do coração no corpo dela?

O final e o Reviver

Ao ouvir o coração, sobreveio a lembrança.

E aqui chegamos no final. Estou em prantos novamente, e não ligo nem um pouco. Quando ele lembrou que foi o único a não ter uma morte/vida que precisasse de estar ali porque viveu como um ser em equilíbrio. Cuidou de sua irmã até ela morrer, e tentado virar médico para salvar vidas como a dela, salvou muitos no acidente de trem que sofreu e terminou por morrer.

Mas mesmo ali, desfalecendo, resolveu que iria doar seus órgãos. E seu coração foi parar no peito da Tachibana, que mesmo ainda em vida e depois de morta, tinha de agradecer ao seu salvador por aquele coração que batia em seu corpo. Sem dúvida o coração do samaritano deu a ela algum tempo a mais no mundo dos vivos. Mas como agradecer a ele, se Otonashi teve uma vida completa? Ela estava fadada a viver naquele mundo para sempre?

Só a passagem temporal dela aparecer antes dele naquele “umbral”, mesmo ele tendo morrido primeiro, prova isso.

O Reencontro

Não. De algum modo (Kami, talvez?) ele foi para poder ouvir o obrigado daquela menina. E obviamente, ficamos ele, você, e eu, todos apaixonados por este amor que atravessa as existências. Ela foi e ele a seguiu logo depois. O fim, só de lembrar… Nossa, tá difícil hoje. No fim, ela já depois de reviver, ouvindo e cantarolando a música que tanto gostava, chamou a atenção de um rapaz que passava. Se reencontraram como tanto desejavam.

Esse é o final pessoal :). Se trata de uma obra fechada e dificilmente vamos ter outra temporada — tomara que não… mas tivemos um OVA comemorativo muito do engraçado, recomendo. Resolvi escrever ele todo porque andando pela net percebi que muita gente por diferenças culturais — o anime apresenta a teologia budista/taoísta/espírita no seu enredo — tinha ficado com algumas dúvidas.

Abraços a todos, nos vemos em Death Note!!

Animes e Roteiros: Roteiros Clássicos (Parte 1) – Entendendo Animes!

Aqui começamos a série sobre os Roteiros de Animes, e como eles podem ser classificados para melhor entendimento, tanto de otakus como de nerds. Na Parte 1 temos os Roteiros Clássicos! Claro que não se trata de uma classificação perfeita, mas a ideia é termos um entendimento dos roteiros de animes. Vem comigo.

fonte:diogo4d.com
Inori. Mais Moe do que isso, Só Sakura. Entendedores vão entender!

Especial Roteiros de Animes

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Animes e Roteiros: Roteiros Clássicos (Parte 1) – Entendendo Animes!

Eu falei no meu primeiro post que um dos fatores decisivos que me fazem querer ver um anime, ou não, é uma boa construção do seu roteiro, ou seja, como a historia é contada. A história pode até ser um pouco arrastada, com andamento lento, ou mesmo não ter um enredo ótimo. Mas ela precisa ser minimamente inteligente para atrair minha atenção.

Assim sendo, separei três animes: um que sou , o outro que eu tenho um grande respeito pela historia e maneira incrível que é contada, e um terceiro que por ter uma grande legião de fãs, vai permitir com que o pessoal entenda mais ou menos o que estou dizendo.

Acabei por dividir esse post que se trata de um especial sobre roteiros, em três partes, para que ele não ficasse longo demais. A primeira é essa que estamos vendo, sobre Roteiros Clássicos. As outras são: Roteiros Modernos e Roteiros Pós-Clássicos.

Agora lembrando, não vou comentar aqui nada sobre a historia dos três animes, nem dizer o que é bom, ou o que é ruim. Vou ficar somente com o roteiro. Então não teremos spoilers ou debates sobre eles. Então vamos lá!

Primeiro, vamos começar pelo último, vamos falar sobre CDZ, ou como é mais conhecido do público brasileiro, Cavaleiros do Zodíaco,  ou ainda Saint Seiya — que é o nome original. Eu poderia pegar qualquer outro anime com mais idade, como Sakura Card Captors, ou ainda Dragon Ball Z. Escolhi CDZ porque  é um bom exemplo a ser tratado.

Bom, CDZ é um anime Shōnen (explico melhor o que são Shonens, Seinens, etc, neste post), ou seja, se diz que ele é feito visando o público especialmente de garotos. Mas alguns animes de “garotas mágicas” (maho shoujos) também têm roteiros clássicos, como um que eu citei acima.

Roteiros mais demorados

fate zero animekida wallpaper assassin beserker caster
Poderia pegar animes mais atuais, mas que seguem roteiros antigos, como FateZero, mas enfim.

CDZ tem a forma antiga de contar a historia. Não que seja um roteiro ruim, mas simplesmente exige um pouco da paciência de telespectadores como eu, que não gostam de perder muito tempo vendo anime.

Vou explicar melhor. Imagine aquele combate decisivo, onde seu herói preferido vai enfrentar aquele vilão que você gosta mais que o herói que você gosta — vilões são fodões! — e então, antes de começar o duelo super-esperado, eles param, sentam, tomam um chá, debatem sobre a bolsa, ou se a crise irá continuar…

A clássica frase “Eu nunca vou te perdoar!”

narutoimagens05288[4]Claro, nada tão dramático quanto isso, mas temos a discussão clássica dos  animes/japoneses, que fala de honra, de hombridade, de dever, amizade, ou mesmo “nunca vou te perdoar pelo que você fez”. Coisas do tipo — bem shonen.

-Ahh vá, vai dizer que você nunca viu isso num anime?

Essa frase mesmo é um clássico: “nunca vou te perdoar” está presente em quase 60% dos animes de ‘ação’ que eu ví — que não vou mentir, foram muitos. Outra coisa comum dos roteiros antigos e que ainda perturba muito a cabeça dos telespectadores são as temidas explicações.

As Explicações Demoradíssimas e o Sábio Mestre

mestre-beatlesSim amigos, quantas vezes, no meio de um combate, não tivemos a explicação sobre como ‘funciona tal golpe’, ou quanto ‘teremos que elevar o nosso cosmos’ e coisas do gênero.

Ás vezes nem precisa ser num duelo-mortal-ultimate boss, pode ser ali, com a ‘menina de cabelo rosa do anime‘, a Saori  que TE explica, quero dizer, explica para os cavaleiros o que está acontecendo e qual a missão deles.

Amanda Werner, isso que é [desenho] de verdade!
 Ás vezes nem precisa ser a ‘menina-de-cabelo-rosa’ da vez, como temos em Blassreiter, a apaixonante Amanda Werner — pode ser um sábio mestre, ou um sensei, ou qualquer coisa que Nos explique como funciona o “mundo do anime”.

Para mim, tudo isso é muito banal. Claro que os acostumados nem reparam, na verdade sentem falta quando não aparece alguém para TE explicar o que está acontecendo. Mas quantos animes eu deixei de ver por causas dessas explicações enfadonhas não está no mangá.

 

Arthuria…sei.

E sim caros amigos, temos essas explicações de roteiro em CDZ. É fato. É ruim? Ou seja, ela acaba com a historia do anime? Eu realmente acho que não: A historia é ‘bem’ contada no meu modo de ver, apesar de hoje em dia eu não conseguir assistir muitos episódios, porque eu sempre acabo rindo com os dramas do Yoga e sua mãe, do “Morra Seyia”, etc.

Não que eu seja fã de Cavaleiros (como se pode perceber), mas respeito os que gostam e o anime em si. De certo que roteiros assim podem destruir uma boa historia e afastar admiradores como eu — que não são acostumados com os animes mais clássicos.

Um exemplo? Fate-Zero. E apesar de eu não ter aguentado assistir Tsubasa Chronicles (click para ler uma review dele!) e dele parecer ter uma historia cativante, o roteiro é tão, tão, tão… desnecessário. Talvez o mangá não seja tanto assim, mas né?! Cadê paciência?

Conclusão: Ficam assim os Roteiros Clássicos

Gokukoku no Brynhildr -- Do mesmo autor de Elfen Lied
Gokukoku no Brynhildr — Do mesmo autor de Elfen Lied

1) Explicações sempre que possível
2) Diálogos no meio dos combates
3) Costumam ter andamento bem mais linear
4) E outras coisas…

Esses três adjetivos principais não são ruins para muitos otakus mas para pessoas sem paciência como eu, são o terror! Se você não for um otaku nivel-boss, eu recomendo que caia fora! Ou sente a bunda na cadeira e assista com calma, pode ser que ele te conte uma historia realmente interessante.

O ponto crítico que na realidade permite que os “Roteiros Clássicos” não se restrinjam apenas aos animes “Battle Shonen”, ou como  nós chamamos, “animes de ação e porradaria”, é justamente o terceiro da minha lista acima: a linearidade. O anime em si não precisa ser um épico. Pode até mesmo ser um romance shonen, ou em alguns casos, até mesmo um shoujo (romance), mas o ponto que o vai distinguir nos roteiros é sua Linearidade.

Mas como assim? O autor está contando uma história para você: ele não vai te contar algo inesperado. Não há um mistério. Não há mudanças claras, ou “plot twists” que vão te enlouquecer e te deixar perdido — muito pelo contrário! A história vai sempre ser contada do passo A para o passo B, com o maior número de explicações possíveis para que você, que assiste, sempre entenda o que está acontecendo.

E acredite, a história pode até avançar 2 passos à sua frente, mas caso isso ocorra teremos até um episódio inteiro para explicar o que aconteceu, e inclusive os planos de Raito. Certo, Death Note?  O anime pode até ser um Drama como Sola (que tem exatamente este roteiro), ou Gokukoku no Brynhildr (terror, meio suspense), mas se o anime seguir o mesmo “rumo”, ele terá um roteiro clássico.

Linearidade é a palavra, senhores!

A INSUPORTáVEL Kirino e sua amiga chata, rs
A INSUPORTáVEL Kirino e sua amiga chata, rs, em Oreimo.

Entendendo Assuntos Nerd e Otakus da Cultura Pop

O que são Animes Shonen, Shoujo e Seinen?O que são Animes feitos de Visual Novel? Quais são os tipos de Roteiros de Animes? – O que é uma Graphic Novel? – O que são Filmes Space Opera?O que são Épicos, Romances e Novelas? – O que são Animes e Cartoons? — Como são os Desenhos (Cartoons) da Atualidade e do que eles Falam? O que é Tsundere, Yandere, Kuudere e Dandere (Moe) dos Animes?

E só para lembrar: “Roteiros Clássicos” aparecem não apenas em Shonens de Ação, mas como dito acima: também em animes que procuram ter um desenvolvimento inteiramente linear — assim como Oreimo (clique para ver a review dele no site), Zero no Tsukaima, etc. Nos vemos na Parte 2, dos Roteiros Modernos.

Aquele Abraço!