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Memorial do Convento de José Saramago: Um Padre Voador, um Soldado Maneta e uma Médium – O que é Literatura Fantástica? – Indicação

Bem-vindos meus amigos a mais uma indicação de romance e boa literatura do Afontegeek. Hoje falaremos um pouco da obra Memorial do Convento, do grande José Saramago: porque literatura fantástica é sim um assombro do maravilhoso!

Memorial do Convento de José Saramago: Um Padre Voador, um Soldado Maneta e uma Médium – O que é Literatura Fantástica? – Indicação

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E cá estamos em uma das nossas já clássicas reviews/ indicações de literatura. Isso depois de alguns meses das últimas sobre Dom Casmurro (de Machado de Assim) e Senhora/ Lucíola de José de Alencar. Eu fiz uma série de quatro indicações e resolvi começar com o grande José Saramago.

A primeira vez que tive contato com obras dele foi justamente com o Memorial do Convento, e recentemente li até a metade aquela considerada o grande “grimoire” do português que já ganhou até um nobel de literatura: Evangelho segundo Jesus Cristo — não se enganem, Saramago era ateu, então não esperem nada religioso de nenhuma das duas.

Mas cá estamos. Como eu li o romance há exatos 5 (cinco) anos, isso mesmo, cinco anos, vou fazer uma breve sinopse “by my memory” e seguir aos finalmentes, porque este texto se trata de uma indicação — lembrem-se meus amigos.

Sinopse by my Memory

Convento: Palácio Nacional de Mafra (1853)
Convento: Palácio Nacional de Mafra (1853)

A estória é dividida em 3 grandes grandes núcleos. O rei e a rainha de Portugal, que no momento estão construindo um convento novinho em folha (mas Saramago mostra mesmo é a relação humana deles dois, como era viver naquela época em que se tinham percevejos na cama e que ninguém tomava banho rs);

Mostra a história da Medium Blimunda, que se bem lembro, estava escapando da inquisição (ela quase foi deportada… a inquisição na maioria das vezes deportava, lembre-se disso). Ela tem a habilidade de ver a vontade das pessoas e acaba meio que “sendo usada” pelo padre para roubá-las… Além de seu amado soldado maneta Baltasar (maneta porque ele tinha perdido uma mão, oras);

E também deste padre completamente viajado na “maionese”, o  Bartolomeu Lourenço de Gusmão (nome de um grande cientista brasileiro!) — que sonhava em voar usando experimentos alquimistas, a partir do uso da vontade das pessoas. Meio que esta é uma sinopse geral do que você vai encontrar dentro do romance.

Umas péssimas reviews por ai…

Ainda bem que ele não leu elas eu acho rs
Ainda bem que ele não leu elas eu acho rs

Para fazer esta indicação eu acabei lendo a review dela da Wikipedia sobre o romance de Saramago — porque como bem disse, são 5 anos passados desde que eu li essa obra-prima. E sinceramente? A review da Wikipedia É UMA BOSTA (o link deixo aí embaixo para quem quiser ler).

Não sei quem escreveu, não sei qual foi o método utilizado, mas houve uma ênfase muito grande nas divisões sociais e uma perda quase completa dos pontos que considero os mais importante para entender ao menos esta obra de Saramago — e na verdade, o que eu penso ser o estilo dele de escrita.

O que é Literatura Fantástica?

Lindas Nagisa e Ushio em Clannad After Story...olha eu veria esse filme
Me Julguem: Para mim animes são um exemplo sem igual de “Literatura Fantástica”!

Saramago é um autor da Literatura Fantástica. Mas AdminTB, o que é isso? Pois é usar da fantasia, de eventos extraordinários para demonstrar as possíveis ações humanas que as envolvem. Basicamente é como se fazer um mito: uma imitação de um épico, ou algum acontecimento extraordinário, e trabalhá-lo com as possíveis atitudes humanas diante do impossível, do milagroso.

Apesar de ateu (melhor dizendo, por ser ateu), Saramago tratava e parecia gostar muito de abordar o milagroso, o impossível, e interpretar o ser humano diante do imprevisível. Claro que quando acontecimentos inesperados se dão, a reação (e a busca da reação) é uma só: o riso. Saramago porque trabalha o impossível causa no leitor duas passagens filosóficas: A Ironia e o Espanto.

A Ironia e o Espanto

sociedade edward-01O Espanto porque não é sempre que se vê um milagre — e é justamente o espanto que é o primeiro despertar do pensamento. A Ironia porque sim, pensar também perpasse pelo irônico, pelo riso, pelo quase sarcástico. Na verdade, a Literatura Fantástica é além de um mito, e sim um proporcionador de espanto e ironia: ela é um “e se”, um grande e poderoso “Experimento Mental”. E se aparecer um ser com Mãos de Tesoura?

Mas por que “Experimento Mental”? Eu abordei esse tema, o “e se” no texto sobre o filme de Edward mãos de Tesoura. Porque apesar de Saramago colocar um milagre, um evento fantástico, ele não cessa de trabalhar o realismo. Sim… Saramago é um realista, um irônico caustico — daí seu estilo me lembrar tanto o de Machado de Assis.

Realismo na literatura fantástica

pagina-da-hq-dom-casmurro-baseada-na-obra-de-machado-de-assis-1338330592339_615x300Ou seja, pensemos se algo de incrível acontecer, no meio de uma realidade dura, sem romantismos, sem irrealidades. É o fantástico, o imprevisível — e portanto irônico e hilário — no meio da realidade mais simples, mais natural. Aí a leitura se torna leve, se torna cômica… porque é inesperada!

Conclusão

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Então meus amigos, basicamente é isso que vocês vão encontrar em Memorial do Convento: uma ironia cômica, hilária mesmo — eu ri muito no momento central da estória — surgida ou dentro da realidade mais crua, ou vinda do impossível que se torna realidade — e das reações dos personagens diante do milagroso.

Obviamente que não apenas a ironia, mas justamente o que torna suas obras tão incríveis, é o espanto que brota de dentro dos “experimentos mentais” em meio ao realismo duro de suas obras — realismo esse que de tão cru,  pode até nos levar as lágrimas com as tristezas da vida.

Me despeço pessoal com essa ótima indicação de romance… e vou te dizer: reviews que não abordem estes temas nesta obra (ou em o Evangelho segundo Jesus Cristo) podem jogar fora, leiam essas reviews não. Bom… eu não leria!

Abraços!

Fonte: Wikipédia: [Link]

Dom Casmurro: Um Clássico da Língua Portuguesa – Indicação

Agora vamos passar a uma pequena indicação do romance Dom Casmurro, obra-prima do mestre Machado de Assis. Sou um eterno fã do Bruxo do Cosme Velho, e foi um prazer falar sobre esse maravilhoso livro. Boa leitura!

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Dom Casmurro: Um Clássico da Língua Portuguesa – Indicação

Tem algum tempo que não faço um post sobre livros aqui no blog. Desta vez, assim como fiz em Eurico, o Presbítero, vou fazer uma breve indicação sobre Dom Casmurro.

É realmente deveras emocionante poder escrever algumas linhas sobre qualquer obra de Machado de Assis. Li diversos livros dele — coloca ai na conta, Dom Casmurro, Esaú e Jacó, Memórias Póstuma de Brás Cubas, Quincas Borba, etc — e me considero um grande fã desse gênio. Na verdade, na linha de ‘romances’, tenho Machado de Assis como o maior escritor que já li, e tomo ele como referência para qualquer outro autor Ueshiba Riichi?

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Um dos autores que apesar de só ter lido um livro dele, me recorda muito o estilo ‘irônico’ e ‘seco’ de ser é José Saramago. Quando li “Memorial do Convento” (para ler a indicação do livro de Saramago, só seguir o link) só me vinham comparações com o ‘Bruxo do Cosme Velho’.

O estilo ‘realista‘, por mais que Saramago jogue muito com ‘literatura fantástica‘ me colocava sempre em xeque no dizer, ‘como parece Machado de Assis, mas Machado é melhor’. Me falta ler por completo uma das grandes obras de Saramago: “Evangelho Segundo Jesus Cristo“. Eu até tentei…

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Romance x Novela

Mas antes de falar um pouco sobre o ‘romance’ em questão, vale à pena dar umas esticadas para falar de alguns termos. Primeiro, porque dizemos ‘romance‘? O termo romance não se refere a obras românticas somente, mas sim, a obras que se diferenciam de ‘novelas‘. Geralmente romances tendem a dar enfoque a um ou mais personagens principais, enquanto novelas tendem a narrar a vida de diversos personagens.

Então Dom Casmurro é ‘romance’ porque foca a vida de Bento, enquanto “O Cortiço“, que foca a vida dos personagens num cortiço está mais para novela — se bem que o termo novela se aplica mais a “Memórias de um Sargento de Milícias”, mas eu gosto de pensar que “O Cortiço” pode ser tomado como uma novela também. Mas, porque escolhi O Cortiço pra dar esse exemplo? Porque tanto Dom Casmurro como O Cortiço estão dentro da classificação ‘realismo/naturalismo’.

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Eu posso falar bem dessa classificação porque apesar de amar obras românticas, sou um louco por ‘realismo’. Então, obras realistas/naturalistas tendem a deixar de lado aquelas metáforas ‘desvairadas’ de obras românticas como ‘amar mais que a própria vida’, ‘por ela eu morro sem nenhum arrependimento’, etc.

Obras realistas focam mais ‘a vida como ela é’, sem aqueles rodeios melodramáticos que estamos acostumados — por causa das telenovelas.

Então meio que entendemos né?

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Um romance focado mais na vida de uma personagem — no caso o Bentinho — e realista, ou seja, uma obra sem ilusões ou saudades. Focada na realidade que é a vida do ser humano. Contudo só mais um detalhe: gosto de pensar que o fundador da Academia Brasileira de Letras era um ‘mestiço’, um homem negro. Hoje alguns historiadores tendem a pensar o mesmo.

Pois bem, lembrando que isso não é uma crítica e que só estou dando opiniões pessoal, olha lá! Enfim, Bento nos narra a história de sua vida. No começo ele explica o motivo do nome de seu livro e que mais tarde retornaria a escrever o que queria desde o começo.

Não vou dar muitos spoilers, mas temos em Dom Casmurro muito mais do que “Capitu traiu Bento com Escobar?”. Na verdade essa pergunta é a que de fato move discussões até hoje, mas o livro vai além dela. Coisas geniais e “maravilhosissímas” como o agregado José Dias, a própria mãe do Bentinho que é uma mulher ‘quase santa‘ e claro, a lindíssima Capitu com seus “olhos de cigana oblíqua e dissimulada“.

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“Romance de Crescimento”

Dom Casmurro é antes de tudo, porém, um romance ‘bibliográfico‘. Perpassa toda a vida do personagem e acaba causando empatia imediata com o leitor por causa disso. Por exemplo, quando éramos adolescentes e tivemos nosso primeiro beijo, como foi a decisão que era ‘nossa mesma’ e não de ‘nossos pais’, etc.

Esse tipo de obra é uma ‘obra clássica’ como a do mito da “Jornada do Herói aonde os personagens vão em busca de um sonho — shonen? — ou então de descoberta do ‘self’, ou “rito de passagem” — shoujo? Obras assim tendem a causar empatia com o leitor, e Machado foi genial ao usar o romance do tipo ‘crescimento’ para captar seus leitores.

Como isso não é uma crítica, vamos ao “Sentido da obra” e um “easter-egg”…

Dom CasmurroComo eu deixei meio por raso no começo, a coisa ao meu ver não fica na traição, ou no porquê a Capitu era uma na adolescência — forte e decidida — e depois fraca e pasma na idade adulta.

Ao meu ver, o sentido é: O livro é a visão de Bento do mundo. O que importa não é bem o que pensamos, mas o que o motivou a tomar suas decisões. É um livro de ‘percepção pessoal’ acima de tudo.

O “easter-egg” é que Machado sempre em algum momento, se coloca nos seus romances — assim gosto de pensar. Em alguma hora na fase adolescente de Bentinho, um menino mulatinho, um negrinho aparece vendendo bombons para ele e Capitu senão me engano. Eu arrisco dizer, que esse era o próprio Machado. Existem outras cenas assim nos outros livros dele…mas isso é outra história.

Então é isso. Se apressem e leiam essa obra-prima feita por um dos maiores escritos de nossa literatura. E aí? Você acha que estou errado? Capitu traiu mesmo Bento? Eu acho que sim…Ou será que…

Boa leitura!

Fonte:
[Link]
[Link]

Video Girl Ai – Review: Um dos Clássicos Seinen de Romance dos Animes

Quer dizer que você gosta de animes, principalmente de animes de romance, né verdade? Caso contrário não viria aqui para ler a review do seinen de romance, Video Girl ai. Mais um dos textos escritos pelo amigo Pierrot Glutton, ele fala um pouquinho desse anime que é um verdadeiro clássico do gênero. Curiosos? Vamos à leitura.

Video Girl Ai – Review: Um dos Clássicos Seinen de Romance dos Animes

“Obrigada por escolher o meu video, Meu nome é Ai Amano e tenho 16 anos. E você como se chama?”
“Por que você está tão triste?”
“Entendo… Seu amor não é correspondido..”

Com esse dialogo começa o anime Video Girl Ai, baseado no mangá de Masaku Katsura publicado entre 1989 e 1993. Os OVAS (não houve anime seriado) lançados encerraram antes da finalização do mangá.

Muito se fala sobre o purismo do conteúdo do mangá em relação ao que é colocado nos animes, bem… isso é outro papo também. Hoje iremos falar sobre o que VGA (Video Girl Ai) apresenta.

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História

A história é sobre um protagonista, Youta Moteuch que não tem sorte no amor (novidade), e que por um milagre do destino (novidade) obtém um auxílio para o amor não correspondido. Falar sobre a história é algo que ao meu ver corta o barato de toda a parada.

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Então podemos ir falando que esse anime possui algumas referências até hoje utilizadas em eroges, como a abertura onde o personagem alvo se apresenta. O interessante é que isso é de bem antes de games modernos e avançados (sei lá quantos bits que têm hoje) com uma possibilidade maior de jogabilidade.

Algumas coisas no formato que achei muito bom é que os episódios duram em torno de 22 minutos, com extras muito interessantes e que acho que deveria ter sido mantido, como um em que o autor da uma pequena entrevista, ou uma das cantoras da trilha sonora que também se apresenta.

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Referências

Como história a coisa toda é agradável, não chega a causar suores nos olhos, mas não é insossa. Não há perdas excessivas, mas algumas perguntas ficam no ar. Talvez o mangá tenha respostas, porém é interessante notar que o formato utilizado é comum aos de hoje, sendo que são poucos os atuais que tenham uma qualidade boa como VGA.

Os japoneses são famosos por melhorarem aquilo que outro faz, porque podemos notar indiretamente a inspiração do filme Mulher nota 1000 (em inglês Weird Cience de 1985), quando uma mulher sai da tela. Mas podemos notar claramente que isso foi mera referência.

Pode-se dizer que a Ai foi uma das primeiras "Tsunderes". Ela não é bem uma Tsun por causa do seu jeito meigo... Mas é quase uma "proto-tsundere".
Pode-se dizer que a Ai foi uma das primeiras “Tsunderes”. Ela não é bem uma Tsun por causa do seu jeito meigo… Mas é como uma “proto-tsundere”.

Conclusão

Enfim, é um anime que vale a pena assistir pela quantidade de influências que se apresentam. Não apresento como influência original, mas que muitas coisas saíram dali… saíram.

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Vai dizer que você não lembra do olhar da Belldandy de Ah megami-sama? — Não conhece AMS? Assista junto com VGA!!

 

Galeria de Imagens de VGA (Click para Ampliar)

Guilty Crown – Crítica: Ação, Romance e Filosofia – O Homem em busca de ser Humano

E vamos para a Crítica do anime Guilty Crown, uma das que mais deu trabalho fazer para este que vos escreve. Muita ação, Romance e também Filosofia, nesta obra aonde o homem busca ser Humano. Vem comigo!

Guilty Crown – Crítica: Ação, Romance e Filosofia – O Homem em busca de ser Humano

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Veja também o nosso Cosplay da Inori – Gata da Semana Especial: Guilty Crown

Finalmente a crítica de Guilty Crown — meu anime favorito (ainda hoje). Depois de muitas promessas e adiamentos, fiz esta critica sobre o anime, que contém SPOILERS, estejam avisados. Mas mesmo que você ainda não tenha visto o anime, recomendo ler meu texto. Por que meus textos são maneiros.

But Primeiro, the mine Sinopse!

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Ouma Shu é um jovem meio triste que não se dá muito bem como ninguém na escola — não me diga — que sempre foi fã da banda EGOIST e da sua linda vocalista Inori Yuzuriha. Mas o que ocorre? A própria Inori acaba roubando algo das tropas da GHQ (uma especie de ONU) e sangrando pede ajuda a ele. A verdade é que o Japão sofreu um ataque de arma biológica, que ficou conhecido como Lost Christmas e acabou pedindo ajuda aos estrangeiros. Numa sucessão de eventos, Shu utiliza o artefato roubado por Inori — o Genoma do Void — para salvar a todos das tropas do GHQ…

Lembrando que Guilty Crown é um anime de Mistério, Sci-fi, Mechas, Ação, romance, psicologia, filosofia e um pouco de teologia, que fica bem clara no decorrer da animação. E esta critica será divida em Roteiro e Direção, Trilha Sonora, Character Design e Personagens, Historia e Sentido da obra.

Vamos logo.

Roteiro e Direção

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Lindo de mais…até hoje não sei porque o Void da Inori é uma espada

O Roteiro é quase perfeito. Para falar a verdade eu sou completo fã de roteiros de mistério/ modernos, porque não precisam falar de mais e explicar o desnecessário. O problema é que algumas vezes ele pode acabar não ficando claro o suficiente — ocorre em Serial Experiments Lain por exemplo. Todas as falas são bem dosadas, e o ritmo da primeira temporada é perfeito.

guilty-crown0004 Diria que o único erro dele foram os 5-6 episódios iniciais da segunda temporada, porque fizeram os episódios “power rangers“, que em vez de seguir com a história, contaram o “plano de fundo” dos outros personagens. Alguns amaram ver o episódio da Ayase Shinomiya “voando” com seu void, mas acabou-se perdendo o “fio da meada“. Tudo só volta aos eixos depois.

Guilty Segai_watches_videoTambém adorei a Direção. Bons cortes, bons detalhes. Ambos foram talvez do mesmo nível. Adorei as cenas em que o Segai Waltz Makoto, ou melhor, o francês, eram utilizadas para explicar em que ponto estávamos. Perguntas sensacionais do tipo: “Todos querem saber aonde está o Gai“, “Afinal, ele está vivo ou não?

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Esse cara foi muito interessante durante toda a história/Foi muito bem utilizado pelo Diretor

Sem dúvida ambos, na primeira temporada, foram perfeitos. Diria que a primeira alcançou uma nota muito superior à segunda, apesar que foi na última que entendemos o argumento central da história.

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A trilha sonora é outra perfeição. Músicas bem feitas, arranjos, vocais femininos lindíssimos. Até mesmo as letras são realmente muito boas, por além do que, contarem o que se passa. Conseguem de fato transmitir em todos os momentos da animação a sensação que deveriam, nos imergir nas cenas.  Acredito que cada um deva ter as músicas que mais gosta da banda Supercell — Egoist no anime.

Parece que as músicas foram cantadas por uma menina que na época tinha 17 anos, chamada Chelly, escolhida num concurso entre 2000 participantes; apesar que as primeiras músicas foram cantadas por outra moça — parece que se chama Koeda. Sigam o [Link] e tirem suas dúvidas.

De cá, gosto bastante da música cantada por Inori para reverter o vírus, e também a minha favorita, BIOS, na qual Shu tira o void — o si — da Inori. Uma pena que justo essa música foi pouco usada na segunda temporada

Character Design e Personagens

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Moe!!
O Character Design é muito bonito. Sinceramente não gostava do moe que é usado em excesso na Inori e nas outras meninas, mas depois de tanto tempo vendo anime me acostumei.

Consigo identificar no primeiro olhar a maioria dos personagens. Nada a reclamar mesmo — a não ser os exageros no “francês”, hehe. Traços bem condizentes, não vi nada de fato desnecessário. No geral dou um muito bom.

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Tem uma cena do episódio 5-6 que é um primor, de Shu salvando a Inori

Agora…Os cenários são lindíssimos. As cenas dos episódios 1, 5-6, 12, e os penúltimos da segunda temporada são um show de animação. Vou dizer, se o primeiro episódio não fosse tão lindo e com roteiro tão misterioso, dificilmente teria acompanhado o anime.

Sobre os Personagens, no começo eles vão te conquistar por um misto entre moe/kawaai. E claro a incrível fodidade de Gai. O autor foi inteligente em colocar dois personagens centrais em constante transformação — Shu e Inori — junto daquilo que é o mais habitual nos animes, ou seja, um personagem líder.

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Coitada…se apaixonou pelo charme do Gai, rs. O final dela foi realmente um dos mais tristes e a situação foi terrível.

Contudo, mesmo que vejamos certa profundidade em  personagens como a Arisa Kuhouin, a Hare Menjou (muitos otakus droparam quando ela morreu, mas foi preciso para a mudança de Shu) e do Yahiro Samukawa (a morte do irmão dele também ajudou a mudar o Shu e a ele mesmo), diria que o central são os dois casais e as razões do vilão, Shuichiro Keido, O Bigode, mesmo que nele não vá além da questão de ser mau. Mas é um baita vilão.

Mana, Gai e Shu

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A vida nos muda?

A Mana foi genial no seu drama de dupla-personalidade na primeira temporada — uma pena que ela foi esquecida na segunda. Queria muito rever a Mana lutando com o vírus, o seu redescobrir diferente dele — dois seres em um só —  e até que ponto ela se tornou um com ele. Tudo acabou sendo abordado rapidamente no episódio que entendemos finalmente o mistério todo — realmente uma pena!

Gai que faz tudo por sua amada, assim como Shu, dispostos a tudo para salvá-las. Ele que aprendeu a ser forte. Sem dúvida Gai foi quase uma “ideia geral” daquele que teve de mudar por conta do meio, assim como Arisa e Yahiro. Há decisão nisso? Penso que nele há um pouco — a decisão é buscar Mana.

E Shu que envolve toda a humanidade que o anime buscou. Aquele que mesmo não sabendo quem era, mesmo que errando em suas decisões mostrando o lado terrível e falível que somos, e por último, o lado mais belo que podemos ser — nossas decisões em prol do próximo. E ainda assim, muito do que fez foi por Inori.

Inori – O que eu sou?

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Na verdade todo o argumento do anime gira em torno da Inori:O que eu sou“,  “O duvidar de minhas sensações“,  “O nomear” — Gai me deu um nome — e por último, “não importa o que sou, basta para mim que eu sou eu“, nos revelando por fim todo o argumento Cartesiano — o conjunto de minhas sensações e consciência delas, que difere das da Mana.

Filosofia. Eu como seu estudante, pude notar com clareza o argumento de Descartes da dúvida do sensível — ela não não sabia o que eram as coisas, se as sentia, e Shu lhe diz “Você é a Inori”.

O argumento do “deus enganador” representado por Mana em quase toda a segunda temporada, e por fim, o “não sou outro, mas eu sou este que sou“, numa clara alusão ao filósofo. Eu que na época o estudava, fiquei em êxtase. Para falar a verdade, ainda estou.

Historia e Sentido da obra

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Muitos não queriam que a Hare morresse

Acerca da história, penso que a maior parte dela foi melhor explicada no episódio que aparecem o pai do Shu e o nosso querido Bigode, então não vejo necessidade de recontá-la. Se é assim, penso que ela poderia ter sido melhor roteirizada, principalmente na segunda temporada aonde ela se desenrola.

guilty yuuComo falei acima, no roteiro, houve uma grande perda de tempo com os primeiros episódios, o que acabou fazendo que ela parecesse corrida depois. Mas falo isso sabendo que se trata de um roteiro moderno, o que é muito comum que a ‘história’ seja contada só no final.

Também creio que é bom dar uma ideia falar sobre os conceitos: Daath que parece ter vindo da Cabala, algo sobre conhecimento — “ele mesmo se chamou a “vontade da humanidade personificada”. E também do Void: o vazio, ou o em si da alma, como o que aparece no último episódio: “Só quando Shu está perto de ser morto, a alma de Inori aparece do cristal da flor”. Talvez por ela ser um clone da Mana, seja o mesmo Void…

Explicando um pouco mais da História

Guilty-Crown-guilty-crown-25907830-985-622E o que pode ser um erro da tradução para o Pt-Br, Gai nos diz no último episódio que tinha como objetivo reviver a Mana e assim fazê-la morrer, porque só com ela completa com o corpo da Inori, poderia morrer em paz — caso contrário seria clonada pela Daath eternamente:

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Gai…

Here Gai explains…” (Wikipedia e Wikia)

(Tradução)

“Aqui Gai explica que o único meio de parar o Quarto Apocalipse era deixar Mana cumprir seu destino de começá-lo e depois, quando ela finalmente pode descansar em paz, foi esse o motivo dele ter se junto à Daath. Se ela não o fizesse, Daath iria ressuscitá-la de novo, e de novo. Como Gay abraçou mana, o Virus envolve os dois e se despedaça. O Genoma do Void de Gai é transferido para Shu, quando ele acorda e encontra inori, parcialmente cristalizada e cega procurando por ele.” 

Dai o motivo de Gai. guilty-crown-inori-girl deskotContinuando: enquanto Shu estava sugando todo o vírus à sua volta, Inori que voltava ao seu corpo meio cega, resolve tomar para si todo o vírus e se sacrificar por ele — já que ela havia conhecido “a pessoa mais humana que já viu”. Aí o porque de Shu ter ficado cego também. É como se a vida de Inori fosse para ele.

Em ambos os sites — Wikipédia e Wikia — temos a mesma explicação. Dificilmente temos um erro no roteiro porque duas fontes diferentes contam a mesma história. Penso que ou foi nossa tradução… Ou será que só eu não entendi isso na época? Enfim.

Qual o sentido de Guilty Crown

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A luta Shu e Daath foi o clímax do anime; o final ele contra Gai foi totalmente anticlímax, e com esses motivos, era para ser mesmo. — ou não!

Sobre o Sentido, temos pelo que vi, porque bom, ninguém é perfeito, apresento 4 Argumentos Principais:

O primeiro é o argumento teológico do Salvador, que seria Shu rivalizando com a ideia de Adão e Eva recriando a humanidade. Argumento esse que não é o principal por que tanto Shu quanto Gai nunca ligaram para isso, pelo contrário, sempre tiveram como objetivo principal, salvar suas amadas. Esse é o argumento romântico da história. Engraçado…Se Inori é Clone da Mana, carrega a mesma carga genética dela… e Mana é irmã do Shu…

Tem o argumento da Inori que perpassa todo o anime e que expliquei acima — da existência de si mesma, “eu sou eu” — eu sou as minhas afecções, minhas crenças, minhas decisões. É o que mais gosto.

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E por fim o mais amplo de todos, o argumento da Humanidade representado por Shu. Ele é o que nós somos. Erramos, tentamos acertar, queremos mudar, e podemos ser de fato humanos: como quando Shu salva um soldado da ONU nos últimos episódios: “Shu é a pessoa mais humana que conheci“. E isso claro, volta ao argumento Teológico do Salvador. A Referência é clara e quem conhece a bíblia lembra do Mestre.

Eu de cá, considero o final romântico. Não vou mentir, depois de entender melhor a história com toda a pesquisa, respeitei mais o autor. Não concordo porém…Acho que Shu morrendo seria mais “bonito”, mas talvez, não desse o sentido que ele queria.

Então finalmente é isso…ufa!
Abraços!

Fontes e Ficha do Anime:
Wikipédia: [Link]/ Wikia: [Link]
Mesmo Diretor de Death Note [Link]: Tetsurō Araki
“Quase” mesmo autor/roteirista de Code Geass [Link]: Hiroyuki Yoshino/ Episódio 22 via Wikia [Link]

Nota: 8,5, onde só Aria the Animation é 10!

School Days – Review: A Tímida ou a Safadinha, qual você Escolhe?

E vamos para mais um “Conversando sobre Animes“, desta vez uma Review bastante completa e com spoilers, sobre School Days. Caso você ainda não tenha visto este anime e queira ler um texto sem spoiler algum, basta ver a Crítica dele. Mas caso você queira spoilers, vem comigo!

Amigas e Rivais! Ahh essa é uma novela…

School Days – Review: A Tímida ou a Safadinha, qual você escolhe?

Olá meus bons amigos e amiguinhas,  vim por mais uma na tentativa humilde de traçar o sentido dessa animação, ou seja, de dizer o que ela quer dizer. Além claro de defender a pobre da Sekai, porque caramba, todo mundo odeia ela. Lembrando que vi esse anime graças à dona Andresa, bjos para ti ;).

Não é o Charlie Harper!

Quem diria que ele abriria um bordel no fim né?!

Antes de tudo, vamos falar um pouco do Makoto. Assim, esqueçam dele ser um cara cheio de manhas e coisas do tipo. Apesar de pegador num harém, o Makoto não é o Charlie Sheen. Não é engraçado nem homem de verdade.

Enquanto ele ia pegando a escola toda eu ia pensando “Será que não vai aparecer nenhuma grávida não é? Além de sortudo, é cagudo esse menino!” Como sou um nerd moralista muito do chato, assisti tenso.

Imagem Moe, fuja para as colinas! — no anime é bem pior…

Torci horrores pela Sekai e depois pela Setsuna — nossa, a cena que ele ‘estupra’ ela prometendo que tomaria conta da Sekai, me enfureceu muito! Claro que depois soubemos que ela gostava dele antes, mas puutz, o insuportável estuprou ela!

Setsuna sou seu fã menina, achei muito kawaai quando você beijou ele! Sobre a Kotonoha, meio que não fui com a cara dela porque bem, não me dou bem com minas tímidas

Mas isso não importa, hehe.

Os Dois lados da História

Alguma mina parece com a Sekai ai? Se tiver, Beijo me liga!

Ao meu ver, o anime nos mostra dois lados distintos: a Kotonoha (tímida e virginal) representa o velho olhar japonês: o não transar antes do casamento, e tudo isso; enquanto a Sekai, que é bem sensual, diga-se, é o outro lado: o fazer sexo pela própria vontade e fazer tudo para conquistar aquele quem ama. Quase ocidental.

No final a historia ‘desandou‘ por conta do ditado máximo: quando um monte de mina quer um cara só, o cara come sem dó nem piedade Mermo. Mas uma questão dentro da questão do Japão Velho VS Japão Novo é o fato desse ser o primeiro harém que eu vi, contado com a visão feminina. Ou seja, quem nos traz a historia não é o Makoto Pegador, mas sim, as meninas que sofrem por se envolverem com ele: como expus na crítica. Logo, sendo uma historia contada por mulheres, o público é o feminino. Ou seja, o diretor nos mostra o seguinte:

“Tu fez sexo porque é gostoso? E o cara q fez manda bem? Cuidado, porque quanto tu engravidar, ele não vai estar nem aí pra você. Pior, ele vai ficar com a mina do Japão Velho, porque ela é ‘santinha‘ e faz tudo o que ele quer…além de passar o rodo quando tu não tiver olhando…”

“Que susto! Dá nele Sekai!”

O diretor nos deixou isso muito claro quando a pobre da peituda simplesmente se anulou por valores antigos — da mãe — onde as mulheres deveriam aguentar tudo pelo seu ‘amado’ — bons tempos, aiai.

Ai bem, depois da pegação geral onde todo mundo Comeu alguém menos EU, a morte foi no mínimo o esperado pelo público feminino — e foda-se, o cara não tinha a mínima ombridade, não era homem, morreu e mereceu! O que me faz pensar que ele é o tipo de homem que Nós não devemos ser… por isso o ecchi para todo mundo assistir e não penas um determinado publico. Como o anime está falando para todos (tanto pelo ecchi, quanto pelo olhar mais feminino de mostrar as visões das garotas sofrendo), e como bem sabemos que crimes passionais são comuns em ambos os sexos.

Classificação do anime

Nem adianta botar essa cara Setsuna…

Agora falando sobre a Classificação dele, ainda não consigo dizer que é um anime harém, romance, drama ou tragédia. Por quê? Oras, bem sabemos que quando um cara pega uma, pega todas mesmo — as minas ficam doidas!

Sem contar que é o primeiro que vejo, onde o cara pega TODAS AS MINAS  — Oh baby yeah, Austin Powers Aproves! Claro que depois eu vi outros com quase essa pegada, como White Album, por exemplo. Mas como disse, Makoto não era homem de verdade. Não penso ser romance visto que somente as minas amavam, e ele nunca amou ninguém.

Como mulher Sofre, nossa!

Não é drama porque a narração feminina não nos leva a sofrer junto com elas. Tampouco é tragédia, porque apesar dela ser ‘esperada’ ela não foi ‘anunciada’. Como assim?

 

A gente podia esperar alguém se suicidando — eu tinha certeza que a Kotonoha ia pro beleléu! Mas não que alguém fosse cometer um crime passional; logo, visto que toda tragédia é uma tragédia por sabermos que vai se dar, não posso chamar de tragédia.

-Então o que é esse anime seu Tassio?

Meus amigos : É um Harém Seinen com visão feminina. Seinen? O autor/diretor tentou retratar o que acontece quando se faz sexo não-seguro, em um amor prematuro, junto a dois crimes passionais. É a vida meus caros… Meio melodramática e noveleira, mas é a vida.

Moral da História

Moe “me engana que eu gosto”

Depois disso tudo será que alguma mina ainda vai dar tanto vacilo?
Eu vejo sinceramente uma lição de moral . E não é como alguns pensam: “A culpa é da Sekai, caso ela não fosse tão dada assim, o Makoto não ficava tão galinha!”

De ‘quase’ Malhação para Hitchcock, eita final louco e inesperado!

Penso que o autor nos mostra que mesmo o “lado novo” não consegue controlar suas emoções quando perdidamente apaixonada, e acaba cedendo ao “safadeenho“. E por ironia do destino, o mesmo ocorre com a tímida. Ela que tão apegada aos valores de “negar-se a si mesma em razão de um homem”, acaba enlouquecendo, e assim como a Sekai, cometendo um crime passional.

Qual o resultado?

Nenhum dos dois lados é realmente bom, visto que ambas sofreram, uma morreu e outra foi presa — seguindo a linha do anime, a peituda deve ter sido presa depois. Para onde ir? O meio meninas! Nem muito lá, nem muito aqui. Nem totalmente tímida, nem totalmente “dada“; escolha seu amado com sabedoria. Ao menos é isso que penso que o autor nos fala durante toda o anime: uma crítica à sociedade japonesa, entre o mundo novo (Sekai) e o velho Japão (Kotonoha).

Defendendo a coitada da Sekai.

Cara de santinha, mas uma devassa a dois — como tem que ser!

É claro que o autor no final tentou fazer o “culpamento da Sekai“. Nossa, ela sabia até que a Setsuna foi a primeira a gostar do safardana! Mas peraê. Se ela viu o cel dele, é claro que ela já estava interessada no mancebo — caso contrário não tinha motivos para olhar. Ficou interessada pelo óbvio: Quando um monte de minas gostam do mesmo cara, todas querem saber “o que ele tem de mais“. E convenhamos que ela sofreu muito até se revelar para ele — aquele beijo no metrô foi lindo!

Ela lutou pelo cara com as armas que tinha, se ‘deu’ para ele na esperança que ele a merecesse. No fim, engravidou — siim, porque essa de cortar a barriga dela e ver que não tinha nada… Ver o quê se o feto mal tinha se formado ainda?! E mesmo não estando grávida, o que poderia tirá-la da depressão?  Exagerei né, rs?!

O único erro dela foi o mesmo de todas as outras — Cara só eu não peguei ninguém naquela festa ;): gostar de um Imbecil e depois matá-lo. O que me faz lembrar a ‘moral da história‘: Meninas, gostem de quem gosta de vocês. E isso não sou eu quem fala, é o autor da história. Enfim, chega de novela por hoje crianças.

Abraços!

School Days – Critica do Anime: Porque Malhação é para os fracos!

E vamos nós para mais uma Crítica aqui no Afontegeek, desta vez sobre o anime School Days. Este é um texto sem spoilers, portanto não precisa ficar preocupado. Se quiser ver a Review sobre o anime com spoilers, basta Clicar Aqui! Vem comigo!

Essa carinha de felicidade é só para enganar, porque elas Sofrem pacas!

School Days – Critica do Anime: Porque Malhação é para os fracos!

E lá vamos nós para mais uma crítica numa série de textos que  tenho aqui no humilde bloguinho sobre animes, como Nazo no Kanojo X e Guilty Crown — cliquem nos links para ler. Mas hoje nós vamos falar de um anime cujo público alvo é…

Essa crítica terá nessa ordem, Roteiro e Direção, Trilha Sonora, Character Design e Personagens, Historia e Enredo, lembrando que sem spoilers. Somente no texto sobre a Review de School Days (com spoilers) que a gente  discute como amigos e com toda a humildade de um simples nerd, o Sentido da obra como um todo.

-E qual o público do anime, afinal?!

Antes disso porém, The Mine Sinopse!

School Days se trata de um um anime meio-Harém/Echii e Seinen (não é  romance, nem tragédia…) que conta a estória do estudante de ensino médio Makoto Ito cujo vem admirando uma mina peituda durante a ida para o colégio, no metrô. O nome da moçoila: Katsura Kotonoha. Ele meio “sem querer” tira a foto da ‘pequena’ pelo celular.

Ao chegar na escola e sentado ao lado da (quero uma para mim!) Sekai Saionji, que acaba vendo a foto também sem querer, promete unir os pombinhos. Depois de ambos se conhecerem graças às intervenções da casamenteira, esta que de boba não tinha nada, pede e rouba como pagamento um beijo, do Charlie Harper japonês…e ai, começaram os problemas.

Agora… Vamos à Crítica!

Roteiro e Direção.

Quero uma Sekai pra mim *-*

Nos últimos tempos andei vendo alguns animes cujos roteiros pareciam seguir uma certa linha de argumentação, mas que depois viraram 180º. Apesar da virada, mantiveram a linha do roteiro. E é quase isso que ocorre nesse belo anime. Apesar de parecer que a história muda de uma hora para outra, ou que mesmo o estilo do roteiro se transforma — de um Roteiro Clássico para um Moderno — a coisa se mantém.

Tanto o roteiro é clássico e comum, quanto a própria história cuja permanece seguindo a mesma linha argumentativa desde o início. Não vou falar mais do que isso… Porque quero falar da história, na História, claaaro! Sobre a Direção, posso dizer que ela foi extremamente inteligente. Apesar de parecer que estamos vendo um Harém, o diretor escolhe por motivos que ficam óbvios depois, dar ênfase ao sentimento das meninas.

Ou seja, se você espera ver um cara feliz se dando bem com as moçoilas, tire o cavalinho da chuva. Aqui o negócio é o inverso. O que vemos são os sentimentos delas, sofrendo muito porque o cara é um pegador. A coisa só não fica insuportavelmente chata porque mais uma vez o diretor ou diretora foi um gênio. Encheu o anime com ecchi não houvesse choro.

Trilha Sonora

Taí um coisa interessante. Eu como bom metaleiro e tocador de violão, acho que tenho um ouvido musical. Pois é, as lembranças não são boas da trilha sonora dessa animação. Não que ela seja ruim/péssima, mas só pelo fato de não chamar minha atenção, posso dizer que foi regular. Também não lembro dela ter atrapalhado enquanto eu assistia. Por incrível que pareça recordo de ótimos minutos de silêncio enquanto via o anime. Fiquemos com regular.

Character Design e Personagens

isso não vai dar certo…

Agora o bicho pega. Eu simplesmente odiei o character design dessa animação. Demorei uns três episódios só para saber quem era quem — tirando a Kotonoha porque ela tem peitos. Até os meninos não se diferenciavam muito das meninas!

Aqueles olhos grandes… Acho que a única coisa que posso falar bem é sobre o ecchi. Não bem como obra de arte — que eu já vi, como em Futari Ecchi — mas tenho certeza que os fãs vão adorar cenas assim: “Meninas sentadas conversando sobre os namorados. O câmera-man japonês vem de baixo da saia e sobe para os olhos. Depois desce para o sutiã…”

Sobre os personagens, o anime não é focado na descoberta sexual do Makoto, ou no que os guris podem sentir. Estamos falando abertamente das meninas aqui. O problema é que ao menos eu, não vi a profundidade necessária para se construir uma personagem. Vou explicar. Um ‘alguém’ que você cria enquanto escreve, não possui somente seus gostos, crenças e motivações. Ele possui toda uma forma de lidar com certas situações, na descoberta do mundo, e tudo influi muito com as crenças anteriores. Complicado não?

Setsuna, sou seu fã! Mas prefiro a Sekai..hehe

Aqui não senti algo assim. Temos “a menina que gosta do cara e vai fazer de tudo para ficar com ele“, “a menina tímida crescida num ambiente cultural japonês clássico“, “a baixinha cheia de sentimentos escondidos”.

E por ai vai. Num termo lógico, digamos que são Representações Gerais de pessoas cujas devam existir. São como ideias que fazemos de algo. Por exemplo, quando digo ‘cadeira‘ falo de todas as cadeiras.

Quando digo ‘menina tímida’ falo de todas as meninas tímidas. E não de uma em especial, cuja maneira de sentir o mundo difere de todas as outras, como você leitora que pode estar me lendo.

Portanto, apesar de haver uma exploração tremenda e excelente do universo feminino, não sentimos elas ‘vivas‘, mas ao meu ver, aspectos gerais de certas personalidades: “A menina que gosta de dar, vai dar; a tímida não gosta de ser tocada”. Etc, etc.

Historia e Enredo

Como mulher sofre…meio novela né?

O enredo se mostrou muito interessante. Por mais que pareça mudar seus caminhos no decorrer da história — eu tomei vários sustos! — ele é muito pontual. Sabe bem quais caminhos está seguindo desde o início, e mesmo que você não perceba num primeiro momento o que deve acontecer, vai gostar do que se dá. Taí, gostei muito do enredo.

A história meus amigos, é que o couro come. Como disse acima, não houve uma mudança de paradigma em momento algum, mas ela vai te espantar; ao menos eu senti esse espanto. De maneira geral, o anime que fala para as meninas — e mantém os meninos assistindo pelo ecchi, porque tem um objetivo próprio — mantém o tempo todo um sentido dual. Que explico melhor na Review (com spoilers).

Conclusão

A Tímida ou a Safadinha, qual você escolhe?

Temos altas doses de ecchi. Adianto que o anime vai te dar alguns (ótimos) sustos. Vai te prender para saber até aonde a pegação do Don Makoto vai parar, ao mesmo tempo que vai te fazer sofrer bastante com as pobres das meninas. Que lado você escolheria? Ser um menina que vai mesmo buscar o seu amor, mesmo que sendo de outra, ou Aquela que por ter sido criada de uma forma mais dura, cresce tímida e é traída pelo seu amado? Você se negaria como pessoa em algum momento, por ele, sendo qualquer uma das duas?

-O público alvo é o feminino, mas por algum motivo, o autor/diretor quer os guris vejam também. Claro que o ecchi é para geral, mas vocês entenderam.

Se recomendo? Recomendo pacas, desde que você tenha coração e figado fortes! O final também vale muiito à pena os 12 ep, hehe. E só posso falar mais da obra dando Spoiler…Então clique aqui para ver o Conversando sobre Animes de School Days, que já está online! E ele não é bem um harém, não é romance, não é tragédia nem drama. Por quê? Só teremos a resposta no Conversando sobre o sentido da obra 😉

Ficha do Anime:
Light Novel/Autor:Tome Okada
Mangá/Autor:Sakazuki Homare
Anime/Direção: Keitaro Motonaga
Estúdio:TNK/ Nº de episódios: 12

Nota do anime:
8,0/10 na escala Geass,
onde só Code Geass é 10, 🙂

Abraços!

Nazo no Kanojo X – Crítica: O Erotismo e o Simbolismo que fazem parte da Vida

Este é um dos textos que mais gostei de fazer no Afontegeek. Se trata da Crítica de Nazo no Kanojo X. Isso mesmo, daquele Anime da Namorada com Orgasmos de Saliva (sem spoilers). Você pode ver as Primeiras Impressões dele também. E boa leitura!

Run to The Hills…ou não.

Nazo no Kanojo X – Crítica: O Erotismo e o Simbolismo que fazem parte da Vida

E lá vamos nós para a minha primeira Critica de um anime. O irônico que tinha de ser de um dos animes mais controversos dessa temporada que acabou de acabar, e porquê não, um dos mais estranhos quais muitos amigos otakus vão ver em suas vidas. Sim, estou falando dele, Nazo no Kanojo X!

A Critica em trata do Roteiro e Direção, Trilha Sonora, Character Design e Personagens, Historia e Enredo, tudo nessa ordem, e sem nenhum spoiler para você amigo leitor. A Segunda Parte, que é apenas para quem viu o anime,  e que está cheia de Spoilers. É nela que está minha humilde opinião sobre o sentido da obra.

– Mas primeiro… A [the mine] SINOPSE:

Nazo no Konojo X, ou Namorada Misteriosa X, é um anime que veio de um mangá que é seinen que é ecchi também. Conta a história entre a menina Urabe Mikoto e o gurio Akira Tsubaki. A menina é a tal da menina do cuspe… De forma resumida, o cuspe dela parece transmitir sentimentos, pensamentos, e todo o tipo de coisa, para a pessoa que ela tem algum tipo de afeição/ligação especial, e vice-versa. Ai bem, é troca de saliva para cá e para lá. (Ecaaaa!)

Roteiro e Direção

Corree Akiraaa!

Não é muito habitual quando a gente tem quase a mesma opinião de nossas “primeiras impressões“. Falo isso porque mantenho o que disse lá, quando eu falei do Primor que eram o roteiro e a direção.

O Roteiro segue o estilo mais moderno, ou seja, ele não perde nosso tempo explicando mil coisas em seus mínimos detalhes. Na verdade, a justa graça desse anime está ai, em montar um certo mistério que envolve a nossa querida Urabe Mikoto.

E a Direção? Ela nos arma as cenas mais emocionantes e ao mesmo tempo intrigantes que você meu querido, ou querida amiga, vai ver. Quase sempre os episódios seguem em duas partes que se unem de modo inteligente, nos faz realmente querer ver o próximo e o próximo…episódio. Sem contar que, como o que liga os personagens e dá movimento à história, é o cuspe, o diretor fez aqui um trabalho magnânimo, onde nós ficamos “ahh não” quando vemos… Ou até mesmo, com uma perguntinha: Isso foi Bonito ou Nojento?

Trilha Sonora

Fãs de moe têm Espasmos — ahh, deixa de ser chato!

Esse é um ponto interessante. Eu não tinha notado a trilha sonora até reassistir para fazer a crítica. E comparando com os dois volumes e meio que li no mangá, nossa, a trilha sonora não poderia ser melhor. Nos momentos de emoção, te traz aquela dorzinha gostosa no lado esquerdo do peito, nos de comédia, ela ri junto com você, e nos de simbolismo-mistério, te intrigam ainda mais. Das trilhas sonoras que gostei mais,  só a de Guilty Crown ou a de Death Note.

Character Design e Personagens

Quem diria que seria tão geniosa em menina?

Aqui uma coisa deveras notável. O Estilo do mangaka é realmente “antigo” e o anime trouxe uma fidelidade mais bela para obra. Apesar de achar que todo mundo se parece um pouco, as diferenças estão justamente nos olhos, e nas personalidades dos personagens. Agora, um fato inusitado, o mangaka é muito mais “brincalhão” nos seus traços do mangá, enquanto o anime é mais secreto, mais misterioso, simbólico mesmo. Ponto para o anime.

Os personagens são extremamente densos. O que mais posso dizer? Que todas, eu disse, todas as personagens femininas deste anime são completas — algumas são doces, outras parecem tímidas, algumas brincam com o que os meninos sentem — todo o universo feminino às vezes em uma só personagem.  Sempre que vejo uma “menina-mulher” de Nazo, lembro instantaneamente da vida.

O jeito que elas sabem o que os rapazes pensam, ou quando elas estão mais vulneráveis nos momentos de fraquezas  emocionais. Os personagens femininos — muito a Urabe, a irmã do Tsubaki, a Oka — foram as responsáveis por eu ver o anime todo. Os meninos são exatamente o que éramos na adolescência, com um toque de anime. E como os dois, tanto meninos  quanto meninas, mentem para si mesmos, e para os outros, é uma coisa que poucas vezes vi em uma obra.

Ahhh!!! Run to the hills, And far away!

E sim meu amigo otaku, esqueça das mulheres que se matam pelo principal, que são burrinhas, ou que são realmente aspectos masculinos do próprio autor. Esqueça tudo o que você viu. E vocês meninas, eu realmente fico aqui pensando, se esse anime não é feito para vocês.

Historia e Enredo

É o amoooooorrr!!

Por fim, a história. E bom, ela é o casal em si e os que o cercam — não tem muita historia porque afinal, quase tudo é Mistério por aqui. Contudo dois pontos devem ser ressaltados:

Primeiro o sentido ambíguo da obra: “ensinar os japoneses adultos a se relacionarem” em meio “ao uso de simbolismos para exprimirem o que não se diz“; isso me deixou com uma dúvida imensa: Por que um autor tão genial para contar os laços entre um casal nos coloca em meio a tantas coisas misteriosas e esquisitas? Dúvida essa sobre o Sentido da obra, que eu tento responder humildemente no Segundo Texto de Nazo.

Segundo, o enredo por ser Realmente despretensioso, por contar a vida de um casal estranho —  que não se beijam, mas que trocam “fluidos” — e principalmente, de sempre te impressionar sobre Quem é dona Urabe Mikoto. Eu mesmo estou louco para ver o beijo do Akira com a Urabe!

Conclusão

É amigo, vai dizer que não?!

Ao fim, penso que tenham coragem como eu tive e vejam. Sim, temos usos descarados/latentes de simbolismo, é nojento e há um pouco de yaoi entre a namorada e o namorado. Mas, e quando não tem na vida real? Quando a mulher não divide com você o relacionamento? Quando ela não faz “ahh vamos, por favor“, ou então “ahh é, então nada de beijo hoje!” — quando ela não manda em nozes?!

E o echii seu Tassio? Aqui quase chego a dizer que é Belo de se ver. Tudo no seu devido lugar, no seu devido contexto, não mostrando por mostrar, mas sim porque às vezes,um rapaz fantasia sim com sua namorada — quer algo mais doce que isso? E ainda assim, não te mostra.

O que é isso na sua canga Urabe?!

ps: Por ser Seinen, ter alta dose simbólica, e ser feito para gente mais ‘véinha’, eu acho que pessoas muito novas não deveriam ver esse anime. Crianças, lembrem, é um Seinen!! Estão avisados, rs.

Nota do anime:
8,5/10 na escala Geass,
onde só Code Geass é 10, 🙂

Ficha do Anime:
Estúdio: Hoods Entertainment
Diretor: Ayumu Watanabe
Baseado na obra: Nazo no Kanojo X – Mangaká: Riichi Ueshiba

Então é isso, tomara que tenham gostado, e nossa, quero a Segunda Temporada desse anime urgentemente, desde com a mesma qualidade técnica, claro!

Abraços aos nerds, firmeza pros otakus!