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A Serbian Film – Terror sem Limites – Resenha: Um filme Controverso Demais

E aqui nós estamos no texto de estreia de querido Aldair, que logo de cara nos traz a resenha de A Serbian Film (Um Filme Sérvio), um filme extremamente forte e controverso, que até pouco tempo estava proibido no Brasil! Boa leitura e cuidado…

A Serbian Film – Terror sem Limites – Resenha: Um filme Controverso Demais

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A primeira impressão é a que fica então eu vou passar a pior possível pra vocês (risos).

A SERBIAN FILM (UM FILME SÉRVIO), será esta a tão horripilante má impressão?! Este filme de título tão simples esconde o maior contexto extremamente pesado, real e impactante já visto por mim. Apesar de proibido no Brasil (liberado em 2012 por aqui) e em muitos outros países a internet nos dá acesso muito fácil a este tipo de “conteúdo duvidoso” e com legenda embutida ou opcional (risos).

Sinopse

Voltando ao filme, sua história se concentra em Milos um ator pornô aposentado, casado e com um filho que começa a se ver em possível dificuldade financeira e acaba por receber uma proposta para um filme que pode deixá-lo bem financeiramente e ajudar no futuro de teu filho por muitos anos.

Apesar de desconfiado perante um roteiro misterioso de um diretor excêntrico que o intitula como um filme de arte e não um simples pornô ele acaba aceitando mal sabendo que isso lhe fará viver um pesadelo inimaginável até por nós que somos apenas uma plateia curiosa.

A História do Filme

02Depois de passar por cenas estranhas e por perguntas sem respostas Milos acaba por ter uma conversa com o diretor que decide lhe mostrar vídeos de trabalhos anteriores afim de convencê-lo a continuar no filme e de entender a mente estranha do mesmo.

03Ao ver as cenas (que não irei delatar agora) de teor escabroso e doentio Milos desisti do filme e foge do local, porém enquanto bebia ele estava sendo drogado o que acaba o deixando em transe e excitado quase em estado de fúria e de fácil manipulação e assim começa a “arte” que tanto o diretor prezava.

04Cenas de sexo, estupro, manipulação, consumo de drogas, necrofilia, mutilação e até estupro de RECÉM-NASCIDO! (era o que eu estava adiando contar) são os “atrativos e destaques” do filme.

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As Atuações e o lado Humano

Apesar dos atores serem totalmente desconhecidos suas atuações são magníficas não pelo conteúdo grotesco e sim pelo contexto dramático e realista imposto desde o começo e que acarreta em um desfecho ainda mais cruel e repulsivo. O Filme trata de um assunto real e mostra um lado humano que sabemos que existe mais preferimos fingir que é fictício.

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Direção: Um filme TRASH

Tudo que ocorre nele é de um impacto sem tamanho e nos dá um alerta para que se tome consciência do que acontece lá fora ou quem sabe até por aqui.

Um Filme Sérvio apesar de tudo que já citei não deixa de ser um filme de baixa renda e muitas de suas cenas podem ser facilmente deixadas de lado ou não terem atenção maior do que deveria pelos críticos (até para mim, pois o considerei um filme trash e com cenas cômicas ao se perceber que são bonecos apesar de serem muito bem feitos), mas se for pelo contexto logo perceberá que é algo tão forte que pode lhe deixa em choque.

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Trilha Sonora

Sua Trilha sonora é muito boa. Eu mesmo fiquei tão fã que corri atrás do álbum, mas acredito que quando se refere à música, varia de pessoa para pessoa, enfim pesquisem se despertar interesse.

Conclusão e um AVISO

Um aviso sincero que eu tenho para dar a quem leu, se não gosta de filmes assim ou não é forte ao bastante pra agüentar o que o filme esta “tão disposto” a passar nem assista o trailer e para os menores de idade, que nem pensem no assunto, pois até para um adulto eu confirmo que é proibido.

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UM FILME SÉRVIO, PARA AQUELES QUE ASSISTIRAM NÃO TENHO NADA A DIZER, PARA AQUELES QUE DESPERTARAM INTERESSE PREPAREM-SE PARA ALGO QUE NÃO IRAM ESQUECER E PARA OS QUE DECIDIRAM NÃO ASSISTIR EU BATO PALMAS POR ESTA SÁBIA DECISÃO.”

 

Yume Tsukai – Review do Anime/Mangá: Porque Sonhos, Alquimia e Sangue Combinam!

Que tal nós falarmos de um mangá pouco conhecido hoje? Trago para os senhores e senhoras, uma obra incrível mas que não falada no Brasil: Yume Tsukai. Também trago algo do anime porque muita gente pede e para fechar a conta.  Vamo lá!yume-tsukai-00-anime

Yume Tsukai – Review do Anime/Mangá: Porque Sonhos, Alquimia e Sangue Combinam!

Bem amigos do Afontegeek, venho pela primeira vez falar de um mangá: e escolhi um cujo autor considero um dos mais geniais de sua geração: Ueshiba Riichi. Em língua portuguesa tenho certeza que será a primeira vez alguém fala dessa obra: Yume Tsukai (mangá já terminado).

Outra coisa que devo falar é que este mangá só se encontra em inglês, e que tratarei até o vol. 4, que foi aonde parei, porque na época ainda não tinham terminado a tradução para o inglês.

Por fim quero dizer também que fizeram uma adaptação em Anime dele, mas que pouco tem haver com a obra original — para meu desespero. E que o mangá é quase um spin-off de Discommunication… que eu não consegui passar da primeira página de tão pesado O.O.

Enfim, vem comigo!

Anime x Manga

yume tsukai manga

O anime é um maho shoujo que guarda bem de longe a profunda psicologia/alquimia que o mangá tem. Isso é uma pena porque o anime virou uma espécie de ‘meninas super poderosas‘, com os dream users a cada episódio, salvando alguém de seus pesadelos — NADA Haver com o Mangá!

O anime também escondeu todos os grandes problemas que Ueshiba trabalha, e em poucas vezes teve coragem de mostrar o “terrível Tachibana” na sua forma mais completa, quando ele diz por exemplo: “As mulheres acima dos 30 anos já são entidades, como o big bang e as estrelas…”. Entendedores, entenderão. Acreditem ou não ele é um dos heróis da história.

Eu não tenho dúvida nenhuma que o anime deve ter estressado o ego do autor por causa dessa grandíssima covardia — dava para pelo menos respeitar os arcos originais?

yume-tsukai-animeA diferença com o anime começa com o público alvo: o mangá é um seinen/gore, muito, eu disse, muito pesado. É engraçado porque eu vi Elfen Lied, que tem muito mais sangue, mas mesmo assim, confesso que as imagens do mangá de Ueshiba me causaram mais ânsia.

Então, o Yume Tsukai é um seinen/gore, psicológico, filosófico, com um pouco de fantasia e Nada de maho shoujo. Até hoje me pergunto como eles mudaram tanto uma obra no anime…

A História e o Mistério

yume tsukai final arco

Yume Tsukai é em um palavra, genial. A estória começa com um relacionamento ‘shoujo-ai’ — menina x menina que só trocam no máximo um beijo — em meio a um mistério enorme que se revela ser um….não vou falar, hehe.

Mas além disso, Ueshiba nos brinda com um enredo shonen numa história seinen. Então espere muita ação, tiradas cômicas e alguns conceitos universais. Digo universais, porque não se tratam bem dos Yume Tsukai, mas são conceitos gerais de alquimia/ocultismo/simbolismo e psicologia acredito eu, Junguiana, cujos para você entender o que está acontecendo, ele tem mesmo que explicar.

YumeTsukai animeAcho que isso é um dos maiores problemas, além dos personagens serem pouco profundos: O autor tem realmente que explicar o que está acontecendo. Mas isso se deve não só pelos conceitos, mas pela diversidade de argumentos expostos. Essa é uma escolha que é abandonada acertadamente em Nazo no Kanojo X — não é preciso explicar o início do desejo sexual na puberdade, basta colocar Tsubaki sonhando com sua namorada.

Falo isso, porque expor o leitor a coisas muito difíceis cansa. Eu fiquei cansado em diversos momentos por simplesmente não entender/acompanhar os argumentos que estavam sendo contados.

Sentidos da Obra

"mother earth"
“mother earth”

Final do primeiro arco estavam sendo trabalhados: A morte, O medo da morte, A passagem de ser que ela pode significar, Ser o mesmo que o outro, universalidade e individualidade…Era muita coisa.

Mas isso tudo numa página só, com lindos desenhos e a líder dos Yume Tsukai, com problemas de alcoolismo por não conseguir superar a morte de seu pai, demonstrando qual a melhor decisão possível a ser tomada (não era a mais fácil, mas era a melhor possível).

É engraçado porque, esses argumentos foram os que eu peguei. Mas sei que haviam muitos outros: A Mãe Terra; a feminilidade x masculinidade; A união dos dois pólos, enfim. É uma obra complexa e pode cansar o leitor. Mas que vale à pena pelo aprendizado, pelos belos questionamentos, e pelas respostas que nós mesmos daríamos ao nos colocarmos diante daquelas situações.

O que são os Yume Tsukai?

"Sacerdotisa"
“Sacerdotisa”

Não vou falar — por causa do mistério do primeiro arco. Mas eles NÃO são os guardiões do sonho ou coisa parecida, que é o que aparece no anime. Esqueça isso. A coisa é mais profunda. Digamos que eles são… Os Intermédios entre duas realidades. Realidade essas que fazem parte de um mesmo mundo o.O. Falei que não ia explicar.

Eu faço ressalvas para uma coisa. Todos os Yume Tsukai de uma certa maneira têm algum ‘problema’. Perda de ente querido, ter medo de passar para outra fase da vida — casar sei lá! — algum distúrbio psicológico grave, mas que a sociedade japonesa acha bonitinho…

Mas a superação de cada problema se encontra exatamente no ser um Dream User, um usuário do sonho. Porque vai-se constantemente ter de enfrentar esses problemas cara-a-cara. Então enquanto eles ajudam alguém, melhoram a si mesmos — igualzinho na vida real.

Conclusão e Indicação

yume tsukai 2

A história tem muitas imagens fortes. Gore, conta problemas Graves que parecem ser esquecidos pela sociedade Japonesa, shoujo-ai, questões filosóficas, alquimicas, psicológicas e tem o problema dos personagens pouco profundos…

Mas Indico pela profundidade dos argumentos, pelo aprendizado que é entender melhor os símbolos, pela Rinko (a super genia school girl!), pelo mistério e pela história em si. A obra é de uma genialidade sem igual. Pena que não traduziram o resto dos volumes enquanto estava lendo. Mas agora acho que já terminaram (sim em inglês).

Enfim, abração e bom mangá!

Fonte:
MangaUptades
Wikipedia

Iconoclast: O vociferar do Metal – Indicação

E aqui vamos para uma indicação no blog, desta vez de um álbum de metal: o Iconoclast, do Symphony X. Escolhi uma das melhores músicas do cd para os amigos e amigas darem uma olhadinha. Vem comigo!

Iconoclast: O vociferar do Metal – Indicação

Logo depois de ter feito uma review de um dos melhores trabalhos do Symphony X na minha opinião, o incrível e taciturno V:The New Mythology Suite, encontrei mais um trabalho de responsa dos caras, lançado em 2011: O Iconoclast (iconoclasta).

Eu já conheço o álbum inteiro e posso dizer que é um dos mais “pesados” que os caras do Symphony X já lançaram. É mais ou menos uma continuação do Paradise Lost com um pouquinho menos de “metal sombrio” e mais um pouco de heavy metal e um vocal mais rasgado.

Com Bons riffs, na verdade, riffs muito bons e com o vocalista lembrando muito músicas como The King of Terrors: bem rasgado como eu já avisei, só que em todas as faixas do cd.

E é bom esse tal de Iconoclast?

É simplesmente muito bom. Se você conhece os álbuns mais antigos dos caras (como o proprio V: The New Mythology Suit, ou Damnation Game) talvez se assombre um pouco de supetão quando ouvir esse, por conta dos riffs mais pesados, dos vocais rasgados.

Mas o virtuosismo e qualidade geral que permeia o trabalho de excelência que o Symphony X faz está presente nesse cd. Pode pegar para ouvir sem medo. E para ser bem sincero, não me espantaria se você gostasse também desse estilo mais pesado que o Symphony X vem adotando. Eu por exemplo, curto muito.

Das faixas do cd, gosto muito da Iconoclast, Reing int the Madness, e da The end of Innocence; todas as faixas como os sempre presente solos de guitarra e teclados simplesmente perfeitos.

A bateria está sempre fazendo seu trabalho maravilhoso, coisa que eu gosto muito. Sem contar o coro de fundo para deixar as coisas um pouco mais sombrias, marca e estilo da banda. Quem já conhece, sabe do que estou falando. Mas a melhor música para mim,  é a rápida e pesada Light Up the Night, que deixo aqui para você, querido amigo ou amiga metaleira poder admirar.

Light Up the Night

refrão:
“My dying eyes scream with pain
All my hopes and my dreams drown in flames
And all the lies shine so bright
All the souls of the world light up the night”

Digam suas impressões, e o que acham Iconoclast que nossa, é excelente, talvez só não melhor que At The Edge of Time do Blind Guardian, que é justamente do mesmo período de lançamento. Fiquem com essa ótima indicação de metal e aquele abração metaleiro do seu amado, AdminTB.

ps: E que capa mais perfeita meu Deus!