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Dantalian no Shoka – Indicação: Mistério com um pouco de Ocultismo

Olá a todos, aqui é seu querido e amado AdminTB, trazendo a indicação do anime Dantalian no Shoka, que é uma obra um tanto quanto psicológica, com um pouco de gore e repleta de ocultismo. Certeza que vocês vão curtir. Veeeenham!

Dantalian no Shoka – Indicação: Mistério com um pouco de Ocultismo

Estava eu aqui tentando pensar num anime “meio desconhecido” mas muito bom para os amigos, e acabei lembrando de Dantalian no Shoka. Como pretendo fazer mais algumas indicações no decorrer dos dias, e como esta aqui estava à mão (tinha postado ela no blog nerdpobre), resolvi trazer pra cá.

Sei que meus amigos e minhas amigas, leitores e leitoras aqui do blog, estão acostumados com minhas reviews, críticas, análises, textos longos e completos sobre os animes e tals, mas nas indicações só vou trazer textinhos rapidinhos. Saca uma rapidinha?

Pois então. Vem comigo.

Sinopse “by my memory”

Eu vou fazer uma sinopse meio “made by my memory” então já sabem. Dantalian conta a historia de Hugh Anthony Disward, que se bem recordo, havia voltado da 1ºGG. Ele vinha cuidar de uma mansão deixada para ele pelo seu querido avô. Contudo, lá ele também encontra a misteriosa Dalian.

E a chave da mansão na verdade não abre nenhuma porta… ela abre um portal que vai direto para a “Biblioteca Dantalian” a qual, a pequena Dalian é a guardiã. Mas para acessar a tal “Biblioteca Mística” e assim usar os poderosos livros ocultos, ele precisa “abrir” o portal… Portal que é nada mais nada menos o coração da pequena moça.

Comparações e/ou Referências

Essa cena e imagens, para quem viu, faz recordar tanto de Guilty Crown da linda Inori, como também de Gosick. Mas Dantalian conta mistérios, alguns em volto sobre as outras “bibliotecas místicas”, e vamos dizer que eles têm um tom mais “ocultista” que os animes citados. Eu até poderia dizer o que significa a palavra “Dantalian”, mas sei lá, rs.

Bom… como eu sei que o pessoal deve ter ficado meio curioso… Dantalian (para quem gosta de ocultismo) se trata de um grande e poderoso demônio do inferno. Meio que é como se ele fosse um “demônio do conhecimento”, porque ele pode ensinar várias artes e ciências.

E isso acabar tendo a ver com a própria Dalian, guardiã da sua biblioteca e detentora de vários tipos de artes e segredos poderosos — sempre com o pensamento de permitir que apenas “poucos” tenham acesso à sua vasta biblioteca mística. Mas calma, tem medo não, a história de Dalian é só anime rs.

Conclusão

Anime de mistérios, poderes místicos, muito ocultismo e gore em volta ao período “Pré-Segunda Guerra Mundial” — e quem é afinal de contas, a linda Dalian, e porque ela não envelhece? Uma pena só o anime não ter ganhado segunda temporada. Teria sido interessante ver como os livros místicos mudaram o curso da 2GG.

Se eu for dar algum destaque para o anime, deixo palavras especiais ao alto nível de gore em alguns episódios (hehe) e a relação entre a Dalian e o Anthony. As cenas de ação sensacionais, e há um episódio aonde temos uma espécie de máquina humanoide… não vou falar muito para não dar spoiler.

É isso pessoal, eu me despeço por aqui. Espero que tenham curtido essa minha primeira indicação e aguardem, porque já tenho alguns animes em “ponto de bala” para postar no site. Sempre nessa vibe: textinhos curtinhos, só para deixar o gostinho de quero mais para ver o anime.

Abraços!

ps: Sim eu não falei que o anime tem lolis.

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Podcast Anima Nerd: Falando de Animes com o Pastor Gi – Yu-Gi-Oh! é mesmo um Anime De Ocultismo afinal? (Humor)

E finalmente foi ao ar mais um podcast “Falando de Animes com o Pastor Gi”, aqui no nosso Anima Nerd, o podcast oficial do Afontegeek. Hoje nós falamos do anime Yu-Gi-Oh!, discutindo alguns assuntos importantes, tanto em relação à história e aos personagens do anime, assim como sobre os grandes mistérios que envolvem essa obra repleta de “ocultismo”. Cheguem mais!

Podcast Anima Nerd: Falando de Animes com o Pastor Gi – Yu-Gi-Oh! é mesmo um Anime De Ocultismo afinal? (Humor)

Quaase esse podcast não ficou pronto. Falar a verdade ele já havia sido gravado desde fevereiro deste ano, mas cadê tempo? Mas enfim… agora que arranjei um pouco dele, resolvi colocar logo no ar. Como já falei um pouco logo no começo, esse podcast é daqueles clássicos que conta com a presença do inenarrável Mago Giva, mas principalmente com ele, que entende do sobrenatural, o Pastor Gi.

O Pastor Gi com todo seu conhecimento do mundo sobrenatural e espiritual, desvenda para nós muito dos símbolos que ficam por trás da obra, e finalmente responde a pergunta que não quer calar: “Yi-Gi-Oh! é do Demônio?”.

APERTEM PLAY PARA OUVIR

Claro que não posso esquecer que temas interessantes que dizem respeito ao anime em si, como por exemplo, quais são as relíquias do Milênio, O Nome do Faraó e Quem é o verdadeiro vilão do Anime, mas sem dar muitos spoilers, são cuidadosamente citados. Isso porque tanto eu quanto o mago sabemos curiosidades que apenas fãs conhecem — eu mesmo sou um grande fã do anime, vosso amigo, AdminTB.

Pois muito bem. Quaisquer duvidas ou questionamentos sobre o que é falado no podcast, ou mesmo sobre ele mesmo, basta deixar o comentário aí embaixo que respondemos. Não preciso lembrar também que este é um podcast de humor, preciso? A diferença é que informações para quem é fã de fato do anime, também são citadas. Porque é bom rir, mas sabendo um pouquinho mais de conteúdo também.

Enfim, bom podcast para todos!

Maoyuu Maou Yuusha – Review do Anime: Nunca foi tão bom Ver a Luz graças a uma Linda Dama de Vermelho

E lá vamos nós para a review de anime Maoyuu Maou Yuusha, também conhecido como Maoyu ou ainda como Archenemy and Hero. Há alguns anos eu penso em fazer a review dele e acho que agora é uma boa época para se fazer — e sim teremos um pouco de ocultismo para falar de Maou Yuusha. Enfim, bom post para todos!

Maoyuu Maou Yuusha – Review do Anime: Nunca foi tão bom Ver a Luz graças a uma Linda Dama de Vermelho

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Pois é meus bons amigos… há tanto tempo eu vinha fugindo de fazer reviews de anime para o site, porque vamos combinar, já fiz várias. Mas como acabei de fazer as reviews dos animes Re: Zero e Charlotte, pensei, porque não fazer a de Maoyuu Maou Yuusha também? Eu acabei relembrando ele um pouco no podcast de humor do AnimaNerd, e bateu nostalgia juntou com a saudade, enfim, cá estamos.

Aviso aos navegantes que esta review contará com spoilers e que desta vez este texto será um pouquinho mais parecido com a review de Spice and Wolf, que convenhamos, são obras parecidas. Do que vou falar aqui hoje? Primeiramente farei uma breve sinopse da obra, para mais tarde falar do Amor, Inocente amor; Ocultismo nada mais que ocultismo, terminando com Qual Luz é esta que move o mundo?

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Quem liga para Ocultismo afinal de contas?

Sim… são temas pesados e várias citações serão feitas… estão avisados and avisadas… Ah sim… temos uma linda cosplay fazendo a Maou seguindo o link. Enfim… vamos a Review!

Sinopse – Meu inimigo não é como pensei

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Só ídolo? Seeeiii

Acreditem ou não… o Herói (Yuusha) estava cansado de uma guerra entre os Humanos e os Demônios que durava mais de quinze anos. No meio daquele desastre de sempre ver seus amigos morrerem, ele decide invadir o castelo da Rainha Demônio (Maou) para dar cabo da cruel tirana.

Chegando lá ele descobre uma jovem e linda moça, com belos… ahmmm enfim, e muito “suscetível” para com ele, já que o via como seu “”ídolo””. Então… sem coragem de matar uma mulher desarmada e aparentemente frágil, acabou “sucumbindo” e fazendo um acordo com Maou, que o convence de que não só a guerra era “boa”, mas que também ela sabia como trazer paz entre humanos e demônios, lhes trazendo progresso.

Assim começa

Amor, Inocente amor

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A Maou é um amor, vamos falar. Ela é doce, inocente, moe para caramba e só não é virginal porque sonha constantemente em transar e ter lindos filhos meio-humanos com o Herói. Ela acaba tendo de lutar pela atenção dele com a Cavaleira, que também “””inocentemente””” o ama.

É muita inocência e muito moe para lá e para cá, principalmente do herói que cercado por lindas mulheres acaba não pegando ninguém porque… bom, porque esse é um anime quase harém então, essas coisas tendem a demorar para acontecer mesmo. Mas o que vale a questão aqui é se de fato, a Maou o ama de forma tão inocente quanto faz parecer.

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Vamos pensar um pouco? Ela é a Rainha dos Demônios e ele é único capaz de realmente a derrotar. Mais ainda, junto dessa admiração inteira, ela tem uma arma que para o Yuusha é muito mais poderosa que sua espada…

Qual o poder “inocente” da Maou?

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A Maou conhece como ninguém a arte da argumentação. Ela entende bem da política que está ao seu redor — no seu reino — e também no reino dos humanos, e compreende como poucas pessoas no anime — talvez apenas os mercadores humanos tenham o mesmo nível de compreensão que ela — que a guerra tem um mercado imensamente produtivo. Afinal, máquinas de guerra romanas e norte-americanas não me deixam mentir.

Na verdade o grande poder da Maou não se trata dos seus belos seios, seu jeito inocente de amar o Herói ou da forma como ela realmente quer ajudar as pessoas — é inegável que ela quer — e sim o grande poder dela, que se trata da arte do convencimento.

Aquela que traz a luz para o que estava escuro

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Quem lê o site há algum tempo sabe que eu entendo um pouco do assunto. Falei largamente de ocultismo e teosofia enquanto fazia as três reviews de álbuns da banda Therion. Assim como também entendo um pouco de taoísmo, espiritismo e assim vai. Digamos que eu verso muito bem do assunto — de forma não-religiosa e sim teosofica.

Então… É a Maou que traz a arte da imprensa para os humanos. Que ensina a plantar. E que além do mais, traz consigo mais presentinhos de tecnologia que ninguém conhecia. Na verdade, os humanos estão presos numa espécie de mundo medieval “medieval demais” — falo isso porque como cito nas Curiosidades Históricas a Igreja fazia ciência muito melhor do que se imagina hoje — e continua fazendo, diga-se.

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Sim esta é a Maid que se vestiu de Maou, lembram?

Ou seja… Os humanos continuavam aquela guerra apesar de tanto atraso, simplesmente porque havia uma disputa de poder no trono dos demônios — e ela mesma não queria mais ver tantas pessoas sofrendo. A Maou foi quem trouxe a luz para eles. Digo isso porque uma das suas empregadas ascendeu trabalhando, porque mostrou diligência e inteligência.

E essa empregada ainda participou de uma das melhores cenas do anime, enquanto estava sendo julgada por heresia lutando por liberdade para todos.

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Na verdade, os ensinamentos da Maou sobre ciência, técnica, liberdade de imprensa e pensamento mexeram profundamente no “Jovem Cavaleiro” que passou a usar de estratégia, razão e artimanhas nos seus combates — foi assim que ele quase como o Batman e me fazendo torcer por ele, derrotou o comandante assassino de um olho só, enquanto o maldito queria matar a Maid, que havia se tornado professora.

Uma das cenas mais épicas do anime
Uma das cenas mais épicas do anime

Ocultismo nada mais que ocultismo

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O que isso tem a ver com ocultismo afinal de contas? Tudo. Uma personagem feminina que traz a luz é facilmente descrita como a Dona Liberdade (aquela estátua dos USA). A Liberdade Iluminando o Mundo. Todos seus símbolos são claras alusões à maçonaria e ao iluminismo. Iluminismo, diga-se, nada tem a ver de oculto, muito pelo contrário — li diversos filósofos iluministas. Mas a grande ideia por trás está no mito de quem traz a luz ao mundo.

Eu poderia ficar aqui horas falando sobre Lúcifer e a Serpente, mas vou me concentrar em outro mito. Prometeu foi o titã que roubou o fogo dos deuses e o deu para os humanos — depois teve seu fígado comido por uma águia para pagar pelo seu ato. Diversos mitos de divindades que trazem luz para o mundo existem na história humana, e no caso a Estátua da Liberdade representa exatamente isto — aquela que traz a luz para iluminar a humanidade.

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Tudo parece lindo não é? Assim como a Maou que trouxe tudo aquilo que a idade moderna nos dizem ter trazido — salvo aqui que muito progresso ocorreu, mas não vivíamos nas trevas como se costuma dizer. A questão é que a Estátua feita por maçons e dada de presente aos americanos — que também o eram à época — é a Maou no anime. Ela quem trouxe escrita, liberdade, ciência e finalmente luz ao mundo. A Maou meus amigos é o Prometeu, é o “Anjo de Luz”.

Antes de continuar porem, preciso dizer que tive amigos maçons e apesar de não parecer, eu tenho muito apreço à maçonaria e a rosa-cruz por toda a caridade que eles fazem. O que estou aqui é apenas falando de teosofia e como ela é retratada no anime.

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Porque afinal de contas, segundo o mito de Prometeu, da Dona Liberdade e do “arcanjo iluminado”, todas essas “conquistas” não foram conquistas humanas, mas presentes nos ofertados por outro alguém.

Qual Luz é esta que move o mundo?

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Em Apocalipse, uma dama de vermelho é quem domina uma enorme besta. Não vou dizer a vocês que ela nos traz presentes como a Dona Liberdade e Prometeu nos “trouxeram”, ou como a Maou traz no anime. Mas vamos parar para pensar… se alguém vindo de fora nos deu tudo isso… será que este alguém não quer algo em troca?

É basicamente isto que vemos no fim do anime — de forma genial o autor fecha seu circulo e mostra o que a Maou completa, como Rainha Demônio, de certo que não totalmente consciente, mas completa, realmente deseja: PODER. Ela propôs se juntar ao Yuusha para dominar os dois reinos, comandá-los e finalmente trazer a paz que ele tanto procurava… Será que nunca vimos um certo país “levar democracia” como um presente, enquanto dominava o outro?

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A BUSCA POR PODER

Será que nunca vimos ditadores prometendo paz e conforto para todos, enquanto lhes tirava a sua liberdade, que eles mesmos prometeram? E monstros que em troca do presente de uma país forte, tentou levar a luz ao mundo, como um sábio desce da montanha — desde que o mundo faça aquilo que ele quer?

A verdade meus amigos é que de maneira CLARA, o autor da light novel que estuda “muito bem” (nem tanto assim) história e conhece um pouco de ocultismo, usou a figura da Maou (Rainha Demônio) de forma metafórica para ser aquela que nos dando os presentes das artes, conhecimento e liberdade, nos pede a nossa alma em troca — mesmo que ela verdadeiramente o fizesse, de bom querer no anime.

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Abnegação e Esforço

Esse anime nos mostra que as conquistas humanas não vieram como um “presente de alguém”, mas sim, a partir dos esforços de pessoas que se importam umas com as outras — assim como o jovem cavaleiro e a jovem maid… e até como as boas intenções da Maou também, preciso dizer. Apesar de achar que mesmo consciente, ela tinha boas intenções demais…

Talvez o que ela quisesse com a ajuda dos humanos (do Herói principalmente) era se firmar no poder de Rainha Demônio sem perder a consciência de si mesma e ter um relacionamento melhor com a humanidade. Faz sentido, ao menos para mim. Agora a Maou completa… Digamos que presentes vindos de graça meus amigos e amigas… Ahh… Quando a esmola é demais, o Santo Desconfia.

Nota: 8,0

Mas o anime é ótimo e os 2 juntos são Kawaai desu
Mas o anime é ótimo e os 2 juntos são Kawaai desu

ps: A Luz é a Razão, a Analise: as nossas próprias capacidades humanas, que juntos nos esforçamos para o progresso da humanidade.

Fontes: MAL [Link] / Wikia [Link]/ Wikipedia: Maoyuu [Link]; Estátua da Liberdade [Link]; Prometeu [Link]/ AfonteGeek: 5 Curiosidades da História [Link]; Review de Angel Beats [Link]; Review do Album Vovin do Therion [Link]; O Significado do Batman na Cultura pop [Link]

Sirius B, Therion – Resenha: O Filho do Sol do Metal Sinfônico!

Depois das reviews (resenhas) do mítico Vovin e do seu “irmão gêmeo” Lemuria, cá estamos para falar um pouco do mítico Sirius B. Se trata de outro álbum do Therion que muito marcou a vida deste que vos escreve. Fiquem com o melhor do metal sinfônico!

Sirius B, Therion: O Filho do Sol do Metal Sinfônico!

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Reviews de Álbuns do Therion

Vovin> Lemuria > Sirius B

Como prometido, o especial do Therion de seus três álbuns acaba de chegar no seu último post. Desta vez falando do Sirius B (2004 – junto com o Lemuria) é o 12º de trabalho deles. Digamos que algumas músicas dele já diziam para aonde “o Therion iria apontar”.

Como curiosidade, quando o Christofer Johnsson (líder e guitarrista do Therion) deu uma entrevista a Global Domination, disse que o título faz referência a uma “estrela gêmea” da estrela “Sirius A” (assim ele a chamou).

A estrela Sirius, fiquem embasbacados, só foi descoberta por nós, meros ocidentais, há pouco tempo. Enquanto isso, uma tribo africana chamada Dogons (eles vivem em Mali) já tinham conhecimento dela desde tempos antigos e dizem ter sido visitados pelo “povo” (entidades) do sistema solar daquela estrela.

Tremeu na base? Trema não… é só o THERION!

Falando um pouco das músicas – Era de Kali!

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“The Blood of Kingu” digamos que é a mais animada das músicas. Tem um coro feminino sensacional no momento do refrão. Engraçado que dá aquela vontade de “headbengear”.

Notar também que Kingu era um monstro da mitologia suméria que foi morto por Marduk — de acordo ao Enûma Elish, todos nós viemos do sangue de Kingu. E sim… essa tem uma das letras mais “satanistas” dos caras: somos a descendência, a herança de Kingu! A letra dá medim! kk

“The Blood of Kingu” – Tradução Maravilhosa e + informações sobre a letra no Youtube

“Son of the Sun” já traz um pouco do que vai ser o Therion em 2007, mas não deixa de ser sensacional. A letra fala da história do faraó Akhenaton que queria adorar ao seu deus único Aton, forçando a todo o povo egípcio ao mesmo. No fim “ele se deu mal”… a letra é interessante porque “your god you let you down…” E sim… foi uma das primeiras tentativas de adoração a um “deus único”, apesar de que não dá pra dizer que “foi assim mesmo”.

“The Khlysti Evangelist” nunca quis ver a letra… acho que é uma das músicas mais fracas do álbum. Faz referência a Rasputin que se acredita, ter feito parte de uma “seita cristã” na Russia.

“Son of the Sun” – Tradução Maravilhosa e + informações sobre a letra no Youtube

“Dark Venus Persephone” tem aquela vibe mais gótica do Therion, mas tomada de coros e riffs maravilhosos. O final mesmo é um esplendor digno da esposa de Hades – Perséfone. Perséfone era a esposa do deus dos mortos no inverno, enquanto passava a primavera com sua mãe. Provavelmente tem uma letra tão linda quanto a música.

Agora… “Kali Yuga” (parte 1 e parte 2). Quantas vezes já li e reli essa letra em? Basicamente faz referência a deusa Kali e a Era de Ferro (que cá estamos). É quase um preâmbulo para Voyage of Gurdjieff: como se Kali fosse nos levar para outra “era” após a destruição desta era moderna. Destruição que Kali mesma nos trás.

Kali Yuga (Parte 2) – Tradução Maravilhosa e + informações sobre a letra no Youtube

Melek Taus – Os Grandes deuses!

sirius b contra-capa

“The Wondrous World of Punt” também com muita, mas muita referência gregoriana, é outra música mais lenta do álbum. Fala novamente da Africa: Punt era um reino perdido do leste africano. Nunca quis ver a letra.

“Melek Taus”… caramba como adoro essa música! O quanto já ouvi… Tenho uma história interessante. Quando eu começava a ler as traduções das letras, ganhei de presente uma camisa de um pavão com inscrições que pareciam antigas…

Pois bem, Melek Taus é o Anjo enviado por Deus para cuidar do OVO que é o Universo. É um deus Yazidi e eu cheguei a ler até um pouco do livro de leis deles – e a sua figura é a de um Pavão, como a camisa que ganhei!

“Melek Taus” – Tradução Maravilhosa e + informações sobre a letra no Youtube

Claro que na letra do Therion, Melek Taus é um pouco “mais malvadinho”… E que solo, que refrão, que coro no fim da música!

Já “Call of Dagon” é a letra mais poética que eu já li do metal. Não tem muito o que dizer. Também tem um pouco da vibe do “Therion” do Gothic Kaballah… mas é uma canção perfeita. Dagon é um deus semita do mar e aparece nas obras de H. P. Lovecraft. Eu sempre achei que fosse uma deusa pela letra… continuo achando.

“Call of Dagon” – Tradução Maravilhosa e + informações sobre a letra no Youtube

Terminando com “Voyage of Gurdjieff (The Fourth Way)” que tem umas das intros e finais mais líricas e operísticas da história do metal. É linda! Junto com Kali Yuga e tantas outras faz a gente headbeangear que nem louco! QUE MÚSICA FANTÁSTICA! Esse álbum não podia terminar de forma mais épica.

Georgy Gurdzhiev foi um filósofo místico, Ármeno e viajante, como aponta a música. Era um “expert” na cultura yazidi, e eu tenho certeza absoluta que o Therion “theronizou” ele nesta letra kk.

“Voyage of Gurdjieff (The Fourth Way)”

Ah sim! Nesta letra eu gosto de imaginar que é um “final” para as perguntas e questões que a Era de Ferro nos traz, colocadas em Kali Yuga. As frases que mais gosto são: “A vida é a única realidade então, só o é quando ‘Eu sou'” (na intro). Com o final: “… somos como maquinas? Não, nós podemos construir uma alma como um diamante negro”. Lindo, lirismo puro, expressão máxima e clássica de metal sinfônico+ocultismo.

Conclusão

sirius b interior da capa traseira

E aqui termino este especial do Therion. Espero que tenham gostado da review e principalmente das músicas. Como eu disse, elas falam muito comigo, mesmo sendo ocultistas e eu não deixando de ser Teísta. Boa música faz parte da vida sempre!

E aí? Somos como máquinas?

“Dark Venus Persephone” – Tradução Maravilhosa e + informações sobre a letra no Youtube

ps: Therion, volta com as duas guitarras, o bumbo-duplado seguindo de coro no fundo e principalmente algum gutural nas músicas! Volta pras antigas!! 🙂

Fonte:
Wikipedia (ING): [Link]

Lemuria, Therion – Resenha: Quando um deus Maia faz parte do Metal Sinfônico

Cá estamos nós para continuar nosso especial de resenhas do Therion! Agora falaremos um pouco do álbum Lemuria que foi lançado em formato de CD Duplo com o incrível Sirius B. Espero que gostem da review tanto quanto eu curto esses dois álbuns!

Lemuria, Therion – Resenha: Quando um deus Maia faz parte do Metal Sinfônico

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Reviews de Álbuns do Therion

Vovin> Lemuria > Sirius B

E finalmente cá estou para falar também do incrível Lemuria! É até interessante ver como o Therion produz álbuns sensacionais assim, dois de uma única vez. Mas como expliquei no texto sobre o Vovin, resolvi (por motivos pessoais também) fazer duas reviews — uma para cada álbum em separado.

Por que? Por que os dois são álbuns míticos, e cada uma merece a sua própria avaliação. Eu até poderia falar do Deggial ou mesmo do Crowing of Atlants ou do Secret of the Runes (esse eu adoro!) mas como muitas músicas dos dois fazem parte do meu repertório Theroniano, tive de falar deles.

Um pouco da História do Lemuria

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O Lemuria é o 11º álbum do Therion. O título se refere à cidade de Lemuria. Eu não parei para pesquisar a respeito, mas é como se fosse uma espécie de cidade de Atlântida. Dela eu poderia falar com certo conhecimento, até porque li um “conto” chamado Nova Atlântida escrito pelo filósofo Francis Bacon.

Nele, Bacon tentou descrever mais ou menos uma história de navegantes que se perdem (acho que aqui mesmo no oceano atlântico) e acabam indo parar lá mesmo em Atlântida. Mas como estamos falando do Therion, vocês podem ter certeza que tem algo a ver com ocultismo. Lembrando sempre que o Lemuria foi lançando junto do Sirius B, que você pode ler a review seguindo o link.

Um pouco das Músicas do Álbum

Até Lemuria….

Aqui é uma situação interessante: Eu não sei se é porque sou fã, ou se porque “a coisa é assim mesmo”, mas eu gosto muito, de forma pessoal, de quase todas as músicas dele. É incrível um negócio desse! E como dessa vez a fonte da Wikipédia fala um pouquinho das letras….

Typhon

Muito bem… “Typhon” era um monstro (um Titã talvez?) que após perder o combate para Zeus, foi aprisionado no monte Etna. É a música mais pesada do álbum, com muitos guturais e é excelente. Eu nunca parei para ler a letra mesmo… mas deixo aí sobre o monstro.

“Uthark Runa” parece ser uma música que “sobrou” do Secret of the Runes: é completamente na vibe daquele álbum. As duas “Three Ships of Berik” fazem referência ao mitológico chefe dos godos: Berik.

Uthark Runa

Eu não parei para ler a letra, mas levando em consideração a parte que ele fala “Chamando todos os godos!” parece que realmente conta a história de quando Berik saiu com seus três navios se afastando de sua mãe Escandinávia. Diz a lenda que a tripulação dos navios foram os ancestrais dos godos. Em termo musical é a musica mais divertida e ao mesmo tempo “pesada” do álbum. Quem vê, diz que lembra “Viking Metal”.

Three Ships of Berik

A Lemuria é mais lenta e com vibe mais “gótica” até aqui. Como expliquei no post do Vovin o Therion não é gótico nem a pau… mas digamos que as “baladas deles”, por terem muita influência gregoriana (assim como em todas as músicas até o Gothic Kabbalah também tem) são assim. Lemuria passa um sentimento de mistério e de profundeza…

As Músicas Místicas – “Quetzalcoatl” – FIM DO MUNDO

Aqui começa o “lado pessoal Mesmo”. “Quetzalcoatl” foi a primeira música do Therion que resolvi olhar a tradução… Basicamente conta a história do retorno do deus sol Maia Quetzalcoatl: A Serpente Emplumada. Deus do Sol e da Terra (se bem lembro), Quetzalcoatl era adorado pelos maias… sua volta é como se trouxesse o “apocalipse”.

“Quetzalcoatl” – Tradução Maravilhosa e no Youtube + informações sobre a letra da música

Interessante dizer que lá atrás, sem ninguém pensar no tema, o Therion com “Quetzalcoatl” trouxe a ideia dos fins do Tempos com o fim do Calendário Maia. Lembra? 2012? É o que o Therion conta nessa música lançada ainda em 2004. Foi a primeira música deles que me fez realmente dizer “olha… que banda é essa??”. E o refrão é cantado em Espanhol!

“The Dreams of Swedenborg” conta a história, ou ao menos acho que conta (não vi a letra) de Swedenborg. Ele tinha sonhos que pareciam reais… sei bem pouco. Pelo que sei também, um tal de Immanuel Kant se interessou nas histórias dos sonhos lúcidos de Swedenborg certa vez… Uma das lentas do álbum, mas com a voz do próprio vocalista da banda.

“An Arrow from the Sun” vem com a história “meio deformada a lá draconianos” do grande Abaris Eiwar. Arqueiro e sacerdote do deus Apolo. Ganhou dele uma flecha que… bom… trazia sabedoria para quem fosse por ela flechado. É linda… linda… o começo da música é um deleite, os riffs maravilhosos, poxa vida!

“An Arrow from the Sun” – Tradução Maravilhosa e no Youtube + informações sobre a letra da música

“Abraxas”… Abraxas é uma versão provavelmente logo pós-cristã de Deus: Um deus não separado do bem e do mal, como argumenta a letra do Therion. A música é uma pergunta: “Como pode Deus entender o homem, se o Homem não é só bondade? — Precisamos de Abraxas!”. A música… cara… o final de Abraxas é um dos mais épicos do metal sinfônico!

Bumbo-duplado “trash metal” com um coro de fundo fantástico tornando tudo um clima de caos completo! Terror, sombra e escuridão! Depois a troca entre as sopranos e os barítonos fechando com um solo power metal MARAVILHOSO. Abraxas é uma das minhas favoritas do Therion!

Abraxas

E o álbum fecha com “Feuer Overtüre/Prometheus Entfesselt” que tem um refrão muito marcante com o vocalista e um fundo de coro gregoriano perfeito. Provavelmente conta a história de Prometheus — o titã que roubou o fogo dos deuses dando aos homens, e tendo como sentença seu fígado arrancado todo dia por uma águia. Provavelmente é uma versão “Theroniana” malvadona, como a que fizeram com Abaris Arqueiro, hehehe.

Eu poderia ficar aqui falando hoooras das letras do Therion, do som perfeito, da fusão sem igual entre o sinfônico, os coros, o canto gregoriano, os riffs de metal pesado… tudo isso. Mas é melhor ouvir! Se deliciem, porque vocês merecem o que há de melhor!

Feuer Overtüre/Prometheus Entfesselt

Abraços!

Fonte:
Wikipedia (ING): [Link]

Vovin, Therion – Resenha: O Melhor do Metal Sinfônico e Ocultista

Bem-vindos meus amigos ao primeiro post da série de especiais do Therion: “O melhor metal sinfônico e ocultista”. Nesta resenha vamos tratar do álbum mais vendido da banda até aqui: Vovin. Espero que se deliciem com o “melhor-do-melhor” Metal!

Vovin, Therion – Review: O Melhor do Metal Sinfônico e Ocultista

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Reviews de Álbuns do Therion

Vovin> Lemuria > Sirius B

Como é falar do “melhor-do-melhor” de alguma coisa? Assim inicio este post que eu posso dizer para todos os amigos e amigas, eu realmente “enrolei” pra fazer, por simplesmente ter de escolher quais álbuns eu ia fazer as resenhas. Escolhi, claro, o Vovin e depois o Lemuria/ Sirius B (são álbuns “gêmeos” porque são duplos, mas argumento que cada um merece sua própria review).

Eu poderia falar do Secret of the Runes, do Theli (que é um marco para o metal sinfônico), do Deggial, do Crowning of Atlantis, e até de alguns outros mais desconhecidos como Bells of Doom e A’arab Zaraq – Lucid Dreaming. Mas escolhi esses três, cada um por motivos pessoais e especiais também. Mas agora é a hora do Vovin, e vamos para ele.

Um pouco da história do Vovin

O Vovin (1998) foi o sétimo álbum do Therion e foi o que mais vendeu, chegando a mais de 150,000 mil cópias apenas na Europa! E apesar do álbum levar o nome Therion na capa (a banda inteira), o Christofer (guitarrista da banda) nos diz que na verdade é um álbum solo dele mesmo. Por que?

Porque ele foi gravado inteiramente no estúdio com músicos que não são membros oficias do Therion — somente com ele liderando o projeto.

Rise of Sodom and Gomorrah – “Therion goes Classic”

Outra coisa interessante é que o nome Vovin quer dizer “dragão” em “Enochiano”: uma espécie de linguagem “angélical”/ ocultista. Não vou entrar muito no assunto desta linguagem, mas deixo a referência abaixo para quem quiser saber um pouco.

Entre os músicos convidados do Vovin está a cantora Sarah Jezebel Deva (que engordou um bucado de 1998 pra cá) que se trata simplesmente da vocalista (pelo menos até 2012) da banda Cradle of Filth. Ela é uma das cantoras mais conhecidas do meio “sinfônico-black metal” e na verdade é sempre bom citar essas referências.

Sobre o Therion e o Ocultismo

vovin contra-capa
“Clavicula Nox”

Outra coisa interessante a citar do Therion é que desde 1996, muitas das letras da banda são feitas por Thomas Karlsson (provavelmente, ele é o autor da lindíssima “Draconian Trilogy” deste mesmo Vovin; ela é um show de poesia oculta!).

Este Thomas é uma espécie de líder de uma seita ocultista chamada “Dragon Rouge”, assim como também é cantor de uma banda de death metal sinfônico chamada Shadowseeds. Na verdade… eu poderia dizer que o Therion é uma banda defensora da “seita” Draconiana. Therion quer dizer “A Grande Besta”, em referência a “To Mega Therion”, que é um dos nomes de Aleister Crowley, e também referência à banda Celtic Frost, que tem uma música com este nome.

"Black Sun"
“Black Sun”

Digamos assim… quando eu digo ocultismo eu não me refiro muito ao lado “bonzinho” do termo, mas ao lado “malvadinho” mesmo. Eu encaro o Therion como também um divulgador dessa seita religiosa (vamos lá… satanista no meu ver) de nome “Draconiana”. Mas calma… não tenham “tanto medo” — se é que hoje isso dá medo num mundo tão ateu kk.

Tenham calma porque todas as letras são maravilhas de poesia, algumas contam historias inteiras de mitos e lendas ancestrais, como a Ginnungagap do Secret of the Runes, que conta o mito de criação Viking (e a música é um deleite!). E tem várias outras, como An Arrow from the Sun, Quetzalcoatl, Abraxas (todas as três do Lemuria que tem uma review aqui mesmo).

Falando das Músicas e da Qualidade Musical do Vovin

“The Rise Of Sodom And Gomorrah” – Perfeição

vovin capa

Antes que alguém comece a pensar que “eu conheço todas as letras do Therion”, não, eu não conheço. Procuro ver a letra quando me interesso de algum jeito — as vezes de forma pessoal. Mas esse álbum começa logo com “The Rise Of Sodom And Gomorrah”. Só essa musica, ela e mais nada é toda a história do metal sinfônico.

Deixei uma versão de The Rise Of Sodom And Gomorrah ao vivo, que o Therion gravou junto com uma orquestra logo no começo do post. Uma das clássicas gravações “Therion Goes Classic” que todo fã de metal deve conhecer.

Sabe? PERFEIÇÃO? O Therion foi a primeira banda a colocar instrumentos orquestrais na composição inteira da música. Só agora o Epica começa a chegar perto disso — siga o link e veja a review do álbum Design your Universe do Epica.

Claro que as músicas além de composições orquestrais ainda possuem os coros que meu Deus, são maravilhosos! Dessa maneira  os violinos, celos, instrumentos de sopro e até os coros “não são o fundo da música”. Eles não fazem só “pampampam” como composições do Nightwish e do Epica. Eles SÃO As Músicas! Sem esses instrumentos e os coros NÃO TEM MUSICA NENHUMA.

Wine of Aluqah – Ao Vivo 2001

Esse foi para o Therion (até a época do Gothic Kabbalah) o grande diferencial e ponto de referência. Na verdade, eu não imagino o metal “operístico”, sinfônico, (ou que nome você dê para ele) sem que houvesse um “Therion”. Se qualquer banda de metal quer “chegar lá”, fazer o “melhor-do-melhor”, o ponto de partida e chegada são as composições do Therion.

Pois então… Vamos falar das MÚSICAS. Começando com a lenta, “Birth of Venus Illegitima”, seguida pela quase power metal “Wine of Aluqah” que deixo aqui  a versão de um show ao vivo dela (está ai no tube!). Clavicula Nox (cuja versão do Crowning of Atlantis eu acho muuito mais bonita musicalmente); The Wild Hunt que tem uma pegada mais power metal e forte no final e Eye of Shiva que é um pouco mais lenta que Venus Illegitima.

O Therion não é Gótico!!

Eu imagino que essas músicas mais lentas do Therion fazem as pessoas pensarem que a banda é “gothic metal”. Ledo, ledíssimo engano. Acho que essa impressão aumentou ainda mais com o álbum “Gothic Kabbalah”. No fundo eu nem gosto muito de discutir o assunto.

Mas o Therion começou essencialmente como Death e Black Metal. Ele tem sim algumas músicas que “lembram” gótico. Mas pode crer, pensar que o Therion é gótico é não entender de gótico e não entender de Metal.

Birth of Venus Illegitima (Official Live)

Temos ainda a Black Sun que tem um coro maior de tenores e parece ser mais “densa”. Todo álbum do Therion (pelo que lembro) tem uma canção mais ou menos como uma “oração”. Black Sun, se não me engano, é uma lenda sobre um imenso Sol Negro repleto de poder… não vou aprofundar. Fechando com a Raven of Dispersion, também na pegada mais gótica que eu já citei — com o final parecido com um orar gregoriano.

Draconian Trilogy – A Obra-Prima do Álbum e do Therion

Eu quero fechar mesmo com a obra-prima do álbum. Se The Rise of Sodom and Gomorrah não é o bastante, fomos brindados com Draconian Trilogy. As suas três partes: The Opening, Morning Star e Black Diamonds, são composições de uma só música e de uma só letra.

Draconian Trilogy – Therion Goes Classic

Assim como já dei uma dica acima: O Therion tem MUITA referência de canto Gregoriano em suas canções e aqui também se faz presente, CLARO.

E sinceramente, já ouvi e revi diversas versões dela (algumas ao vivo em orquestras que vou deixar aqui). Basicamente, vejo a letra como a própria interpretação “Theroniana” (para não dizer Draconiana) da possibilidade do ascender de “certa força”… Bom… Melhor não irem muito por mim (sei muito pouco do assunto). Vamos ficar com o final da música.

The diamonds gimmering in the darkness,
(Os Diamantes que brilham na escuridão, )
to be the stars in the night.
(para serem as estrelas na noite)
Black pearls will shine so bright,
(Perolas negras irão brilhar intensamente…)
of the draconian might.
(do Poder Draconiano)

Espero que tenham gostado!
Abraços!

ps: Antes que me perguntem eu sou Teísta (acredito em Deus). E sinceramente… quase deixei de ouvir o Therion ao ver algumas traduções. No fim, compreendi que é música e fala comigo de algum jeito. Entendam assim: nenhum metaleiro é 100% metal viu! Tanta banda de black metal que os caras depois se dizem cristãos kk.

Música boa é Música boa sempre!

Fonte:
Wikipedia (ING) Vovin: [Link]
Wikipedia (ING) Sarah Jezebel Deva: [Link]
Wikipedia (ING) Therion: [Link]
Wikipedia (ING) Enochian: [Link]
Wikipedia (ING) Thomas Karlsson: [Link]