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O que são Filmes Space Opera x Ficção Científica?

Então quer dizer que você adora filmes como Star Wars, curte seriados como Star Trek e adora tudo o que envolve “coisas espaciais” ou que lembrem ficção científica de algum jeito né verdade? Então seja bem-vindo e finalmente entenda O que são Filmes Space Opera e sua diferença das Ficções Científicas!

O que são Filmes Space Opera x Ficção Científica?

Star Wars: O Império Contra-Ataca
Star Wars: O Império Contra-Ataca

Entendendo Assuntos Nerd e Otakus da Cultura Pop

O que são Animes Shonen, Shoujo e Seinen?O que são Animes feitos de Visual Novel? Quais são os tipos de Roteiros de Animes? – O que é uma Graphic Novel? – O que são Filmes Space Opera?O que são Épicos, Romances e Novelas? – O que são Animes e Cartoons? — Como são os Desenhos (Cartoons) da Atualidade e do que eles Falam? O que é Tsundere, Yandere, Kuudere e Dandere (Moe) dos Animes?

Eu acabei tratando um pouco disso, ou seja, explicando O que são Filmes Space Opera, na PARTE 2 do nosso Top 5 Filmes de Ficção Científica. Mas como senti que este é um assunto que dá muito “pano pra manga” e principalmente agora com o sucesso de Star Wars: O Despertar da Força, resolvi fazer um texto mais completo sobre o tema.

Para tanto, peguei um pequeno trecho aonde o próprio George Lucas fala sobre sua obra (Star Wars, claro), assim como temos um complemento explicando quais são os principais assuntos em obras de ficção científica “mais duras”, fazendo uma  separação entre elas e as Space Opera, também chamadas de “Operas Espaciais”, “Épicos Espaciais”, e seja lá mais qual nome você dê para o gênero. Vamos ao texto!

Space Opera vs Ficção Científica

space opera vs ficção científica

Acho que esse é o grande ponto de “ebulição” e que precisa ser explicado. Falo isso porque eu mesmo, durante muito tempo vi Star Wars, Galaxy Express 999 e algumas outras obras, como ficção científica. Mas então, quais são os principais temas de cada uma delas? Elas são a mesma coisa?

Temas de Ficção Científica

O-Exterminador-do-Futuro

Os principais temas de ficção científica são tratados de alguma forma no nosso Top 5 Filmes de Ficção Científica, assim claro como os Top 5 Filmes do gênero. Mas trazendo eles para cá, dentre os principais Temas nós temos: “Medo da ciência”; Como a ciência muda/ pode mudar as nossas vidas (para o bem ou para o mal) num verdadeiros exercícios de “futurologia”; e claro os clássicos “O que é uma Pessoa?” e “Experimentos Mentais”. Eu vou explicar melhor abaixo.

Medo da Ciência

O primeiro de todos e mais clássico dos temas, o Medo da Ciência, é exemplificado logo no livro Frankenstein — não li a obra original, mas todos sabem o enredo principal. Esse Tema você encontra quase sempre em obras de sci fi. Até mesmo em clássicos como o 2001: Uma Odisseia no Espaço, aonde o HAL 9000 “assume” esse lugar de que, “a ciência pode nos fazer mal”.

2001-SpaceOdyssey hal 9000

Filmes, livros e entretenimento em geral aonde máquinas dominam o mundo e escravizam a humanidade (Exterminador do Futuro?) são tão antigos quanto a própria ideia de tecnologia.

Como a ciência muda a nossa vida

Minority Report -- Sim é o Tom Cruise rs
Minority Report — Sim é o Tom Cruise rs

Já no tema Como a ciência muda a nossa vida (pode ser para o bem ou para mal), começo citando as obras clássicas de Júlio Verne, como “A Viagem ao Centro da Terra”, ou mesmo o menos conhecido “Da Terra à Lua”, que foi lançado em 1865… isso mesmo, um século antes de irmos à lua.

Em obras com esse tema, dentro da cultura pop e por isso mais conhecidas, você encontra Minority Report, De Volta para o Futuro — que eles até acertaram algumas tecnologias — obras de Isaac Asimov como “Eu, Robô”, “Homem Bicentenário”, todas discutindo as atuais ou futuras relações do homem com a tecnologia.

de volta para o futuro back to the future 2
Ahh o Delorean…

“O que é uma Pessoa?”

blade runner wall
Blade Runner — O que é uma pessoa?

E essas mudanças na vida humana se relacionando com a tecnologia, também abrem espaço para discussões realmente filosóficas sobre “O que é uma Pessoa?” por exemplo. Ou seja, quando se pode considerar alguém, uma pessoa — com suas decisões, seus sentimentos, sua consciência e tudo mais.

Obras como a própria Homem Bicentenário, Robocop e principalmente Blade Runner discutem até que ponto, podemos considerar “O que são pessoas” — será que um dia faremos androides, robôs, ou seres “Quase Humanos” que chamaremos “Pessoas”? Esse tema parece muito transcendental, mas esse debate é amplo e virava a cabeça de pessoas do século XIX-XX… não quanto a robôs, mas quanto a toda à humanidade.

Experimentos Mentais

Já os “Experimentos Mentais” vemos, adivinhe só, em Matrix. Com a sua clássica possibilidade de “E se na verdade aonde estamos agora não se trata simplesmente de uma realidade virtual?”.

Pois muito bem, esses são os temas mais comuns em sci fi — o que não quer dizer que não haja ficções científicas lidando com outros assuntos. Contudo, vejam bem, sci fi sempre tem o plot central focado na ciência/ tecnologia e como nós nos relacionamos com ela de alguma forma.

E os Temas dos Filmes Space Opera?

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Então quer dizer que você é um cético como eu?

Space Opera, Épicos Espaciais ou Epopeias Espaciais, seja lá o nome que você dê para o gênero, são exclusivamente Épicos. Explico o assunto melhor no texto “O que são Épicos, Novelas e Romances?“. Basicamente os filmes Space Opera são Épicos que acontecem no Espaço. E se para você que como eu for um cético, e não acredita que Star Wars se trata de um Space Opera, que tal um pequeno comentário do próprio George Lucas?

Eu queria contar uma estória. Eu queria ter certeza que o que eu estava fazendo NÃO era uma ficção científiica: Mas era uma “Fantasia Espacial”. Como uma Opera. Fazia parte do gênero de contos de fada ou mesmo da mitologia.

Seguindo o link aonde ele fala mais sobre Star Wars no Wired.com você verá ele falando ainda mais sobre SW e seu processo criativo.

Um Épico… so que no ESPAÇO!

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Basicamente Star Wars é um Épico… só que no espaço

Então… vamos explicar um pouco melhor né? Imagine um Epopeia, como aquelas que citei no texto sobre Épicos, como Legend of Zelda, Senhor dos Aneis, Odisseia, Gilgamesh, etc. Basicamente as Space Opera, em vez de seguir os temas básicos de ficção científica que explanei acima, seguem propriamente falando, a ideia de Jornada do Herói — sem uma preocupação muito grande com os conceitos de ciência de forma “mais dura”, como nos sci fi.

Não estou dizendo que Star Wars com o uso da Força (e com os Midi-chlorians), ou mesmo com os sabre de luz (que provavelmente são feitos de plasma) não tenha nadica de nada de ciência — e muito menos Star Trek que tem uma quantidade absurda de conceitos de física, e que nos trouxe a ideia do conceito de Dobra-Espacial.

Jornada do Herói

Enterprise e a "Dobra Espacial"
Enterprise e a “Dobra Espacial”

Mas principalmente Star Wars tem como plot principal, e dentro do seu universo lógico contido numa realidade com cronologia pré-estabelecida, um foco no Épico, na Jornada do Herói. Primeiro Anakin, sua “Queda como Darth Vader” e seu Ressurgir com o seu arrependimento. Depois com Luke que não queria ser o herói, mas conseguiu salvar o seu pai. E agora o “Épico familiar” — como diria o próprio George Lucas — continua em Despertar da Força.

Ou seja, no espaço ou aonde quer que seja, os Épicos com o “Chamado do herói”, “O negar da Jornada”, “O mestre sábio que vai ajudar na aventura” e o “Completar da Jornada” (na maioria das vezes “voltando de onde se partiu”), como retornar à Ítaca, salvar Hyrule e voltar ao seu Tempo, ou devolver o Um Anel aos vulcões aonde foi forjado, seguem “mais ou menos” o mesmo caminho.

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Um Épico Espacial

Conclusão

Maetel Galaxy Express 999 (5)
Maetel da Animação Galaxy Express 999

Para fechar o texto considero importante falar algumas coisas. A primeira delas é que Star Wars não é o único Space Opera, claro. No Japão temos as obras clássicas de Capitão Harlock e Galaxy Express 999, ambas do mesmo autor — e que você pode saber um pouco mais delas seguindo os links Aqui e Aqui. Posso citar também Stargate e até Jaspion, por que não?

Eu diria ainda que mesmo Star Trek, que foca MUITO em ficção científica, porque tem diversos conceitos de “ciência dura”, não esquece de contar uma Jornada do Herói, seja com o Capitão Kirk e o Spock, ou de “Nos levar a uma viagem entre sociedades diferentes e conhecer todo um universo que nos espera”.

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Sim até Star Trek tem seu lado “Épico Espacial”… Ao menos eu acho rs

Espero ter ajudado a todos os amigos and amigas a entender um pouco melhor sobre Space Opera, Épicos e mesmo sobre Ficção Científica em si. Aquele abraço a todos!

"Join in the Dark Side" e assista Épicos Espaciais!
“Join in the Dark Side” e assista Épicos Espaciais!

Fontes: wired.com [Link] / Arstechnica.com [Link] / Afontegeek – Top 5 Filmes de Ficção Científica PARTE 1 e PARTE 2/ Top 5 Mulheres + Lindas dos Animes [Link]/ Review do álbum Random Access Memories do Daft Punk [Link]

O que são Gêneros Épico, Romance e Novela? – A Jornada do Herói

E lá vamos nós a mais um post “Entendendo Assuntos Nerd e Otakus da Cultura Pop” aqui do Afonte Geek. Dessa vez vamos falar sobre três tipos de história que são muito comuns nas nossas vidas e na Cultura pop! Vamos falar sobre Épicos, Romances e Novelas!

O que são Gêneros Épico, Romance e Novela? – A Jornada do Herói

O que sao epicos Romances e Novelas

Entendendo Assuntos Nerd e Otakus da Cultura Pop

O que são Animes Shonen, Shoujo e Seinen?O que são Animes feitos de Visual Novel? Quais são os tipos de Roteiros de Animes? – O que é uma Graphic Novel? – O que são Filmes Space Opera?O que são Épicos, Romances e Novelas? – O que são Animes e Cartoons? — Como são os Desenhos (Cartoons) da Atualidade e do que eles Falam? O que é Tsundere, Yandere, Kuudere e Dandere (Moe) dos Animes?

Olá meninos e meninas deste Brasil! Dando continuidade a nossa série de posts especiais “O que é Alguma Coisa”, desta vez vamos tratar sobre três gêneros literários/ cinematográficos/ televisivos extremamente ligados ao nosso cotidiano e também a própria Cultura Pop em Geral.

Claro que esse post não tem a pretensão de definir “forevermore” os gêneros de história. Ele é mais como uma “apresentação inicial” sobre os Tipos de Histórias, para que quando o amigo/a leitor os encontrar, poder definir melhor “Qual é Qual”, além de saber um pouquinho mais do significado deles.

Vamos ao post?

O que é um Épico? – A Jornada do Herói

Cena do filme "The Odyssey" de Francis Ford Coppola
Cena do filme “The Odyssey” de Francis Ford Coppola

Pode-se dizer que esse é o grande tipo de história humana. Ele pode aparecer em Space Opera, na Grécia, Suméria, Índia e até entre os nórdicos. Os épicos fazem parte da história humana, e nós nos confundimos com eles — como se cada um de nós vivêssemos o nosso próprio épico.

Não se pode datar ao certo “Quando” surgiu a primeira epopeia, dado que temos registros de escritos da “Epopeia de Gilgamesh” datando por volta de “Século XXVII AC”, mas realmente tomando forma somente com Homero, e seus clássicos Ilíada e Odisseia — tendo a curiosidade de que no começo, os épicos serem sempre Poesias… Mas até hoje eles são sempre MUITO LONGOS.

A "Epopeia de Gilgamesh" aqui como Gilgamesh do anime Fate/ Zero
A “Epopeia de Gilgamesh” aqui Gilgamesh aparecendo no anime Fate/ Zero

E por que eles “só tomam forma com Homero?”. Porque até essa época, essas epopeias como a de Gilgamesh tinham várias versões e eram contadas de forma Oral. Homero foi lá, compilou as histórias ORAIS que circulavam entre os povos gregos e helênicos por volta de 900-800 AC, e deu assim um coro único às histórias de seu povo.

Mas os épicos estão presentes em todas as eras. Passando pelos Lusíadas de Camões, Canção dos Nibelungos (Anel dos Nibelundos… já ouviu falar?), para o mais antigo épico hindu, o Ramaiana (entre 500 a.C. a 100 a.C), chegando em histórias como Senhor dos Anéis (que entre outras inspirações, tem um pouco da Canção dos Nibelungos) e até mesmo, vejam só, Star Wars.

Temos Épicos… até no Espaço!

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Enfim, você já entendeu que os Épicos são quase tão antigos quanto a humanidade né? Mas e… O que é um Épico? Épicos geralmente são centrados na figura do Herói. Pode-se dizer que eles Contam a história da Formação, Caminhada e “Chegada”/Retorno do Herói. Vamos explicar melhor.

Épicos podem ser colocados como “Jornadas do Herói” — que são o tipo de história mais comum dentre Animes, Quadrinhos, Filmes e a Cultura Pop como um todo. As Jornadas do Herói têm sempre os elementos básicos como “O herói não queria ser Herói”, que é o “Chamado do Herói”. A “Preparação do Herói”, que é como o treinamento dele, sempre ajudado por seu Mestre Sábio, ou por alguma entidade amiga que vai estender a mão.

Filme O Anel de Nibelungos
Filme O Anel de Nibelungos

Culminando na caminhada que se trata do épico em si, ou seja, das passagens, aventuras, desafios e tudo mais que o herói passa. Até finalmente, ele alcançar seu objetivo, seja ele qual for. Como regressar à Ítaca no caso da Odisseia ou jogar o Um Anel de volta nos vulcões de Mordor onde ele foi criado.

Mas não é “ser aceito no Olimpo” como no caso de Hércules, que trata um Épico. No épico o é importante é o CAMINHAR do Herói, o seu crescimento, e os desafios que ele supera a cada momento — para se tornar o “Herói do Tempo“, por exemplo. Na verdade, histórias como as de Cristo, Buda e Moisés podem se encaixar como “Jornadas do Herói” — mesmo que eu pessoalmente não considere as duas primeiras como Épicos por não serem “longas o bastante”.

E nos games, claro

Link de Legend of Zelda - O Herói do Tempo
Link do game Legend of Zelda – O Herói do Tempo

Agora que você já sabe um pouco sobre Épicos, me diga… Está pronto para começar o seu? Já sabe quem é seu Ben Kenobi que vai te ajudar na Jornada e qual é seu Objetivo na Vida?

O que são Romances?

Minisserie DOM da Globo retratando um pouco do romance Dom Casmurro
Minissérie DOM da Globo retratando um pouco do romance Dom Casmurro

Romances também são histórias humanas clássicas e datam de tempos atrás. Mas devo dizer que eles realmente começaram a tomar forma no período literário que chamamos de Romantismo. Eu podia ficar horas falando sobre ele, que também está presente na música (Beethoven por exemplo)… Vamos falar um pouco melhor do Romantismo no decorrer do texto.

Voltando… Romances SEMPRE são focados na história do CASAL. Podemos ter histórias de outros personagens ao redor, mas o que o autor vai focar é a história deles dois. Dentre suas características, um romance tem alguns passos a serem seguidos — mais ou menos como expliquei os dos épicos.

Encontro-Desencontro-Reencontro

Romeu e Julieta no seu "Encontro"
Romeu e Julieta no seu “Encontro”

No começo do Romance, SEMPRE temos o Encontro. Que é o momento mágico que ambos se amam à primeira vista. Isso você vê desde Romeu e Julieta até pasmem, Dom Casmurro. Depois do Encontro, sempre teremos o Desencontro ou Separação. A maior parte do romance vai se passar no Desencontro, seja com os dois apaixonados sofrendo para se reencontrarem, ou vivendo suas vidas em separado.

E para fechar, depois do Encontro e do Desencontro (ou Separação), o romance NECESSARIAMENTE fecha com o Reencontro. O reencontro pode ter dois finais distintos no Romantismo. Ele pode ter um Final Feliz, com finalmente os dois pombinhos ficando juntinhos para sempre.

Cena de Romeu e Julieta no seu Reencontro Trágico -- clássico do "Ultra-Romantismo"
Cena de Romeu e Julieta no seu Reencontro Trágico — clássico do “Ultra-Romantismo”

Ou um final trágico, MUITO PRESENTE em obras Ultra-Românticas, aonde um dos dois ou ambos, morrem de alguma forma trágica — ou seja, eles se reencontram, mas só ficam juntos “no além”.

Como vocês viram, Romances (focam no casal) datam desde Shakespeare passando por Machado de Assis e até mesmo o Épico Brasileiro, Grande Sertão: Veredas. Na verdade, eu tenho de dizer que o ápice da nossa literatura — na minha opinião desde Machado indo até Guimarães Rosa — passa necessariamente dentro de Romances, mesmo que Grande Sertão seja um Épico.

E o que são Novelas?

Cena da novela Lado a Lado da Globo
Cena da novela Lado a Lado da Globo

Vocês me viram explicar sobre Romances, que são histórias focadas no casal, e perceberam que a Tríade Encontro, Desencontro e Reencontro, vocês veem todo santo dia nas telenovelas né verdade? Claro que vocês têm certeza que “Então Novelas e Romances são a Mesma Coisa!”. Errado. Como eu afirmei lá em cima: Romances são focados exclusivamente no CASAL.

Novelas (como as telenovelas), pelo contrário, não são focadas somente nos dois. Elas sempre tem o que hoje nós chamamos de “núcleos de personagens”, que muitas vezes têm suas histórias próprias e nada têm a ver com os Mocinhos do enredo principal. Exemplos de Novelas clássicas na nossa literatura são Memórias de um Sargento de Milícias e “O Cortiço“. Mas eu poderia até citar aqui Amor de Perdição.

Os chamados Núcleos de personagens caracterizam as Novelas

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O que define uma Novela é que ela tem diversos personagens que formam outros núcleos, muitas vezes com histórias próprias que podem se conectar ou não com a história do casal principal. E hoje, (tele)novelas bebem muito do “Romantismo” que eu dei uma palhinha quando falava sobre Romances. Só que o Romantismo não tem apenas a Tríade que expliquei (Encontro, Desencontro e Reencontro).

E o que é Romantismo?

Eurico, o Presbítero
Eurico, o Presbítero, “O Cavaleiro Negro”

O Romantismo é diferente do Realismo, da Literatura Fantástica, da Ficção Científica e do que quer que seja, porque conta histórias sempre muito poéticas, como se o mundo fosse separado por Malvadinhos e Bonzinhos… Ações que não cabem na realidade cercadas de “fantasias idílicas”, ou guerras contadas pela visão do destemido Cavaleiro Negro, como em “Eurico, o Presbítero”.

No fundo, o desejo de obras Românticas é muitas vezes nos fazer esquecer um pouco da realidade crua e difícil, sendo um alento “nessa vida dura”. Hoje raramente se encontra traços do Romantismo (datado do séc. XVII-XVIII) em boa literatura. Mas ele ainda é a fonte em todas as outras mídias — como as Telenovelas, os Filmes (Crepúsculo?!) e por ai vai.

Conclusão

Odisseus e Penelope - reencontro e retorno a itaca - Cena do filme "The Odyssey" de Francis Ford Coppola
Odisseus e Penelope – Cena do filme “The Odyssey” de Francis Ford Coppola

Para fechar o texto eu tenho certeza que se o leitor/a leu bem atento, percebeu que muitas vezes os gêneros de histórias conversam um com outro. Como por exemplo, Grande Sertão: Veredas apesar de ser um Épico, tem um pouco de romance, assim como a própria Odisseia.

Sem esquecer de que mesmo uma Novela pode não ser “Romântica“, ou seja, ela pode não ter nenhum “Romance Principal”. Como é o caso do Cortiço, cujo poucos romances que tem são contados de forma Realista. Ou que um Romance não precisa ser Romântico — como Dom Casmurro, que é um dos maiores expoentes do Realismo no Brasil e nada tem de “Romantismo“.

As boas histórias conversam entre si e conosco

Dom Casmurro - Grande expoente do Realismo no Brasil
Dom Casmurro – Grande expoente do Realismo no Brasil – e é um Romance

O fato é que esses gêneros de literatura e história conversam, se identificam ou não um com outro. Pode ser que você veja um épico sem romance algum, ou que tenha sim um “amor da vida toda”, juntinho do crescer para se tornar “O Herói do Tempo“.

Ou mesmo os Dramas: os Bons Dramas bebem dos Romances a sua Tríade (Encontro, Desencontro e Reencontro.. que pode ser Trágico, lembrem), para que no final, faça quem o estiver acompanhado chorar como um condenado/a. Dramas esses que inclusive podem ser Animes. Animes Maravilhosos devo dizer.

Clannad e Clannad After Story eu digo, mudaram minha visão de mundo
CLANNAD é um dos melhores dramas em Anime que você vai assistir

Ou seja, apesar desses gêneros fazerem parte da história da humanidade como um todo, muitas vezes bebem um do outro, tudo com o intuito de… nos emocionar, passar um bom sentido, iluminar, entreter, nos “bugar”, enfim, estar conosco de alguma forma.

Aquele Abraço!

Fontes: Wikipedia: Epopeia de Gilgamesh [Link] / Saga dos Volsungos [Link] / Homero [Link] / Ramaiana [Link] / Monomito [Link] A Jornada do Herói

Mahouka Koukou No Rettousei – Review: Um Amor entre Irmãos Sublimado – Ou não?

Cá estamos nós para a prometida (há séculos) review de Mahouka Koukou No Rettousei, feita pelo nosso querido amigo PierrotGluton. Aqui ele fala um pouco sobre a “Jornada do Herói” no anime, mas principalmente do relacionamento… digamos que íntimo dos dois irmãos deste shonen de ação que é Mahouka. Fiquem com o texto!

Mahouka Koukou No Rettousei – Review: Um Amor entre Irmãos Sublimado – Ou não?

Mahouka-Koukou-no-Rettousei-Wallpaper

Os Shonens e a Jornada do Herói

Dentre os estilos mais curtidos em animes, obviamente citamos os shonen’s, onde quase sempre encontramos a chamada jornada do herói (monomito – Joseph Campbell), onde existem certos “passos” a serem completados para que o herói conclua a sua jornada.

Mahouka Tatsuya arma

Dentre esses passos está o encontro com um grande mestre… um fodão poderoso overpower pica das galáxias… seja um sábio…. um deus… um demônio… um herói, ou ciclo heroico lendário.

O que vemos em Mahouka Koukou no Rettousei (魔法科高校の劣等生 Mahōka Kōkō no Rettōsei, lit., “O estudante de baixa performance da escola de magia”), é a jornada do mentor (o tal fodão). Essa é a definição que podemos dar sobre Tatsuya Shiba (司波 達也, Shiba Tatsuya).

Sinopse de Mahouka

Mahouka Tatsuya o cara

Vamos apresentar primeiro um pouco sobre, pois o post é feito também para quem não conhece absolutamente nada de Mahouka.

Mahouka é a segunda light novel de um projeto da editora Dengeki: a primeira foi Sword Art Online. Possui boas vendas tanto na light novel, como nos blue-rays: é um dos mais assistidos no Brasil (até na Netflix com o nome em inglês: “The Irregular at Magic High School”).

Cada episódio é uma sensação de um personagem totalmente singular, onde chama a atenção não a necessidade de demonstrar que é overpower, mas que realmente o é. Claro que num personagem assim a possibilidade de ser algo próximo da realidade é algo inviável.

Tatsuya: o Overpower do Anime!

Tatsuya o Homem, O MITO.
Tatsuya: O Homem, O MITO.

Mas aqui estamos pra repassar o que sentimos e achamos sobre Mahouka (dados, tenham certeza, existem na internet).

Normalmente os personagens ditos “overpowers”, ou são excessivamente humildes, atribuindo ao poder da amizade sua capacidade de destruir zilhões, ou então temos personagens que são o dito “entojo”… o cúmulo da prepotência.

Bem ciente de si este menino!
Bem ciente de si este menino!

Em Tatsuya temos alguém que é bem ciente de si, mas não usa disso como forma de tentar chamar a atenção (não que ele se esconda nos cantos), mas ele tenta evitar aparecer, talvez em razão de sua irmã (já já falaremos dela), isso no começo do anime.

No entanto, obviamente ele é o protagonista: os holofotes não se afastam por muito tempo dele. Alguns imaginam que esses holofotes seriam como “alguém no palco num show intimista, violão e voz”… o que Tatsuya proporciona é uma orquestra por trás de si. Os poderes que vai apresenta no decorrer o indicam como um “deus”, no entanto, de barro.

O Verdadeiro Poder de Tatsuya: sua irmã Miyuki

Miyuki A Diva!
Miyuki A Diva!

Falemos então o que sustenta as forças efetivamente de Tasuya: a  relação com sua irmã um ano mais jovem. Para apresentá-la, vamos com o discurso que ela fez no primeiro dia de aula na cerimônia de abertura da escola:

“Enquanto a luz do sol flui gentilmente, e o vívido aroma das flores de cerejeira se agita neste belo dia de primavera, me sinto feliz e honrada que meu desejo de ser aceita neste prestigiado primeiro colégio afiliado a Universidade Nacional de Magia tenha se realizado. Em nome dos novatos, e filiados com o orgulho de serem alguém do primeiro colégio…”

Eis Miyuki Shiba (司波 深雪, Shiba Miyuki), a flor suave e poderosa da família Yotsuba (a mais poderosa dos dez clãs). Talvez em poderes, seja a única que realmente possa fazer frente a Tatsuya (as cenas em que ela fica com ciúme do irmão demonstram isso; Ah sim, ciúmes: rola um brocom* explícito).

O Relacionamento dos dois é como uma Dança…

AGORA VAI!
AGORA VAI!

O grau de envolvimento dos dois é tão profundo que aparentemente eles criaram travas de poderes em que apenas eles podem se liberar entre si, soltando poderes maiores ainda (wtf). O grau de mexida que Myuki causa em Tatsuya pode ser demonstrado ao estrago que ele faz a uma gangue mafiosa chinesa, que ele EXTERMINA, porque o “irritou”(mexeu com a irmãzinha), só isso.

O relacionamento dos dois parece quase que uma dança, onde giram em torno deles mesmos girando pelo salão causando olhares amargos e doces por onde passam.

Conclusão: Mahouka se torna uma “Epopeia”?

Tatsuya e Miyuki, O Mito e a Diva
Miyuki e Tatsuya , A Diva e o Mito

Realmente, Mahouka vale a pena assistir, e assistir novamente.

Obviamente o anime não encerra toda a historia, e realmente para reconhecer todo o universo desenvolvido por traz de Mahouka, ele eventualmente deveria se transformar numa Epopeia (anime com mais de 100 capítulos), tal o grau de complexidade que o mesmo potencialmente deixa a entender.

Galeria de Imagens do Anime