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O que são Animes Shonen, Shoujo e Seinen?

Saiba agora de uma vez por todas O que são animes Shonen, Shoujo e Seinen. Neste texto vou falar das classificações e gêneros dos anime, que costumam gerar muitas confusões “nos otakus novos e velhos”. Venham comigo!

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O que são Animes Shonen, Shoujo e Seinen?

Eu sei que muitos de vocês têm duvidas sobre os tipos de animes, gêneros, classificações, até nomenclaturas diferentes que eles possuem. Pensei em escrever sobre Moe e Kawaai, mas o antigo Blog Otakismo, agora no Genkidama (eu imagino que seja o mesmo autor) conta com artigos soberbos sobre o assunto, além do que acabei fazendo um especial de Top15 Personagens +Moe.

Por isso mesmo, hoje vou falar sobre animes/mangás Shonen, Shoujo e Seinen, que são os mais conhecidos/vistos e vendidos na terra de nippon e muito mais além and far away, e que acabam causando mais duvidas, brigas e tensões entre os fãs (ou não) para saber qual anime é de qual classificação!

Pois bem.

Masashi Kishimoto fala sobre o fim de NarutoShonen, Shoujo e Seinen são termos que designam os “Públicos Alvo”, ou seja, a que tipo de público a obra é direcionada. Na ordem: Garoto Jovem, Garota Jovem e “Adulto” (mas não tem haver com hentai, é adulto por ser a um público mais ‘velho’).

Só um adendo antes das explicações: esse texto não vai definir para sempre ‘forevermore’ nada disso, mas tenta dar uma luz ao amigo otaku, ou então àquele nerd que como eu, pegou um anime para ver e mal sabe no quê está lidando. Na duvida, vejam as referências no fim do post que ajudam pacas.

Shonen

"Dragon ball Z": Shonen do mestre Akira Toriyama
“Dragon ball Z”: Shonen do mestre Akira Toriyama

Os Animes/Mangás shonen, são àqueles cujo público alvo são os garotos jovens, ou os adolescentes espinhudos. Esses shonens podem ter os mais variados gêneros, como os Haréns, Comédias, Ação (os “battleshonen” que são os mais famosos), Romances, etc… Eu colo os de gore/terror também. Mas bem mais raro são os filosóficos/psicológicos.

Como Identificar um shonen?

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Um Ótimo Shonen. Cliquem na Imagem e vejam o texto que eu falo sobre DN

A experiência vai ajudar. Mas os de ação — como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Swort Art Online, One Piece, Naruto — têm um roteiro parecido. Primeiro que todos contam a Jornada do Herói. Ou seja, são histórias de alguém que não era ninguém, muitas vezes não queria ir para luta para mudar de vida, mas que vai em busca de um sonho. Ai varia mesmo: Defender Athena, Salvar os terráqueos, Salvar Asuna, Em busca do One Piece… etc.

Na maioria são roteiros clássicos, com os de sempre “eu nunca vou te perdoar”, os cansativos Flashbacks, explicações sempre que possível, diálogos no meio dos combates; costumam ter andamento bem mais linear e claro, uma multidão de conceitos.

"Saint Seiya": Clássico dos Clássicos dos Shonens
“Saint Seiya”: Clássico dos Clássicos dos Shonens

Mas no geral, shonens de humor, psicológicos, e tantos outros, o roteiro acaba não dando ênfase aos personagens, e portanto, falha como boa ‘literatura’ — até porque o objetivo não é esse nos shonens. Ai temos casos como personagens incapazes de existir na realidade. Mas tenham em mente que o objetivo no shonen, maioria das vezes, são as ‘epopéias’, os épicos.

Talvez essa pouca preocupação na profundidade dos personagens, é o que torne os shonens tão populares, por contar a ‘jornada do herói’ e focar bem nisso, afinal,  todo jovem quer ser um hokage. Sem esquecer da ação ‘bem feita’ e tudo mais. Eu confesso que não gosto muito deles, mas sei que têm aqueles muito bons!

Shoujo

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“Karekano”: shoujo clássico

Como disse lá em cima, os shoujos são os feitos para as meninas adolescentes. Diferente dos shonen que contam a ‘jornada do heroi’ na maioria das vezes, os shoujos contam os ‘Ritos de Passagem’ da Mulher. Como o primeiro amor, o primeiro beijo, a primeira vez que se vê como mulher, e também, a primeira noite de sexo — engraçado, no ocidente, a primeira noite é muito marcante para os meninos. Um rito para se tornar Adulto.

Diferente dos shonens, aqui os Haréns são “ao contrário”, ou seja, vários carinhas em cima da mesma menina — não há a relação de macho alpha. Sem contar que alguns shoujos focam bastante no humor baseado em slices of life. Claro, tem os Slice of Life, Dramas; os de ação que são os conhecidos como “Mahou Shoujo”, ou “garotas mágicas”, mas sem dúvida o carro chefe dos Shoujos são os Romances.

"Ef a tale of memories" : E haja cenários românticos!
“Ef: a tale of memories”: Baseado num Visual Novel Eroge/ manga Shonen. Tem toda a característica no anime de ser um Shoujo (mas não é); o fato de vir de uma VN explica às referências/easter eggs de Clannad…

De uma maneira geral, os traços clássicos de roteiro de shoujo são: Roteiros clássicos/pós-clássicos, com um big mistério que só descobrimos com o passar dos episódios; enfoque muito grande nas ‘psicologias baratas’: “meu eu antigo é diferente do meu eu atual, que será diferente do meu eu do futuro” o.O; lugares lindos e românticos como cidades destruídas, pôr-do-sóis em momentos ‘cruciais’. Todos os rapazes são lindos e maravilhosos — eu desculpo essa porque nos haréns as mulheres também são gatas; e na maior parte das vezes as mocinhas são feinhas.

Mas a grande ‘sacada’ dos shoujos: geralmente, no começo do anime, se o amigo leitor entender bem o conceito de ‘novela’ — sentido literário/tv — ele já vai saber que A vai ficar com B, como será a história e qual será o final. A ideia da autora é prender o público pelos ritos de passagem que a garota vai vivenciar. Mas já se sabe toda a história desde o primeiro episódio. Acho que isso acaba me afasta um pouco dos shoujos — maioria das vezes sei o final.

Seinen

"Ah Megami Sama": Pasmem, é um Seinen!
“Ah Megami Sama”: Pasmem, é um Seinen!

Esses tem os mais variados gêneros assim como os shonen. Romance, ação, filosofia, sci-fy, harém, fantasia, Dramas, gore/terror… Mas o roteiro dificilmente segue a cartilha dos roteiros clássicos, ficando mais a cargo do próprio gênero que o anime se propõe — se é um romance/slice of life como Ah Megami Sama, vai seguir um pouco esse roteiro.

Mas a diferença básica dos shonen, por exemplo, é que primeiro, esqueça a ‘Jornada do Herói‘ como plano de fundo básico.

"Elfen Lied" : Sobre a Culpa e a Monstruosidade Humana! Melhor anime que eu já vi até Hoje. Um Seinen/Gore
“Elfen Lied” : Sobre a Culpa e a Monstruosidade Humana! Melhor anime que eu já vi até Hoje. Um Seinen/Gore

Aqui não há busca de nada, nem crescer é o assunto principal. Na verdade essa é a graça dos Seinens. Os argumentos variam muito, não ficando no ‘geralmente’, como ocorrem nos shonens. Cada autor escolhe seu jeito e forma de contar a história, mas focando sempre o desenvolvimento e personalidade de suas personagens.

É como se nada fosse esquecido, nenhuma impossibilidade — como a impossibilidade do L (Death Note) existir, sem nenhum distúrbio psicológico. E não há preocupação excessiva nos conceitos/explicações. Talvez por isso mesmo, o anime fique mais ‘complicado’, mais ‘sério’, ou mais chato, porque os personagens são realmente, Realistas.

"Koi Kaze" : Como um 'siscon' é contado num seinen. Linda e doída história de amor
“Koi Kaze” : Como um ‘siscon’ é contado num seinen. Linda e sofrida história de amor

Talvez essa ‘seriedade’, ou essa oportunidade de falar de assuntos diversos, não deixa o leitor preso no “já sei o final da história” que acontece nos shoujos; afastem ou chamem admiradores.

Cabou!

Aria The Animation, melhor shoujo/shonen que eu já vi. O Sorriso de Alicia-san guarda muito mais do que a autora nos mostra
“Aria”: Para uns um Shonen, para outros um Shoujo e para alguns um Seinen. Para mim, melhor Shoujo que já vi. Aria é nota 10.
Entendendo Assuntos Nerd e Otakus da Cultura Pop

O que são Animes Shonen, Shoujo e Seinen?O que são Animes feitos de Visual Novel? Quais são os tipos de Roteiros de Animes? – O que é uma Graphic Novel? – O que são Filmes Space Opera?O que são Épicos, Romances e Novelas? – O que são Animes e Cartoons? — Como são os Desenhos (Cartoons) da Atualidade e do que eles Falam? O que é Tsundere, Yandere, Kuudere e Dandere (Moe) dos Animes?

Por fim, quero lembrar que os mangás, light novels e animes focam o público alvo. Então, geralmente, a classificação do mangá é a correta: Não é à toa que Death Note é Shonen — foi publicado numa revista de shonen. Ou que tenha uma confusão enorme com Aria, que foi primeiro publicado como Shoujo e depois como Shonen.

Na dúvida vão na Wikipedia em INGLÊS e vejam o Demographic, que é o público alvo. Ou como eu falei lá em cima, sigam estes dois sites de boa referência que eu recomendo deveras:MangaUpdates / Tvtropes.org.

Abração!

Guilty Crown – Crítica: Ação, Romance e Filosofia – O Homem em busca de ser Humano

E vamos para a Crítica do anime Guilty Crown, uma das que mais deu trabalho fazer para este que vos escreve. Muita ação, Romance e também Filosofia, nesta obra aonde o homem busca ser Humano. Vem comigo!

Guilty Crown – Crítica: Ação, Romance e Filosofia – O Homem em busca de ser Humano

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Veja também o nosso Cosplay da Inori – Gata da Semana Especial: Guilty Crown

Finalmente a crítica de Guilty Crown — meu anime favorito (ainda hoje). Depois de muitas promessas e adiamentos, fiz esta critica sobre o anime, que contém SPOILERS, estejam avisados. Mas mesmo que você ainda não tenha visto o anime, recomendo ler meu texto. Por que meus textos são maneiros.

But Primeiro, the mine Sinopse!

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Ouma Shu é um jovem meio triste que não se dá muito bem como ninguém na escola — não me diga — que sempre foi fã da banda EGOIST e da sua linda vocalista Inori Yuzuriha. Mas o que ocorre? A própria Inori acaba roubando algo das tropas da GHQ (uma especie de ONU) e sangrando pede ajuda a ele. A verdade é que o Japão sofreu um ataque de arma biológica, que ficou conhecido como Lost Christmas e acabou pedindo ajuda aos estrangeiros. Numa sucessão de eventos, Shu utiliza o artefato roubado por Inori — o Genoma do Void — para salvar a todos das tropas do GHQ…

Lembrando que Guilty Crown é um anime de Mistério, Sci-fi, Mechas, Ação, romance, psicologia, filosofia e um pouco de teologia, que fica bem clara no decorrer da animação. E esta critica será divida em Roteiro e Direção, Trilha Sonora, Character Design e Personagens, Historia e Sentido da obra.

Vamos logo.

Roteiro e Direção

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Lindo de mais…até hoje não sei porque o Void da Inori é uma espada

O Roteiro é quase perfeito. Para falar a verdade eu sou completo fã de roteiros de mistério/ modernos, porque não precisam falar de mais e explicar o desnecessário. O problema é que algumas vezes ele pode acabar não ficando claro o suficiente — ocorre em Serial Experiments Lain por exemplo. Todas as falas são bem dosadas, e o ritmo da primeira temporada é perfeito.

guilty-crown0004 Diria que o único erro dele foram os 5-6 episódios iniciais da segunda temporada, porque fizeram os episódios “power rangers“, que em vez de seguir com a história, contaram o “plano de fundo” dos outros personagens. Alguns amaram ver o episódio da Ayase Shinomiya “voando” com seu void, mas acabou-se perdendo o “fio da meada“. Tudo só volta aos eixos depois.

Guilty Segai_watches_videoTambém adorei a Direção. Bons cortes, bons detalhes. Ambos foram talvez do mesmo nível. Adorei as cenas em que o Segai Waltz Makoto, ou melhor, o francês, eram utilizadas para explicar em que ponto estávamos. Perguntas sensacionais do tipo: “Todos querem saber aonde está o Gai“, “Afinal, ele está vivo ou não?

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Esse cara foi muito interessante durante toda a história/Foi muito bem utilizado pelo Diretor

Sem dúvida ambos, na primeira temporada, foram perfeitos. Diria que a primeira alcançou uma nota muito superior à segunda, apesar que foi na última que entendemos o argumento central da história.

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A trilha sonora é outra perfeição. Músicas bem feitas, arranjos, vocais femininos lindíssimos. Até mesmo as letras são realmente muito boas, por além do que, contarem o que se passa. Conseguem de fato transmitir em todos os momentos da animação a sensação que deveriam, nos imergir nas cenas.  Acredito que cada um deva ter as músicas que mais gosta da banda Supercell — Egoist no anime.

Parece que as músicas foram cantadas por uma menina que na época tinha 17 anos, chamada Chelly, escolhida num concurso entre 2000 participantes; apesar que as primeiras músicas foram cantadas por outra moça — parece que se chama Koeda. Sigam o [Link] e tirem suas dúvidas.

De cá, gosto bastante da música cantada por Inori para reverter o vírus, e também a minha favorita, BIOS, na qual Shu tira o void — o si — da Inori. Uma pena que justo essa música foi pouco usada na segunda temporada

Character Design e Personagens

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Moe!!
O Character Design é muito bonito. Sinceramente não gostava do moe que é usado em excesso na Inori e nas outras meninas, mas depois de tanto tempo vendo anime me acostumei.

Consigo identificar no primeiro olhar a maioria dos personagens. Nada a reclamar mesmo — a não ser os exageros no “francês”, hehe. Traços bem condizentes, não vi nada de fato desnecessário. No geral dou um muito bom.

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Tem uma cena do episódio 5-6 que é um primor, de Shu salvando a Inori

Agora…Os cenários são lindíssimos. As cenas dos episódios 1, 5-6, 12, e os penúltimos da segunda temporada são um show de animação. Vou dizer, se o primeiro episódio não fosse tão lindo e com roteiro tão misterioso, dificilmente teria acompanhado o anime.

Sobre os Personagens, no começo eles vão te conquistar por um misto entre moe/kawaai. E claro a incrível fodidade de Gai. O autor foi inteligente em colocar dois personagens centrais em constante transformação — Shu e Inori — junto daquilo que é o mais habitual nos animes, ou seja, um personagem líder.

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Coitada…se apaixonou pelo charme do Gai, rs. O final dela foi realmente um dos mais tristes e a situação foi terrível.

Contudo, mesmo que vejamos certa profundidade em  personagens como a Arisa Kuhouin, a Hare Menjou (muitos otakus droparam quando ela morreu, mas foi preciso para a mudança de Shu) e do Yahiro Samukawa (a morte do irmão dele também ajudou a mudar o Shu e a ele mesmo), diria que o central são os dois casais e as razões do vilão, Shuichiro Keido, O Bigode, mesmo que nele não vá além da questão de ser mau. Mas é um baita vilão.

Mana, Gai e Shu

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A vida nos muda?

A Mana foi genial no seu drama de dupla-personalidade na primeira temporada — uma pena que ela foi esquecida na segunda. Queria muito rever a Mana lutando com o vírus, o seu redescobrir diferente dele — dois seres em um só —  e até que ponto ela se tornou um com ele. Tudo acabou sendo abordado rapidamente no episódio que entendemos finalmente o mistério todo — realmente uma pena!

Gai que faz tudo por sua amada, assim como Shu, dispostos a tudo para salvá-las. Ele que aprendeu a ser forte. Sem dúvida Gai foi quase uma “ideia geral” daquele que teve de mudar por conta do meio, assim como Arisa e Yahiro. Há decisão nisso? Penso que nele há um pouco — a decisão é buscar Mana.

E Shu que envolve toda a humanidade que o anime buscou. Aquele que mesmo não sabendo quem era, mesmo que errando em suas decisões mostrando o lado terrível e falível que somos, e por último, o lado mais belo que podemos ser — nossas decisões em prol do próximo. E ainda assim, muito do que fez foi por Inori.

Inori – O que eu sou?

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Na verdade todo o argumento do anime gira em torno da Inori:O que eu sou“,  “O duvidar de minhas sensações“,  “O nomear” — Gai me deu um nome — e por último, “não importa o que sou, basta para mim que eu sou eu“, nos revelando por fim todo o argumento Cartesiano — o conjunto de minhas sensações e consciência delas, que difere das da Mana.

Filosofia. Eu como seu estudante, pude notar com clareza o argumento de Descartes da dúvida do sensível — ela não não sabia o que eram as coisas, se as sentia, e Shu lhe diz “Você é a Inori”.

O argumento do “deus enganador” representado por Mana em quase toda a segunda temporada, e por fim, o “não sou outro, mas eu sou este que sou“, numa clara alusão ao filósofo. Eu que na época o estudava, fiquei em êxtase. Para falar a verdade, ainda estou.

Historia e Sentido da obra

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Muitos não queriam que a Hare morresse

Acerca da história, penso que a maior parte dela foi melhor explicada no episódio que aparecem o pai do Shu e o nosso querido Bigode, então não vejo necessidade de recontá-la. Se é assim, penso que ela poderia ter sido melhor roteirizada, principalmente na segunda temporada aonde ela se desenrola.

guilty yuuComo falei acima, no roteiro, houve uma grande perda de tempo com os primeiros episódios, o que acabou fazendo que ela parecesse corrida depois. Mas falo isso sabendo que se trata de um roteiro moderno, o que é muito comum que a ‘história’ seja contada só no final.

Também creio que é bom dar uma ideia falar sobre os conceitos: Daath que parece ter vindo da Cabala, algo sobre conhecimento — “ele mesmo se chamou a “vontade da humanidade personificada”. E também do Void: o vazio, ou o em si da alma, como o que aparece no último episódio: “Só quando Shu está perto de ser morto, a alma de Inori aparece do cristal da flor”. Talvez por ela ser um clone da Mana, seja o mesmo Void…

Explicando um pouco mais da História

Guilty-Crown-guilty-crown-25907830-985-622E o que pode ser um erro da tradução para o Pt-Br, Gai nos diz no último episódio que tinha como objetivo reviver a Mana e assim fazê-la morrer, porque só com ela completa com o corpo da Inori, poderia morrer em paz — caso contrário seria clonada pela Daath eternamente:

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Gai…

Here Gai explains…” (Wikipedia e Wikia)

(Tradução)

“Aqui Gai explica que o único meio de parar o Quarto Apocalipse era deixar Mana cumprir seu destino de começá-lo e depois, quando ela finalmente pode descansar em paz, foi esse o motivo dele ter se junto à Daath. Se ela não o fizesse, Daath iria ressuscitá-la de novo, e de novo. Como Gay abraçou mana, o Virus envolve os dois e se despedaça. O Genoma do Void de Gai é transferido para Shu, quando ele acorda e encontra inori, parcialmente cristalizada e cega procurando por ele.” 

Dai o motivo de Gai. guilty-crown-inori-girl deskotContinuando: enquanto Shu estava sugando todo o vírus à sua volta, Inori que voltava ao seu corpo meio cega, resolve tomar para si todo o vírus e se sacrificar por ele — já que ela havia conhecido “a pessoa mais humana que já viu”. Aí o porque de Shu ter ficado cego também. É como se a vida de Inori fosse para ele.

Em ambos os sites — Wikipédia e Wikia — temos a mesma explicação. Dificilmente temos um erro no roteiro porque duas fontes diferentes contam a mesma história. Penso que ou foi nossa tradução… Ou será que só eu não entendi isso na época? Enfim.

Qual o sentido de Guilty Crown

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A luta Shu e Daath foi o clímax do anime; o final ele contra Gai foi totalmente anticlímax, e com esses motivos, era para ser mesmo. — ou não!

Sobre o Sentido, temos pelo que vi, porque bom, ninguém é perfeito, apresento 4 Argumentos Principais:

O primeiro é o argumento teológico do Salvador, que seria Shu rivalizando com a ideia de Adão e Eva recriando a humanidade. Argumento esse que não é o principal por que tanto Shu quanto Gai nunca ligaram para isso, pelo contrário, sempre tiveram como objetivo principal, salvar suas amadas. Esse é o argumento romântico da história. Engraçado…Se Inori é Clone da Mana, carrega a mesma carga genética dela… e Mana é irmã do Shu…

Tem o argumento da Inori que perpassa todo o anime e que expliquei acima — da existência de si mesma, “eu sou eu” — eu sou as minhas afecções, minhas crenças, minhas decisões. É o que mais gosto.

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E por fim o mais amplo de todos, o argumento da Humanidade representado por Shu. Ele é o que nós somos. Erramos, tentamos acertar, queremos mudar, e podemos ser de fato humanos: como quando Shu salva um soldado da ONU nos últimos episódios: “Shu é a pessoa mais humana que conheci“. E isso claro, volta ao argumento Teológico do Salvador. A Referência é clara e quem conhece a bíblia lembra do Mestre.

Eu de cá, considero o final romântico. Não vou mentir, depois de entender melhor a história com toda a pesquisa, respeitei mais o autor. Não concordo porém…Acho que Shu morrendo seria mais “bonito”, mas talvez, não desse o sentido que ele queria.

Então finalmente é isso…ufa!
Abraços!

Fontes e Ficha do Anime:
Wikipédia: [Link]/ Wikia: [Link]
Mesmo Diretor de Death Note [Link]: Tetsurō Araki
“Quase” mesmo autor/roteirista de Code Geass [Link]: Hiroyuki Yoshino/ Episódio 22 via Wikia [Link]

Nota: 8,5, onde só Aria the Animation é 10!

Death Note – Review do Anime: Raito (Light) e a busca pelo Sentido da História

Esse é um dos textos quais tive que fazer uma pesquisa imensa então estejam preparados, e sejam bem vindos à Review do anime Death Note, na busca pelo Sentido da História, no nosso já clássico “Conversando sobre Animes“. Vem comigo!

Death Note – Review do Anime: Raito (Light) e a busca pelo Sentido da História

Death Note, quem diria! Antes de qualquer coisa preciso deixar claro duas coisas: essa review terá muitos Spoilers, então esteja atento ou atenta enquanto estiver lendo o texto. É inteiramente por sua conta e risco… espero que vocês já tenham visto o anime!

Segundo que neste texto proponho um Argumento cujo debati com dois fãs dessa obra: um dos antigos editores do  blog, o Rodi, que inclusive leu o mangá, e um outro amigo meu também fã da obra. Tenho certeza que este argumento consegue desenhar o caminho lógico da obra. Vamos a ele:

O Argumento sobre DN

1 – Raito (Light) é o Narrador da história, conhece todos os caminhos cujos esta percorre; ele tem acesso a todos os dados presentes e passados, idos e vindos.

2 – Raito é perfeito (essa é a premissa mais fraca, mas me apoio no que “L” falou: “Esse garoto [parece] é perfeito”)

Conclusão: Raito é o Death Note (história). Caso não houvesse Raito, não haveria história.

“Raito (Light) é o Narrador e tem acesso a tudo no Anime.”

Baby, baby? Justin Bieber…tá anotado.

Sabemos muita coisa sobre ele, mas não sabemos todos os seus pensamentos (em cenas extremamente “chatas” para mim) sobre coisas que ele fará, ou que estão sob seu controle.  Porque é ele Quem nos conta a história e decide a hora de nos contar. A história segue sob seu controle até o aparecimento de Mello e Near, ou seja, até ele se tornar adulto.

Kiyomi Takada — como mulher sofre!!

Saber que alguém vai  investigá-lo; contar com a “sorte autoral” quando precisa… O fato que mostra bem essa premissa, é quando ele “perde” a memória.

Primeiro, nós não sabemos o que se deu no anime todo, somente  Raito sabe — nem tampouco o que irá se dar, ou seja, o seu plano. A coisa chega a tal ponto, que me leva diretamente à segunda premissa:

“Raito é Perfeito”

Ele não é apenas lindo, sabe lidar com as mulheres — as domina. É o personagem mais inteligente do anime inteiro (quanto policial BURRO!), e por saber tudo o que está ocorrendo por termos a visão dele como narrador, ele é invencível (ao menos até a adolescência).

Por que adolescência? Formulei uma teoria do que vi no blog Otakismo, sobre a adoração que os japoneses têm com essa parte da vida, a juventude. Quando eles crescem, não têm o que fazer a não ser seguir o ciclo “predestinado” pelos mais velhos: trabalhar duro, voltar pra casa, trabalhar mais duro, ser o melhor…

Essa arte é belíssima! Às vezes eu não dormia com os olhos dos personagens na minha mente…muito bom!

Desde a adolescência com certa liberdade, já existe a busca por ser o melhor, o estudo muito focado na retenção de conteúdo… O que nos leva a uma vida sem saída.

Logo a juventude por ser a melhor época da existência, é a mais retratada nos animes, o que me leva a teorizar que Raito não erra até aparecerem Near e Mello, porque ele ainda é adolescente.

 

Mas voltando a primeira premissa, “ele nos conta a história, logo sabe tudo o que ninguém mais sabe“, o que o torna invencível, me leva a um corolário terrível para os fãs — e passando pela premissa, “Raito é perfeito”: “Lnunca teve a menor chance de vencê-lo.

L erra muito (não é perfeito). Fala com Raito seus planos, o chama de “amigo” e realmente o sente como amigo. Por mais que pareçam “jogos mentais“, os erros levaram a cena cuja Raito não teve total controle: A que Remu decide matar L e Watari.

Corre L, tão tentando te matarrr!!

Esse ep. 25 (Silêncio), junto o ep. 13 (aonde o pai quase mata Raito e Misa) e também o ep. 37, são os únicos geniais e perfeitos da animação. A motivação, o roteiro, a trilha sonora, a direção, a arte, a fotografia. Esses ep. valem à pena toda a obra cansativa que é Death Note. Sim. Death Note é cansativo por conta do Roteiro Clássico que exige uma demora desnecessária nas explicações de cada diálogo mental que Raito trava, às vezes com Ryuk.

Personagem Genial!!!

Por que desnecessárias? Porque não nos mostram as verdadeiras decisões que Raito toma, cujas vão dar o andamento da história. Como a que ele faz a troca “absurda” de cadernos.

Voltando ao ep. 25 (penso que os 25-13 foram momentos que os autores pensaram em acabar a história mas desistiram), Raito não tinha mais o que fazer, a não ser esperar a decisão de Remu. No final ela decidiu morrer para estender a vida de Misa.

“Raito é o Death Note”

O único personagem de anime que quase me excita por ser dual: cruel/boazinha ao mesmo tempo…

Primeiro se diz que cada Shinigami tem um só caderno. Depois, na verdade cada um tem dois. Ai foi o o Ryuk que roubou um. No final aparecem tantos cadernos que me perdi. Mas nada de mais.

Entre as suposições que também chamo de erros lógicos (ou “Sorte de Raito”) os fatos como a não invasão da casa dele para achar o caderno, etc…

Como mulher sofre!

A morte mesmo da esposa do idiota do Ray Penbar é muito forte. Algo ajudou ele quando fortuitamente a encontrou. Raito mesmo nos fala “alguém além do deus da morte está do meu lado” — os autores! O aparecer fortuito do segundo Kira (chata/excitante Misa) a Kiyomi Takada… mas é tanta coisa, que provam a conclusão: “Raito é Death Note“.

Erros e Suposições Lógicas

Entre alguns erros, separo Misa. Ela fez duas trocas do olho diminuindo a vida duas vezes, e pelo caderno:  32 – …mesmo que a troca dos Olhos de Shinigami tenha sido realizada, o humano perderá tais olhos, além da memória. Já a metade da vida paga pelos olhos não será devolvida.

A arte é em DN é um Primor!

Mas tem o caso da Remu ter salvo a vida dela, o que acrescentaria a vida do Shinigami para Misa: 36 – … matar um shinigami é fazê-lo salvar intencionalmente a vida de um humano… sua expectativa de vida será passada ao humano salvo e o shinigami morrerá] mas ao que parece, não é bem assim.

Pelo que lembro, só se diz que morrendo o Shinigami a vida será estendida porque obviamente a pessoa iria morrer, mas o deus da morte a salvou. Para dar força ao que penso, vamos dar uma olhadinha a mais no “How to Use” do caderno:

How to Use: XVII
If the god of death decides to use the Death Note to kill the assassin of an individual he favors, the individual’s life will be extended, but the god of death will die. (Se o deus da morte decide usar o Death Note para matar o assassino de um indivíduo, e essa morte o favoreça, a vida do individuo será estendida, mas o deus da morte morrerá).

Mas vamos com um pouco mais de calma e analisar direito o negócio, porque até aqui, a Misa realmente deveria ter morrido antes de chegar no final — e eu tenho pra mim que deveria mesmo… seguindo a lógica.

Então, seguindo o How to Use V aonde ele nos diz que “The human who becomes the owner of the Death Note can, in exchange of half his/her remaining life, get the eyeballs of the god of death…” (O humano que se tornar o dono do Death Note, pode pegar os “Olhos do deus da morte” em troca da metade sua vida restante…).

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Fazendo uma conta rápida, se Misa no primeiro acordo vivesse até os 100, fazendo ele aos 18-21 (100-21=79/2= 40, ela viveria até uns… 60 anos). E como ela também realizou o segundo acordo (40/2=20…  ela viveria até uns 39, 41 anos). Logo seria MUITO DIFÍCIL dela chegar aos 40, que é a do final do anime. Contudo eu tenho de lembrar que fiz a conta baseado na ideia dela chegar aos 100 anos de idade.

Se eu for levar em conta a expectativa de vida das mulheres japonesas em dados de 2014, temos a idade de 87 anos… Isso em 2014… Porque o mangá foi lançado em 2003. Dá para dizer com certeza que ela não chegaria até o final. A não ser que eu seja muito bonzinho e estenda a lógica ao extremo…

Coisa normal, se trata de um anime (shonen).

Personagens

No geral todos os personagens são rasos. Tiro L e Raito porque falo deles mais tarde. A Misa, o pai, os policias… todos são simples ideias (gerais) que fazemos de certas personalidades: como a do “pai japonês orgulhoso”, por exemplo. Nem adianta o argumento “Misa adora Kira porque ele salvou ela”. Vou ser ríspido: Não há qualquer densidade nestes que citei.

Um menino

O “L” é um caso à parte. Ele simplesmente  não existe.  Por que? Ele é um gênio, cresceu num orfanato, come doce… Legal né? Vou citar outro exemplo. Quem viu Monk percebe o quanto ele é um gênio.

Ao mesmo tempo que ele tem problemas psicológicos — como o Toc — não sabe lidar com pessoas, e é depressivo. L não é nem mesmo a Representação da Personalidade “geninho”, pelo simples fato, dele não sofrer. Ele não se pega às voltas com sua vida, consigo mesmo, com seus problemas.

Um enlouquecido

A única cena que ‘quase’ temos isso, é a que antecede a sua morte: “Raito, você é meu único amigo“, mas sem aprofundamento. Uma pena. Diferente de Mello e Near: Um enlouquece porque quer ser o primeiro, o outro é UMA CRIANÇA.

Salvo porém o Ryuk. Personagem mais humano e genial de toda a obra. Cruel, simples e vivo. Senti muita falta dele quando levou uns tempos sumido. Ryuk é uma mostra do que os autores são capazes.

Raito e o Sentido da Obra

Como vimos, falar de Raito é falar da obra como um todo. Se o decifrarmos, deciframos a estória. Para Rodi, Raito é a formação, ou mesmo, a mostra do que é um psicopata. Para o MagoGivan, é alguém que deixou-se dominar por si mesmo pelo poder (mal). Para meu outro amigo (o fã), é “quando alguém se deixa levar por uma ideologia“.

A arte é em DN é um Primor!

Não concordo com nenhuma. Psicopata é complicado, por que até pelo pouco que sei, ele teria de ter rompantes de desespero e até sua juventude ele não tem (“Raito é Perfeito”). Não posso dizer que ele “cedeu ao mal” porque o anime é tão raso que não trata temas como bem, mal, justiça — quando “L” e Raito disseram juntos “eu sou a justiça“, ou seja, “eu sou uma entidade universal”, dei de mãos. É o mesmo que dizer:  “vou só colocar dois adolescentes duelando.

Agora a ideologia me intriga. Por mais que não tenhamos “L, Mello e Near são o bem” e “Raito é o mal”, Raito luta pelo o que acredita. Mas ele acredita que será Kami: Também não é isso. Pensei na Teoria da Juventude. Raito é o melhor da turma, vive toda aquela formação social como todos os japoneses. Ao mesmo tempo que é filho do delegado, vivencia como ninguém a crença de “bandido bom é bandido morto“.

Me parece claro. Posso estar enganado mas se trata de uma discussão sobre a sociedade japonesa. O que ela faz com seus jovens, e o que a formação social os faz ser/crescer e fazer. Nós o vemos Crescendo, Vivemos a Vida dele em todas as fases (Raito é o narrador) até a última onde o vemos lembrando de “antes do Death Note“:

“O que seria de mim se não tivesse encontrado o caderno? Seria um policial como meu pai, cresceria, e viveria mais. Me arrependo?”

Conclusão: um Anime Político

Também é Shonen por não tratar nenhum assunto de forma séria: medo, loucura, pena de morte…

É meus amigos, ao meu ver humilde,  o sentido não é o duelo (que por ser tão presente, torna o anime um Shonen), a vida de um psicopata, tampouco os lados bem e mal. É um anime político, discutindo o futuro que essa formação social faz com os meninos/meninas daquele país — existem muitos Raitos por lá?

Diante de uma situação extrema, como diz meu Amigo, eles seguirão até o fim suas crenças, como aprenderam. Não pesarão nem mesmo os maus que poderão sofrer — qualquer ser racional-cruel, como parecia ser Raito, pesaria o sofrimento que talvez vivesse. Uma pena que por ser um Shonen (não fala de assuntos sérios), os autores não conseguiram passar bem essa ideia — qual o caminho desses jovens, senão a loucura?

Abraços!

Fontes:
Wikipedia
Wikia [Oficial de Death Note]
Outro site

Podcast Assunto X 2 – Mundo Cosplay, Death Note e as Piriguetes

E cá estamos no podcast de humor do Afontegeek: o mítico Assunto X. Sempre com a presença do anfitrião Mago Giva, desta vez falando dos temas: Mundo Cosplay, Death Note e as Piriguetes – Podcast. Bem-vindos ao Assunto X 2!

Podcast Assunto X 2 – Mundo Cosplay, Death Note e as Piriguetes

Cosplay de Urabe
Cosplay de Urabe, [Aqui o Link no Face, com os devidos créditos dessa linda mulher]
 E lá vamos nós para o segundo Assunto X, o podcast do Afontegeek. Mais uma vez capitaneado por ele mesmo, o grande guru dos animes, aquele que tem o saber do universo japonês, o MagoGivan, com seus comentaristas [aka: colunistas desta casca de banana], comigo mesmo, o TB [Tassio Bruno] e o próprio chefe e dono desta bagaça, Ródi[Rodrigo!]

Hoje nós  viemos com mais três temas, nos virando no nosso humor muito característico [and no-sense] , sempre presente em nossos estúdios. A diferença é que desta vez trouxemos um convidado especial — que somente será revelado no próprio podcast, hehe… — e muiiitos outros que estão a cá, conosco.

 

E como não poderia deixar de ser, os temas escolhidos nessa ordem são:              O mundo Cosplay — o que pensamos, o que achamos, faríamos nós mesmos um?!; o anime lendário que breve farei um texto, Death Note [cuidado, este tem MUITOS Spoilers, portanto se tu não viu e quer ver, pule para o próximo tema!] e para fechar falamos das Piriguetes — como elas são, para aonde vão, elas ligariam para meu número?!

Assunto X [2]

Temas:

1 – [Mundo] Cosplay

2 – Death Note [com Spoilers…estão avisados!]

3 – as Piriguetes!

Espero que que curtam, ele tem apenas cerca de 20 minutos
[com 5min. cada tema].

-Mas seu Tassio, em qual tema estão os convidados?!
-Confie na força jovem Padawan, e escute o podcast!

E para não dizer que eu não disse, se quiserem mandar críticas, sugestões, pedidos de casamento para serem lidos no ar [!!] nos próximos podcasts, basta mandar um email [tree_egggs@hotmail] que nós falaremos de sua pessoa com todo o carinho! [meninas, “Bjo me liga”!]

Apreciem com sem Moderação!

Death Note: OVA é Lançado!

O OVA do legendário anime Death Note acabou de ser lançado — e você pode encontrar ele por ai online. A noticia me foi dada pelo grande guru dos animes, o MasterGiva, e parece que o OVA vai contar o “Funeral de L” [ou L’s Funeral no original em english], como o próprio nome já diz, hehe.

Death Note: OVA é Lançado!

Bom, eu reconheço a genialidade do anime mas confesso que não gosto muito de Death Note — HEREGE! — e meio que me auto-perdôo porque afinal de contas, sou um simples nerd. Então, não vou assistir o OVA, mas é recomendado para todos os fãs que adoram a animação [são um monte por ai!].

E parece que ele se passa logo depois do melhor episódio do anime em minha opinião, o “Silêncio“, que narra a morte de L [Sim, L morre, é um spoiler, tô nem ai…]

Quem ver e gostar, deixa um comentário que talvez eu mude de ideia e assista ele também. [fala serio!]. Já temos uma review completa sobre o anime de Death Note no site, basta seguir o link.

Top 20 Animes de Todos os Tempos – Uma lista de Respeito

E aqui o Afontegeek traz mais uma top listas, desta vez com os Top 20 Animes de Todos os Tempos . Lembrando aos amigos e amigas que essa lista foi escolhida pelos australianos, então né? Boa leitura. Vem comigo!

Top 20 Animes de Todos os Tempos – Uma lista de Respeito

1ª Neon Genesis Evangelion

2ª Fullmetal Alchemist

Fullmetal-Alchemist-Imagem

3ª Dragon Ball Z

4ª Death Note

5ª Naruto

6ª Code Geass

7ª  Cowboy Bebop

8ª Bleach

9ª O Castelo Animado

10ª A Viagem de Chihiro

11ª Akira

12ª Kuroshitsuji

13ª  One Piece

14 ª Ouran Highschool Host Club

15ª Fruits Basket

16ª  Fairy Tail

fairy tail

17ª Meu Amigo Totoro

18ª  Ghost in the Shell

19ª  Astro Boy

20ª  Elfen Lied


O que eu achei da Lista?

Lindíssima Urd de Ah! Megami Sama

Lembrando novamente que esta lista foi feita pelos australianos, e não por mim, ok? E ai, o que o vocês acharam  dela, bem feita, bem escolhida, uma dádiva dos ninjas? Eu de cá penso que temos muitos animes clássicos aí, sendo que alguns estão até mesmo no MEU Top 5 dos Animes — que aliás eu deveria fazer não é verdade?

Interessante como nós não temos nenhum “shoujo de verdade” — nós temos vários “haréns ao contrário” como Ouran e Fruits Basket, mas shoujos mesmo como Lovely Complex “nóis não have” (temos até uma indicação de Lovely Complex por aqui), assim como também senti falta de algum harém de verdade (várias minas, um carinha) como Ah! Megami Sama ou mesmo Boku wa Tomodachi (que também tem indicação no site).

Sena de Boku wa Tomodachi

Mas mais uma vez a lista não é minha, paciência. Mas pelo menos temos Dragon Ball, Elfen Lied, Ghost in the Shell, A Viagem de Chihiro, Akira, enfim, a verdade é que os australianos têm um puta bom gosto para animes. Melhor que os Japoneses têm, diga-se de passagem. E sobre a falta de animes harém (a gente tem um podcast sobre o assunto aqui no site)  eu até entendo. O mundo tem algum preconceito — estranhamente não com “haréns ao contrário”.

Bom… podia ser pior. Podia não ter Elfen Lied!

Fonte: [Link] Crunchyroll

Bakuman: Mangá chega ao fim

Uma das pouquíssimas series de mangá que tive a paciência de acompanhar, chega ao seu fim hoje. “Bakuman”, escrito por Tsugumi Ohba e ilustrado por Takeshi Obata ( mesma dupla do mangá Death Note).

Bakuman: Mangá chega ao fim

O mangá conta a persistência  de dois jovens para se tornarem grandes mangakás. O mangá está em andamento desde 2008. O sucesso do mangá resultou em um anime que ainda esta em andamento, e a sua terceira temporada irá estrear agora no outono. Uma verdadeira aula sobre fazer estórias e sobre a luta para realizar um sonho. Em homenagem a este grande mangá, coloco este vídeo com a música da segunda temporada do anime. Após Bakuman, devo dizer que o autor de Death Note, se consagra como um grande roteirista e ganha o meu respeito.

Animes e Roteiros: Roteiros Pós-Clássicos (Parte 3) – Entendendo Animes!

E finalmente estamos chegando ao fim da série sobre os Roteiros de Animes (se bem que depois tem uma parte de comentários, mas enfim). Desta vez eu falo dos Animes que têm o o Roteiro Pós-Clássico. Vem comigo!

Animes e Roteiros: Roteiros Pós-Clássicos (Parte 3) – Entendendo Animes!

Corram, Lelouch vem ai!

Especial Roteiros de Animes

Roteiros Clássicos> Roteiros Modernos> Roteiros Pós-Clássicos> Respostas aos Comentários

E para chegar mais próximo do fim deste especial sobre roteiros, vamos tomar Code Geass como exemplo para explicar o que são os Roteiros Pós-Clássicos. Este é um anime que exige muito mais explicação do que só falar de seu roteiro, por isso na dúvida, leiam nossa review sobre ele seguindo o link.

Geas segue um pouco o diagrama dos roteiros Clássicos antigo, mas leva uma genialidade que eu sinceramente não sei se funciona bem em romances/literatura escrita.

Primeiro, Code Geass costuma explicar sim algumas coisas, a ter passagens sem muito sentido para a historia principal, e ter erros muito comuns em todos os tipos de animes — nada que tire o brilhantismo do anime.

CC Code_geass_ep06_the_stolen_mask_720pblurayx264_-_gg-thora-mkv_snapshotCostumo dizer que até o minuto 15 de cada episódio dele, temos uma história como as antigas, repleta de diálogos que contam bem a situação do anime, que explicam um pouco o momento de vida de muitos personagens; mas que muda muito depois disso, com ações nos dizendo o que está acontecendo.

Os fatos são Muito Importantes

A imagem falando pelo anime. E o mais genial de Code em especial, é que os personagens, ou seja, o que os motiva, não é o verdadeiro motor da história.

Sucessivos acontecimentos retratam a historia em cada episódio, colocando o espectador numa espera constante sobre o que vai acontecer. Não há maneira de se adivinhar o próximo episódio, porque sendo os personagens rasos, na verdade, bastante rasos, não são bem eles que decidem os passos seguintes da trama.

Villetta Nu, quem diria que casaria com um pé-rapado?
Villetta Nu, quem diria que casaria com um pé-rapado?

As Maneiras de se contar uma historia

De maneira rápida, vou tentar classificar as diferentes maneiras que são possíveis de se contar uma história. Geralmente elas são contadas de três modos:

1 — relação personagem/mundo
2 — relação personagem/personagem
3 — Um pouco dos dois primeiros.

Em Geass temos simplesmente personagens colocados num determinado contexto, numa determinada gama de ações e acontecimentos. O que é simplesmente genial. Nunca antes eu havia visto algo como isso. Agradecimentos a historia que nos garante uma maravilha dessas. Já o roteiro, pecando aqui e ali, ganha uma nota boa, e consegue sim contar um enredo muito marcante. Nos prende o suficiente para ver como tudo de desenrolará.

Confesso que esse meio-termo do roteiro de Geass, mais um design dos personagens da CLAMP — mais clássico que desenhos da Clamp como Sakura Card Captors impossível — e alguns fatos da história, parecem estar aqui para que o desenho realmente faça sucesso de público, com o intuito de não perder nem as pessoas como eu, que não gostam dos Roteiros Clássicos — com mais linearidade — nem o otaku-antigo, que não gosta do Roteiros Modernos (aonde a história não tem linearidade alguma e não se preocupa muito em explicar as coisas que acontecem).

E isso, é ainda mais genial.

The Mad Scientist

Então ficamos assim:

1 – Roteiros Clássicos: Histórias mais Lineares e com muitas Explicações sobre o que se desenrola no anime;

2 – Roteiros Modernos: Histórias focadas no Mistério com Muita importância ao desenvolvimento dos personagens;

3 – Roteiro Pós-Clássico: Historia pautada nos fatos, aonde os  personagens são conduzidos a partir do desenvolvimento da trama e com explicações.

Outros animes que considero ter roteiros Pós-Clássicos, são Steins;Gate e Madoka Magica, por exemplo. Aonde sempre nós temos pausas bastante longas para algumas explicações sobre o que acontece no enredo, contamos com alguns plot twists no desenrolar do trama (nunca nenhum realmente inesperado).

Mas principalmente, os fatos que acontecem no decorrer do anime, forçam os personagens a agir de certo modo e tomar certas decisões.akemi_homura-bow-kaname_madoka-mahou_shoujo_madoka_magica-miki_sayaka-pink_hair-sakura_kyouko-sword-thighhighs-tomoe_mami-twintails-weapon

Ou seja, o desenvolvimento dos personagens não é tão importante no decorrer desses animes, porque eles devem agir de acordo com as personalidades previamente estabelecidas, e de acordo com o que a história do anime os “força” a fazer.

Entendendo Assuntos Nerd e Otakus da Cultura Pop

O que são Animes Shonen, Shoujo e Seinen?O que são Animes feitos de Visual Novel? Quais são os tipos de Roteiros de Animes? – O que é uma Graphic Novel? – O que são Filmes Space Opera?O que são Épicos, Romances e Novelas? – O que são Animes e Cartoons? — Como são os Desenhos (Cartoons) da Atualidade e do que eles Falam? O que é Tsundere, Yandere, Kuudere e Dandere (Moe) dos Animes?

Mas e você? Do qual gosta mais? Clássico, Moderno ou Pós-Clássico? Já que citei madoka, aproveitem e vejam a Review de Madoka Magica no blog. Ela é meio peculiar e com certeza desperta os rages dos fãs mais extremistas das maho, mas vai te colocar para pensar e refletir um pouco.

Espero que tenham curtido, deu o maior trabalhão fazer toda essa série sobre roteiros de animes.

Abração a todos!