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Cavaleiros do Zodíaco: Lost Canvas – Cancelada Terceira Temporada do Anime!

Ennfim, apesar de ficar um tempo fora do mundo das internets, acabei sabendo do Cancelamento Oficial da Terceira Temporada Cavaleiros do Zodíaco: Lost Canvas, ou como os fãs gostam, Saint Seiya The Lost Canvas.

Cavaleiros do Zodíaco: Lost Canvas – Cancelada Terceira Temporada do Anime!

lost canvas oficial

Essa noticia foi dada por diversos sites por ai, e claro que eu não podia deixar de colocar ela aqui também.

Sobre a noticia, o que aconteceu foi um erro da pessoa que atualiza o Twitter oficial de Lost Canvas, dizendo que haveria uma terceira temporada. Agora, numa segunda mensagem no mesmo Twitter oficial que é mantido pela produtora TMS — deve ser a do anime — desmentiu a noticia, e ainda confirmou que uma possível terceira temporada foi cancelada.

Bom...não cheguei a ver essa Athena no anime..mas todas as fotos que vi dela são com carinha triste...ela é meio depressiva?
Bom…não cheguei a ver essa Athena no anime..mas todas as fotos que vi dela são com carinha triste…ela é meio depressiva?

E pelo que disse o pessoal do site CavZodiaco parece que a Toei Animation — responsável por Omega e talvez a serie original — influenciou de alguma forma na decisão do cancelamento.

Também soube por intermédio de um grande fã de Lost Canvas, que lá no Japão, a serie não foi bem recebida e teve baixa audiência — mas só para saber, não confirmei a noticia que o fã me deu…mas afinal é um fã, eu não acho que ele está enganado não.

Apesar de  não ser fã de CDZ, fico triste porque Omega realmente parece ser muito fraco, enquanto que Canvas parece ser bem melhor.

Abraços!

[Link]

Angel Beats – Review: O Encontro entre uma Anja e um Rapaz de Coração Sagrado!

Seja bem vindo ou bem vinda a mais uma das nossas Reviews de animes. Desta vez se trata do anime Angel Beats. Lembrando que este é um texto com bastante spoilers como sempre fazemos nas nossas amadas reviews . Enfim, boa leitura, vem comigo!

Simplesmente um dos melhores animes que já vi

Angel Beats – Review: O Encontro entre uma Anja e um Rapaz de Coração Sagrado!

Que tal a gente sentar e conversar como verdadeiros amigos, sobre um dos primeiros animes que vi e um dos poucos que realmente chorei no final? Porque afinal, até metaleiro chora pelo visto. Vamos conversar um pouquinho sobre Angel Beats!

Nesse texto falo somente de três assuntos que ou me encasquetaram, ou penso que o grade público otaku gostaria que alguém comentasse. E lá vaaamos nóooss! Sim, esse texto tem Spoilers, se você não viu, leia por sua Conta e Risco!

A Comédia no-sense e os ‘Shonen(s)’

Essa parte também é hilária!

Angel Beats é cheio de estórias de vida muito tristes, e isso não é segredo para ninguém. Até por que se trata de jovens presos numa espécie de purgatório — o termo melhor seria ‘umbral‘ visto que quando eles se curam das mágoas/ressentimentos, podem reviver. É… Afontegeek é cultura meu amigo!

Então, como eles são tão alegres, ao mesmo tempo que enfrentam um anjo que matam eles sempre? Oras, eles são jovens. Portanto, visto que também mortos e presos lá para sempre, não têm motivos para não sorrirem — pior do que isso não fica. Mas aquela hilariedade toda está lá para que nós possamos aguentar toda a carga emocional presente na animação. Temos aqui um drama real vivenciado por cada um dos personagens: sofrimentos sem-fim e pior, Sem-Volta. Sem HUMOR ninguém aguentaria assistir até o fim.

Aí o autor se aproveita disso e brinca com os ‘shonen(s)‘. Caaara, nas cenas Cavaleiros do Zodíaco eu morri de rir!! Tipo, “Vá que eu morro aqui, mas vocês têm de continuar — corta para morte sangrenta e hilária — nossa, chorava de rir.

A busca por Kami-Sama

Essa mina é uma lenda!

Essa é uma questão complexa. Primeiro porque como não vivo no Japão, não dá para saber bem como eles compreendem Deus — sim sou Teísta. Sem contar que animes como Code Geass/Serial Experiments Lain nos apresentam um deus do inconsciente coletivo — provavelmente inspirado em Jung/neoplatonismo.

Ao mesmo tempo que já vi animes que apresentam deus em algumas versões como entidades e tals. Mas a questão aqui é que a Yuri Nakamura — eita mina retada! — busca/luta contra Ele porque no fundo, o culpa por tudo o que lhe aconteceu.

O abraço deles dois…eu já tava ficando malz!

Em verdade, todos que ali estão têm um pouco do sentimento de culpa e de impotência diante da vida — não disse que era denso? E vendo a Anja — a Kanade Tachibana — lutando para matar aqueles de quem gosta, ela só pode mesmo ficar enfurecida; porque como antes, mais uma vez ela não tem — mas depois descobre como salvá-los — o poder de os salvar.

O irônico é que somente no final que ela encontra uma espécie de matrix, onde está o que parece ser o antigo jogador que tornou-se a si mesmo um NPC, cujo ativou o programa para transformar todos os vivos/mortos também em NPCs caso o programa detectasse amor. Usando aquele ‘sistema’ ela poderia se tornar Kami daquele mundo. Contudo ela mesma era a fonte do amor porque queria proteger a todos, como a seus irmãos que não pôde – não importa quem fez aquele mundo onde estava presa, mas esse algo ou alguém, queria que eles fossem felizes/que amassem/que passassem e prosseguissem (ao menos é o que penso).

A trilha sonora desse anime é muito show!

Mesmo que não visse esse alguém ou que talvez não existisse, ela finalmente entendeu que todos deviam simplesmente seguir e passar. Este é o verdadeiro motivo de Yuzuru Otonash aparecer lá, já que ele não devia nada no passado — ele somente foi para lá, para salvá-los, libertá-los de seus passados — como aquele que virou NPC porque amava, Otonashi apareceu também com amnésia; mas não seguiu o mesmo destino daquele.

Essa era a regra do mundo. Quando este estava muito cheio alguém que não devesse nada na vida, apareceria lá, sem lembranças. Mas o irônico de verdade é que antes da Yuri descobrir tudo isso, o próprio bom samaritano já vinha libertando seus amigos.

A Anja

As asas são só para dar um Up na aparência, hehe

Nossa, sem dúvida uma das histórias mais lindas de todo o anime.
A Tachibana lutou com todo mundo daquele jeito desde o começo só porque não conseguia se comunicar. Pela vida que levou enquanto viva, não aprendeu a fazer amizade com outras pessoas. Precisou o bom samaritano aparecer.

Nem vou falar dos poderes que ela descobriu no computador, e do drama das “mil e uma personalidades”. É genial, mas não vejo necessidade. Contudo, como não falar do “my soul, your beats“? Da linda trilha sonora,  e também do lembrar de vida que Otonashi teve, quando ele ouviu as batidas do coração no corpo dela?

O final e o Reviver

Ao ouvir o coração, sobreveio a lembrança.

E aqui chegamos no final. Estou em prantos novamente, e não ligo nem um pouco. Quando ele lembrou que foi o único a não ter uma morte/vida que precisasse de estar ali porque viveu como um ser em equilíbrio. Cuidou de sua irmã até ela morrer, e tentado virar médico para salvar vidas como a dela, salvou muitos no acidente de trem que sofreu e terminou por morrer.

Mas mesmo ali, desfalecendo, resolveu que iria doar seus órgãos. E seu coração foi parar no peito da Tachibana, que mesmo ainda em vida e depois de morta, tinha de agradecer ao seu salvador por aquele coração que batia em seu corpo. Sem dúvida o coração do samaritano deu a ela algum tempo a mais no mundo dos vivos. Mas como agradecer a ele, se Otonashi teve uma vida completa? Ela estava fadada a viver naquele mundo para sempre?

Só a passagem temporal dela aparecer antes dele naquele “umbral”, mesmo ele tendo morrido primeiro, prova isso.

O Reencontro

Não. De algum modo (Kami, talvez?) ele foi para poder ouvir o obrigado daquela menina. E obviamente, ficamos ele, você, e eu, todos apaixonados por este amor que atravessa as existências. Ela foi e ele a seguiu logo depois. O fim, só de lembrar… Nossa, tá difícil hoje. No fim, ela já depois de reviver, ouvindo e cantarolando a música que tanto gostava, chamou a atenção de um rapaz que passava. Se reencontraram como tanto desejavam.

Esse é o final pessoal :). Se trata de uma obra fechada e dificilmente vamos ter outra temporada — tomara que não… mas tivemos um OVA comemorativo muito do engraçado, recomendo. Resolvi escrever ele todo porque andando pela net percebi que muita gente por diferenças culturais — o anime apresenta a teologia budista/taoísta/espírita no seu enredo — tinha ficado com algumas dúvidas.

Abraços a todos, nos vemos em Death Note!!

Animes e Roteiros: Roteiros Clássicos (Parte 1) – Entendendo Animes!

Aqui começamos a série sobre os Roteiros de Animes, e como eles podem ser classificados para melhor entendimento, tanto de otakus como de nerds. Na Parte 1 temos os Roteiros Clássicos! Claro que não se trata de uma classificação perfeita, mas a ideia é termos um entendimento dos roteiros de animes. Vem comigo.

fonte:diogo4d.com
Inori. Mais Moe do que isso, Só Sakura. Entendedores vão entender!

Especial Roteiros de Animes

Roteiros Clássicos> Roteiros Modernos> Roteiros Pós-Clássicos> Respostas aos Comentários

Animes e Roteiros: Roteiros Clássicos (Parte 1) – Entendendo Animes!

Eu falei no meu primeiro post que um dos fatores decisivos que me fazem querer ver um anime, ou não, é uma boa construção do seu roteiro, ou seja, como a historia é contada. A história pode até ser um pouco arrastada, com andamento lento, ou mesmo não ter um enredo ótimo. Mas ela precisa ser minimamente inteligente para atrair minha atenção.

Assim sendo, separei três animes: um que sou , o outro que eu tenho um grande respeito pela historia e maneira incrível que é contada, e um terceiro que por ter uma grande legião de fãs, vai permitir com que o pessoal entenda mais ou menos o que estou dizendo.

Acabei por dividir esse post que se trata de um especial sobre roteiros, em três partes, para que ele não ficasse longo demais. A primeira é essa que estamos vendo, sobre Roteiros Clássicos. As outras são: Roteiros Modernos e Roteiros Pós-Clássicos.

Agora lembrando, não vou comentar aqui nada sobre a historia dos três animes, nem dizer o que é bom, ou o que é ruim. Vou ficar somente com o roteiro. Então não teremos spoilers ou debates sobre eles. Então vamos lá!

Primeiro, vamos começar pelo último, vamos falar sobre CDZ, ou como é mais conhecido do público brasileiro, Cavaleiros do Zodíaco,  ou ainda Saint Seiya — que é o nome original. Eu poderia pegar qualquer outro anime com mais idade, como Sakura Card Captors, ou ainda Dragon Ball Z. Escolhi CDZ porque  é um bom exemplo a ser tratado.

Bom, CDZ é um anime Shōnen (explico melhor o que são Shonens, Seinens, etc, neste post), ou seja, se diz que ele é feito visando o público especialmente de garotos. Mas alguns animes de “garotas mágicas” (maho shoujos) também têm roteiros clássicos, como um que eu citei acima.

Roteiros mais demorados

fate zero animekida wallpaper assassin beserker caster
Poderia pegar animes mais atuais, mas que seguem roteiros antigos, como FateZero, mas enfim.

CDZ tem a forma antiga de contar a historia. Não que seja um roteiro ruim, mas simplesmente exige um pouco da paciência de telespectadores como eu, que não gostam de perder muito tempo vendo anime.

Vou explicar melhor. Imagine aquele combate decisivo, onde seu herói preferido vai enfrentar aquele vilão que você gosta mais que o herói que você gosta — vilões são fodões! — e então, antes de começar o duelo super-esperado, eles param, sentam, tomam um chá, debatem sobre a bolsa, ou se a crise irá continuar…

A clássica frase “Eu nunca vou te perdoar!”

narutoimagens05288[4]Claro, nada tão dramático quanto isso, mas temos a discussão clássica dos  animes/japoneses, que fala de honra, de hombridade, de dever, amizade, ou mesmo “nunca vou te perdoar pelo que você fez”. Coisas do tipo — bem shonen.

-Ahh vá, vai dizer que você nunca viu isso num anime?

Essa frase mesmo é um clássico: “nunca vou te perdoar” está presente em quase 60% dos animes de ‘ação’ que eu ví — que não vou mentir, foram muitos. Outra coisa comum dos roteiros antigos e que ainda perturba muito a cabeça dos telespectadores são as temidas explicações.

As Explicações Demoradíssimas e o Sábio Mestre

mestre-beatlesSim amigos, quantas vezes, no meio de um combate, não tivemos a explicação sobre como ‘funciona tal golpe’, ou quanto ‘teremos que elevar o nosso cosmos’ e coisas do gênero.

Ás vezes nem precisa ser num duelo-mortal-ultimate boss, pode ser ali, com a ‘menina de cabelo rosa do anime‘, a Saori  que TE explica, quero dizer, explica para os cavaleiros o que está acontecendo e qual a missão deles.

Amanda Werner, isso que é [desenho] de verdade!
 Ás vezes nem precisa ser a ‘menina-de-cabelo-rosa’ da vez, como temos em Blassreiter, a apaixonante Amanda Werner — pode ser um sábio mestre, ou um sensei, ou qualquer coisa que Nos explique como funciona o “mundo do anime”.

Para mim, tudo isso é muito banal. Claro que os acostumados nem reparam, na verdade sentem falta quando não aparece alguém para TE explicar o que está acontecendo. Mas quantos animes eu deixei de ver por causas dessas explicações enfadonhas não está no mangá.

 

Arthuria…sei.

E sim caros amigos, temos essas explicações de roteiro em CDZ. É fato. É ruim? Ou seja, ela acaba com a historia do anime? Eu realmente acho que não: A historia é ‘bem’ contada no meu modo de ver, apesar de hoje em dia eu não conseguir assistir muitos episódios, porque eu sempre acabo rindo com os dramas do Yoga e sua mãe, do “Morra Seyia”, etc.

Não que eu seja fã de Cavaleiros (como se pode perceber), mas respeito os que gostam e o anime em si. De certo que roteiros assim podem destruir uma boa historia e afastar admiradores como eu — que não são acostumados com os animes mais clássicos.

Um exemplo? Fate-Zero. E apesar de eu não ter aguentado assistir Tsubasa Chronicles (click para ler uma review dele!) e dele parecer ter uma historia cativante, o roteiro é tão, tão, tão… desnecessário. Talvez o mangá não seja tanto assim, mas né?! Cadê paciência?

Conclusão: Ficam assim os Roteiros Clássicos

Gokukoku no Brynhildr -- Do mesmo autor de Elfen Lied
Gokukoku no Brynhildr — Do mesmo autor de Elfen Lied

1) Explicações sempre que possível
2) Diálogos no meio dos combates
3) Costumam ter andamento bem mais linear
4) E outras coisas…

Esses três adjetivos principais não são ruins para muitos otakus mas para pessoas sem paciência como eu, são o terror! Se você não for um otaku nivel-boss, eu recomendo que caia fora! Ou sente a bunda na cadeira e assista com calma, pode ser que ele te conte uma historia realmente interessante.

O ponto crítico que na realidade permite que os “Roteiros Clássicos” não se restrinjam apenas aos animes “Battle Shonen”, ou como  nós chamamos, “animes de ação e porradaria”, é justamente o terceiro da minha lista acima: a linearidade. O anime em si não precisa ser um épico. Pode até mesmo ser um romance shonen, ou em alguns casos, até mesmo um shoujo (romance), mas o ponto que o vai distinguir nos roteiros é sua Linearidade.

Mas como assim? O autor está contando uma história para você: ele não vai te contar algo inesperado. Não há um mistério. Não há mudanças claras, ou “plot twists” que vão te enlouquecer e te deixar perdido — muito pelo contrário! A história vai sempre ser contada do passo A para o passo B, com o maior número de explicações possíveis para que você, que assiste, sempre entenda o que está acontecendo.

E acredite, a história pode até avançar 2 passos à sua frente, mas caso isso ocorra teremos até um episódio inteiro para explicar o que aconteceu, e inclusive os planos de Raito. Certo, Death Note?  O anime pode até ser um Drama como Sola (que tem exatamente este roteiro), ou Gokukoku no Brynhildr (terror, meio suspense), mas se o anime seguir o mesmo “rumo”, ele terá um roteiro clássico.

Linearidade é a palavra, senhores!

A INSUPORTáVEL Kirino e sua amiga chata, rs
A INSUPORTáVEL Kirino e sua amiga chata, rs, em Oreimo.

Entendendo Assuntos Nerd e Otakus da Cultura Pop

O que são Animes Shonen, Shoujo e Seinen?O que são Animes feitos de Visual Novel? Quais são os tipos de Roteiros de Animes? – O que é uma Graphic Novel? – O que são Filmes Space Opera?O que são Épicos, Romances e Novelas? – O que são Animes e Cartoons? — Como são os Desenhos (Cartoons) da Atualidade e do que eles Falam? O que é Tsundere, Yandere, Kuudere e Dandere (Moe) dos Animes?

E só para lembrar: “Roteiros Clássicos” aparecem não apenas em Shonens de Ação, mas como dito acima: também em animes que procuram ter um desenvolvimento inteiramente linear — assim como Oreimo (clique para ver a review dele no site), Zero no Tsukaima, etc. Nos vemos na Parte 2, dos Roteiros Modernos.

Aquele Abraço!