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Guerra Civil HQ – Review: Fórmula de Menos Roteiro e Mais Porrada

Aqui nosso querido e bom amigo Aldair se encheu de coragem para fazer uma review da HQ Guerra Civil… mas lembrem-se hq e não o filme. A gente sempre vê todo mundo falando bem demais dela… mas essa hq é tudo isso mesmo? É o que a gente vai descobrir no texto.

Guerra Civil HQ – Review: Fórmula de Menos Roteiro e Mais Porrada

Esse vai ser meu texto mais complicado ou será que não?! Enfim vou deixar de lenga, lenga e adiantar minha análise sobre esta “fantástica” HQ. Ah sim… com muitos spoilers. Bora lá.

Roteiro

Serei breve: o roteiro nos apresenta um ideal governamental “fascista” que admito ter me fascinado porém, a perda de controle do Capitão América para tal ideal já deu uma esfriada nos ânimos por ser deliberadamente exagerada. Mal sabia eu que essas situações aconteceriam durante toda a leitura.

Os Heróis saem na porrada como se fosse algo natural lembrando aquelas velhas rixas de guris, claro, maquiado pelo roteiro principal que foi completamente mal aproveitado ou talvez apenas pra ter um propósito que justifique a porradaria sem sentido.

A Brutalidade contida nos atos de violência são uma piada de mal gosto. Porque falo isso? Simples! Pare e pense: os vilões que aparecem são geralmente mortos pelo Justiceiro; os que atacam o Homem Aranha também são fatalizados só que são vilões medíocres e desconhecidos, traduzindo da melhor forma: são sem um mínimo de relevância, o nome disso é *laranjada (*gíria baiana).

Mortes sem Sentido nenhum

Um Hero Também acaba morrendo durante as muitas lutas que ocorrem e tem o mesmo significado dos vilões, quer dizer nenhum! Sua morte tá ali pra “encher linguiça”.

E a Arte?

O Traçado tem varias baixas dando prioridade a faces de muitos personagens (dos principais até figurantes) que chega a ser grotesco. Os Heroes ficam com um visual grosseiro e altamente bizarro, poucos se salvam. Pelo menos pra mim não agradou nem um pouco.

Mas e então, presta?

O Plot principal do roteiro é sólido e maduro, propondo um futuro grandioso durante a leitura. Só que o que é entregue na verdade é um desenvolvimento banal, medíocre e ocioso.

Poderia ser algo tão maravilhoso de teor adulto e de suprema inteligência com situações dramáticas, intenso a medida que o próprio roteiro fosse se aprofundando e renderia um clímax angustiante mas ele se resume em um Street Fighter entre Heróis com a história principal perdida bem o fundo (bem lá no fundo) e com 99% de concentração em porradaria desvairada e nonsense.

Conclusão – Mortes e Pontapés

Para concluir, há algo debatido durante o desenrolar da trama, além dos socos, pontapés e ofensas entre os “salvadores da pátria” que é o trabalho e importância dos Super Heróis para o planeta e a sociedade. Poderia ser um elogio em meio a tantas reclamações que eu estou fazendo (bem que eu queria mas não é).

Mas a “cereja do bolo” é quando se chega ao final e o Capitão se dá conta que tudo que fez foi causar mortes e destruição eu lhe afirmo que é o cumulo da ignorância e obviedade que desde as primeiras páginas estava exposto, sendo assim a HQ dá seu golpe final demonstrando que foi total perda de tempo.

Se tu gosta gosta de HQ que o foco é luta sem sentido da forma mais primitiva possível, parabéns, Guerra Civil foi feita sobre medida pra você.

Silent Hill (1999) – Review: Um game para se jogar sozinho

E cá temos de volta nosso querido amigo Aldair trazendo uma review de um dos games de survivor horror mais clássicos já feitos: O mítico Silent Hill. Espero que curtam o texto, porque ele fala da atmosfera densa, macabra e desafiadora do game. Só tenham cuidado para não ficarem com medo…

Silent Hill (1999) – Review: Um game para se jogar sozinho

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 Sinopse

Sete anos atrás Harry Mason e sua esposa encontraram um bebê numa estrada e o adotaram como se fosse sua filha, eles deram o nome de Cheryl a ela. Mesmo depois que sua esposa faleceu, Harry continuou a amar Cheryl como sua própria filha.

No começo do jogo, nós encontramos Harry Mason e Cheryl, de férias, indo para Silent Hill. Estranhos eventos ocorrem antes que eles entrem na cidade. Uma policial, numa moto, passa à frente deles. Momentos depois, Harry vê a moto caída na beira da estrada e a policial não está em parte alguma. Logo depois, uma figura de uma garota subitamente aparece na estrada.

Harry tenta desviar,derrapa o carro e desmaia.Quando retorna a consciência, Harry descobre que Cheryl se perdeu e ele se percebe no meio de um mal que devagar envolve Silent Hill, sem saber que a única maneira de sair dali é pelo sacrifício da própria filha.

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O que se esperar deste game?

Silent Hill para mim é o melhor e mais impactante game de survivor horror que eu já joguei, sua franquia é gigantesca mais admito desde já que joguei  o primeiro que foi pra o PS1 (e pelo que parece também foi lançado para pc além de versões pra portáteis muito depois), as sequencias do PS2 (não sei nem pesquisei se foi lançado pra outras plataformas) que são o 2, 3, 4 The room, Origens e Shattered Memories, o primeiro de 3 games lançados pra celular (queria poder ter jogado os três mais na época foi por sorte jogar o primeiro) e as do PS3 e Xbox 360 que são a Homecoming e Downpour, enfim.

Os games da série principal eu joguei por completo e um spin-off que foi o do celular, tem outros mais isso fica pra depois irei focar nos principais e que pelo menos eu tenha jogado. Voltando para o foco deste texto que nada mais é do que o primeiro jogo da franquia que me rendeu horas e mais horas de jogatina fazendo eu zera lo varias vezes pra descobrir, salvar personagens e tentar ver finais melhores no game, eu no meu primeiro zeramento tive o pior final possível (risos).

Porém com um pouco de teimosia eu corri atrás e consegui o melhor final não foi fácil lembrando que este game não tem um sentido de terror comum ele é bem mais tenso e nos da uma imersão muito macabra e beirando ao real em nossa mente imaginativa, um Thriller psicológico muito bem arquitetado e extremamente sombrio e com clara exposição de satanismo ao qual não se deve ficar parado, pois se não poderá se arrepender amargamente.

O game mesmo sendo antigo pode e irá lhe dar sustos e faze-los ver coisas que podem ser desagradáveis fora que mesmo armado este game nos da a sensação e na pratica real que sempre estaremos em total desvantagem, a neblina densa esconde os maiores medos e os monstros que se escondem por trás dela não estão pra brincadeira.

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Teor macabro ou é só exagero?

Queria eu que fosse só exagero mais o game nós mostra que não podemos ter medo apenas de morto vivo, e pra piorar o game foca nos medos dos personagens então nunca espere a mesmice e já saiba que o que verá sempre será do que podemos caracterizar como grotesco, sádico e até masoquista, porém macabro.

O game tem uma dificuldade moldada ao level que tu escolhe, como um game como qualquer outro mais o que mais se destaca são seus puzzles ou se preferir chamamos de enigmas que variam, uma cidade fantasmagoria, uma câmera que causa fobia e um dos climas mais tensos que eu já vi e monstros insistentes perseguidores, seus chefes são medonhos e o cenário é sujo e asqueroso nos dando um mundo mórbido e imerso a solidão e ao caos.

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Trilha Sonora escrita pelo diabo

Eu sou fã das músicas deste game mais não é só do primeiro e sim de toda a franquia, o compositor e a cantora (Akira Yamaoka & Mary Elizabeth McGlynn) que acompanham o game estando de fora apenas no Downpour (apesar que a trilha sonora dele também não foi ruim) fazem a trilha deste jogo ser tão imersa a solidão, depressão, desespero, magoa e ressentimento, mas de uma forma tão linda e de expressão tão pura que o título de escrita pelo diabo não se dá, pelo fato do game em historia ser de fato levado ao próprio e sim por que o próprio em historia tem haver com a música.

Deixando assim entendido, que eu a considero como a melhor trilha sonora que eu já ouvi, além de ser continuo e não por lembrar de apenas uma música.

Enfim ouçam e tirem sua próprias conclusões. Aqui eu deixo a música tema do game e para que se perguntar o porque da imagem da enfermeira Lisa logo acima responderei com sua música tema que também merece grande destaque por ser uma das cenas mais comoventes do game jogue ou busque no youtube e verá. Descartarei maiores spoilers (risos).


O que eu termino eu espero que você comece

Este game foi indicando por um amigo quando eu obtive um PS1 há mais o menos 5 anos atrás. O mais estranho foi que ele me disse que este game é para ser repassando para aqueles em que se acredita na realidade do game.

A interpretação que eu tive foi a mais crua e macabra possível, pois este game ao decorrer de sua sequencias se torna cada vez mais sombrio, imerso em decisões que podem afetar seu modo de ver as coisas, seus sentimentos e pode afetar até na sua vida real, enfim se achou este meu papo de final de texto um tanto de doido, normal (risos).

Se criou interesse tome cuidado com o contexto deste game é algo que realmente não se pode brincar nem achar mera fantasia (se este post alcançar um numero favorável eu posto falando dos demais que zerei).

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Silent Hill esta no subconsciente de todos nós, onde há luz sempre existirá trevas, o controle depende apenas do individuo, quando não há controle… Bem Vindo a Silent Hill!

Random Access Memories – Resenha: Quando o Groove chega na Música Eletrônica (techno)

Bem vindos caros amigos, leitores e leitoras, a mais uma review de álbum feita com todo carinho para vocês. Nesta resenha nós vamos dar aquele look no incrível álbum Random Access Memories da dupla francesa de música eletrônica: Daft Punk! Apreciem porque são músicas Sensacionais!

Random Access Memories – Resenha: Quando o Groove chega na Música Eletrônica (techno)

Random-Access-Memories-Daft-PunkBem vindos meus bons amigos a tão prometida resenha da banda (dupla) Daft Punk! Já fazem muitos meses que venho prometendo fazê-la, mas finalmente tomei aquela coragem. Eu sei que é meio estranho um “metaleiro” falar de uma banda “techno”, mas pensem sempre que: Ninguém vive só de Metal.

Pois muito bem… neste texto vou falar um pouco sobre o álbum da vez: “Random Access Memories”; e também um cadinho só sobre quem “são” esses dois Gênios da música eletrônica (ou será… do soul, do funk, do groove?). Vamos descobrir juntos enquanto ouvimos algumas músicas escolhidas deste álbum perfeito!

Quem são o Daft Punk

O Daft Punk é uma dupla de (dois) de músicos que se juntaram para fazer um som eletrônico: o luso-francês Guy-Manuel de Homem-Christo e o francês Thomas Bangalter. Eles que se fizeram a dupla lá no começo dos anos noventa (mais ou menos em 93) e alcançaram relativo sucesso ainda no final dos anos 90, lá mesmo na França: no estilo “house” — seja lá Deus o que isso queira dizer.

Give Life Back to Music 

Até agora lançaram 5 álbuns dos quais conheço Discovery, este Random Access Memory (2013) e também a trilha sonora de Tron: O Legado (2010). Na verdade conheço o Discovery graças a animação Interstella 5555 (2003) — One More Time! — que foi feita pela Toei com o supervisão do mesmo mangaká de animes sensacionais como Galaxy Express 999 (que sou um puta fã) e também de Capitão Harlock: o senhor Leiji Matsumoto.

Fica a curiosidade de que nos shows ao vivo a dupla de música techno é conhecida por trazer vários elementos visuais incorporados às canções (além de usarem seus trajes espaciais): deve ser mítico ver um show ao vivo deles.

Mas como estou aqui para falar de um álbum deles…

Um pouco sobre o álbum Random Access Memories

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Random Access Memories começou a ser desenvolvido ainda em 2010 enquanto eles faziam a trilha sonora do filme Tron: O Legado — mesmo tendo sido lançado somente em 2013 (ou seja… 3 anos de gestação).

Esta belezura de CD foi um belo sucesso de público e crítica (não só do meio eletrônico) e chegou a ganhar o Grammy como o melhor álbum do ano de 2013, além de CDs de platina na Austrália, Bélgica, Itália, Nova Zelândia e Reino Unido, além de um CD de Ouro na Espanha. O lugar que mais vendeu foi justamente na Terra da Rainha: com +300,000 cópias vendidas!!

Get Lucky (com Pharrell Williams)

Quem sinceramente não ouviu essa em 2014 em?

O álbum ainda conta a participação do “gogó de ouro” Pharrell Williams nas músicas “Lose Yourself to Dance”, e “Get Lucky” (ambas com clipes FODAS!), de Julian Casablancas na música Instant Crush, de Todd Edwards na “Fragments of Time”, Panda Bear na “Doin’ It Right” e do DJ Falcon na “fucking awesome final music” “Contact”.

Sem contar no escritor/ cantor Paul Williams que participou na música “Touch” que junto com o com o guitarrista da banda Chic e o aclamado produtor Nile Rodgers colaboraram na com os caras do Daft Punk para fazer o álbum.

As influências do Random Access Memories!

Finalmente estamos chegando na parte boa né? Como vocês podem ver eu coloquei todos os clipes deste álbum aqui mesmo no post — sem contar que peguei as músicas que achei mais sensacionais também. Mas antes é preciso falar um pouco da influência groove e funk do álbum: quem conhece um pouco de música Disco (anos 70) e também um pouco do Soul presentes nos músicas de James Brown.

Lose Yourself to Dance (com Pharrell Williams)

E seguindo o pessoal da Wikipedia: esse álbum lembra “diversas passagens que lembram o disco “Songs in the Key of Life de Stevie Wonder” e também a perceptível influência do músico italiano “Giorgio Moroder”, principalmente na canção Giorgio que utiliza a faixa “The Chase” da trilha sonora de “Midnight Express (1978)” na música “tributo” “Giorgio by Moroder”. Dizem até que há influência do “Off the Wall” de Michael Jackson!

As “músicas que + gosto” do álbum

daft_punk_random_access_memories_wallpaperE para “até que enfim Meu Deus” chegarmos ao fim deste texto,  vamos falar sobre “as melhores faixas” do álbum. Na verdade o álbum inteiro é um Primor, e você pode facilmente dar play nele e ouvir do começo ao fim: coisa que eu faço numa boa sempre que quero ouvir.

Instant Crush (com Julian Casablancas)

Talvez seja porque simplesmente eu goste do CD inteiro… nunca se sabe. Vou falar um pouco de cada uma… sendo que as que + gosto estão por ai em todo o post, “of course”.

Comentando: Até Instant Crush

Anyway… começando com “Give Life Back to Music”, que é um puta bom começo, bem animada para aquele seu dia na praia, extremamente groove com aquelas jogadas “clássicas” de techno.

Giorgio by Moroder

Já “The Game of Love” é um pouco + lenta com alguma coisa de “games antigos”. Daí para “Giorgio by Moroder” que sinceramente é uma das MELHORES DO CD. Não se preocupem: no começo é o próprio Giorgio dando uma explicação de como ele começou a entrar no mundo da musica. Realmente curto demais.

Daí para “Within” e que também é um pouco lenta… e lembra aquelas músicas da Madonna, coisa de inicio dos anos 80, finais dos anos 70. Também excelente. A “Instant Crush” (com Julian Casablancas) já tem uma pegada + anos 70, disco mesmo. Com uns vocais lindos, devo dizer.

As “Groove” e o final + Techno

A “Lose Yourself to Dance” com o Pharrel, também muuuuito groove. Um Groove perfeito. A “Touch” (com Paul Williams) é para mim a “mais fraquinha” do CD mas também muito boa. “Get Lucky”, também com Pharrell Williams é a música que digamos assim… consagrou o álbum com um clipe foda. Groove total!

Doin’ It Right (com Panda Bear)

“Beyond” apesar de um começo meio “vai começar um filme da Disney” é bastante intimista junto com a “Motherboard”. Indo para “Fragments of Time” (com Todd Edwards), sendo outra música com um groove incrivelmente lindo.

Terminando com a mais Techno “Doin’ It Right” (com Panda Bear) e uma das que + gosto desta belezura de cd: “Contact” (com DJ Falcon) — eu diria que é uma das que + lembra a Trilha Sonora de Tron: O Legado. Esse final cara… o final é digno do final desta obra prima!

Conclusão

Contact (com DJ Falcon)

Final ÉPICO!

E ficamos por aqui galerinha boa! Espero que vocês ouçam o álbum inteiro e curtam esta obra prima do nosso século — se quiserem vejam e ouçam a crítica do álbum do Black Eyed Peas!

Aquele abraço!

Galeria de Imagens

Fontes:

Random Access Memories (Wikipedia): [Link]
Discografia (Wikipedia): [Link]
Interstella 5555 (Wikipedia): [Link]

Batman – Resenha: O Morcego na Cultura pop – Um Herói entre os deuses do Olimpo

O post que vocês vão ler agora sobre o Batman é uma espécie de Analise sobre o conceito e o que o morcego significa, depois de eu ter lido Cavaleiro das Trevas e também Piada Mortal. Qual o Significado do Batman na Cultura/POP? Qual o sentido de Super-Herói e Herói? Boa leitura!

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Batman – Resenha: O Morcego na Cultura pop – Um Herói entre os deuses do Olimpo

Muito bem senhoras e senhores, bem no fim das minhas férias eu venho para fazer criticas. Tenho alguns textos na fila, e como sei que animes costumam dar uma canseira danada, venho falar de uma questão sobre o Batman que talvez seja deveras interessante.

Dividi o texto em duas partes: a primeira aonde eu discuto a questão do “Vigilantismo” que é muito presente no batmorcego, e depois sobre o conceito de Super-Herói e Herói, que também é longamente discutido em qualquer bom quadrinho do morcegoman.

Vamo la!

Afinal, o que é ser Vigilante?

watchmen-em-quadrinhosDepois de ter lido Watchmen e… para a falar a verdade a vocês, ter gostado muito pouco, até porque eu não gosto tanto da escrita do Alan Moore; fica claro que apesar de não tratar exclusivamente nisso ou não focar muito o tempo inteiro, um dos grandes problemas (o plot principal que dá motor à história) é, como lidar com os vigilantes? Quem vigia os Vigilantes?

Ourto fato interessante também, é que na verdade todos os personagens de Watchmen foram inspirados em outros que já existiam, e que na época, se bem recordo, haviam sido comprados pela DC; e inspirados de outros quadrinhos também. Sigam o link da Wikipédia abaixo para entender melhor.

Batman e o Vigilantismo

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Batman e sua Gottam

Voltando ao ser vigilante em Batman, vamos falar do conceito. Ser vigilante é proteger a cidade (ou o mundo) do crime, mesmo que sem o aval da policia. Nisso você pode passar por cima da lei, ou qualquer coisa do tipo. É usar uma máscara, esconder o rosto, e dizer “Eu sou a noite“. Mas interessante, que outro herói também é tratado como um vigilante: Homem-Aranha.

Mas ele não é tratado como um vigilante no seu si. Por exemplo, o Batman sabe que é um vigilante. Ele sabe que ele não está a serviço da polícia, ou da política, mas da Justiça. E não importa a HQ ou desenho, ele vai tocar no assunto — se o autor respeitar o personagem.

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Uma caricatura…rs

No Homem-Aranha quem fala “Seu mascarado, isso é trabalho da polícia“, “Você não me engana, você está mancomunado com o Duende Verde“, “Cabeça de teia maldito, se você é tão bonzinho, tire a máscara, só bandidos usam máscaras!” é o J. Jonah Jameson Jr. Ali o autor trabalha a questão do Vigilantismo, do “fora da lei”. Parece palhoça, mas dificilmente vemos isso em outros super-heróis.

batman cavaleiro das trevas

No Batman o Comissário Gordon, com vimos no Cavaleiro das Trevas (HQ), não apenas atura, suporta, e ajuda o Batman. Nas palavras dele, “O Batman é além de tudo isso, é maior do que eu“, apesar que caso o Batman queira matar, ele está ali para impedi-lo.

Aliás, Cavaleiro das Trevas trabalhou muito bem isso com a nova Comissária, que trata o Batman como um “fora-da-lei”, um vigilante, coisa que ele é mesmo — e ele sabe que é.

The Legend of Zorro
Catherina Zeta-Jones, a musa de 10 entre 10 nerds…aiai

Revisando o conceito de vigilante: Alguém que age sem ser da força policial. O Batman sabe disso e comenta sobre isso. Eu arriscaria que a luta dele contra o Superman foi exatamente por isso: nem sempre o Governo tem razão, é preciso que alguém se arrisque em favor da sociedade.

Sim, até aí nada demais. Mas o Batman é algo além de vigilante. Pode-se dizer que na constituição dele — inspirado no Zorro, em filmes antigos do Drácula (fãs ajudem!) e sua forte questão moral, que ele é algo além de um vigilante.

Mas ele não é um super-herói.

Batman, o Herói grego Moderno

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Super-herói é exatamente o que o conceito diz: Além de herói. Supera e muitos as capacidades humanas. Voar, super força, alguma habilidade própria: adquirida (aranha radioativa), ou que faz parte do super (ser um alien que ganha poderes pelo nosso sol amarelo).

Até o Homem de Ferro não dá para comparar com o Batman, porque adquiriu junto com sua inteligência, habilidades suprahumanas. Como um professor meu que é fã dele diz: “O Homem de ferro se reconstruiu, se refez como pessoa“.

Batman não é nada de supra.

homem de ferroMas aí me falam “o super poder do Batman é o dinheiro“. É o dinheiro. Mas Ele não é o Dinheiro.

Vamos analisar melhor. Alguém que deu o melhor de si para se tornar a pessoa mais forte possível. Sabe tudo de artes marciais, é altamente preparado, tem uma inteligência absurda (melhor detetive do mundo), mas que no fim não voa nem nada: Batman meus amigos é um Herói.

Sabe Ulisses da Odisseia?

Ulisse alla corte di re AlcinooUlisses ficou perdido de Ítaca (aonde era rei), e teve que enfrentar monstros, deuses (se bem lembro), desafios de razão e contava com ajuda da sua ‘guia espiritual’ Pallas Athena, a deusa da Astúcia. Tudo isso para voltar a ser rei. Vocês lembram de alguém?

Como Ulisses que usou a razão para escapar de diversos perigos, como por exemplo ele se amarrou no seu barco para não ser enfeitiçado pelas sereias, ou não comeu uma fruta deliciosa que deixou seus soldados entorpecidos, e presos numa ilha (eles morreram lá?).

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O único super poder de um herói, que não é super coisa nenhuma, é a Razão, a astúcia. E claro, uma preparação absurda. Mas como Ulisses tinha a deusa Pallas Athena como Guia (quando ela disfarçou Ulisses de velho para ele poder entrar na sua cidade sem ser percebido), Batman tem o dinheiro. Ambos, Athena e Dinheiro, são ‘super’, mas nenhum nem outro é o Herói.

Bruce poderia ter ficado mais louco (Bruce é meio maluco) e torrado tudo, ficado pobre. Ulisses poderia ter comido aquela fruta deliciosa, ter ficado inebriado, e nunca mais veria a Pallas Athena. Athena o ajuda e protege, porque ele merece, e Bruce não fica mais rico se não for inteligente para gastar bem seu dinheiro — inclusive consigo mesmo.

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Batman, portanto, Não é um super-herói. A sua própria construção foi pensada para ele ser um herói — acima de tudo Humano. Um Zorro que lutava pelo povo. Um herói que luta por Gotham. Mas como Ulisses, ele enfrenta deuses, seres mitológicos, monstros, e ganha o respeito do Olimpo, pelo bom uso da singela força humana: A Razão — O Batman e seu clássico “Eu tenho um plano“.

Batman é mais próximo de um bombeiro que se arrisca pelo amor ao próximo do que do Superman. Batman é um conceito de herói. O máximo da coragem do homem. Um herói Moderno.

liga da justiça originalTalvez por isso ele tenha tantos fãs e os roteiristas gostem tanto dele, porque Batman é um humano em meio a deuses. Um herói homem no Olimpo.

Abraços Batamigos, rs!