Puella Magi Madoka Magica – Review: É o Melhor Maho Shoujo de Todos?

E no “Conversando sobre Animes” venho falar de um do textos que mais rendeu “tretas” aqui para o Afontegeek. Antes de tudo, peço para que “peguem leve” por se tratar só de uma humilde opinião. Mas então… Você acha Madoka Magica O melhor Maho shoujo de todos? É o que veremos no texto a seguir. Boa leitura!

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Puella Magi Madoka Magica – Review: É o Melhor Maho Shoujo de Todos?

Oi pessoal, bem-vindos ao  “Conversando sobre Animes” de Madoka Magica, ou Maho Shoujo Madoka Magica, ou ainda Puella Magi Madoka Magica. Por se tratar de um anime “mainstream” atual, e ter diversas criticas a seu respeito, vou direto ao assunto neste texto com muitos Spoilers.

Vamos falar de três coisas aqui. O primeiro ponto a se pensar é em Sacrifício; o segundo é no público alvo: o Feminino; e por fim na questão de “Aonde estão os Homens na história?“, que é ligada ao público alvo. Lembrando que se trata só de minha humilde opinião (bem argumentada) de quem não sabe nada, então calma fãs, é só minha opinião, rs.

madoka

Quem vê essas meninas não imagina que quase todas morrem o.O

O Sacrifício

Que é sacrificar-se? É dar-se pelo outro. Mas só há sacrifício de fato, quando você perde algo que lhe sensibiliza, lhe dói, e mesmo lhe Transforma. É uma característica essencialmente humana. Como a Madoka — que se “sacrifica” virando uma “deusa”,  (o que se trata de uma grande referência à Lain, de Serial Experiments Lain) para impedir que mais garotas mágicas se tornem bruxas… Vamos com calma.

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Ótima cena!

As bruxas são as próprias Maho Shoujos, o que quer dizer que não apenas o mal está nelas mesmas, como se transformar numa é “não vivenciar” a dor que de fato se sente. Em verdade, se transformar em uma “Bruxa” é evitar a dor, deixando-se de ser, consciente de si mesma.

Para piorar, quando a Madoka evita que as “garotas mágicas” se transformem em “bruxas”, ela evita que elas vivenciem a dor, evita que elas sofram, evita que elas cresçam como pessoas. Além deste “sacrifício” que a Madoka faz — como vimos, a Madoka se torna um meio das “garotas mágicas” fugirem dos problemas — ela sacrifica o amor que sente pela sua “melhor amiga”.

Eu não sei se os japoneses sabem, mas no início da poesia, os poetas/trovadores faziam canções de “amigo”, que eram endereçadas para suas amadas. Ter uma amiga, portanto, era ter uma amada.

madoka e homura

Sim elas se amam!

Acho que os japoneses não sabem disso. Mas é claro que todo o sacrifício que a Homura faz para que a Madoka exista, é porque ela a ama — e ao meu ver, é correspondia pela sua “amiga”. Só pra constar, o episódio onde a Homura mostra tudo o que passou pela Madoka, é de longe o melhor de todo o anime.

Por que o autor não quis que elas ficassem juntas? Todo Maho Shoujo tem romances “proibidos”, ou amores não correspondidos. Que o digam Sailor Moon e Card Captor’s Sakura. Então não entendi bem o motivo do autor/diretor “esconder” o profundo amor que a Batman, digo, a Homura sentia pela Madoka, e que bem sabemos, a Madoka retribuiria.

Todas se "sacrificam" e não se sacrificam: Por que não sentem a mudança, ou a tristeza...

Todas se “sacrificam” e não se sacrificam: Por que não sentem a mudança, ou a tristeza…

O anime fala de Sacrificar-se

Falando assim, parece que somente o nosso casal acima é o único que se sacrificou no anime. Errado! A Sayaka se sacrificou pelo Kamijou, a Kyouko primeiro pelo pai, depois pela própria Sayaka, e por fim a Mami que se sacrificou por ela mesma — não conta ela tentar salvar a Madoka daquela bruxa.

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A Mami foi de longe a que mais gostei: Se sacrificou para continuar vivendo.

É claro como a água que o anime fala de sacrifício. Certo que eu só percebi isso quando a Madoka virou a Lain, digo, a “deusa”, rs. A questão são os motivos dos sacrifícios e a não vivência das tristezas no argumento do anime — que possui um Roteiro pós-Clássico frequente em Maho Shoujo, óbvio.

Repito, ficar triste faz parte de crescer, e se transformar em “bruxa” ou “deixar de existir” é simplesmente não vivenciar essas dores que nos constituem enquanto tais. O anime peca como uma boa obra, por defender “fugir dos problemas”, o que acaba nos fazendo não sentir as mortes, ou melhor, os sacrifícios das meninas — Há um real sacrifício se nós nem elas, não os sentimos? Mahou-Shoujo.Madoka-Magica

Público Alvo: Meninas

E isso cai diretamente no público alvo. O anime é um anime feminino. Não há presença importante de homens. As questões e necessidades são as “sentidas” pelas meninas, assim como as “grandes conversas” do anime como a que a Madoka teve com sua mãe: “às vezes é preciso deixar o outro errar”, reforçam a feminilidade da obra.

Não acho ruim isso não. ARIA, por exemplo, é um anime voltado para o público feminino e isso é um ponto capital — ARIA é 10 pessoal — mas Madoka simplesmente não consegue falar de fato dos sentimentos das meninas. As mortes não podem ser sentidas, a Homura vira uma “robozinho” depois de tanto voltar no tempo, e o sentir é sempre controlado, racionalizado, filtrado.

Tudo o que as meninas não podem é sentir, sentirem-se mulheres. E as que se sentem, como a Hitomi Shizuki, podem ser mal-vista pela audiência por “roubar o namoradinho da amiguinha”. Sinceramente me pergunto se os autores Sabem falar com o público feminino, se tanto excluíram a presença “do outro lado” no anime. puella_magi_madoka_magica-05-sayaka-sword

O outro lado: Aonde estão os Homens na história?

O pai da Madoka é ausente a tudo, assim como o Kamijou usufrui sem agradecer o seu “milagre”. Confesso que me preocupou essa ausência, ou falta de preocupação com o outro lado (conosco, com os homens).

É basicamente como ver Kingdom: só aparece Uma personagem feminina no episódio 15 +/-. Além disso, ao meu ver, o futuro do anime é um futuro fortemente Feminino. Além de não haver presença “do outro lado”, no fim do anime com a não mais existência das “bruxas”, figuras “masculinas” formam o aspecto do que seria “o mal”.

Confesso até aqui certa preocupação. Ensinar as meninas a fugir dos problemas e tentar viver alheias do sexo oposto? Talvez seja muito forte a segunda proposição. Vamos dizer que, “o anime não fala com o público masculino” e fechar o assunto. homura-akemi

Conclusão

O anime ao meu ver, me perdoem os fãs, é fraco. Assisti ele até o fim porque gosto de “sangue”. Apesar de amar a Mami, saber que ela foi morta decapitada, me fez continuar. Foi realmente uma sensação estranha ver todas aquelas meninas morrerem, uma após a outra, e simplesmente não sentir nada, porque a única que mostrava algum sentimento era a Madoka.

MahouShoujoMadokaMagica225 mami

Mami = Moe = Eu gosto! rsr

E mesmo assim, a Madoka estava tão alheia com a/o Kyuubey para tentar descobrir como parar aquele “mal” — Kyuubey “não tinha culpa”, ele estava ali para continuar a existência da espécie dele; era um Soldado — que não tivemos tempo, nós, público, de chorar/sentir, as mortes da Mami, Sayaka, Kyouko, ou mesmo sofrer porque a Homura havia perdido o grande amor da sua vida.

Ou seja, não conseguimos vivenciar as grandes questões do anime, porque os personagens não trabalhavam essas emoções — elas não podiam ficar tristes lembra? — e por não poderem vivencia-las, é claro que elas não cresciam como… Personagens.

Mahou_Shoujo_Madoka_Magica_-_11_-_Large_17

Essa mina é muuito sensacional!

Vou fechar esta review repetindo o argumento do anime: Fugir dos problemas, como Evitar a morte de seu grande amor, ou evitar vivenciar a tristeza (se transformando em “bruxa” ou deixando de existir), de forma alguma é ao meu ver, um bom argumento, não importa para que público seja.

Ensinar as meninas a não encarar os problemas é uma tolice sem tamanho. O anime é ruim, assim penso. Indico (para Todos!) Black RockShooter por ele falar justamente do contrário. Crescer e renascer como uma fênix, diante das diversidades da vida.

Nota: 8,0 – 7,5

Fontes e Ficha do Anime:

Wikipedia ENG [Link]
AnimeList [Link]
Diretor: Akiyuki Shinbo [Link]
Escritor: Gen Urobuchi [Link]
(Gen Urobuch também é autor da Light Novel de Fate/Zero da Type/Moon e parece que participou de muitos outros animes conhecidos)

10 Respostas para “Puella Magi Madoka Magica – Review: É o Melhor Maho Shoujo de Todos?

  1. Oi, Tassio:
    Puella Magi Madoka Magica, como eu já havia dito antes, guarda vaga semelhança com Yume Tsukai, de Riichi Ueshiba, em certos elementos. Há, por exemplo, um personagem em Yume Tsukai que teve sua cabeça decepada em circunstâncias misteriosas na primeira aventura da série, que durou dois tankohons, se não me engano.
    Outro mangá (e anime) que guarda certas semelhanças com Madoka Magica é a série Bokurano, de Mohiro Kitou. Principalmente quanto aos sacrifícios dos personagens principais (no caso, os jovens pilotos do Zearth) e a presença do equivalente do Kyuubey (no caso, o Koemushi), que têm até mesmo as cores do mascote da série da Madoka Magica, Na verdade, Koemushi é uma versão mais cruel de Kyuubey.
    Quem já assistiu às duas séries, percebe essas semelhanças. É como se Puella Magi Madoka Magica fosse uma versão “shoujo” de Bokurano, guardadas as devidas diferenças, é claro.
    Falando em Madoka Magica, o novo longa da série está entre os três longas de animes pré-indicados para pré-seleção do Oscar, ao lado do novo longa do Estúdio Ghibli e do longa Momo no Tegami.
    Para encerrar, um link para um artigo sobre a versão anime da série de Mohiro Kitou (nos comentários, dá para saber mais coisas como as divergências entre o autor do mangá e o diretor da versão anime):
    http://www.genkidama.com.br/argama/2012/02/10/bokurano-quando-o-mecha-e-apenas-coadjuvante/
    http://www.animenewsnetwork.com/news/2007-06-14/bokurano-helmer-changes-story-due-to-dislike-of-manga
    http://kurogane.animeblogger.net/2007/06/15/i-hate-the-manga-says-bokurano-anime-director/

    • Oi Nekomimi, vamos responder seu comentário com calma, como sempre aliás. Primeiro, discordo muitissímo. Comparar uma obra genial como Yume Tsukai com Madoka Magica é quase um atentado, rs. Tanto como público alvo, como qualquer relação simbólica. Yume Tsukai nekomimi, vc sabe q penso eu né, é uma obra imensamente mais abrangente, complexa, e mais bela como um todo.

      Se Madoka usou como referência na decapitação (coisa que discordo, pq em Yume não houve medo de mostrar a cena, até pq se trata de um seinen gore, sem contar o motivo que levou a morte em Yume Tsukai, que é de outro nível) é extremamente difícil, mas se foi, é possivel pelo ano de Tsukai (2001) e o ano de Madoka (2011), mas como eu falei acima, os motivos de ambos os casos são extremamente diferentes, e no segundo, a cena foi mostrada com toda coesão.

      Sobre as outras de referências de Madoka, eu realmente não vou poder lhe dizer por não ter visto os outros animes (e dado eu não gostar muito do argumento de Madoka, dificilmente verei esses) mas é certo, que Yume Tsukai Nada ou Muito pouco serviu de referência, muita mais pelos diversos Argumentos que ocorrem no manga. Vou deixar aqui o link do texto de Yume Tsukai [ https://afontegeek.wordpress.com/2013/07/14/conversando-sobre-yume-tsukai-porque-sonhos-e-sangue-combinam-review-de-manga/ ] q eu sei q vc leu Nekomimi, mas é normal nós discordamos de alguma coisa.

      Como cito, vejo com muita clareza a referência à Serial Experiments Lain no final da Madoka virar uma “deusa”. Isso para mim é ponto concreto.

      Sobre o “sacrifício” das meninas em Madoka, eu também discordo, mas deixei isso claro no texto. Só um ponto Nekomimi, não pareceu q vc leu minha review, e espero que isso não mais se repita — vc não falou nada do texto que fiz. Caso ocorra novamente, não vou postar seu comentário. Só para deixar frisado mesmo.

      E nesse texto [ https://afontegeek.wordpress.com/2013/11/23/novo-filme-do-estudio-ghibli-e-do-autor-de-a-viagem-de-chihiro-the-wind-rises-e-noticias-sobre-o-filme-animado-brasileiro-uma-historia-de-amor-e-furia/ ] falamos sobre o filme de Madoka estar entre os pré-indicados. Quando o antigo dono do blog leu meu texto, e viu o argumento de Madoka (Obviamente que não vou ver esse filme) ele duvidou muito dele participar efetivamente do Oscar. Eu não sei, sinceramente espero que não.

      Abraços cara, tamos junto. Mas por favor, comente coisas que tem haver com o texto, na próxima o comentário simplesmente não será postado. Bom natal cara!

      • Olá, Tassio:
        Não deu antes para passar por aqui, pois eu estive fora por uns tempos, e depois acabei esquecendo de visitar o seu blog, mas agora que eu tenho um tempinho para postar aqui, é que eu li o seu comentário.
        Me desculpe se se aborreceu por causa daquele meu comentário anterior acima, mas é que naquela hora eu havia me esquecido de que havíamos falado sobre isso antes, e por causa disso o meu comentário acabou ficando assim repetitivo.
        Quanto a comentários futuros, se quiser eu posso enviar por e-mail os comentários que eu vier a postar (antes de postar, é claro) para que você possa avaliaá-los e ver se podem ou não ser postados em seu blog, assim isso evitará futuros aborrecimentos para você. É uma sugestão, se caso concordar, farei dessa forma daqui para a frente.
        Bom, por ora é só. Até a próxima.

      • Olá nekomimi, vou ti dizer uma coisa meu amigo: me desculpe. Repensei bastante a resposta que eu dei no seu comentário e me excedi muito. Realmente peço desculpas. Não acho necessário que vc me mande emails, na verdade como eu falei no comentário acima, só quero que vc comente meu post, dê sua opinião muito abalizada como sempre. Mas d qlqr jeito vc falou algo a mais de Madoka e acrescentou seu vasto conhecimento ao blog — eu agradeço.

        Então é isso, lhe peço desculpas, mas tbm peço pra vc comentar um pouco meus posts; não precisa d mandar email nao. Estamos sempre juntos cara. Se vc quiser fazer parte da equipe ai sim, me mande o email.
        Abração mano.

  2. Profunda review de Madoka Magica! Sensacional!

    Gostaria de saber se você ja viu ”higurashi no naku koro ni”, é meu anime preferido e eu gostaria de uma review, tambem sou muito fã de guilty crown xD

  3. Gostei da resenha, mas era mesmo necessário esse spoiler de Serial Experiments Lain? Que vacilo!

    • Hummmm cara… é vdd. Pior que eu n sei se retiro, pq a referência é tão perfeita, que faz todo o sentido estar na resenha. Mas enfim, eu n contei como ou pq, ou se Lain se sacrifica virando uma deusa… mas taí é um fato viu mano. Valeu o toque fera!

  4. Discordo muitíssimo dessa leitura de que a tese principal da história levaria, em último caso, a um lema como “é possível evitar os problemas”. Achei bem rasa, pra falar a verdade e me pergunto quais são as outras leituras de alguém que faz uma critica dessas.

    As ‘mahou shoujo’ não têm, de forma alguma, escolha. Elas são pegas em momentos de imensa fragilidade/necessidade e seduzidas por uma proposta que balançaria até o mais estóico dos humanos: a possibilidade de realizar o irrealizável… ou um “milagre”, como queira. Uma vez decididas, nenhuma delas hesita mesmo desconhecendo completamente as consequências do contrato ou que tipo de poder permitiria algo tão grandioso (“Ah, vou virar uma Mahou Shoujo e chutar a bunda de uns troços malvados em nome da humanidade e blablabla? Beleza, muito justo!). Esse pequeno erro de cálculo é nada mais do que hybris. Sem mais.

    O melhor exemplo (ou pelo menos o que acompanhamos por mais tempo) é o de Sayaka. Nem o aviso das veteranas serviu para fazer com que ela pensasse duas vezes no desejo que realizaria. O sacrifício é, realmente é o tema central da série, concordo… mas que sacrifício é esse? A troco de quê uma criança de 14(?) anos vende a própria alma? Amor? Heroísmo? Salvar o mundo? Madoka várias vezes fala que se sente inútil, “alguém sem talentos”. Todo adolescente já se sentiu assim, e aí, imagina se aparece um Kyubey, hein?

    Agora, por que discordo tanto de você? Do jeito que você fala, parece que o desfecho do anime faz com que as meninas parem de passar por um processo natural, quando é bem o contrário, é justamente ao serem ‘captadas’ pelos incubadores que as meninas não crescem nem vivem uma vida humana normal, com a angústia e frustração humana de todo dia (“para os adultos, as coisas só valem a pena quando tem sofrimento”, palavras da adulta mãe de Madoka).
    O desejo realizado cobra um preço altíssimo delas, que se tornam armarguradas em função das consequências de não quererem lidar com a realidade (a morte para Tomoe, desilusão amorosa para Sayaka, sorimento familiar para Kyoko). Com isso, as meninas vão ficando desesperançosas e frustradas até virarem “bruxas” e servirem de fonte de energia para o segundo enredo da história (uma trama de ficção científica à lá Matrix): Kyubei está a serviço de uma sociedade extraterrestre que explora seres humanos para sugar a energia deles.

    Madoka nunca, nunca, nunca teve a intenção de salvar o mundo, o que ela preza é harmonia e justiça. Ela acha legal a ideia de poder ser “alguém especial” como uma garota mágica. Legal e assustador, ainda mais quando vê uma delas morrendo logo de cara. Quando as circunstâncias mudam e ela entende o que está em jogo e o que está nas mãos dela, ela age. Mas não tem a intenção de “proteger” as meninas da vida, e sim não ser vítima para num sistema injusto e macabro, nem deixar que isso aconteça com outros ou permitir que Homura fique num looping infinito pra sempre. O anime não deixa claro em hora nenhuma se Mahou Shoujos podem crescer, biologicamente falando, ou se são como vampiros. Sabemos só que, no sistema antigo, elas morrem em pouco tempo, bem antes de virarem adultas. E morrem de desgaste psicológico. Também não fica claro como funcionam os contratos no novo sistema, nem se as meninas simplesmente viram adultas como garotas normais e deixam de ser garotas mágicas, por exemplo. O que fica claríssimo é que “virar bruxa” é o lado sombrio de ser uma mahou shoujo e não representa, de forma nenhuma, se tornar adulta e lidar com decepções da vida. Na verdade, tá mais pra um arquétipo trágico do que acontece quando se tenta fugir disso por um atalho mágico.

    Achei nonsense a crítica à ausência de homens e a parte sobre “necessidades femininas”, você nem deixa claro o que é isso (a conversa que você cita poderia muito bem ser de uma mãe com um menino ou um pai com um menino) porque provavelmente não sabe o que tá falando. O pai de Madoka, o pai de Kyoko, Kyosuke. Esses últimos tem uma presença tão forte e interferem de forma tão direta na história, que não sei de onde você tirou a “evitação” de lidar com o sexo oposto (o que, no mínimo levantaria questões de gênero entre outras que tomariam muito tempo. Mas ninguém critica a falta de personagens femininas de “presença” em shojous e filmes/comics “masculinos”, ahem. Enfim… A masculinidade é mesmo fráááágil.). Tanto o pai quanto a mãe de Madoka são claramente presentes na vida dela e há cenas em que ela conversa com ambos sobre temas relevantes. A inversão dos papeis (pai que trabalha em casa x mãe executiva) é bem bacana, assim como a postura receptiva do pai de Madoka em relação à mãe. De forma geral, adultos não tem muito o que fazer na trama, apesar de não serem personagens apáticas (em nenhum momento tive a sensação de crianças desassistidas ou “soltas na aventura”), eles não poderiam interferir nas ações das meninas e tem participações “recuadas”. Acho interessantes que todas as falas dos adultos são pequenas “lições”, a professora inconformada com o machismo, a mãe de Madoka que a incentiva a não se esconder do mundo, o pai que, como já dito, fala sobre gostar esposa pelo que ela é (uma workaholic diferente). São todos muito pé-no-chão em suas poucas aparições. A única coisa que irreal é a mãe de Madoka acreditar que uma menina de 14 anos tem um bom motivo pra sair numa tempestade calamitosa… mas vai que tem simbolismo ou sei lá, coisa de anime.

    • Fala Luiza! Menina seu comentario é maior que meu post, mas tudo bem, assim que o vi grande desse jeito pensei que “n vou aprovar esse comentário de jeito nenhum, ela só deve tá é reclamando” kk. Falo isso pq esse post causa… ahmmm “rusgas” entre os fãs de Madoka mas sempre pausa para o pontos mais ponderáveis do anime… mas tenha calma, eu vou chegar la devagarinho.

      Primeira coisa de tudo: não precisa me ofender tanto não kk. Como assim “Achei bem rasa, pra falar a verdade e me pergunto quais são as outras leituras de alguém que faz uma critica dessas.”? kkk Se vc conhecesse mais a fundo o site, veria reviews sobre Dom Casmurro, O Estrangeiro e até sobre uma das obras que mais prezo na literatura portuguesa: Grande Sertão: Veredas. Na verdade menina, eu sou fessor de filosofia, então se tem uma pessoa com MUITA LEITURA, de coisas que vc provavelmente desconhece, sou eu.

      Então… vc citou a tese central do anime: “O sacrifício é, realmente é o tema central da série, concordo… mas que sacrifício é esse? ” — o sacrificio. E justamente se fez a pergunta que eu mesmo faço: isso é sacrificar-se? Para falar a verdade, eu não sei se vc chegaria a essa conclusao sem ter lido minha crítica — e fico feliz que vc a leu toda — mas isso demonstra que como ANALISE, estou mais do que correto. O anime fala em sacrificar-se… mas peca de algum modo em “Como ou o O que é sacrificar-se”.

      Outro ponto do seu comentário (maior que meu post kk) que me fez pensar “aprovo ou não aprovo?” foi qnd vc falou: “Achei nonsense a crítica à ausência de homens e a parte sobre “necessidades femininas”, você nem deixa claro o que é isso (a conversa que você cita poderia muito bem ser de uma mãe com um menino ou um pai com um menino) porque provavelmente não sabe o que tá falando” — kk. Então… eu acho que faltou uma boa leitura de sua parte, com relação a meu texto: eu falei isso porque o anime fala, no meu entender, dos problemas femininos e de como as mulheres lidam com eles. Mas tbm, no meu ver, o anime não consegue falar desses mesmos problemas de forma fluida ou profunda. Falo isso porque animes como ARIA, que cito no texto, falam bem melhor disso. Mas tá, AdminTB, que problemas femininos? Meu namoradinho doente, minha familia que precisa de mim, me sinto fora do mundo, ah como eu queria ser como minha amiga… poxa acho que gosto dela… todas questões femininas não são bem abordadas no anime, porque na minha opinião, o autor nas as conhece.

      Já estou terminando kk calma. Sobre os adultos, vc foi perfeita: geralmente em animes eles n tem grandes aparições, mas discordo que o Pai da Madoka tenha participação especial no anime. Diferente da mãe dela, assim como a professora: vc citou, exatamente, MULHERES tendo participações realmente basilares na obra… e não se apercebeu disso.

      Sobre o fim da crítica… vc tem que ABSTRAIR. O anime tem uma historia de “ficção científica” (eu n chamaria disso) e vc faz pensar que a Kyubey “obriga” nos momentos difíceis das garotas, que elas não tenham escolha, e que justamente, elas terminam “bruxas” meio que… não tendo escolha para isso. Mas é o contrario: Kyubey não é “nem boa nem má” (ou bom ou mau… não se sabe kk ela é a versão Mokona de Madoka kk) e faz isso para continuar a existir o (seu) universo. Se trata da lei da natureza menina, e disso ninguem tem culpa: o leão não tem culpa pq tem de comer o a zebra, a zebra não tem culpa pq tem de comer a grama e vice-versa.

      O terminar “bruxas”, justamente demonstra que o autor pensa que a pessoa deve fugir dos seus problemas ou evitá-los, porque não consegue vivencia-los. Abstraia (ou seja, tire da mente toda a questão sci fi do anime e da historia por trás) e perceba que as Meninas acabam por não se aperceberem por completo dos seus sentimentos, porque oras, seu destino se o fizerem é virar bruxas. Por que cito isso? Porque o autor aponta o dedo, mt provavelmente para a sociedade japonesa, como se dissesse a mulher japonesa (ou a menina) que “Hei vc não está vivenciando suas dores e sofrimentos… se continuar assim vai virar uma bruxa em?”.

      É para a sociedade japonesa que o autor aponta sua obra filha (tenha sempre isso em mente qnd ve animes), como se ele dissesse (e não perguntasse) que a mulher japonesa acaba engolindo mts sapos durante a vida, mts tristezas, não diz nada sobre elas, fica tudo “por isso mesmo”, e no fim, se tornam mulheres amarguradas por não exprimirem àquilo que sentem — elas sao forçadas a deixar todo o sofrimento debaixo da “crosta terrestre”, sempre forçando sorrisos lindos, carinhas “kawaai” (tem algo mais kawaai que uma maha shoujo?), enquanto que por baixo guardam sentimentos tristes, que no fim, as fazem se tornarem “bruxas”.

      Até aí tudo bem: o problema é o final do anime. As maho shoujo, mesmo no fim, em vez de vivenciar as tristezas e as superar (como faz a menina de BLACK ROCK SHOOTER), elas viram… “gasparzinhos”, nunca mais sofrem e tudo fica feliz: sem contar o final fantasmagórico: o problema não sao os sentimentos escondidos sob a crosta, o problema… são os homens kk Hilario né?

      Acho que vc falou de uma coisa interessante sobre a mae da madoka dizer q tem de “vivenciar os problemas” — eu n lembro se cito isso na crítica, mas tudo ok.

      Então Luiza… Teve pontos de seu comentario que vc veio questionar porque eu não pude deixar o texto mais claro — e nao dá MESMO. O texto primeiro faz uma analise, e depois apresento minha critica sobre o anime. N posso focar todos os pontos — o deixaria ainda maior do que já está. Mas entendo suas duvidas. O amigo ~kaimi me fez perguntas parecidas… seu comentario foi bom pq serviu para aclarar mais a review.

      Só um toque: menos ad hominens (menos xingamentos kk) e mais leitura. Acho que se vc lesse mais, talvez entendesse aonde quis chegar no texto. De qlqr jeito, n se faça de rogada e leia a crítica de Yume Tsukai aq do site, que acho que vc deve conhecer o mangá como uma fã de Madoka.

      ps: Pois éee sobre o anime “empoderar as mulheres”, por acaso num podcast que vai sair sobre Aquarion Evol, falamos sobre CDZ (clássico… pelo amor d Deus!… o antigo!), por ex, colocar as mulheres sempre como frageis ou não sendo tão poderosas qnt os homens… na vdd animes antigos tinham a tendencia a colocar personagens femininas ou como frageis, ou como inimigas malvadonas. Essa é uma percepção boa.

      ps²: Se vc for fazer uma replica… não xingue, pq caso tenha ad hominens… n será aprovado. MHAHAHA

      Beijos menina😉

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