V: The New Mythology Suit – Critica: O Melhor do Sombrio e Progressivo Metal!

Sejam bem-vindos a um dos nossos primeiros textos sobre de crítica de álbuns e cds aqui no Afontegeek. E começo logo com um dos que mais gosto, o incrível V:The New Mythology Suit, do Symphony X. Espero que os amigos e amigas curtam a resenha!

V: The New Mythology Suit – Critica: O Melhor do Dark e Progressivo Metal!

Sejam bem-vindos a nossa resenha de um dos cds mais épicos que já tive a oportunidade de ouvir, o poderoso, sombrio, o shadows, o dark, o incrível, V: The new Mythology Suite, da banda de metal progressivo, ou como gosto de dizer, da “melhor banda de Power Dark Metal” que existe até hoje.

Bom, dessa vez não falarei de todas as músicas deste que é o melhor álbum do Symphony X em minha humilde opinião como fiz com o melhor CD do Mundo, o Eclíptica. Para adiantar a leitura e os apressadinhos, falarei um pouco sobre o que é power Dark metal, um pouco sobre o V, e depois, colocarei apenas as melhores músicas deste clássico.

O que é Power Dark Metal? Como é o Sombrio?

Bom, e então, o que é o “power dark metal”? Lembro, que há um tempo atrás — nos ótimos The Divine Wings of Tragedy(1997) e Twilight in Olympus (1998) — haviam muitas comparações entre o Symphony e o Stratovarius. Vou explicar melhor.

Há algum tempo eu ouvia essas comparações toscas, até porque faz relativamente pouco tempo que o Symphony X ficou mais conhecido na comunidade metaleira que frequento — apesar que conheci ela há bem mais tempo que isso. Daí é normal que comparações com bandas mais conhecidas sejam feitas.

Fallen

Em poucas palavras, esse álbum pode ser descrito como: a saída da tragédia grega, para a nova mitologia.

Comparação bizarra essa em minha opinião, até mesmo porque os álbuns mais sombrios e até pesados do Stratovarius, como o Twilight Time e o Dreamspace, não se aproximam do clima de suspense, Wishes, e do caráter Místico e Grego que permeiam todo o trabalho do Symphony.

Na verdade esses cds do Stratovarius lembram um pouco os trabalhos do Black Sabbath, muito por causa da voz do Timo Tolki, que lembrava bastante a do Ozzy. Mas isso é assunto para outro texto. Vamos seguir aqui falando do álbum sombrio e dark do Symphony X.

Um pouco sobre o Symphony X

Desde o sombrio The Damnation Game aonde as músicas fazem muitos jogos de palavras, principalmente com os termos “Shadows” e “Dreams”, temos desde lá, um som muito soturno, apesar de guitarras brandas, sem os riffs que chamamos de ‘sujo’, ou seja, aqueles riffs que estão ali somente para dar peso à música.

A coisa interessante porém, é que até hoje, as palavras mais presentes em TODAS as músicas do Symphony  Xcontinuarem sendo Shadows e Dreams. Parece até um fetiche. Mas se você parar para pensar que o Rhapsody adora falar de Dragões, faz você pensar que “sombras e sonhos” são os temas que mais o Symphony X utiliza em suas músicas. Esses, e suspense. E uma brincadeira com ocultismo também.

O ‘Damnation’, apesar de não ser o cd mais aclamado pelos fãs, — assim como o próprio ‘V’ — mostra que não se precisa de guturais, riffs sujos, e baterias muito pesadas para mostrar como o bom metal não precisa ser pesado, para ser Sombrio.

Sem dúvida, as demos  (ou seja, os primeiros álbuns do Symphony X) são bem pesadas comparadas aos álbuns, contudo é impossível não se lembrar do dark, do sombrio, tentando remontar aos épicos, ao ouvir o melhor trabalho da banda até agora — The New Mythology Suite.

Essa classificação é complicada, porque o Symphony já foi chamado de melódico, de heavy metal sinfônico — coisa que mudou depois de bandas como o Therion — e agora é chamado de prog metal, ou metal progressivo para nós brazucas, fazendo coro com bandas como o Adagio e o Time Requiem —  sendo que a Time Requiem é mesmo bem mais progressiva que as outras duas.

Communion And The Oracle

A Lenta do Álbum. Uma das melhores da banda. Linda.

Nos últimos álbuns do Symphony X — o aclamado The Odissey — e o muito bom, PUTA QUE PARIU Paradise Lost, eles vêm numa pegada mais pesada, mas mantendo o limpo, o virtuoso, e o clima de suspense acima de tudo — sendo que o pesado está incrivelmente fodão: é só lembrar de músicas como King of Terrors.

Assim, ouvindo o The New Mythology com calma, e na verdade ouvindo a discografia inteira da banda, cheguei numa conclusão: É rápido, mas não tem muito aquele “power” presente no Stratovarius ou Sonata Arctica. É pesado, mas não como bandas de Trash metal (na verdade algumas músicas são mais pesadas até que p Sepultura em minha opinião… mas não no V).

E acima de tudo o Symphony X é muito Sombrio: Logo acabei chegando nesse termo “Power Dark Metal”. Eu sei que muitos também chamam essas bandas de um metal mais progressivo e virtuoso, mas que mantém uma boa dose de peso, de “Metal Neoclássico”, mas o blog é meu e eu dou o nome que me dá na telha.

De qualquer jeito ficam aí também bandas de “metal neoclassico” caso vocês queiram conhecer: Adagio e Time Requiem.

Rediscovery[s]

Se trata da música épica do disco. Ouça, é só o que aconselho.

Sobre o álbum New Mythology

Sobre o álbum, ele é  sem dúvida um dos melhores da banda. Talvez até mesmo o melhor. Eles vinham numa subida de qualidade desde o Damnation, e também no Divine Wings — apesar de que o Olympus, não é tão bom assim em minha opinião.

E mesmo o Odissey, e o Lost têm algumas músicas que não condizem com o trabalho completo do álbum, diferente do “V” que é quase por completo, uma obra de arte. Mesmo o Iconoclast tem algumas músicas que não são, digamos assim, excelentes. Mas o The New Mythology… você só precisa apertar play e curtir.

Sobre o cd V:The New Mythology Suite em si, continua com o clima de mistério, de ser sombrio, e agora de Místico que a banda carrega. Músicas como Evolution, Fallen, Bird-Serpent, Fool’s Paradise e ambas as Rediscovery, marcam MUITA presença no obra. Tirando a quantidade enorme de músicas instrumentais e introduções,  e talvez um ou duas músicas, garanto que você pode colocar o cd para tocar direto.

Um destaque a mais deve ser dado nesse álbum épico — que ás vezes parece trilha sonora de filme — é o coro de fundo. Esse coro ainda faz e sempre fez ótimas participações em todos os cds, mas neste álbum, ele é simplesmente perfeito. Sem ele esse trabalho não seria tão tão sombrio quanto é — aprenda a fazer coros bons assim, Rhapsody!

Um pouquinho das Melhores Músicas do Álbum:

Evolution e Fallen

Junto com a música Intro do Cd, abrem de forma Perfeita esse álbum sombrio, quase teosófico mesmo. Duvida? É só ler o refrão da Evolution (The Grand Design):

“Aqui estamos, Filhos do Sol e das Estrelas
Os primeiros a saber e a compreender…
Vivendo pelas Leis das Eras
Profetas e Sábios – forjando Utopia”

Fool’s Paradise e Rediscovery[s]

Penúltima música, a Fool’s é um show de peso e virtuosismo; o guitarrista, o tecladista, são sem dúvidas uns dos melhores do metal, e nessa música, deram show. Sem contar o vocalista, sempre limpo, sóbrio…perfeito.

É isso pessoal. Espero que tenham curtido essa minha resenha e esse papinho aí sobre classificações de banda. De todo jeito, deixo com vossas senhorias um trabalho maravilhoso dessa banda que traz um metal mais sombrio, mais Dark, mas sem esquecer daquela dose de virtuosismo que pelo menos eu, curto pracarai.

Abração!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.